Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Vamos receber o Senhor

Pensaste nalguma ocasião como te prepararias para receber Nosso Senhor, se só se pudesse comungar uma vez na vida? – Agradeçamos a Deus a facilidade que temos para nos aproximarmos dele, mas... temos de agradecê-lo preparando-nos muito bem para o receber. (Forja, 828)

Jesus é o Caminho, o Medianeiro. N'Ele, tudo! Fora d'Ele nada! Em Cristo e ensinados por Ele, atrevemo-nos a chamar Pai Nosso ao Todo-Poderoso, a Ele, que fez o Céu e a Terra e que é esse Pai tão afectuoso que espera que voltemos para Ele continuamente, cada um de nós como novo e constante filho pródigo.

Ecce Agnus Dei... Domine, non sum dignus... Vamos receber o Senhor. Quando na Terra se recebem pessoas muito importantes, há luzes, música, trajes de gala. Para albergar Cristo na nossa alma, como devemos preparar-nos? Já teremos por acaso pensado como nos comportaríamos se sóse pudesse comungar uma vez na vida?

Quando eu era criança, não estava ainda divulgada a prática da comunhão frequente. Recordo-me de como se preparavam as pessoas para comungar. Cuidavam com esmero a boa preparação da alma e até do corpo. Punham a melhor roupa, a cabeça bem penteada, o corpo fisicamente limpo e talvez mesmo um pouco de perfume... Eram delicadezas próprias de quem estava apaixonado, de almas finas e rectas, que sabem pagar o Amor com amor.

Com Cristo na alma, termina a Santa Missa. A bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo acompanha-nos durante toda a jornada, na nossa tarefa simples e normal de santificar todas as actividades nobres do homem. (Cristo que passa, 91)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1939

Encontra-se em Vitória, Espanha. Fala com o Bispo dessa cidade sobre a publicação próxima de Caminho. D. Xavier Lauzurica oferece-se para escrever o Prólogo: “A ti, querido leitor, são dirigidas essas linhas penetrantes, esses pensamentos lacónicos; medita cada uma das palavras e impregna-te do seu sentido. Nessas palavras paira o espírito de Deus. Por detrás de cada uma das suas sentenças há um santo que vê as tuas intenções e aguarda as tuas decisões”.

Bom Domingo do Senhor!

Guardemos e ensinemos por palavras e atos os Mandamentos de Deus certos de que o Senhor na Sua infinita bondade como nos anuncia no Evangelho de hoje (Mt 5, 17-37) nos acolherá no Reino dos Céus.

Louvado seja Deus Nosso Senhor pela sua Palavra de misericórdia!

40 dias

Nossa Senhora dos não nascidos (Memorial às crianças não nascidas Eslováquia)
Um grupo de pessoas compreendeu a extrema gravidade da liberalização do aborto em Portugal. Uma das respostas foi «Mãos Erguidas», outra foram os «40 dias pela vida».

Não vale a pena estabelecer hierarquias de horror e comparar a lei do aborto com outros momentos da história nacional ou da história do mundo, basta dizer que, em vez de proteger a vida humana, o país aceitou uma forma de assassinato. Começou-se com o pretexto de fechar os olhos a dramas particulares mas rapidamente se resvalou para a crueldade mais fria. O fanatismo dos que promoveram esta legislação foi ao ponto de recompensarem com subsídios quem aborte, incluindo o direito a férias ditas «de maternidade»; em contrapartida, até se esgotar o prazo legal para abortar, negam qualquer apoio do Estado às mães que não abortarem.

Antes fosse uma velha lei esquecida, herdada de tempos bárbaros que ainda não tinham ouvido falar da dignidade da pessoa humana. Antes fosse.

Perante uma desgraça tão grande, cuja solução ultrapassa a capacidade humana, o grupo «Mãos Erguidas» colocou o assunto nas mãos de Deus. O nome que escolheu corresponde ao propósito de vencer com oração a resistência dos corações empedernidos da sociedade em que vivemos. Compraram uma pequena casa em frente da clínica de abortos de Lisboa e ali se revezam a rezar, a rezar, a rezar. Estando tão próximos daquele local terrível, em que se despedaçam vidas, oferecem ajuda a quem queira escapar desse caminho. Fazem-no de uma forma enternecedora, sumamente respeitosa para com aquelas pessoas, que chegam muitas vezes angustiadas, abandonadas e sem forças para tomarem decisões justas.

