N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Audiência (resumo) O Espírito Santo enche-nos de Esperança

Locutor: Ao aproximar-se o dia de Pentecostes, refletiremos sobre a relação entre a esperança cristã e o Espírito Santo. Na Carta aos Hebreus, a esperança é comparada a uma âncora, pois dá segurança e estabilidade à “barca” da nossa vida em meio às ondas turbulentas. A esperança é semelhante também a uma vela, que recebe o “vento” do Espírito Santo, convertendo-o em força que nos impele a atravessar o oceano da existência. O Espírito Santo faz com que vivamos cheios de esperança, sem nunca ficar desencorajados, literalmente esperando contra toda a esperança. Chamados a ser semeadores de esperança, façamo-nos paráclitos, ou seja, consoladores e defensores dos nossos irmãos, sobretudo dos pobres, excluídos e não amados, para além de defensores da criação que “espera” a manifestação dos filhos de Deus. Por isso, juntamente com Maria no Cenáculo, preparemo-nos para celebrar a Festa do Espírito Santo.

Santo Padre:
Rivolgo un cordiale saluto a tutti i pellegrini di lingua portoghese, in particolare ai fedeli di Angola, Sendim, Serrinha, Florianópolis e Minas Gerais. Cari amici, in questi giorni di preparazione alla festa di Pentecoste, chiediamo al Signore che effonda in noi abbondantemente i doni del suo Spirito, affinché possiamo essere testimoni di Gesù sino ai confini della terra. Grazie per la vostra presenza.

Locutor: Saúdo cordialmente todos os peregrinos de língua portuguesa, de modo particular os fiéis de Angola, Sendim, Serrinha, Florianópolis e Minas Gerais. Queridos amigos, nestes dias de preparação para a festa de Pentecostes, peçamos ao Senhor que derrame em nós abundantemente os dons do seu Espírito, para que possamos ser testemunhas de Jesus até os confins da terra. Obrigado pela vossa presença.

Bendita és tu, entre todas as mulheres!

Olha para a Virgem Santíssima, e observa como vive a virtude da lealdade: quando Isabel precisa d'Ela, diz o Evangelho que vai "cum festinatione", com pressa, com alegria. Aprende! (Sulco, 371)

Agora, menino amigo, espero que já saibas desembaraçar-te. Acompanha, alegremente, José e Santa Maria... e ficarás a par das tradições da Casa de David.

Ouvirás falar de Isabel e de Zacarias, enternecer-te-ás com o amor puríssimo de José e baterá com mais força o teu coração, cada vez que pronunciarem o nome do Menino que há-de nascer em Belém...

Caminhamos, apressadamente, em direcção às montanhas, até uma aldeia da tribo de Judá (Lc I, 39).

Chegamos. – É a casa onde vai nascer João Baptista. – Isabel aclama, agradecida, a Mãe do Redentor: Bendita és tu, entre todas as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! – A que devo eu tamanho bem, que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor? (Lc I, 42 e 43).

O Baptista, ainda por nascer, estremece... (Lc I, 41)... A humildade de Maria verte-se no Magnificat... E tu e eu, que somos – que éramos – uns soberbos, prometemos ser humildes. (Santo Rosário, 2º mistério gozoso)

São Josemaría Escrivá 

São Josemaría Escrivá sobre a Festa da Visitação de Nossa Senhora

Visitação da Santíssima Virgem. Assim comenta este mistério do Rosário: “Caminhamos apressadamente em direcção às montanhas, até uma aldeia da tribo de Judá (Luc., I, 39). Chegamos. – É a casa onde vai nascer João Baptista. – Isabel aclama, agradecida, a Mãe do Redentor: Bendita és tu entre todas as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! – A que devo eu tamanho bem, que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor? (Luc., I, 42 e 43). O Baptista, ainda por nascer, estremece… (Luc., I, 41). A humildade de Maria derrama-se no Magnificat… - E tu e eu, que somos – que éramos – uns soberbos, prometemos ser humildes”.

Fé e apostolado

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida: nestas palavras de Cristo segundo o Evangelho de João (14, 6) está expressa a pretensão fundamental da fé cristã.

Desta pretensão brota o impulso missionário da fé: se a fé cristã é a verdade, diz respeito a todos os homens. Se fosse apenas uma variante cultural das experiências religiosas do homem, cifradas em símbolos e nunca decifradas, então faria bem em permanecer na sua cultura e deixar as outras em paz.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Fe, verdad y cultura’)

Anunciar e mostrar Deus aos homens

“Os homens vivem de Deus, Aquele que tantas vezes de modo inconsciente e apenas como que às apalpadelas eles procuram para dar pleno significado à existência. Nós temos a tarefa de O anunciar, de O mostrar, de guiar até ao encontro com Ele."

