N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Amar a Cristo ...

Queridíssimo Jesus, hoje vimos agradecer-Te a Tua Imaculada Mãe a quem diariamente tanto recorremos pedindo-lhe proteção e ajuda pela sua intercessão.

Tê-La na nossa alma é um tão belo e maravilhoso dom que nos concedeste, que não existem palavras para Te agradecer. Ainda assim, amado Jesus Filho de Maria, entregamo-nos no regaço da Nossa Rainha pedindo-lhe que nos leve sempre até a Ti, ao Pai e ao Espírito Santo, e que seja a ressonância do amor que Te manifestamos em oração.

Louvado sejais com a Imaculada Virgem Santa Maria hoje e sempre!

JPR

Canta diante de Maria Imaculada

Deus Omnipotente, Todo-Poderoso, Sapientíssimo tinha que escolher a sua Mãe. – Tu, que terias feito, se tivesses tido de escolhê-la? Penso que tu e eu teríamos escolhido a que temos, enchendo-a de todas as graças. Isso fez Deus. Portanto, depois da Santíssima Trindade, está Maria. Os teólogos estabelecem um raciocínio lógico desse cúmulo de graças, desse não poder estar sujeita a satanás: convinha, Deus podia fazê-lo, logo fê-lo. É a grande prova. A prova mais clara de que Deus rodeou a sua Mãe de todos os privilégios, desde o primeiro instante. E assim é: formosa e pura e limpa, em alma e corpo! (Forja, 482)

És toda formosa e não há mancha em ti. – És horto cerrado, minha irmã, Esposa, horto cerrado, fonte selada. – Veni: coronaberis. – Vem: serás coroada (Cant. IV, 7, 12 e 8).

Se tu e eu tivéssemos tido poder, tê-la-íamos feito também Rainha e Senhora de toda a criação.

Um grande sinal apareceu no céu uma mulher com uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. – O vestido de sol. – A lua a seus pés (Apoc. XII, 1). Maria, Virgem sem mancha, reparou a queda de Eva; e esmagou, com o seu pé imaculado, a cabeça do dragão infernal. Filha de Deus, Mãe de Deus, Esposa de Deus.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo coroaram-na como Imperatriz que é do Universo.

E rendem-lhe preito de vassalagem os Anjos..., e os patriarcas e os profetas e os Apóstolos..., e os mártires e os confessores e as virgens e todos os santos..., e todos os pecadores e tu e eu. (Santo Rosário, 5º mistério glorioso)

São Josemaría Escrivá

Crescer em recolhimento no trato com Deus e no generoso e alegre serviço aos outros

Nesta nossa época, tão complexa como apaixonante, existe o risco de que a agitação do ambiente nos empurre, quase sem nos apercebermos, para o atordoamento, fazendo-nos perder a perspetiva de que o Senhor está muito perto. Jesus dá-se-nos totalmente, e nada mais natural que nos peça muito. Não entender esta realidade significa não compreender ou não se meter bem no Amor de Deus.
Mas não vamos imaginar situações anormais ou extraordinárias. O Senhor espera que nos esmeremos no desempenho dos deveres mais comuns, próprios de um cristão. Por isso vos proponho que estas semanas – que em tantos países se caraterizam por um crescendo de preparativos exteriores para o Natal –, pressuponham, no vosso caminhar, um crescendo de recolhimento no trato com Deus e no generoso e alegre serviço aos outros. No meio das pressas, das compras – ou das dificuldades económicas, talvez ligadas a uma certa falta de segurança social –, de guerras ou catástrofes naturais, temos de nos saber contemplados por Deus. E assim encontraremos a paz do coração. Olhemos para Cristo que chega, como há algumas semanas o Papa comentava, citando uma frase bem conhecida de Santo Agostinho: “Tenho medo que o Senhor passe” e eu não O reconheça, que o Senhor passe ao meu lado numa dessas pessoas simples, necessitadas, e eu não me dê conta de que é Jesus [6].
Cuidemos melhor, particularmente, os pormenores de piedade que tornam mais íntimo e caloroso o relacionamento com Deus, e que preparam para o Menino Jesus uma pousada acolhedora: por exemplo, benzer-nos com calma, sabendo-nos acolhidos pela Santíssima Trindade e salvos pela Cruz; recolhermo-nos, com naturalidade mas com fé, à hora de rezar antes das refeições ou de dar graças a Deus pelos alimentos; manifestar, nas genuflexões diante do perene presépio do Sacrário [7], a firmeza de uma fé concreta e atual; acompanhar uma esmola com um sorriso; cumprimentar a nossa Mãe com carinho, nas suas imagens, preparando, nestes primeiros dias de dezembro, a solenidade da sua Imaculada Conceição… Na aridez de certos dias, a Virgem Maria nos fará encontrar flores repletas de um bom aroma, do bonus odor Christi [8], como narram as aparições da Virgem de Guadalupe a S. Juan Diego, que celebramos no dia 12.
[6]. Papa Francisco, Discurso na audiência geral, 12-X-20l6 (cfr. S. Agostinho, Sermão 88, 14, 13).
[7] S. Josemaria, AGP, sec A, leg 3, carp. 3, cit. em “Camino. Edición crítico-histórica” (ed. Pedro Rodríguez) Rialp, 3ª ed., Madrid 2004, p. 1051.
[8]. 2 Cor 2, 15.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei excerto da carta do mês de dezembro de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Novena da Imaculada Conceição com textos de São Josemaría Escrivá - 8 de Dezembro

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São Josemaría Escrivá sobre a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria



Festa da Imaculada Conceição. “Como gostam os homens de que lhes recordem o seu parentesco com personalidades da literatura, da política, do exército, da Igreja!... – Canta diante da Virgem Imaculada, recordando-Lhe:
Ave, Maria, Filha de Deus Pai; Ave, Maria, Mãe de Deus Filho; Ave, Maria, esposa de Deus Espírito Santo… Mais do que tu, só Deus!”

