N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

domingo, 11 de dezembro de 2016

Piedosos como meninos

– Jesus, considerando agora mesmo as minhas misérias, digo-te: Deixa-te enganar pelo teu filho, como esses pais bons, carinhosos, que põem nas mãos do seu menino a dádiva que dele querem receber..., porque sabem muito bem que as crianças nada têm. E que alvoroço o do pai e o do filho, ainda que ambos estejam no segredo! (Forja, 195)

A vida de oração e de penitência e a consideração da nossa filiação divina transformam-nos em cristãos profundamente piedosos, como meninos pequenos diante de Deus. A piedade é a virtude dos filhos e, para que o filho possa entregar-se nos braços do seu pai, há-de ser e sentir-se pequeno, necessitado. Tenho meditado com frequência na vida de infância espiritual, que não se contrapõe à fortaleza, porque requer uma vontade rija, uma maturidade bem temperada, um carácter firme e aberto.

Piedosos, portanto, como meninos; mas não ignorantes, porque cada um há-de esforçar-se, na medida das suas possibilidades, pelo estudo sério e científico da fé. E o que é isto, senão teologia? Piedade de meninos, sim, mas doutrina segura de teólogos.

O afã por adquirir esta ciência teológica – a boa e firme doutrina cristã – deve-se, em primeiro lugar, ao desejo de conhecer e amar a Deus. Simultaneamente é consequência da preocupação geral da alma fiel por alcançar a mais profunda compreensão deste mundo, que é uma realização do Criador. Com periódica monotonia, há pessoas que procuram ressuscitar uma suposta incompatibilidade entre a fé e a ciência, entre a inteligência humana e a Revelação divina. Tal incompatibilidade só pode surgir, e só na aparência, quando não se entendem os termos reais do problema.

Se o mundo saiu das mãos de Deus, se Ele criou o homem à sua imagem e semelhança e lhe deu uma chispa da sua luz, o trabalho da inteligência deve ser – embora seja um trabalho duro – desentranhar o sentido divino que naturalmente já têm todas as coisas. E, com a luz da fé, compreendemos também o seu sentido sobrenatural, que resulta da nossa elevação à ordem da graça. Não podemos admitir o medo da ciência, visto que qualquer trabalho, se é verdadeiramente científico, tende para a verdade. E Cristo disse: Ego sum veritas. Eu sou a verdade. (Cristo que passa, 10)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1972

Diz aos que tem a seu lado: “por temporadas, a minha oração e a minha mortificação é viver continuamente n’Ele: abandono-me em Ti! (…) Ponho-me nos braços de meu Pai Deus, recorro a minha Mãe Santa Maria, e confio plenamente, apesar das asperezas do caminho”.

Bom Domingo do Senhor!

Com verdadeira humildade e total entrega lutemos para sermos um dos pequenos de que o Senhor nos fala no final do Evangelho de hoje (Mt 11, 2-11) ao fazê-lo estaremos a abrir caminho para virmos a entrar no Reino do Céu.

Louvado seja Deus Nosso Senhor pela sua Palavra de misericórdia!

As duas vindas do Senhor

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, doutor da Igreja
Sermão para o domingo e a festa dos santos, 3.º domingo do Advento

«Alegrai-vos no Senhor, repito-vos: alegrai-vos» (Fil 4,4). Alegria dupla, motivada por um duplo benefício: a primeira e a segunda vindas. Devemos alegrar-nos porque o Senhor, na sua primeira vinda, nos trouxe riquezas e glória. Devemos alegrar-nos ainda porque, na sua segunda vinda, nos dará «dias sem conta, pelos séculos fora» (Sl 20,5). Como diz o Livro dos Provérbios: «na sua mão direita sustenta uma longa vida, na esquerda, riquezas e glória» (Prov 3,16). A esquerda é a primeira vinda, com as suas riquezas gloriosas, a humildade e a pobreza, a paciência e a obediência; a direita é a sua segunda vinda, com a vida eterna.