(Bento XVI à Conf. Episcopal Italiana em 24.05.2012)

Visitação de Nossa Senhora

A Igreja celebra a festa da Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel, em Ain-Karin, na Judeia. Isabel estava grávida de São João Batista, o precursor de Jesus. É o encontro de duas mulheres que celebram jubilosas a vinda de Jesus Salvador: o Reino de Deus, a Boa Nova, as promessas de Deus já estão cumpridas e continuam a cumprir-se no meio dos homens de boa vontade. No seu Evangelho, São Lucas afirma: naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: "Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre!" (Lucas 1,39ss.). É o milagre da vida que brota com força e poder e vence o mundo. É a força e o poder da Palavra de Deus que faz a Virgem conceber e permite que aquela que era estéril dê à luz (Lucas 1,30ss.). É por isso que Maria, trazendo Jesus em seu seio, irrompe neste sublime canto de alegria e júbilo que é o "Magnificat" (Lucas 1,46-55).

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 31 de maio de 2017

Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor». Então Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor; e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque olhou para a humildade da Sua serva. Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão ditosa, porque o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas. O Seu nome é Santo, e a Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, dispersou os homens de coração soberbo. Depôs do trono os poderosos, elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e aos ricos despediu de mãos vazias. Tomou cuidado de Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia; conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». Maria ficou com Isabel cerca de três meses; depois voltou para sua casa.

Lc 1, 39-56

terça-feira, 30 de maio de 2017

Fazei o que Ele vos disser

No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais pequenos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)

Entre tantos convidados de uma ruidosa boda rural a que vêm pessoas de muitos lugares, Maria dá pela falta de vinho. Repara nisso imediatamente – e só Ela. Que familiares se nos apresentam as cenas da vida de Cristo! Porque a grandeza de Deus convive com o humano – com o normal e corrente. Realmente, é próprio de uma mulher, de uma atenta dona de casa, reparar num descuido, estar presente nesses pequenos pormenores que tornam agradável a existência humana; e assim aconteceu com Maria.

Fazei o que Ele vos disser (Jo 2, 5).

Implete hydrias (Jo 2, 7), – enchei as vasilhas! –, e dá-se o milagre. Assim mesmo, com toda a simplicidade. Tudo normal: eles cumpriam o seu ofício, e a água estava ao seu alcance… E foi esta a primeira manifestação da divindade do Senhor! O que há de mais vulgar converte-se em extraordinário, em sobrenatural, quando temos a boa vontade de fazer o que Deus nos pede.

Quero, Senhor, abandonar todos os meus cuidados nas Tuas mãos generosas. A nossa Mãe – a Tua Mãe! – a estas horas, como em Caná, já fez soar aos Teus ouvidos: não têm!…

Se a nossa fé é débil, recorramos a Maria. Devido ao milagre das bodas de Caná que Cristo realizou a pedido de sua Mãe, acreditaram n´Ele os discípulos (Jo 2, 11). A nossa Mãe intercede sempre diante de seu Filho para que nos atenda e se nos mostre de tal modo que possamos confessar: – Tu és o Filho de Deus.

– Dá-me, ó Jesus, essa fé que de verdade desejo! Minha Mãe e Senhora minha, Maria Santíssima, faz com que eu creia! (Santo Rosário, 2º mistério luminoso)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

“Temos de sentir desejos de que o Amor seja amado, e temos de agradecer-lhe que se nos tenha dado, porque por aí não lho agradecem, e nós – tu e eu – não o agradeceremos bastante. Cortai as rosas do caminho – essas rosas que também têm espinhos –, e levai-as ao Senhor: fora a sensualidade – que corta as asas do amor –, fora o egoísmo, fora o comodismo…!”, comenta nesta data

