N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sábado, 10 de dezembro de 2016

URGENTE! Aborto como tema da educação infantil!

nascituro


Assine a petição para enviar um correio electrónico à Direção-Geral de Educação


Olá, ...
Precisamos urgentemente do seu apoio. O Governo pretende inserir o tema do aborto como parte da educação infantil!
Assine a petição para enviar um correio electrónico à Direção-Geral de Educação e solicitar que o aborto não se torne tema da educação infantil:
Precisamos agir imediatamente, pois a consulta pública só será realizada até amanhã (domingo)
É um verdadeiro absurdo ensinar crianças que é legítimo e justo matar bebés no ventre materno. 
Não se vislumbra outra intenção senão a de doutrinar desde a infância, numa acção equivalente às dos regimes totalitários.
O Governo não se deu por satisfeito com a legalização do aborto e com os milhares de vidas ceifadas a cada ano por causa dessa prática horrenda. Quer agora doutrinar as crianças para que cresçam aceitando o assassinato de nascituros como algo normal. 
Num momento como este, considero mais do que oportunas as palavras de Santa Teresa de Calcutá a respeito do aborto:

"Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obterem o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto."

..., por favor, partilhe esta petição com o maior número possível de pessoas
Mais uma vez, muito obrigado pelo apoio.
Guilherme Ferreira e toda a equipa de CitizenGO

Medicina (a)moral

A cena repete-se: vou ao médico, mas o médico não vem até mim.Olho para ele, digo-lhe o que tenho; ele não me olha, não tira os olhos do ecrã, tecla a minha informação no sistema, no tal big data. Não conhece o big data, caro leitor? É uma medusa de algoritmos que gere biliões de dados pessoais. É pretensamente infalível na previsão do futuro. Sublinho o pretensamente: o big data deu como certa a vitória de Hillary Clinton. Ou seja, o big data é só a mais recente utopia positivista de uma longa lista de narcisos científicos. A razão que leva uma pessoa a esconder a sua intenção de voto é a mesma razão que conduz ao anseio por um médico empático: somos seres frágeis, temos medo, precisamos de uma estrutura moral para encaixar os factos. Não somos, caro leitor, um mero amontoado de tecidos orgânicos irrigados por fluidos, movidos por milhares de reações químicas e espezinhados por bactérias devidamente espezinhadas por químicos recomendados pelo big data.

Não, não estou a defender o regresso à intimidade do médico de aldeia, esse amigo que conhecia de memória todo o historial médico da família. O meu ponto é que não pode haver médicos sem juízo moral. O médico até pode pendurar o estetoscópio no pescoço do algoritmo, mas não pode fazer o mesmo com a consciência. A suspensão da intuição moral, que o leva a ser brilhante no tratamento das debilidades mecânicas do coração enquanto órgão, transforma-o num cego quando o assunto é o coração humano enquanto metáfora emocional. Um bom médico é alguém que faz a ponte entre o órgão e a metáfora, entre o mundo da possibilidade material da ciência e o mundo da consciência, entre o positivismo empirista ancorado à natureza e o juízo moral que olha para Deus. Se o caro leitor é daqueles que acham que Deus não existe, por favor não se amofine: troque “Deus” por “imperativo categórico” e continue a ler.

Naquela tensão entre matéria e moral, o big data está a levar a medicina para a desumanidade positivista. Exemplos? Nos EUA alguns médicos exigem que colegas antieutanásia pratiquem a eutanásia, alegando que esta é uma prática reconhecida pelo Estado, logo todos têm de a cumprir. Repare, caro leitor, como a agenda fraturante acaba sempre na velha intolerância autoritária. Se já é necessário nestas questões fraturantes, o juízo moral do médico será ainda mais decisivo no futuro próximo. A atual descoberta da unidade básica da vida (gene) é idêntica à descoberta da unidade básica da matéria (átomo): é uma bênção e uma maldição. Onde estão os limites éticos à engenharia genética no homem? Esta questão não pode ser respondida pela ciência, o método científico é amoral e lida apenas com possibilidades materiais. A ciência só nos diz se é possível encomendar um filho geneticamente melhorado, não nos diz se é legítimo fazer essa eugenia, não nos diz se é legítimo conceber um filho ex nihilo. A medicina, como ciência, tem de ser amoral. O médico, como pessoa, tem de ser um ente moral. É por isso que precisamos de médicos à moda antiga, daqueles que liam literatura e filosofia e não apenas os abstracts dos journals.