Sobre a primeira vinda, diz Isaías: «Desperta, desperta; reveste-te de fortaleza, braço do Senhor; desperta como nos dias antigos, como nos tempos de outrora. Não foste tu que esmagaste Raab, que trespassaste o dragão? Não foste tu que secaste o mar, que estancaste as águas do grande oceano, que abriste um caminho pelo fundo do mar, para que por aí passassem os resgatados?» (Is 51,9-10) O braço do Senhor é Jesus Cristo, Filho de Deus, por quem e em quem Deus fez todas as coisas. [...] Ó braço do Senhor, ó Filho de Deus, desperta; vem até nós da glória de teu pai, tomando a nossa condição carnal. Reveste-Te da força divina para lutares contra o «príncipe deste mundo» (Jo 12,31) e para «expulsares o forte», Tu que és «mais forte do que ele» (Lc 11,20-22). Desperta, para resgatares o género humano, como libertaste, nos tempos antigos, o povo de Israel da escravatura do Egipto. [...] Secaste o Mar Vermelho e voltarás a fazê-lo [...], como abriste no fundo do inferno a estrada por onde passam os redimidos.

Sobre a segunda vinda, o Senhor fala nestes termos em Isaías: «Olhai, vou criar uma Jerusalém destinada à alegria, e o seu povo ao júbilo. Jerusalém será a minha alegria, e o meu povo o meu júbilo; e doravante, não mais se ouvirão aí choros nem lamentos» (Is 65,18-19). Porque, como Ele disse também, «o Senhor enxugará as lágrimas de todos os rostos».

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimónio

Sir Paul Coleridge, juiz do Tribunal Superior de Justiça de Inglaterra e Gales e fundador da Marriage Foundation (Fundação do Matrimónio), assinalou que não há nada melhor para as crianças que a estabilidade que se encontra no matrimónio.

Um estudo recente da Marriage Foundation revelou que as crianças cujos pais não estavam casados eram duas vezes mais propensas a sofrer de divisões familiares, que aquelas cujos pais estavam casados.

Em declarações ao jornal britânico The Daily Telegraph, Coleridge advertiu que existe um "alto nível de ignorância", no sistema político sobre os benefícios do matrimónio.

Para o juiz britânico, o problema não é que os políticos e outras autoridades estejam "atemorizados" para falar a favor do matrimónio, mas é que muitos pensam que esta instituição e a coabitação são equivalentes.

"Existe esta ideia de que não faz nenhuma diferença coabitar ou casar", lamentou, indicando que "uma tende a durar e a outra tende a não durar".

"E quando se considera o que é o melhor para as crianças, a estabilidade é o nome do jogo".

Sir Paul Coleridge advertiu que não tem a intenção de "pregar moral", mas "a realidade da família é muito simples".

"Se a relação existente for suficientemente estável para enfrentar os rigores de criar uma criança, então deve-se considerar seriamente acrescentar a proteção do matrimónio à relação".

Por outro lado, assinalou o magistrado, "se a relação não for o suficientemente estável para assumir a criação das crianças, não deveria nem tê-las. O casal tem uma responsabilidade, não tem nenhum direito a ter crianças, tem apenas a responsabilidade".

Coleridge disse que em tribunal, "as pessoas falam sobre os seus direitos. Ninguém tem direito quando se trata de crianças… o que tem são responsabilidades e deveres de fazer o melhor possível para eles".

"Não acho que os casais deveriam ter crianças até que estejam certos de que relação entre eles é o suficientemente estável para enfrentar o estresse e as tensões".

Por sua parte, Christian Guy, diretor do Centro para Justiça Social, disse que "muita gente não se dá conta de que a coabitação prolongada com crianças é extremamente estranha. A maioria de pessoas com filhos que ainda estão juntas depois de muitos anos estão casadas".

"Os resultados em longo prazo mostram que há algo diferente por estar casado, é mais estável. As pessoas estão vinculadas quando estão casadas, de uma forma que não acontece quando apenas estão vivendo juntas", assinalou.

(Fonte: 'ACI Digital' com adaptação)

Trabalho

Que dignidade, que segurança nos trás ao sentirmo-nos úteis ao próximo e à sociedade, e se o fizermos com e por amor além de dedicado ao próximo, à nossa auto-estima e a Deus sobretudo, asseguro-vos, que mesmo no mais árduo, se fica aliviado e a nossa consciência tranquila, ainda que o físico ou mente estejam cansados.

JPR

«Feito à imagem e semelhança de Deus (cfr Gen 1,26) (…) o homem está por isso, desde o princípio, chamado ao trabalho. (…) o trabalho leva em si um sinal particular do homem e da humanidade (…); este sinal determina a sua característica interior e constitui em certo sentido a sua própria natureza»

«(…) o trabalho humano é uma chave, talvez a chave essencial, de toda a questão social, se procurarmos vê-la verdadeiramente do ponto de vista do bem do homem.»