Há muitas formas de comunicar o conteúdo da fé

S. Josemaria sempre nos ensinou que, entre as paixões dominantes que hão-de orientar o nosso comportamento, está a de difundir os ensinamentos de Jesus Cristo. A atividade principal do Opus Dei – afirmava – consiste em dar aos seus membros e a quem o desejar os meios espirituais necessários para viverem como bons cristãos no meio do mundo. E dá-lhes a conhecer a doutrina de Cristo, os ensinamentos da Igreja, proporciona-lhes um espírito que os leva a trabalhar bem, por amor de Deus e ao serviço de todos os homens. Numa palavra, trata-se de viver como cristão: convivendo com toda a gente, respeitando a legítima liberdade de todos e fazendo que este nosso mundo seja mais justo [5].
Esta paixão dominante é particularmente atual neste Jubileu extraordinário da misericórdia, pois quando, ao entardecer da vida, nos for perguntado se demos de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede, ser-nos-á igualmente perguntado se ajudámos as pessoas a sair da dúvida, se nos empenhámos a acolher os pecadores, admoestando-os ou corrigindo-os, se fomos capazes de combater a ignorância, sobretudo relativa à fé cristã e à vida reta [6].
Há muitas formas de comunicar o conteúdo da fé. S. Josemaria insistia no apostolado pessoal, de tu a tu, mediante uma conversa amiga que não pretende dar lições a ninguém, mas simplesmente manifestar o que nos enche a alma e é fonte de perene alegria.
[5]. S. Josemaria, Temas atuais do Cristianismo, n. 27.
[6]. Papa Francisco, Discurso aos participantes na reunião plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, 29-I-2016.


(D. Javier Echevarría excerto da carta do mês de junho de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Orar diante da Eucaristia

"Também posso rezar no bosque, mergulhado na natureza". É claro que se pode. Mas se só se pudesse rezar assim, a iniciativa da oração estaria totalmente dentro de nós: Deus seria pouco mais do que um postulado do nosso pensamento. Que Ele responda ou queira responder, permaneceria uma questão em aberto. [...] Em contrapartida, a Eucaristia significa: Deus respondeu. A Eucaristia é Deus como resposta, como presença que responde. Agora, a iniciativa da relação divino-humana já não depende de nós, mas dEle, e assim se torna verdadeiramente séria.

Por isso, a oração atinge um nível inteiramente novo no âmbito da adoração eucarística; só agora envolve as duas partes, só agora é séria. Mais ainda, não envolve apenas as duas partes, mas só agora se torna plenamente universal: quando rezamos na presença da Eucaristia, nunca estamos sós. Connosco reza toda a Igreja que celebra a Eucaristia [...]. Nessa oração, já não estamos diante de um Deus pensado, mas diante de um Deus que verdadeiramente se entregou a nós; diante de um Deus que se fez comunhão connosco, e assim nos liberta dos nossos limites e nos conduz à Ressurreição. Esta é a oração que devemos voltar a buscar.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Il Dio Vicino’)

Santa Joana d'Arc, virgem, mártir, († Rouen, França, 1431)

A donzela suscitada por Deus para libertar a França dos ingleses, depois de vencer as resistências dos que não queriam reconhecer a sua missão, conseguiu obter vitórias espantosas sobre os invasores e obteve a coroação do rei Carlos VII em Reims. Sua obra parecia terminada, mas Deus ainda queria dela um sacrifício supremo. Traída e entregue aos ingleses, foi julgada iniquamente e queimada como feiticeira. Mais tarde a Igreja a reabilitou e reconheceu a heroicidade de suas virtudes. Foi beatificada em 1909, pelo Papa São Pio X, e canonizada por Bento XV em 1920.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Evangelho do dia 30 de maio de 2017

Assim falou Jesus; depois, levantando os olhos ao céu, disse: «Pai, chegou a hora: Glorifica o Teu Filho, para que Teu Filho Te glorifique a Ti e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, dê a vida eterna a todos os que lhe deste. Ora a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti como o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a Quem enviaste. Glorifiquei-Te sobre a terra; acabei a obra que Me deste a fazer. E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha em Ti antes que houvesse mundo. «Manifestei o Teu nome aos homens que Me deste do meio do mundo. Eram Teus e Tu Mos deste; e guardaram a Tua palavra. Agora sabem que todas as coisas que Me deste vêm de Ti, porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste; eles as receberam, e conheceram verdadeiramente que Eu saí de Ti e creram que Me enviaste. «É por eles que Eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são Teus. Todas as Minhas coisas são Tuas e todas as Tuas coisas são Minhas; e neles sou glorificado. Já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para Ti. Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste para que sejam um, assim como Nós.

Jo 17, 1-11

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Amar a Cristo...

Senhor Jesus, obrigado pela perseverança que nos tens ensinado ao longo da vida, muitas vezes procurávamos tornear as dificuldades seguindo caminhos menos apropriados ou simplesmente desistíamos, hoje graças à nossa confiança em Ti sabemos procuramos ser pacientes para alcançarmos aquilo que nos é pedido por Ti e pelos outros.

