N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Jesus está connosco!

No Santo Sacrifício do altar, o sacerdote pega no Corpo do nosso Deus e no Cálice com o seu Sangue, e levanta-os sobre todas as coisas da terra, dizendo: "Per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso", pelo meu Amor!, com o meu Amor!, no meu Amor! Une-te a esse gesto. Mais ainda: incorpora essa realidade na tua vida. (Forja, 541)

Assim se entra no Canon, com a confiança filial que nos leva a chamar clementíssimo ao nosso Pai Deus. Pedimos-Lhe pela Igreja e por todos os que estão na Igreja, pelo Papa, pela nossa família, pelos nossos amigos e companheiros. E o católico, como tem coração universal, pede por todo o mundo, porque o seu zelo entusiasta nada pode excluir. E para que a petição seja acolhida, recordamos a nossa comunhão com a Santíssima Virgem e com um punhado de homens que foram os primeiros a seguir Cristo e por Ele morreram.

Quam oblationem... Aproxima-se o momento da consagração. Agora, na Santa Missa, é outra vez Cristo que actua, através do sacerdote: Isto é o meu Corpo. Este é o cálice do meu Sangue. Jesus está connosco! Com a transubstanciação, renova-se a infinita loucura divina, ditada pelo Amor. Quando hoje se repete esse momento, que saiba cada um de nós dizer ao Senhor, mesmo sem pronunciar quaisquer palavras, que nada nos poderá afastar d'Ele e que a sua disponibilidade de se deixar ficar – totalmente indefeso – nas aparências, tão frágeis, do pão e do vinho, nos converteu voluntariamente em escravos: praesta meae menti de te vivere et te illi semper dulce sapere, faz com que eu viva de Ti e saboreie sempre a doçura do teu amor.

Mais petições. Nós, homens, estamos quase sempre inclinados a pedir. Desta vez, é pelos nossos irmãos defuntos e por nós mesmos. Por isso, aqui aparecem todas as nossas infidelidades e misérias. O peso da sua carga é muito grande, mas Ele quer levá-lo por nós e connosco. O Canon vai terminar com outra invocação à Santíssima Trindade: per Ipsum, et cum Ipso, et in Ipso.... por Cristo, com Cristo e em Cristo, nosso Amor, a Ti, Deus Pai Todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, Te seja dada toda a honra e glória pelos séculos dos séculos. (Cristo que passa, 90)

São Josemaría Escrivá

Cartaz oficial da visita do Santo Padre em maio a Fátima


São Josemaría Escrivá - Aconteceu nesta data em 1907

Nasce Lolita, irmã de São Josemaría. Morre cinco anos depois. Em 1975, recebe a medalha de ouro da cidade que o viu nascer. No discurso que pronuncia nessa ocasião, diz: "Nestes longos tempos de residência na Roma eterna, junto da sede de Pedro, ou quando o trabalho apostólico me levava por caminhos remotos, a memória de Barbastro e das suas gentes esteve, e está, muito dentro de mim. Cruzam-se no meu pensamento tantos nomes, relacionados com a família que Deus, na sua amável providência, me quis conceder. A minha oração mais fervorosa abarca todos quantos abandonaram já esta vida: para eles peço ao Senhor que lhes tenha concedido o dom da felicidade eterna".

O cerne da questão

Sempre o pequeno caso. E esta é a armadilha: por trás da casuística, por trás do pensamento casuístico, sempre há uma armadilha. Sempre! Contra a gente, contra nós e contra Deus, sempre! Mas é lícito fazer isto? Repudiar a própria mulher? E Jesus respondeu, perguntando-lhes o que dizia a lei e explicando porque Moisés fez aquela lei assim. Mas não pára ali: da casuística vai ao centro do problema e aqui vai mesmo aos dias da Criação. É tão bela aquela referência do Senhor: ‘Desde o início da Criação, Deus fê-los homem e mulher, por isto o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher e os dois serão uma só carne. Assim, não dois, mas uma só carne’.

