Natal

Natal
Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Centenário das aparições de Fátima

O MELHOR REMÉDIO!

Acabei o ano velho e comecei o ano novo com uma forte constipação, coisa que normalmente deita qualquer homem abaixo.
Fico sem ânimo, sem força, sem vontade para nada, assim uma coisa do tipo, “deixem-me morrer”!!!
Para quem tem de quando em vez pedras nos rins, é um pouco ridículo que uma constipação me consiga derrotar mais do que as incríveis e insuportáveis dores que as “pedrinhas” provocam quando decidem passear por sítios onde não deviam estar.

Mas enfim, nada disso é importante quando penso que afinal a constipação também me ajuda a perceber a minha fraqueza, a minha debilidade, pois que, afinal, sendo eu tão grande, (em tamanho, apenas, claro), sou um fraco, um pequenino, um “desamparado”, quando tenho uma vulgar constipação.
E, claro, lá vem a comparação com as coisas que aconteceram e vão acontecendo na minha vida, algumas que foram tão difíceis, mesmo tão difíceis e “desesperantes”, e perante elas não me senti fraco, não me senti pequenino, não me senti desamparado, mas sim e ao contrário com uma enorme vontade de lutar e continuar em frente.

É que o “Panasorbe”, o “Ben-u-ron”, e restantes remédios, tiram a febre, tiram a dor, fazem até sentir melhor, mas não nos fazem companhia, não nos mostram caminho, não nos dizem, “estou aqui”!

Deus tem essa enorme e total diferença!
Pode permitir a dor, mas dá ânimo para a suportar, pode fazer-nos sentir pequeninos, mas é apenas para nos pegar ao colo, pode até permitir que quase nos desesperemos, mas tem sempre a mão estendida para nos agarrar e retirar das águas que nos querem afogar, pode permitir que nos sintamos sós, mas mal nos voltamos para Ele logo ouvimos: “Mas Eu estou aqui, Eu sempre estive aqui, nunca te abandonei!”

Acabo de escrever este texto e sinto-me renovado, contente, alegre mesmo, e quase me apetece dizer: Obrigado Senhor, pela doença, que me faz procurar, encontrar e viver o melhor “remédio” que existe!
O Teu Amor!!!

Convenhamos que, para começar o ano novo, é um óptimo pensamento, que se torna realidade se assim o desejarmos.

Marinha Grande, 3 de Janeiro de 2017

Joaquim Mexia Alves

São Josemaría Escrivá sobre a Festividade do Santíssimo Nome de Jesus


Festa do Santíssimo Nome de Jesus.
“Perde o medo de chamar o Senhor pelo seu nome – Jesus – e de Lhe dizer que o amas”.

A PAZ de Joaquim Mexia Alves

Desde o Papa Paulo VI que o dia 1 de Janeiro é o Dia Mundial da Paz.

Ao procurarmos a definição de paz nos mais diversos dicionários, encontramos sempre termos como estes: ausência de guerra; tranquilidade; repouso; silêncio; sossego; boa harmonia; conciliação; pachorra; paciência; etc., etc.
Por estes significados consigo perceber melhor o que Jesus nos quer ensinar, quando diz aos Seus apóstolos:
«Deixo-vos a paz; dou-vos a minha paz. Não é como a dá o mundo, que Eu vo-la dou. Não se perturbe o vosso coração nem se acobarde.» Jo 14, 27

É que, curiosamente, em nenhum daqueles significados para paz, encontrados nos dicionários, se encontra a palavra amor!
E no fundo, ou melhor, em verdade, onde há amor verdadeiro, existe sempre a paz!

Já se nos remetermos aos significados acima referidos, podemos constatar, que mesmo que se verifiquem alguns deles, ou até todos, a paz verdadeira pode não existir.
Realmente pode haver “ausência de guerra” e não haver paz entre as pessoas!
Podem acontecer todas aquelas premissas e não acontecer a verdadeira paz, pois, por exemplo, pode haver “boa harmonia” e a pessoa ou pessoas não estarem em paz, porque essa “boa harmonia” pode ser resultado de um esforço de contenção para que a mesma aconteça, o que não significa que estejam “resolvidos” conflitos interiores, que continuam a “atormentar” intimamente aqueles que os vivem.

