Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

domingo, 15 de janeiro de 2017

Amar a Cristo ...

Senhor Jesus ofereço-Te as minhas debilidades que com o passar dos anos vão aumentando, para assim Te amar sempre mais e mais, sendo-Te sempre fiel em total comunhão e confiança conTigo e a Tua Igreja.

Dou graças ao Pai, a Ti Jesus Cristo e ao Divino Espírito Santo, por me haveres criado há sessenta e quatro anos, feito cristão e protegido sempre.

JPR

São Josemaría Escrivá aconteceu nesta data em 1943

José Orlandis e Salvador Canals foram recebidos em audiência por Pio XII. Falaram com o Santo Padre sobre o Opus Dei e Josemaría Escrivá. “A audiência durou cerca de 10 minutos - refere J. Orlandis – e antes de terminar, o Papa pediu-nos que transmitíssemos a sua bênção especial ao Fundador do Opus Dei”.

Bom Domingo do Senhor!

Imitemos João Batista na fé e na confiança no Espírito Santo como nos fala o Evangelho de hoje (Jo 1, 35-42) reconhecendo a Jesus como o primogénito e único Filho de Deus Pai.

Louvado seja para todo o sempre o Verbo que se fez homem e habitou entre nós!

Roma Æterna, às portas do Kremlin

'Lamentação sobre Cristo morto' de Bellini
Nos tempos do império romano, falava-se da Roma Eterna, mas foi com o cristianismo que Roma conseguiu verdadeiramente sobreviver à caducidade dos séculos. Sobreviveu e tornou-se presente, com esta vitalidade nova, de uma ponta à outra do orbe terrestre.

Inclusivamente, alguns quiseram que, como centro da Igreja, Roma se libertasse da referência geográfica e começasse a vaguear pelo mundo. A dada altura, Constantinopla proclamou-se a Segunda Roma e, séculos depois, Moscovo declarou-se a Terceira Roma. O urbanismo de Moscovo e a arquitectura do Kremlin correspondiam à miragem dessa Terceira Roma, também ela com aspirações a ser Eterna. Muitas capitais que acalentaram sonhos de grandeza num mundo globalizado, como Lisboa, Moscovo, etc., descobriram que tinham sete colinas. Exactamente sete colinas, como a Primeira Roma nas margens do rio Tibre.

Detalhe 'Pietà' de Carlo Crivelli
Agora, Moscovo alberga realmente uma extraordinária «Roma Æterna» – assim se chama, com o título em latim, a exposição de 42 peças do Museu Vaticano patentes na Galeria Tretyakov. As filas de visitantes dão a volta aos quarteirões para admirar obras-primas de Raffaello, Caravaggio, Bellini, Guercino, Perugino, Poussin, Reni, Forli... Além de que o Vaticano disponibilizou um elenco notável de obras-primas, que não costumam sair, sobretudo em tão grande número, a exposição celebra a ligação espiritual da Rússia à Igreja católica. O curador russo, Arkady Ippolitov, associa a arte à fé: «o conceito dos Museus Vaticanos expressa o que Roma é». A Roma Eterna «não é apenas uma cidade, não é uma capital, mas o núcleo da história europeia e a quintessência, o que há de melhor, no espírito europeu».

A sala principal da exposição reproduz a planta da praça de S. Pedro. A primeira peça é a «Bênção de Cristo», do século XII. Outras peças importantes são as «Lamentações de Cristo Morto», de Bellini e de Crivelli: aconselho uma visita aos comentários da Maria Zarco (http://adeus-ate-ao-meu-regresso.blogspot.pt/2016/12/vai-um-gin-do-peters_27.html). O último quadro da exposição é «As observações astronómicas», de Creti, pintado para convencer o Papa Clemente XI a financiar a construção de um observatório astronómico em Bolonha (a manobra promocional surtiu efeito!).

A iniciativa da exposição «Roma Æterna» partiu do encontro do Papa Francisco com Vladimir Putin, em 2013, e completar-se-á quando, no final de 2017, uma colecção de obras da Galeria Tretyakov visitar o Vaticano, «como testemunho de amizade entre a Igreja Ortodoxa e a Igreja Católica».

Dentro de Itália, além dos bombeiros vaticanos que acorreram a socorrer as vítimas dos recentes terramotos, a Directora do Museu Vaticano, Barbara Jatta, anunciou que uma vintena dos 65 restauradores do Museu se voluntariou para se deslocar às cidades afectadas, para ajudar a recuperar o património artístico no local. Ao mesmo tempo, o Governo italiano enviou para as oficinas de restauro do Vaticano as peças de maior valor.

Colaborando em todas as direcções, o Museu Vaticano quer fazer destas palavras do Papa Francisco, uma espécie de lema: «a beleza une-nos».

Um dos projectos internacionais anunciados pelo Museu Vaticano é trazer uma exposição a Lisboa por ocasião da visita do Papa Francisco a Fátima, em Maio. Já marquei na agenda.
José Maria C.S. André
15-I-2017
Spe Deus

Hino a Deus Nosso Senhor

Deus, senhor da verdade,
A quem tudo pertence,
Que acendeis a manhã
E encheis de sol o dia.

Extingui as discórdias,
Abafai as paixões
E dai-nos a saúde
E a paz de coração.

A Vós, Pai de bondade,
Com o Filho unigénito
E o divino Paráclito,
Toda a honra e louvor.

«O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo»

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa 
As Bodas do Cordeiro, 14/09/1940


No Apocalipse, o apóstolo São João escreveu: «Eis o que eu vi: em frente do trono […] havia um Cordeiro, que se mantinha de pé e que estava como que imolado» (Ap 5,6). Enquanto contemplava esta visão, uma lembrança se mantinha bem viva nele: a do dia inesquecível em que, na margem do Jordão, João Baptista tinha designado Jesus como «o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo». […]

Mas porque tinha o Senhor escolhido o cordeiro como seu símbolo por excelência? Porque Se mostrava ainda sob esse aspecto no trono eterno da glória? Porque era inocente como um cordeiro e humilde como um cordeiro e porque tinha vindo para ser levado ao matadouro como um cordeiro (Is 53,7). Também isto tinha o Apóstolo São João contemplado quando o Senhor deixara que Lhe atassem as mãos no Jardim das Oliveiras e Se deixara pregar na cruz no Golgotha. No Golgotha, fora consumado o verdadeiro sacrifício da reconciliação. Os sacrifícios antigos tinham perdido a sua força e, tal como o antigo sacerdócio, acabaram logo que o Templo foi destruído. Tudo isto tinha sido vivenciado por São João. Esta foi a razão pela qual ele não estranhou ver o Cordeiro no trono. […]

Como o Cordeiro devia ser morto para ser elevado ao trono da glória, também para todos os que são escolhidos para «o banquete das bodas do Cordeiro» (Ap 19,9) o caminho para a glória passa pelo sofrimento e pela cruz. Os que querem unir-se ao Cordeiro devem deixar-se pregar com Ele na cruz. Todos os que são marcados com o sangue do Cordeiro (cf Ex 12,7) – todos os baptizados – são chamados a isso; mas nem todos entendem a chamada e nem todos O seguem.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)