Henrique Raposo in Expresso Semanal de 10.12.2016 AQUI (seleção de imagem ‘Spe Deus’)

Seguir de perto os passos de Cristo

A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)

Não contemplamos o mundo com um olhar triste. Talvez involuntariamente, prestaram um fraco serviço à catequese os biógrafos de santos que queriam encontrar a todo o custo coisas extraordinárias nos servos de Deus, logo desde os primeiros vagidos. (…)

Agora, com o auxílio de Deus, aprendemos a descobrir ao longo dos dias (aparentemente sempre iguais) spatium verae penitentiae, tempo de verdadeira penitência; e nesses instantes fazemos propósitos de emendatio vitae, de melhorar a nossa vida. Este é o caminho para nos predispormos à graça e às inspirações do Espírito Santo na alma. E com essa graça – repito – vem o gaudium cum pace, a alegria, a paz e a perseverança no caminho. (Cristo que passa, 9)

São Josemaría Escrivá

Afinal, ‘BE’ não é ‘boa educação’ …

É pena que a arrogância e irresponsabilidade de uns deputados afecte tão negativamente o bom nome de Portugal. O modo fracturante de estar na política é a antítese do modo cristão de exercer o poder.

Se ‘BA’ é uma “boa acção”, seria de esperar que ‘BE’ fosse “boa educação”. Mas não é: na realidade, BE é até o oposto da boa educação…

Como é sabido, os reis de Espanha vieram a Portugal, em visita oficial de cortesia e boa vizinhança. Quis o monarca espanhol, num gesto de muita simpatia, honrar o parlamento português com a sua presença e palavra. Os deputados do Bloco de Esquerda (BE) fizeram questão de permanecer sentados e não aplaudir as palavras do soberano. Pouco faltou para que não devolvessem ao monarca o que o seu augusto pai, o rei Juan Carlos, em tempos disse a Hugo Chávez: “Porqué no te callas?”

Em comunicado, o irreverente grupo parlamentar esclareceu: “O BE valoriza a importância das relações entre o Estado português e o Estado espanhol. Mas mantém a posição de sempre, republicana, e não naturaliza relações de poder com base em relações de sangue e não em actos democráticos”. Ainda bem que ‘valoriza’ … mas, se o faz de forma tão malcriada, o que faria se não valorizasse?! Cuspiria nos reis?!

Os deputados do BE são peritos em dizer uma coisa e … fazer outra. Se valorizassem, como dizem, as boas relações com Espanha, em vez de protagonizarem o triste número de circo com que brindaram a plateia internacional, teriam tido uma atitude de Estado, digna de quem valoriza, de facto, as relações entre os dois países ibéricos. O PCP, que não é menos progressista nem menos republicano, soube receber com dignidade e sentido de Estado o rei do país vizinho, sem se imiscuir em questões que são do foro interno dessa nação. Portanto, não é uma questão de coerência ideológica, mas de falta de maturidade política e de irresponsabilidade institucional.

Será que o BE, se porventura entender preferível uma chefia de Estado feminina, se recusa a cumprimentar um presidente masculino?! Deveria fazê-lo para, segundo a sua esfarrapada desculpa, não ‘naturalizar’ um poder machista …

O BE tem todo o direito de ser republicano, como é muito boa gente, também católica. Mas isso não o autoriza a fazer um paternalista juízo de valor sobre o regime do Estado vizinho. Não faz sentido questionar a legitimidade democrática da monarquia espanhola, que não só foi o motor da democratização desse país, como também foi legitimada pelo povo quando, por esmagadora maioria, aprovou a sua actual constituição. A vigente lei fundamental restaurou a democracia e a forma monárquica do Estado, na pessoa do então rei Juan Carlos e da sua descendência, nomeadamente o agora rei Filipe VI, seu filho e sucessor no trono.