Papa Francisco na homilia na Capela do Espírito Santo da Casa de Santa Marta em 28.02.2014

Não temos mais filhos porque gastamos tudo no primeiro

Acho muito bem que o governo tente implementar políticas de natalidade, horários flexíveis para os pais, menos impostos, menos segurança social, menos prestação de creche, etc. Mas nada pode obrigar uma sociedade livre a ter filhos quando essa sociedade escolhe não ter filhos. E a nossa baixa natalidade resulta de uma escolha, de uma cultura, a cultura do filho único que se entranhou em todos nós há muito tempo. A curva descendente da natalidade é muitíssimo anterior ao início da crise. O problema está na nossa cabeça e não no nosso bolso. Não por acaso, já repararam na economia que existe em redor de bebés, crianças e adolescentes? Ele é brinquedos empilhados numa divisão só para brinquedos, ele é roupas de marcas absurdamente caras, ele é roupas de Carnaval, roupas de Natal (para quando roupas da Páscoa?), ele é actividades extracurriculares, ele é festas temáticas, ele é festas com palhaços, ele é playstation, ipad, computador portátil e telemóvel, ele é viagens de finalistas para quem acaba quarta classe, ciclo e secundário, ele é gastar dinheiro nos três milhões de festivais de verão, ele é o carro aos 18, com turbo, papá, por favor, com turbo e bufadeira. Falta dinheiro?  
Falta dinheiro para o segundo filho? Não gozem. Quem gasta isto com o primeiro filho tem mais do que suficiente para o segundo. O problema é que nós queremos programar o miúdo logo à nascença, queremos transformar o primeiro e único filho num robô, num autómato telecomandado pelo business plan, ora essa, ele tem de ter aulas de viola, natação, explicações de matemática e inglês, e quiçá participar num workshop de filosofia kierkegaardiana ou num boot camp de gestão para empreendedores de três anos e meio, ora essa, há que preparar as skills de networking desde tenra idade, que é como quem diz since tender age. Sim, andamos a aprisionar o miúdo, o único miúdo, em planos que matam antes da concepção qualquer irmão ou irmã. Andamos a poupar dinheiro para os sucessivos luxos do primeiro em vez de gastarmos esse dinheiro no segundo e terceiro. Com dois ou três filhos já não dá para comprar roupinhas nas lojinhas catitas de Campo de Ourique? Azar, compra-se na Zippy ou nos ciganos, que também têm produtos de qualidade, não é verdade, ó dona?
A obsessão em cobrir o primeiro filho com mirra e ouro está a matar-nos, literal e metaforicamente falando. Se não anularmos esta cultura de filho único, se não arrebitarmos a curva da natalidade, o nosso futuro será negro e a falta de dinheiro para reformas até nem será o problema principal. Já pensaram no que é a banda sonora de uma cidade sem criançada? Já pensaram na atmosfera de uma sociedade onde só se ouve o arrastar das muletas? Para evitarmos este apocalipse em câmara lenta, devíamos começar por perguntar o seguinte ao petiz mimado lá de casa: olha, queres a nova playstation ou queres um irmão? Queres viajar todos os anos ou queres uma mana? Queres um ipad, um portátil e roupa de marca ou queres irmãos para brincar? Se ele responder com a segunda premissa, está tudo bem. Se ele responder com a primeira, já falhámos como pais. Mas não é nada que um berro não resolva.
PS: para a Maria, mãe de três.
Henrique Raposo em 2014
http://expresso.sapo.pt/nao-temos-mais-filhos-porque-gastamos-tudo-no-primeiro=f858356#ixzz2ucLLZGof

O Evangelho do dia 10 de fevereiro de 2017

Jesus, deixando o território de Tiro, foi novamente por Sidónia para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. Trouxeram-Lhe um surdo-mudo, e pediam-Lhe que lhe impusesse as mãos. Então, Jesus, tomando-o à parte de entre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos, e tocou-lhe com saliva a língua. Depois, levantando os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «abre-te». Imediatamente se lhe abriram os ouvidos, se lhe soltou a prisão da língua e falava claramente. Ordenou-lhes que a ninguém o dissessem. Porém, quanto mais lho proibia mais o divulgavam. E admiravam-se sobremaneira, dizendo: «Tudo fez bem! Faz ouvir os surdos e falar os mudos!».

Mc 7, 31-37