Filho que perdoa e consola a mãe, escultura do 
eslovaco Martin Hudacek no Memorial às crianças 
não nascidas a  pedido de mães que abortaram, para 
as ajudar a compreender que Deus as ama e perdoa
Há histórias comoventes, de lágrimas felizes de pessoas desesperadas que descobrem, a um passo do abismo, uma amizade verdadeira que as agarra e as devolve à vida. Também há quem tome consciência do que fez quando já é tarde demais. O sofrimento é, então, insuportável e chegam a odiar-se. É preciso explicar-lhes que Deus as quer felizes e lembrar-lhes que Jesus dizia que quem é mais perdoado também ama mais. As «Mãos Erguidas» ajudam no que podem, acompanham ao médico, ao psicólogo, ou conseguem outros auxílios, conforme as necessidades. Por exemplo, o traumatismo psicológico que se produz quando a pessoa ganha perspectiva sobre o que aconteceu e não consegue lidar com a própria culpa requer frequentemente um apoio psicológico especializado.

Os «40 dias pela vida» (de 1 de Março a 9 de Abril, www.40diaspelavida.org; ou telefone 93 404 04 09) são o convite a juntarmo-nos à oração habitual.

Os exércitos demoníacos do egoísmo, da ganância e do medo batalham contra Deus naquele terreiro. E Deus vai à luta com um exército de mão erguidas, sem armas, mas com um coração disposto a entregar a própria vida até ao fim. As entradas do diário dos «40 dias pela vida» parecem telegramas da linha da frente, onde se luta entre a morte e a vida.

«Hoje uma mãe grávida do quinto filho ficou de pensar, e com vontade de ter o bebé. Tem medo da reacção das assistentes sociais... Uma grávida de 7 semanas saiu de fazer a ecografia; o namorado não quer que ela aborte; ela ficou a pensar e diz que talvez tenha o bebé... Uma grávida de 18 anos ia sozinha e emocionou-se quando foi abordada. Tem emprego e o namorado quer apoiá-la. Acha-se muito nova; prometeu pensar e foi embora de lágrimas nos olhos. Outro casal, ela de 19 anos e ele de 25... Outro casal jovem, já com um filho de 6 meses...  Enfim, muitos motivos para rezar».

«Ontem de manhã, além dos habituais, estiveram 20 jovens a rezar e – à hora a que se tinham comprometido – foram aparecendo famílias, ontem e hoje, para rezarem o terço».

«Acabei de saber que hoje, graças a Deus, se salvaram 3 bebés!!! Ainda não sei pormenores, amanhã conto».

Outras vezes, lê-se um desabafo: «Tenho de partilhar um pouco de desânimo, desculpem. Não sei o que se passou, vieram poucos, além das pessoas habituais... e, no entanto, todas as semanas são mortos cerca de uma centena de bebés. Haverá mais sítios em Lisboa onde haja oportunidade de tentar salvar tantas vidas inocentes? Prometo contar histórias amanhã, e com a oração de todos, espero que sejam bonitas:-) ».
José Maria C.S. André
12-II-2017
Spe Deus

O pecado e o pecador

“Nunca, nos nossos juízos, devemos confundir o pecado que é inaceitável, e o pecador, cujo estado de consciência nós não podemos julgar, e que, em todo o caso, é sempre susceptível de conversão e de perdão”.

(Bento XVI na homilia proferida em Lourdes no dia 13.09.2008)

Onde dois estiverem reunidos, Cristo estará presente

Tertuliano (c. 155-c. 220), teólogo
À esposa, II, 9


Onde encontrar palavras para exprimir toda a excelência e felicidade do matrimónio cristão? A Igreja redige o contrato, a oferta eucarística confirma-o, a bênção coloca-lhe o selo, os anjos que são dele testemunha registam-no, e o Pai dos céus ratifica-o. Que aliança doce e santa a de dois fiéis que carregam o mesmo jugo (cf Mt 11,29), reunidos na mesma esperança, no mesmo desejo, na mesma disciplina, no mesmo serviço! Ambos são filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor […], formando uma só carne (cf Mt 19,5), um só espírito. Oram juntos, adoram juntos, jejuam juntos, ensinam-se um ao outro, encorajam-se um ao outro, apoiam-se um ao outro.

Encontramo-los juntos na igreja, juntos no banquete divino. Partilham por igual a pobreza e a abundância, as perseguições e as consolações. Não há segredos entre eles, nenhuma falsidade: confiança inviolável, solicitude recíproca, nenhum motivo de tristeza. Não têm de se esconder um do outro para visitar os doentes, para dar assistência aos indigentes; a sua esmola não é motivo de disputa, os seus sacrifícios não conhecem escrúpulos, a observância dos seus deveres quotidianos é sem entraves. Entre eles não há sinais da cruz furtivos, nem saudações inquietas, nem acções de graças mudas. Da sua boca, livre como o seu coração, elevam-se hinos e cânticos; a sua única rivalidade é a de ver quem celebra melhor os louvores do Senhor. Cristo alegra-Se com tal união; a tais esposos Ele envia a sua paz. «Onde dois estiverem reunidos», Ele também está presente (cf Mt 18,20); e onde Ele está presente, o inimigo da nossa salvação não tem lugar.