O santo da nossa devoção dava como feliz imagem o burrico que a puxar a nora nunca desistia, querido Jesus, faz de nós burricos perseverantes e formigas trabalhadoras sempre cheios de confiança e humildade.

Amado Jesus, que a Tua Luz nos guie sempre em direcção a Ti, ao Pai e ao Espírito Santo.

JPR

"Uma grande catequese"

Nos empreendimentos de apostolado, está bem - é um dever - que consideres os teus meios terrenos (2 + 2 = 4). Mas não te esqueças - nunca! - de que tens de contar, felizmente, com outra parcela: Deus + 2 + 2... (Caminho, 471)

O apostolado cristão - e refiro-me agora em concreto ao de um cristão corrente, ao do homem ou da mulher que vive realmente como outro qualquer entre os seus iguais - é uma grande catequese, em que, através de uma amizade leal e autêntica, se desperta nos outros a fome de Deus, ajudando-os a descobrir novos horizontes - com naturalidade, com simplicidade, como já disse, com o exemplo de uma fé bem vivida, com a palavra amável, mas cheia da força da verdade divina. (Cristo que passa, 149)

Jesus subiu aos céus, dizíamos. Mas o cristão pode, na oração e na Eucaristia, conviver com Ele nos mesmos moldes dos primeiros doze, abrasar-se no seu zelo apostólico, para com Ele fazer um serviço de corredenção, que é semear a paz e a alegria. Servir, pois o apostolado não é outra coisa. Se contarmos exclusivamente com as nossas próprias forças, nada conseguiremos no terreno sobrenatural; sendo instrumentos de Deus, conseguiremos tudo: tudo posso n'Aquele que me conforta . Deus, pela, sua infinita bondade, dispôs-Se a utilizar estes instrumentos ineptos. Daí que o Apóstolo não tenha outro fim senão deixar agir o Senhor, mostrar-se inteiramente disponível, para que Deus realize - através das suas criaturas, através da alma escolhida - a sua obra salvadora. (Cristo que passa, 120)

Cristo ensinou-nos, definitivamente, o caminho desse amor a Deus: o apostolado é o amor de Deus, que transborda, dando-se aos outros. A vida interior supõe crescimento na união com Cristo, pelo Pão, e pela Palavra. E o afã de apostolado é a manifestação exacta, adequada, necessária à vida interior. Quando se saboreia o amor de Deus sente-se o peso das almas. Não se pode dissociar a vida interior do apostolado, como não é possível separar em Cristo o seu ser de Deus-Homem e a sua função de Redentor. O Verbo quis encarnar para salvar os homens, para fazê-los com Ele uma só coisa. Esta é a razão da sua vinda ao mundo: por nós e pela nossa salvação, desceu do Céu, rezamos no Credo.

Para o cristão, o apostolado resulta conatural; não é algo que se acrescente, que se justaponha, alheio à sua actividade diária, à sua ocupação profissional. Tenho-o dito sem cessar, desde que o Senhor dispôs que surgisse o Opus Dei! Trata-se de santificar o trabalho vulgar, de santificar-se nessas ocupações e de santificar os outros com o exercício da profissão, cada um no seu próprio estado.

O apostolado é como a respiração do cristão: um filho de Deus não pode viver sem esse pulsar espiritual. A festa de hoje recorda-nos que o zelo pelas almas é um mandato amoroso do Senhor, que, ao subir para a sua glória, nos envia como testemunhas suas pelo mundo inteiro. Grande é a nossa responsabilidade, porque ser testemunha de Cristo significa, antes de mais nada, procurarmos comportar-nos segundo a Sua doutrina, lutar para que a nossa conduta faça recordar Jesus e evoque a sua figura amabilíssima. Precisamos de conduzir-nos de tal maneira, que os outros ao ver-nos possam dizer: este é cristão, porque não odeia, porque sabe compreender, porque não é fanático, porque está acima dos instintos, porque é sacrificado, porque manifesta sentimentos de paz, porque ama. (Cristo que passa, 122)