A justificação do BE também falha redondamente quando afirma não reconhecer “relações de poder com base em relações de sangue”. Acontece que esse princípio tão solenemente proclamado é, juridicamente, um supino disparate, porque também o BE admite relações de poder, embora não estatal, que têm por base relações de sangue, como são, por exemplo, os poderes parentais: paternal e maternal. Com certeza que o BE não ignora, nem considera ilegítimo, o poder dos pais em relação aos filhos menores, mesmo não sendo, como certamente não são, poderes democráticos.

Um rei constitucional, como é o espanhol, não é, nem tem, nenhum poder: reina, mas não governa. Não tem faculdades executivas, legislativas ou judiciais: é um órgão moderador e de representação da unidade nacional. Nem sequer é de sangue porque, como toda a gente sabe, o “sangue” do actual rei de Espanha é grego pela mãe – que é, por sua vez, de ascendência dinamarquesa e germânica – e Bourbon pelo pai, ou seja, francês … Aliás, os deputados do BE não têm qualquer autoridade moral para dar lições de democracia ao rei de Espanha: quando os avôzinhos dos bloquistas provavelmente ainda não sabiam o que era a democracia, já o avô de Felipe VI, o Conde de Barcelona, estava exilado em Portugal, precisamente por ser democrata e não querer pactuar com o regime franquista.

Espero que a partir de agora, a bem da coerência, os deputados do BE também não se levantem quando tocar o hino nacional, que não tem mais legitimidade democrática do que o rei de Espanha e que, talvez, até tenha menos do que “ O Pica do Sete”, de António Zambujo, bem mais português e pacífico do que a versão lusa da bélica marcha marselhesa. Portanto, senhores deputados do BE, sejam coerentes: quando tocar o hino, toda a malta sentadinha, de boina na cabeça, perna traçada e, se possível, a fumar um charuto, de preferência cubano! O mesmo se diga da bandeira republicana, que também não foi legitimada pelo voto popular e que, por isso, não pode merecer a homenagem dos democratas do BE.

A Igreja católica teve sempre uma atitude de respeito pelas autoridades públicas, mesmo quando, como aconteceu durante os três primeiros séculos de Cristianismo, o poder político perseguia impiedosamente os cristãos. Por isso, São Pedro, o primeiro papa, exortou os cristãos a rezarem e honrarem os reis e demais governantes (1Ped 2, 13-14). Se o presidente da República ou o primeiro-ministro participam, oficialmente, em celebrações religiosas católicas, a Igreja presta-lhes a honra devida aos cargos que exercem, sem fazer acepção de pessoas, nem confundir o que é de César com o que é de Deus. A Igreja não adula o poder, mas também não ofende os chefes de Estado, nem insulta os que exercem funções legislativas, judiciais ou executivas. É uma questão do mais elementar civismo; uma questão, afinal, de boa educação.

É pena que a arrogância e irresponsabilidade de um grupo parlamentar afecte tão negativamente, também a nível internacional, o bom nome de Portugal. É lamentável que alguns deputados, pelos vistos nada patriotas, ponham as suas birras ideológicas à frente do interesse nacional. Este modo fracturante de estar na política é a antítese da atitude de serviço ao bem comum que é, afinal, o modo cristão de exercer, séria e responsavelmente, o poder.

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador (seleção de imagem 'Spe Deus')

O Evangelho de Domingo dia 11 de dezembro de 2016

E como João, estando no cárcere, tivesse ouvido falar das obras de Cristo, enviou dois dos seus discípulos, a perguntar-Lhe: «És Tu Aquele que há-de vir, ou devemos esperar outro?». Jesus respondeu-lhes: «Ide e contai a João o que ouvistes e vistes: “Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, os pobres são evangelizados”; e bem-aventurado aquele que não encontrar em Mim motivo de escândalo». Tendo eles partido, começou Jesus a falar de João às turbas: «Que fostes vós ver ao deserto? Uma cana agitada pelo vento? Mas que fostes ver? Um homem vestido de roupas delicadas? Mas os que vestem roupas delicadas vivem nos palácios dos reis. Mas que fostes ver? Um profeta? Sim, vos digo Eu, e ainda mais do que profeta. Porque este é aquele de quem está escrito: “Eis que Eu envio o Meu mensageiro à Tua frente, que preparará o caminho diante de Ti”. «Na verdade vos digo que entre os nascidos de mulher não veio ao mundo outro maior que João Baptista; mas o menor no Reino dos Céus é maior do que ele.