Por isso mesmo a paz, a verdadeira paz, só se encontra no amor.
Porque o amor é dar-se sem medida, é sempre a procura de fazer o outro feliz, e ao amar-se assim, também assim se é amado, e por isso mesmo se recebe e se é feliz.
E mesmo quando não se é amado por todos, (porque a todos se deve amar), o amar torna-se de tal modo vida, que mesmo não se sendo amado, se vive na certeza de que o amor vencerá, e assim se vive a efémera felicidade presente, na confiante espera da felicidade eterna.

Jesus Cristo de tal modo ama assim, com este amor único e total, que se entregou inteiramente por aqueles que O amam e também por aqueles que O não querem e até rejeitam, mas como o amor vence e vencerá, assim no amor de Deus somos felizes, apesar de todas as provações e dificuldades.

Por isso a paz que Jesus nos dá é total, completa e “inteira”, porque é fruto do amor, e o amor, sabemos bem, vem-nos de Deus que nos amou primeiro.
«Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro» 1 Jo 4, 19

E assim como o amor não se alcança num momento, mas se vive numa vida, também a paz não se encontra num só dia, mas se constrói no amor ao longo de uma vida.

Esta é a paz que deveríamos esperar, querer e viver, porque é a paz que vem de Deus, (não é a paz dos homens, assente em tratados e concessões colectivas ou individuais), é a paz de Quem ama primeiro, porque “apenas” pode amar.

É esta Paz, que a todas e todos que por aqui passam, desejo queiramos viver neste Novo Ano que vai começar.

Marinha Grande, 30 de Dezembro de 2012

Joaquim Mexia Alves AQUI

Santíssimo Nome de Jesus

"Deram-lhe o nome de Jesus" (Lc 2, 21)

Ainda que seja inefável o nome santíssimo de Jesus que foi imposto na Circuncisão a Cristo Senhor, Redentor do género humano, todavia para não nos calarmos completamente em tão grande solenidade, alguma coisa apresentaremos em louvor e glória de tão grande nome, diante do qual "todo o joelho se dobra nos Céus, na Terra e nos Infernos" (Fil 2, 10). Porque tão grande é a consolação da alma que se alegra em Cristo, que a pobreza se torna como riquezas, a aspereza como delícias e a vileza como honras, e pelo seu nome todos os suplícios se fazem para eles doces.

Na verdade, diz-se por causa deste nome: "Saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do nome de Jesus" (At 5, 41). Portanto, se mergulha na tua mente o negrume da tristeza, se está eminente uma grave e violenta tempestade, se as costas do mar ribombam com terrível e honroso mugido, se são batidas as praias do oceano, e se também a nau está invadida pelas ondas, invoca Jesus, que se julga estar a dormir nas navios, mas é um Jesus que nem dorme nem dormita; e com toda a fé diz-lhe: "Levanta-te, Senhor Jesus".

Oh nome de Jesus exaltado acima de todo o nome, oh gozo dos Anjos, oh alegria dos justos, oh pavor dos condenados: em Vós está a esperança de qualquer perdão, em Vós toda a esperança da indulgência, em Vós toda a expectativa de glória. Oh nome dulcíssimo, Vós dais o perdão aos pecadores, renovais os costumes, encheis os corações de doçura divina. Oh nome desejável, nome admirável, nome venerável, Vós, nome de rei Jesus, assim levantais ao mais alto dos céus os espíritos, que todos os que principiam a ter devoção a este nome, graças a ele encontram a glória e a salvação, por Jesus Cristo nosso Senhor.

(Homilia de S. Bernardino de Sena, o grande promotor da devoção ao SS. Nome de Jesus)

O Evangelho do dia 3 de Janeiro de 2016

No dia seguinte João viu Jesus, que vinha ter com ele, e disse: «Eis o Cordeiro de Deus, eis O que tira o pecado do mundo. Este é Aquele de Quem eu disse: Depois de mim vem um homem que é superior a mim, porque era antes de mim, eu não O conhecia, mas vim baptizar em água, para Ele ser reconhecido em Israel». João deu este testemunho: «Vi o Espírito descer do céu em forma de pomba e repousou sobre Ele. Eu não O conhecia, mas O que me mandou baptizar em água, disse-me: Aquele sobre quem vires descer e repousar o Espírito, esse é O que baptiza no Espírito Santo. Eu O vi, e dei testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

Jo 1, 29-34