N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sábado, 17 de dezembro de 2016

Deixa-o exigir-te!

Deus quer-nos infinitamente mais do que tu próprio te queres... Deixa-o, pois, exigir-te! (Forja, 813)

O Senhor conhece as nossas limitações, o nosso individualismo e a nossa ambição: a dificuldade em nos conhecermos a nós mesmos e de nos entregarmos aos outros. Sabe o que é não encontrar amor e verificar que mesmo aqueles que dizem segui-Lo o fazem só a meias. Recordai as cenas tremendas que os evangelistas nos descrevem e em que vemos os apóstolos ainda cheios de aspirações temporais e de projectos exclusivamente humanos. Mas Jesus escolheu-os, mantém-nos juntos de Si e confia-lhes a missão que recebeu do Pai.

Também a nós nos chama e nos pergunta como a Tiago e João: Potestis bibere calicem quem ego bibiturus sum?; estais dispostos a beber o cálice (este cálice da completa entrega ao cumprimento da vontade do Pai) que eu vou beber? "Possumus"!. Sim, estamos dispostos! – é a resposta de João e Tiago... Vós e eu, estamos dispostos seriamente a cumprir, em tudo, a vontade do nosso Pai, Deus? Como em relação a qualquer outro aspecto da sua vida, nunca deveríamos contemplar esses anos ocultos de Jesus sem nos sentirmos afectados, sem os reconhecermos como aquilo que são: chamamentos que o Senhor nos dirige para sairmos do nosso egoísmo, do nosso comodismo. (Cristo que passa, 14-15)

São Josemaría Escrivá

O Evangelho de Domingo dia 18 de dezembro de 2016

A geração de Jesus Cristo foi deste modo: Estando Maria, Sua mãe, desposada com José, antes de coabitarem achou-se ter concebido por obra do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo, e não querendo expô-la a difamação, resolveu repudiá-la secretamente. Pensando ele estas coisas, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: «José, filho de David, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo. Dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o Seu povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta que diz: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, e Lhe porão o nome de Emanuel, que significa: Deus connosco”. Ao despertar José do sono, fez como lhe tinha mandado o anjo do Senhor, e recebeu em sua casa Maria, sua esposa.

Mt 1, 18-24

São Josemaría Escrivá nesta data em 1937

Anota: “Às cinco e meia em ponto (hora marcada ontem à noite), sou acordado pelo meu Relojoeirinho: o despertador, que nos emprestaram na pensão, não tocou”. Chama ao seu Anjo da Guarda “relojoeirinho”, porque quando o seu despertador se avariava, como não tinha dinheiro para mandá-lo consertar, recorria ao seu Anjo da Guarda para que o acordasse.

Como são os olhos de um Pai?

Pergunta a um oftalmologista!
Não!
Pergunta a um filho!

Se lembro bem os olhos do meu Pai eram transparentes, quero dizer, lia-se neles como num livro aberto.

Percebia perfeitamente quando estava contente comigo ou, se o que eu fizera ou tinha dito, não eram do seu agrado.

Não usava lentes que aumentassem ou diminuíssem o seu afecto por mim, eram sempre o mesmo… quer dizer… comprazido ou algo decepcionado.

Os olhos do meu Pai eram, por assim dizer, o meu espelho onde podia ver com meridiana clareza “como andava a minha vida”.

Lembro-me que – deveria ter os meus catorze anos que é uma idade importante num rapaz – ter chegado a casa por altura das férias de Natal e de lhe ter oferecido com grande orgulho e satisfação pessoais, a minha “caderneta” com as “notas” do período escolar.

Eram óptimas notas, a média de dezoito valores atribuíra-me o terceiro lugar na minha classe.

Mas quando vi os olhos do meu Pai tive uma surpresa enorme: não mostravam nenhuma satisfação especial, talvez até, houvesse neles algum laivo de decepção.

Fiquei, penso eu com toda a justiça, alterado, e perguntei:

‘Mas… Pai… média de dezoito… o terceiro da aula!!!’

A resposta foi “demolidora”:

‘Bom… está bem! Mas houve pelo menos dois colegas teus que tiveram médias de dezanove e vinte, um terá ficado em segundo lugar e o outro terá sido o primeiro da classe!’

Fiquei sem palavras, sem explicação nenhuma que pudesse aduzir: o que o meu Pai acabara de dizer era absolutamente verdade!

Olhei os seus olhos de novo e então vi neles uma centelha de incentivo, de desafio.

A verdade é que, no período seguinte, pela Páscoa pude entregar-lhe a “caderneta” com média de vinte e classificação de primeiro da classe.

Os seus olhos então, disseram-me claramente:

‘Vês como eu tinha razão e tu podias…’

Os olhos de um Pai vêm muito… muitíssimo mais longe que os olhos de um filho!

ama, Dezembro 2015.

«Happy birthday to you!...»

