Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Em recordação de D. Javier Echevarría

http://opusdei.pt/pt-pt/article/em-recordacao-de-d-javier-echevarria/

São Josemaría Escrivá nesta data em 1938

“Diz-lhe a... esse, que preciso de cinquenta homens que amem a Jesus Cristo sobre todas as coisas”. Este ponto de Caminho nasce de uma anotação semelhante a esta redigida em 1938, poucos dias depois de chegar a Burgos.

Olhos que vêem sem ver


Na quarta-feira passada (N. Spe Deus: 08.01.2014), de manhã cedo, fui interpelado por uma mensagem informática de um jovem universitário (NN), que conheço apenas do «chat» de uma rede social. O NN felicitava-me por um artigo nesse mesmo dia publicado. Agradeci-lhe a amabilidade e estranhei que já o conhecesse. Disse-me então que o texto lhe tinha sido reenviado por uns amigos cegos. Estranhei o facto, mas o NN confirmou-me que são mesmo cegos e que, graças a uma aplicação, conseguem converter à oralidade o texto escrito. Com bom humor, acrescentou depois que, embora não desse muito nas vistas, também ele é cego.

De imediato lhe pedi perdão pela minha eventual indelicadeza, mas a sua resposta, recusando as minhas desculpas, não se fez esperar: «Sabe que, para mim, a cegueira não é sinónimo de dificuldade ou de tristeza. É óbvio que gostava de voltar a ver, mas … aprendi a ver melhor as coisas. Por isso, todos os dias agradeço a Deus por me ter proporcionado esta experiência. Foi graças a isso que o conheci a Ele. Acho que só isso já justifica o não poder ver com os olhos …».

Desculpem-me a pieguice, mas estas palavras tiveram o condão de me comover, como há tempo não me acontecia. Também agora, sinto-me profundamente tocado pela grandeza daquela alma à qual foi pedido tamanho sacrifício e onde não há nenhum ressentimento ou revolta, mas apenas gratidão e, até, bom humor. O meu amigo NN, não vendo, vê muito mais do que eu e do que muitos outros, porque vê com o coração iluminado pelo dom da fé.

Não foi a única bênção desse dia, porque Deus me deu também a imensa alegria de, apesar da minha cegueira, entrevê-Lo nas celebrações eucarísticas e do sacramento do seu amor e perdão. Obrigado, Senhor!

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

A primeira escola dos filhos

Em certa ocasião, um pai de família começou uma conferência com a seguinte pergunta ao auditório: «Sabem qual é a primeira escola que os filhos devem ter?». As respostas foram muito variadas: um infantário, uma creche, um jardim-escola.

«Nada disso» ― respondeu o conferencista. «A minha experiência de pai de uma família numerosa ― lá em casa somos dez: a minha patroa, oito filhos e este seu servidor ― é que a primeira e fundamental escola dos filhos é o amor entre os pais. De todas as escolas que conheço é a que melhor ensina a matéria mais importante: ensina a amar. Dessa “cadeira” depende a felicidade dos nossos filhos nesta vida e na futura».

É do amor mútuo entre os pais que procedem os filhos. No entanto, esse amor não pode permanecer somente no acto gerador inicial. Demonstra-se, sobretudo, nessa geração não biológica que é tão fundamental na vida de qualquer um de nós: a educação.

E é o amor entre os pais ― que se transmite aos filhos ― a primeira “escola” que educa lá em casa. Não só educa, mas dá coesão, transmite segurança e permite aos filhos crescerem e desenvolverem-se num ambiente saudável. Como alguém disse ― e com razão ― a família é sempre o melhor ministério da educação, da saúde e da segurança social.

Se há amor entre o pai e a mãe ― amor que se manifesta em detalhes de espírito de serviço todos os dias ― a atmosfera que os filhos respiram é de entrega e de generosidade. E estes dois conceitos possuem uma estreita relação com a capacidade de amar de cada um de nós. Sem entrega e sem generosidade não há amor ― há palavras bonitas, eflúvios sentimentais e nada mais.

Para se construir um lar amável, acolhedor e formativo é necessário o seguinte “material” fundamental: um pai, uma mãe, o amor entre eles e aos filhos. E o amor manifesta-se ― entre outras coisas ― na dedicação de tempo tanto ao cônjuge como aos filhos. Essa dedicação complementar é responsabilidade dos dois ― não só ou sobretudo da mãe. É bom não esquecer que os filhos, para crescerem harmonicamente, necessitam também da presença, amizade e carinho do pai.

É verdade que, por motivos graves, Deus dá a sua graça para suprir a forçada ausência de um dos dois progenitores na educação dos filhos. No entanto, o que não está correcto é a inibição ou a renúncia voluntária de um deles por comodismo, excesso de trabalho ou pouca paciência.

Como dizia S. Josemaria, o primeiro e o melhor negócio dos pais é a educação dos seus filhos. Ser pais é a primeira ocupação das suas vidas e é, ao mesmo tempo, um desafio maravilhoso. Por isso, o amor genuíno leva a antepor a família ao trabalho. Estas duas realidades são importantes na vida de uma pessoa ― mas não estão ao mesmo nível!

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

O Evangelho do dia 12 de janeiro de 2017

Foi ter com Ele um leproso que, suplicando e pondo-se de joelhos, Lhe disse: «Se quiseres podes limpar-me». Jesus, compadecido dele, estendeu a mão e, tocando-o, disse-lhe: «Quero, fica limpo». Imediatamente desapareceu dele a lepra e ficou limpo. E logo mandou-o embora, dizendo-lhe com tom severo: «Guarda-te de o dizer a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela purificação o que Moisés ordenou, para que lhes sirva de testemunho». Ele, porém, retirando-se, começou a contar e a divulgar o sucedido, de modo que Jesus já não podia entrar abertamente numa cidade, mas ficava fora nos lugares desertos, e de toda a parte vinham ter com Ele.

Mc 1, 40-45