O nosso apostolado tem de basear-se na compreensão. Insisto novamente: a caridade, mais do que em dar, está em compreender. Não vos escondo como aprendi, na minha própria carne, o que custa não ser compreendido. Esforcei-me sempre por fazer-me compreender, mas há quem se empenhe em não me entender: eis outra razão, prática e viva, para que eu deseje compreender a todos. Mas não é um impulso circunstancial que há-de obrigar-nos a ter esse coração amplo, universal, católico. O espírito de compreensão é expressão da caridade cristã do bom filho de Deus: porque o Senhor quer que estejamos presentes em todos os caminhos rectos da terra, para estender a semente da fraternidade - não do joio - da desculpa, do perdão, da caridade, da paz. Nunca vos sintais inimigos de ninguém. (Cristo que passa, 124)

Sede audazes. Contais com a ajuda de Maria, Regina apostolorum. E Nossa Senhora, sem deixar de se comportar como Mãe, sabe colocar os filhos diante das suas próprias responsabilidades. Maria, aos que se aproximam d'Ela e contemplam a sua vida, faz-lhes sempre o imenso favor de levá-los até à Cruz, de colocá-los defronte do exemplo do Filho de Deus. E, nesse confronto, em que se decide a vida cristã, Maria intercede para que a nossa conduta culmine numa reconciliação do irmão mais pequeno - tu e eu - com o Filho primogénito do Pai. (Cristo que passa, 149)

São Josemaria Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1933

Depois de conversar com Ricardo Fernández Vallespin, estudante de Arquitectura, oferece-lhe um livro sobre a Paixão do Senhor. Como dedicatória escreve: “Que procures a Cristo, que encontres a Cristo, que ames a Cristo”.

Culto eucarístico

O culto é tomar consciência da queda [do pecado original], é, por assim dizer, o instante do arrependimento do filho pródigo, o voltar-o-olhar-para-a-origem.

Na medida em que, segundo muitas filosofias, o conhecimento e o ser coincidem, o facto de se voltar o olhar para o Princípio constitui também, e ao mesmo tempo, uma nova ascensão para Ele. [...]

Desde [o momento em que tiveram lugar] a Cruz e a Ressurreição de Jesus, a Eucaristia é o ponto de encontro de todas as linhas da Antiga Aliança, e até da História das religiões em geral: o culto verdadeiro, sempre esperado e que sempre supera as possibilidades humanas, a adoração em espírito e verdade. [...]

Que ninguém diga agora: a Eucaristia existe para ser comida, não para ser adorada.

Como sublinham uma e outra vez as tradições mais antigas, não é de forma alguma um pão corrente. Comê-la é um processo espiritual que abarca toda a realidade humana.

Comer Cristo significa adorar a Cristo. Comê-lo significa deixá-lo entrar em mim de modo que o meu "eu" seja transformado e se abra ao grande "nós", de maneira que cheguemos a ser um só com Ele. Desta forma, a adoração não se opõe à comunhão nem se situa paralelamente a ela. A comunhão só atinge toda a sua profundidade se estiver sustentada e compreendida pela adoração. A presença eucarística no tabernáculo não cria outro conceito da Eucaristia paralelo ou oposto à celebração eucarística, antes constitui a sua plena realização.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘El espíritu de Ia liturgia’)

Eucaristia e sacrifício

A Eucaristia é sacrifício. Ao ouvirmos esta frase, experimentamos resistência no nosso íntimo. Levanta-se a pergunta: Quando falamos de sacrifício, não estaremos formando uma imagem indigna, ou pelo menos ingénua, de Deus? Não acabaremos pensando que nós, os homens, podemos e até devemos dar algo a Deus?

A Eucaristia responde precisamente a essas questões. A primeira coisa que nos diz é que Deus se entrega a nós para que nós possamos, por nossa vez, dar-nos a Ele. No sacrifício de Jesus Cristo, a iniciativa vem de Deus. No começo, foi Ele quem se abaixou primeiro. [...]

Cristo não é uma oferenda que nós, os homens, apresentamos a um Deus irritado; pelo contrário, o facto de Ele estar aqui, de viver, sofrer e amar, já é obra do amor de Deus [...]. É o amor misericordioso de Deus que se abaixa até nós; é o Senhor quem se faz a si mesmo servo por nós. Embora sejamos nós que causamos o conflito, e embora o culpado não seja Deus, mas nós, é Ele quem vem ao nosso encontro e quem, em Cristo, pede a reconciliação [...].

Quanto mais andamos com Ele, mais conscientes nos tornamos de que o Deus que parece atormentar-nos é na verdade o único que nos ama realmente e o único a quem podemos abandonar-nos sem resistência nem medo. [...] Quanto mais penetramos na noite desse mistério incompreendido, mais confiamos nEle, mais o encontramos, mais descobrimos o amor e a liberdade que nos sustentam em todas as outras noites. Deus dá para que nós possamos dar esta é a essência do sacrifício eucarístico, do sacrifício de Jesus Cristo.