A liturgia da Igreja prevê que o «sprint» final que antecede o Natal comece no dia 17 de Dezembro, mas no actual pontificado esse dia tem mais qualquer coisa: faz anos o Papa Francisco. Poderia parecer pouco importante, soprar as velas (78* velas) e cortar umas fatias de bolo, mas é uma coisa muito séria. * 80 em 2016

À primeira vista, o Evangelho da Missa do dia 17, que marca o «sprint» de preparação para o Natal, não se parece com a partida para uma corrida de velocidade. Julgamos mesmo que S. Mateus perde tempo com uma lengalenga interminável: «Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob, Jacob gerou…» e lá vão catorze gerações de personagens estranhos, e mais catorze gerações de uma genealogia ainda mais incompreensível, e mais outras catorze gerações… até concluir finalmente em «José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus». É raro o Evangelho da Missa ser tão comprido e, sobretudo, nenhum outro tem tantos personagens e tão pouco argumento. Poderia suspeitar-se que o Evangelho do dia 17 de Dezembro está em competição renhida com a lista telefónica.

De facto, à primeira vista, é um relatório cansativo. Só Deus parece interessado em cada um daqueles homens e mulheres e conhece o sentido das suas vidas. Por isso, lido no dia 17 de Dezembro, no começo do «sprint» do Natal, aquela lista tem sabor a um sinal de partida pouco incisivo. Ou talvez não.

A surpreendente mensagem de S. Mateus é que Deus se fez Homem e quis misturar-se connosco. Quis ter antepassados, quis nascer numa família e quis rodear-se de pessoas. Mais tarde, quando começou a sua vida pública, Cristo aparece sempre rodeado dos seus discípulos. Podia dispensá-los, mas convoca-os. Atrapalham um pouco, mas quere-os junto a si. Viver acompanhado foi uma opção pessoal tão forte, que se transformou num programa para o mundo: Cristo quer chegar a todos os povos através de uma corrente de pessoas.

Em consequência, Simão ficou «Pedro», isto é, «rocha», porque Cristo o colocou como elo entre nós e Deus, fundamento sobre o qual assentaria a sua Igreja. Nem Pedro compreendeu o mistério. Nem dava para perceber: todos conhecem os inconvenientes de contar com a colaboração de seres humanos; porque é que Deus conta com eles?! Porque é que Deus chamou Pedro? Em vez de uma comunicação directa, eficiente, Deus fala connosco através de um intermediário. Que processo mais complicado, sob todos os pontos de vista! A fraqueza humana não tem limites e a tarefa exige, com alguma frequência, arriscar a vida. Nenhum homem pensaria num sistema tão complexo, mas Cristo não tem só uma inteligência humana, de modo que foi mesmo assim que estabeleceu a sua Igreja.

«Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob»… geração após geração, Deus não saltou nenhum elo na cadeia que o liga às raízes da humanidade. Analogamente, nós, como diz uma oração habitual da Missa, «em comunhão com toda a Igreja, veneramos a memória da gloriosa sempre Virgem Maria (…), a de S. José, seu esposo, e a dos bem-aventurados Apóstolos e Mártires Pedro, (…) Lino, Cleto, Clemente…». A lista dos Papas, que começa com Pedro e continua com Lino, Cleto, Clemente… prolonga-se pelos séculos, geração após geração, até …João Paulo, Bento e Francisco.

É este Francisco, escolhido por Deus para governar a Igreja, que soprou as velas do bolo no dia 17 de Dezembro. Ele podia não ser importante para a nossa relação com Deus, mas Cristo quis que fosse indispensável.

José Maria C.S. André 
Spe Deus
21-XII-2014

A propósito do Evangelho de hoje

Contrariamente ao que possamos pensar o Evangelho de São Mateus (1, 1-17) não é uma simples sequência de nomes e alguns deles difíceis de pronunciar. Quem de nós não se delicia para conhecer os nomes dos nossos antepassados? Ora, hoje temos o privilégio e em termos correntes de reler a Certidão de Nascimento Narrativa Completa de Nosso Senhor e sendo os nomes evocados de antepassados de Jesus Cristo, são-no também nossos fruto da Sua imensa bondade que nos fez Seus filhos.

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor por tão grande e bela família que nos ofereceu!

JPR

O Evangelho do dia 17 de dezembro de 2016

Genealogia de Jesus Cristo, filho de David, filho de Abraão. Abraão gerou Isaac, Isaac gerou Jacob, Jacob gerou Judá e seus irmãos. Judá gerou, de Tamar, Farés e Zara, Farés gerou Esron, Esron gerou Aram. Aram gerou Aminadab, Aminadab gerou Naasson, Naasson gerou Salmon. Salmon gerou Booz de Raab, Booz gerou Obed de Rut, Obed gerou Jessé. Jessé gerou o rei David. David gerou Salomão daquela que foi mulher de Urias. Salomão gerou Roboão, Roboão gerou Abias, Abias gerou Asa. Asa gerou Josafat, Josafat gerou Jorão, Jorão gerou Ozias. Ozias gerou Joatão, Joatão gerou Acaz, Acaz gerou Ezequias. Ezequias gerou Manassés, Manassés gerou Amon, Amon gerou Josias. Josias gerou Jeconias e seus irmãos, na época da deportação para Babilónia. E, depois da deportação para Babilónia, Jeconias gerou Salatiel, Salatiel gerou Zorobabel. Zorobabel gerou Abiud, Abiud gerou Eliacim, Eliacim gerou Azor. Azor gerou Sadoc, Sadoc gerou Aquim, Aquim gerou Eliud. Eliud gerou Eleazar, Eleazar gerou Matan, Matan gerou Jacob, e Jacob gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. Assim, são catorze todas as gerações desde Abraão até David; e catorze gerações desde David até à deportação para Babilónia, e também catorze as gerações desde a deportação para Babilónia até Cristo. 

Mt 1, 1-17