Mt 11, 2-11

São Josemaría Escrivá nesta data em 1931

Anota: “A nossa vontade, com a graça, é omnipotente diante de Deus. – Assim, à vista de tantas ofensas ao Senhor, se dissermos a Jesus, com vontade eficaz, indo no «eléctrico» por exemplo: “Meu Deus, queria fazer tantos atos de amor e desagravo quantas as voltas de cada roda deste carro”, naquele mesmo instante, diante de Jesus, tê-Lo-emos realmente amado e desagravado conforme o nosso desejo.

Esta «ingenuidade» não está fora da infância espiritual; é o eterno diálogo entre a criança inocente e o pai, doido por seu filho:
Quanto me queres? Diz lá! – E o miudito diz, marcando as sílabas: mui-tos mi-lhões!

Christus natus est nobis (Cristo nasceu para nós)

Nos dias que se aproximam, gentes de quase todo o mundo desejam entre si paz e felicidade. Façamos nosso, uma vez mais, o cântico que ressoou no primeiro Natal: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados [13]. Nessa altura foram os anjos que o entoaram, agora cabe-nos a nós, aos cristãos, cantá-lo com o bom exemplo e com as nossas palavras de misericórdia e de perdão, com o nosso apostolado constante.

Peçamos a Deus que a violência seja vencida com a força do amor, a todos os níveis da existência. Que os desejos de bondade e de amor que as pessoas trocam nestes dias atravessem realmente todos os ambientes da vida quotidiana. Uma súplica que enviamos ao Céu, recorrendo à mediação materna de Maria Santíssima, recorrendo também à intercessão de S. José, de S. Josemaria e de todos os santos. A eles e a todos vós peço que se unam à minha incessante oração pela Igreja e pelo Papa, pela Obra e por cada um dos seus fiéis e cooperadores, por todo o mundo.

Quero partilhar convosco a minha alegria quando, na catedral de Moscovo, celebrei uma Missa solene em honra do Bem-Aventurado Álvaro del Portillo. Outra manifestação de agradecimento à Santíssima Trindade, que se uniu às muitas Missas de ação de graças celebradas noutras cidades dos cinco continentes.

Quero terminar impulsionando-vos a saborear o Christus natus est nobis da liturgia: Cristo nasceu para nós. Quanto nos ama Deus, que quer que vivamos continuamente n'Ele! Pedi à Sagrada Família pelas minhas intenções.

[13]. Lc 2, 14.

D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de dezembro de 2014
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O INFERNO - Mons. Hugo de Azevedo

Quem não acredita no inferno não acredita no homem. Não acredita no homem como ser consciente e livre, pessoal, responsável. Capaz de escolher o seu destino. Não acredita em nada, afinal: assiste à existência, perplexo ou distraído. Não lhe vê sentido nenhum. Vive e movimenta-se como um galo sem cabeça, até cair dessangrado. Quem não acredita no inferno não acredita na dignidade humana, tal e tanta, que Deus a respeita escrupulosamente, até ao ponto de deixar perder-se um filho, depois de ter dado a vida do seu Unigénito por ele. Nenhuma pessoa nem sociedade manifesta maior respeito pela nossa liberdade, um respeito que chega a ser assustador, pela tremenda responsabilidade que nos confere, e à qual não podemos renunciar. E, se só de pensar na eterna separação de Deus nos afligimos, que será presenciar o inferno, como Nossa Senhora o mostrou aos três pastorinhos?

E por que o fez, senão para nos dar a todos, através deles, o sentido das realidades que estão em jogo na vida? «Viver é um negócio muito perigoso», diz sabiamente um personagem de Guimarães Rosa. Não faltaram hereges que, presumindo-se mais bondosos do que Deus, o contestaram a existência do inferno, ou a sua eternidade. De facto, «é horrendo cair nas mãos do Deus vivo» (Hebr 10, 31), exclamava o Apóstolo, assim como é maravilhoso «viver com Ele no amor» (Sab 3, 9). Embora devamos animar-nos com a esperança do Céu, é muito conveniente não esquecermos a horrível alternativa da perdição. Caso contrário, não entendemos a Encarnação, nem a Cruz, nem a instituição da Igreja, nem o valor dos Sacramentos, nem a necessidade da vigilância e da oração constantes, nem a luta ascética, nem a urgência do apostolado...