(Cardeal Joseph Ratzinger in ‘Il Dio Vicino’)

COMUNHÃO ESPIRITUAL

Aproxima-se o momento da comunhão!
À tua mente assoma um breve sentimento de revolta. Por causa da tua situação familiar não podes receber a comunhão eucarística.
E isso dói-te, profundamente, porque o teu desejo, a tua vontade de receber o Senhor, é maior do que o que tu podes conter.
Ouves as palavras e reza-las também:
«Senhor eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e eu serei salvo.»
Vem à tua memória a passagem bíblica, (Lc 7, 1-10), onde está inscrita esta oração.
Aquele centurião romano acreditava que, mesmo não sendo digno, (não podendo), de receber o Senhor em sua casa, mesmo assim o Senhor não deixaria de o ouvir e de atender o seu pedido segundo a sua vontade.
Com efeito, a consciência de que não era digno, (digno ninguém é de O receber), ou melhor, não podendo receber o Senhor em sua casa, leva-o a conformar-se com esse impedimento, e assim está em comunhão com a vontade do Senhor.
Assim o seu pedido, «dizei uma palavra e o meu servo será curado», já é também uma conformidade com a vontade de Deus, e, por isso mesmo, um pedido atendido, porque é da vontade d’Aquele que o concede, porque só Ele o pode conceder.
Percebes então, que o Senhor não precisou de se deslocar àquela casa, não precisou de tocar fisicamente aquele que estava enfermo, para que, por sua vontade ele fosse curado, ele fosse salvo.
Dentro de ti desponta então esta certeza que vai tomando conta de ti: Embora eu não O possa receber fisicamente, embora eu não O possa receber na comunhão eucarística, Ele não deixará de dizer uma palavra para minha salvação, assim eu o peça com fé, e segundo a sua vontade.
Disposto a isso, deixas-te envolver no momento, e caminhas na tua imaginação com aqueles que vão receber o Corpo e Sangue do Senhor, porque dentro de ti, começas a acreditar, ou melhor, já acreditas, que também tu, pela infinita misericórdia de Deus, O vais receber espiritualmente, e assim Ele vai actuar em ti e conduzir-te no Caminho, na Verdade e na Vida que Ele é, ajudando-te a perceber como viver a tua situação particular de vida.
Desejas recebê-Lo, e fazes disso mesmo a tua inteira vontade, porque ao recebê-Lo sabes bem que Ele te vai iluminar, conduzir e fortalecer, para melhor viveres a vida que te foi dada, nas circunstâncias que agora vives.
E se esse desejo é tão grande em ti, então é porque a tua fé é grande também, e é grande porque acreditas que naquela hóstia, ou melhor, pela consagração na Eucaristia, o Senhor Jesus Cristo se faz real e verdadeiramente presente.
E ao acreditares nessa verdade da fé, não te conformas já tu com a vontade de Deus, não te abres já tu à comunhão com Deus, ao permanecer em Deus, para além da tua situação particular?
E não é também esta comunhão espiritual um formidável acto de caridade/amor?
Amor ao Senhor, amor a Deus!
Amor à Igreja, com a qual te queres conformar aceitando a tua particular situação!
Amor aos teus irmãos, ao teu próximo, sobretudo aos mais novos, não os confundindo, pois se te aproximasses da comunhão eucarística, que eles te sabem vedada pela tua própria situação, poderiam ficar descrentes do que lhes foi/é ensinado.
Começas a compreender que essa tua imensa vontade, (esse teu quase incontrolável desejo de receber o Senhor), alicerçado na fé de acreditares que Ele ali se faz presente, vivido no amor a Deus e ao próximo, te faz comungar espiritualmente o Senhor, e que, perante a tua abertura de coração, Ele diz a tal palavra que te conduzirá no caminho da salvação.
E admiras-te, porque no teu coração dás graças a Deus pela tua situação particular, que afinal te leva a ter tão grande consciência da presença real de Jesus Cristo na Eucaristia.
Desponta mesmo em ti uma pergunta sincera: Será que se não vivesses esta tua situação familiar particular, terias tão grande consciência do acontecimento extraordinário que é Deus dar-se como alimento ao homem e este poder-se alimentar do próprio Deus?
Olhas para aqueles que comungam e já não os invejas, antes pelo contrário, pedes por eles e por ti, para que o Senhor desperte nos corações de cada um, um amor cada vez mais forte e verdadeiro.
E sentes-te comunhão com eles!
Afinal, tu és Igreja também!
Assim o ensina a própria Igreja. Está-te vedada a comunhão eucarística, mas Deus está contigo, verdadeiramente, e tu és pedra viva da Igreja do Senhor.
E descobres em ti esse sentimento de te fazeres conforme a vontade Deus, conforme o ensinamento da Igreja, e encontras em ti uma humildade que não conhecias, fruto da obediência de amor a que te entregaste.
E dentro do teu coração, explode a oração:

Glória ao Senhor, agora e para sempre!
Creio no Pai, no Filho e no Espírito Santo, e creio na Igreja que é comunhão e me faz comunhão.
Amen.

Marinha Grande, 6 de Maio de 2013

O Evangelho do dia 29 de maio de 2017

Os Seus discípulos disseram-Lhe: «Eis que agora falas claramente e não usas nenhuma parábola. Agora conhecemos que sabes tudo e que não é necessário que alguém Te interrogue. Por isso cremos que saíste de Deus». Jesus respondeu-lhes: «Credes agora?». «Eis que vem a hora, e já chegou, em que sereis espalhados cada um para seu lado e em que Me deixareis só; mas Eu não estou só, porque o Pai está comigo. Disse-vos estas coisas para que tenhais paz em Mim. Haveis de ter aflições no mundo; mas tende confiança, Eu venci o mundo». 

Jo 16, 29-33

domingo, 28 de maio de 2017

Santo Rosário - Mistérios da Luz - Quinto Mistério

Instituição da Eucaristia

Talvez o maior milagre de Amor que podemos constatar e usufruir.

Que outra coisa senão o Amor incomensurável de Cristo Nosso Senhor pelos Seus irmãos os homens poderia estar na origem da Santíssima Eucaristia?

Ficar, verdadeiramente ficar em Corpo, Sangue, Alma e Divindade para sempre, para sempre!

Estamos em plena Ceia, a última que Jesus celebra com os Seus discí­pulos mais próximos.

Uma sequência de gestos do Senhor plenos de significado e profunda­mente marcantes.

Há no ambiente algo inusitado que todos adivinham sério, importante, grave.

Começa por lavar os pés aos doze o primeiro ensinamento - como di­ríamos hoje - para "memória futura": servir!

Depois o episódio em que Judas é o protagonista: a traição!

Jesus tem o coração cada vez mais" apertado " mas, mesmo assim, não revela a terrível verdade.

Segue-se o longo discurso que é como que uma declaração testamen­tária: o amor!

Finalmente esse mesmo Amor como que "cede" ante a perplexidade triste dos onze e Jesus institui a Sagrada Eucaristia dando-lhes o poder de renovar - para sempre - esse extraordinário testemunho.

E, nós, cristãos de hoje, passados mais de dois mil anos, podemos participar nessa Ceia, receber o Santíssimo Corpo Alma e Divindade do nosso Salvador.

Passados a noite e o dia da Paixão, quando o corpo de Jesus repousa finalmente no sepulcro, o que terão contado a Nossa Senhora?

Como ela terá compreendido a verdadeira "dimensão" da Eucaristia e, seguramente, como com doçura e paciência de Mãe, a terá explicado aos pobres e inconsoláveis discípulos!

Ela é o refúgio seguro - o único que têm - e sabem que podem confiar absolutamente nos seus conselhos e orientações.

A Mãe do Redentor, como que é o traço que une o Filho morto na Cruz aos homens seus irmãos que, nos derradeiros momentos da Sua vida terrena, lhe entregou como filhos.

(ama, Malta, Abril de 2016


São João Paulo II acrescentou estes “Mistérios” a que chamou da Luz – ou Luminosos– ao Rosário de Nossa Senhora.

Não sei, evidentemente, a razão que terá levado o Santo Pontífice a fazê-lo e alguém poderá questionar o que têm a ver com o Rosário Mariano.

Têm tudo a ver porque a vida de Nossa Senhora está tão intimamente unida à do Seu Filho, nosso Salvador, que me parece muito lógico e adequado.

Os Cinco Mistérios levam-nos a considerar, principalmente, a instituição dos sacramentos que Jesus nos quis deixar como preciosos e imprescindíveis meios para obter a Salvação Eterna que nos ganhou na Cruz.