«(…) o trabalho é um bem do homem - é um bem da humanidade - , porque mediante o trabalho o homem não só transforma a natureza adaptando-a às próprias necessidades, mas se realiza a si mesmo como homem, mais ainda, num certo sentido ‘torna-se mais homem’»

(Laborem exercens, prólogo, nº’s 3 e 9 – João Paulo II)

«É a hora de nós, os cristãos, dizermos bem alto que o trabalho é um dom de Deus e que não tem nenhum sentido dividir os homens em diversas categorias segundo os tipos de trabalho, considerando umas tarefas mais nobres do que outras. O trabalho, todo o trabalho, é testemunho da dignidade do homem, do seu domínio sobre a criação. É um meio de desenvolvimento da personalidade. É um vínculo de união com os outros seres»

(Cristo que passa, 47 – S. Josemaría Escrivá de Balaguer)

S. Dâmaso I, papa, †384

São Dâmaso, um grande Papa da Igreja, ocupou a Sé de Roma de 366 a 384. Era muito provavelmente originário da Península Ibérica. Foi eleito Papa a 1 de Outubro de 366. Não foi fácil a sua escolha nesse período conturbado da Igreja. No tempo do seu Pontificado, era bispo de Milão o grande santo Ambrósio. São Dâmaso teve que enfrentar o cisma causado por um antipapa; embora não fosse este o único problema para Dâmaso, já que teve de combater o Arianismo, que negava a consubstancialidade de Cristo com o Pai.

O Imperador Teodósio encontrou nele um Papa que afirmou sempre, com serena firmeza, a “autoridade da Sé Apostólica”. Dâmaso fez tudo pela unidade da Igreja, e para deixar claro o Primado do Papa, pois foi ordem expressa de Cristo “e eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela”(Mt 16,18).

São Dâmaso esteve no II Concilio Ecuménico onde foi declarado a definição dogmática sobre a Divindade do Espírito Santo. Foi ele quem encarregou S. Jerónimo da tradução da Bíblia do original para o latim, língua oficial da Igreja. Ficou conhecido como o “Papa das catacumbas dos Mártires”, por ter sido ele o responsável pela sua restauração.

Foi o Papa mais notável do século IV, faleceu em 384 com 80 anos, e está sepultado na chamada Cripta dos Papas, por ele explorada nas Catacumbas de S. Calisto onde tinha anteriormente inscrito: “Aqui eu, Dâmaso, desejaria mandar sepultar os meus restos, mas tenho medo de perturbar as piedosas cinzas dos santos” – humildade e descrição de um Papa verdadeiramente santo, que de facto preparou para si uma sepultura longe, num local solitário.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus, [que] vem em pessoa retribuir-vos e salvar-vos» (Is 35,4)

Santa Gertrudes de Helfta (1256-1301), monja beneditina
Exercícios, n°3; SC 127


Voz da alma que se oferece a Deus: «Sou uma órfã sem mãe, sou indigente e pobre. Sem Jesus, não tenho nenhuma consolação; só Ele pode satisfazer a sede da minha alma. Ele é o amigo preferido e único do meu coração, “o Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap 19,16). […] O meu corpo e a minha alma estão na sua mão; que Ele faça de mim tudo o que agradar à sua bondade. Quem me concederá tornar-me um ser segundo o seu coração, para que Ele encontre em mim o que desejar, segundo a excelência do seu gosto? Só isso poderá alegrar-me e consolar-me.

«Por favor, Jesus, único amor do meu coração […], amado acima de tudo o que alguma vez foi amado: o desejo do meu coração enlanguesce e suspira por Ti, Tu, que és um dia de Primavera cheio de vida e de flores. Faz chegar esse dia em que eu esteja tão estreitamente unida a Ti que Tu, Sol Verdadeiro, faças nascer as flores e os frutos do meu progresso espiritual. “Espero-te com grande impaciência” (Sl 39,2). […] Por favor, amigo, meu amigo, faz com que se realize o teu desejo e o meu.»

Voz de Cristo: «No meu Espírito Santo, tomar-te-ei como esposa; ligar-te-ei a Mim com uma união inseparável. Sentar-te-ás à minha mesa e encher-te-ei com a ternura do meu amor. Vestir-te-ei com o nobre manto púrpura do meu precioso sangue; coroar-te-ei com o ouro puro da minha morte. Eu próprio satisfarei o teu desejo e assim tornar-te-ei feliz para toda a eternidade.»