«As afirmações da Sagrada Escritura e os ensinamentos da Igreja a respeito do inferno são um apelo ao sentido de responsabilidade com que o homem deve usar da sua liberdade, tendo em vista o destino eterno. Constituem, ao mesmo tempo, um apelo urgente à conversão: 'Entrai pela porta estreita...'» (Catecismo da Igreja Católica, 1036).

Quando perguntavam aos militares destinados ao Iraque se não sentiam medo, a resposta sensata era a que davam: «Não ter medo seria irracional!» E, se é irracional não temer a morte violenta, quanto mais sensato será temer a morte eterna! «Não temais os que podem matar o corpo... Temei antes aquele que pode lançar a alma e o corpo na Geena!» (Mt 10, 28)

Mas não diz o Apóstolo que quem teme não é perfeito na caridade? (I Jo 4, 18) Temer o inferno não é temer Deus; é justamente o contrário: temer a separação d’Ele. Quanto a Ele não cabe o temor, mas só o amor. Nem sequer havemos de recear a nossa fragilidade, pois Ele bem sabe «de que barro somos feitos» (S 102, 14). O inferno não se destina aos pecadores, que todos somos; destina-se aos soberbos. Assim como o Céu não se destina aos «perfeitos», que nenhum de nós é; destina-se aos humildes, aos que amam a Deus e se arrependem... até do bem que fazem, por ser tão pouco!

A soberba é o caminho do inferno. Aquele que não se habituou a pedir desculpa, tanto a Deus como ao próximo; aquele que «tem sempre razão», que só erra «por culpa dos outros», que não encontra nada de que se arrepender, e foi sempre «perfeito» no seu comportamento, modelo e padrão da restante gente... esse está a caminho de se perder eternamente.

Por isso havemos de animar todos os cristãos ao Sacramento da Penitência. Quem frequenta a Confissão, está preparado para entrar na glória divina, ainda que a morte o colha de surpresa, porque nesse instante decisivo seguirá facilmente o exemplo do bom ladrão, e Deus o receberá com alegria. Rezemos, porém, pelos que perderam o costume de se confessarem: nem imaginam em que perigo estão! «Rezai, rezai muito e fazei sacrifícios pelos pecadores», pedia com tristeza, em Agosto de 1917, Nossa Senhora aos três meninos de Fátima, «que vão muitas almas para o inferno por não haver quem se sacrifique por elas!»

Muitos problemas pastorais preocupam a Igreja, mas este é o decisivo. E o espírito de penitência, a solução.

Hugo de Azevedo

(Fonte: Edições LICEL AQUI)

Ladainha Lauretana - Ladainha de Nossa Senhora

Nossa Senhora do Loreto

O título Nossa Senhora de Loreto tem como referencial a casa de Nazaré, onde viveu a Santíssima Virgem. Por um misterioso prodígio esta casa atravessou oceanos até fixar-se na Itália, em um bosque de loureiros, próximo à vila de Recanati. Uma explicação plausível seria a seguinte: a fim de poupar a Santa Casa de Nazaré de invasões, onde templos e monumentos eram violados e destruídos, o Senhor ordenou a seus anjos que a transportassem pelos ares à cidade de Tersatz, na Dalmácia, em 10 de Maio de 1291 e daí para um bosque de loureiros, em Loreto, na Itália, em 10 de Dezembro de 1294.

Ainda hoje o santuário de Loreto, onde a "santa casa" é conservada e venerada, é local de concorridas peregrinações.

É padroeira dos aviadores.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 10 de dezembro de 2016

Os discípulos perguntaram-Lhe: «Porque dizem, pois, os escribas que Elias deve vir primeiro?». Ele respondeu-lhes: «Elias certamente há-de vir e restabelecerá todas as coisas. Digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram, antes fizeram dele o que quiseram. Assim também o Filho do Homem há-de padecer às suas mãos». Então os discípulos compreenderam que falava de João Batista.

Mt 17, 10-13