Conta-lhe tudo o que te acontece

– Queres amar a Virgem? – Pois então conversa com Ela! – Como? – Rezando bem o Rosário de Nossa Senhora. Mas, no Rosário... dizemos sempre o mesmo! – Sempre o mesmo? E não dizem sempre a mesma coisa os que se amam?... (Prólogo ao Santo Rosário)

Quanto cresceriam em nós as virtudes sobrenaturais se conseguíssemos verdadeira devoção a Maria, que é Nossa Mãe! Não nos importemos de lhe repetir durante todo o dia – com o coração, sem necessidade de palavras – pequenas orações, jaculatórias. A devoção cristã reuniu muitos desses elogios carinhosos na Ladainha que acompanha o Santo Rosário. Mas cada um de nós tem a liberdade de os aumentar, dirigindo-lhe novos louvores, dizendo-lhe o que – por um santo pudor que Ela entende e aprova – não nos atreveríamos a pronunciar em voz alta.

Aconselho-te – para terminar – que faças, se o não fizeste ainda, a tua experiência particular do amor materno de Maria. Não basta saber que Ela é Mãe, considerá-la deste modo, falar assim d'Ela. É tua Mãe e tu és seu filho; quer-te como se fosses o seu único filho neste mundo. Trata-a de acordo com isso: conta-lhe tudo o que te acontece, honra-a, ama-a. Ninguém o fará por ti, tão bem como tu, se tu não o fizeres.

Asseguro-te que, se empreenderes este caminho, encontrarás imediatamente todo o amor de Cristo; e ver-te-ás metido na vida inefável de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Conseguirás forças para cumprir bem a Vontade de Deus, encher-te-ás de desejos de servir todos os homens. Serás o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça, alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo.

Este e não outro é o carácter da nossa fé. Recorramos a Santa Maria, que Ela nos acompanhará com um passo firme e constante. (Amigos de Deus, 293)

São Josemaría Escrivá

À Ascensão do Senhor

Depois que triunfou no alto madeiro
Da morte e do inferno que venceu,
O nosso bom Jesus, manso Cordeiro,
Que por nós nele a vida ofereceu,

Levou cativo o nosso cativeiro,
Subindo para o Céu, donde desceu:
Em pago de nos dar a liberdade
Dêmos-Lhe nós a nossa saudade.

Imitemos aqueles valorosos,
Na sua saudosa despedida,
Que d’Ele, que subia, saudosos,
Não lhes lembrava já coisa da vida.

Dêmos-Lhe com suspiros piedosos
Em doce pranto a alma consumada,
Pois Ele no-la pôs em liberdade;
Dêmos-Lhe nós a nossa saudade.

(Hino, Breviário)

São Josemaría Escrivá nesta data em 1974

Vai rezar ao santuário de Nossa Senhora Aparecida no Brasil: «Com que alegria fui à Aparecida! Com que fé todos rezavam! Eu disse à Mãe de Deus, que é vossa e minha mãe: “Minha Mãe, nossa Mãe, eu rezo com toda esta fé dos meus filhos. Queremos-te muito, muito…”. E parecia-me escutar, no fundo do coração: “com obras”!».

Bom Domingo do Senhor!

Sejamos também nós daqueles que adoram o Senhor para além de qualquer dúvida como sucedeu a alguns de que nos fala o Evangelho de hoje (Mt 28, 16-20) na certeza que o Ele estará connosco até ao fim do mundo.

Louvada seja Deus Nosso Senhor, Jesus Cristo, que nos pede para o proclamarmos e divulgarmos!

Ao Espírito Santo

Vem, criador Espírito de Deus,
Visita o coração dos teus fiéis,
E com a graça do alto os purifica.

Paráclito do Pai, Consolador,
Sê para nós a fonte de água viva,
O fogo do amor e a unção celeste.

Nos sete dons que descem sobre o mundo,
Nas línguas que proclamam o Evangelho,
Realiza a promessa de Deus Pai.

Ilumina, Senhor, a nossa mente,
Acende em nós a tua caridade,
Infunde em nosso peito a fortaleza.

Livra-nos das ciladas do inimigo,
Dá-nos a tua paz, e evitaremos
Perigos e incertezas no caminho.

Dá-nos a conhecer o amor do Pai
E o coração de Cristo nos revela,
Espírito de ambos procedente.

Louvemos a Deus Pai e a seu Filho,
Dêmos glória ao Espírito Paráclito,
Agora e pelos séculos sem fim.
Amen.