Agraciado no casamento

Há dez anos nesta data a minha mulher e eu concretizámos perante Deus na Igreja de Nossa Senhora da Luz em Lisboa a união que havíamos celebrado há mais de quarenta e seis anos. Já eramos pais e avós, mas foi um momento muito intimo e de grande alegria para toda a família.

Muitos não sustiveram a curiosidade e na altura perguntaram porquê depois de tantos anos e a explicação ainda que simples, por fé e amor ao Senhor, pareceu não haver a todos convencido. Na verdade, com o passar dos anos, hoje o nosso exemplo é olhado com admiração e respeito, e por nós com alegria, amizade e amor.

Se há algum casamento a que se possa aplicar a grande verdade, que as relações matrimoniais se constroem e solidificam com o tempo, é o nosso que atravessou todas as tempestades, sobretudo devido à firmeza de carácter e amor aos filhos da minha mulher sem ela dificilmente teríamos chegado até aqui, ou seja, ela foi e é de facto a grande heroína desta bonita história com quase cinco décadas.

Mais do que falar de nós ou do nosso passado, espero que o nosso testemunho de vida possa contribuir como exemplo aos mais jovens e que também eles não se deixem levar por egoísmos que descuram o bem de terceiros, nomeadamente dos filhos e toda a família.

É claro, nada seria como tentei descrever sem a proteção do Senhor e da Imaculada Conceição que hoje festejamos na Igreja, por isso ‘last, but far from being the least’ no meu coração e orações hoje soa o louvor e a gratidão.

JPR

Imaculada Conceição de Maria pórtico do Advento

Tempo do Advento, semanas de preparação para o Natal do Senhor. Estes dias bem podem servir-nos para renovarmos o desejo de permanecer abertos, em cada momento, às luzes e às palavras de Deus, sobretudo na leitura e na meditação da Sagrada Escritura, admirando uma vez mais a bondade e misericórdia do nosso Pai Deus, que envia o Seu Filho ao mundo.

O pórtico destas festas é a solenidade da Imaculada Conceição de Maria, mestra de fé, esperança nossa e maravilhoso exemplo de como se pode amar Deus, e o próximo, por Deus, com o coração, com a mente e com os sentidos plenamente imersos no Senhor. Esmeremo-nos na preparação desta solenidade, já tão próxima, recorrendo à nossa Mãe do Céu com muito afeto filial.

Nesta oração, dediquemos maior espaço a pedir pela Igreja e pelo Papa, pelos seus colaboradores, pelas minhas intenções, por todas as necessidades espirituais e materiais das mulheres e dos homens do nosso tempo. Que nunca nos deixem indiferentes – graças a Deus, estou certo que isso não acontece – as dificuldades materiais e espirituais, às vezes autênticas tragédias, que afetam tantas pessoas em todo o mundo.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de dezembro de 2013)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria

O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores até todos nós. Neste dia, nós o consideramos na sua conspícua excepção ou melhor no singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante da sua concepção, da sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; "Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele...", e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efectuada por Cristo: "Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho..."

Antes que Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus em 1854, definisse solenemente o dogma da Imaculada Conceição, não obstante as hesitações de alguns teólogos, que podiam apelar para o próprio São Tomás de Aquino, tinha-se chegado a um desenvolvimento não só da devoção popular para com a Imaculada mas também nas intervenções dos papas a favor desta celebração. Antes que o calendário romano incluísse a festa em 1476, esta já havia aparecido no Oriente no século sétimo, e contemporaneamente na Itália meridional dominada pelos bizantinos.

Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e finalmente em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória, a toda a cristandade. Mas desde a origem do cristianismo Maria foi venerada pelos fiéis como a TODA SANTA. No primeiro esboço da festa litúrgica da Conceição, anterior ao século sétimo, nota-se, se não a profissão explícita da isenção da culpa original, pelo menos uma persuasão teologicamente equivalente. "Potuit, decuit, ergo fecit", havia argumentado um brilhante teólogo medieval: "Deus podia fazê-lo, convinha que o fizesse, portanto o fez." Do infinito amor de Cristo para com a Mãe, que a pré-redimiu e a cumulou do Espírito Santo desde o primeiro instante da sua existência, derivou este singular privilégio, que a Igreja hoje celebra para nos fazer meditar sobre a beleza de toda alma santificada pela graça redentora de Cristo.

Quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, a Virgem apareceu a Santa Bernadette Soubirous. Para a menina que, timidamente, perguntava: "Senhora, quer ter a bondade de me dizer o seu nome?", Maria respondeu: "Eu sou a Imaculada Conceição."

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Brevíssima reflexão sobre o Evangelho de hoje

Saibamos imitar a nossa Mãe como nos relata o Evangelho de hoje (Lc 1, 26-38) e estejamos sempre prontos a recebê-Lo com aquela pureza, humildade, devoção, amor e confiança com que O acolheu a Virgem Maria.

Louvado sejais Senhor Deus do Universo bem como a nossa Santíssima Mãe, Rainha do Céu!

«O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a Sua sombra»

Cardeal Joseph Ratzinger 
«Einführung in das Christentum»

Em todos os nascimentos milagrosos da antiga aliança, nas encruzilhadas decisivas da história da salvação [...], o sentido do acontecimento é sempre o mesmo: a salvação do mundo não vem do homem, da sua força; é preciso que o homem saiba receber a dádiva da salvação, e deve recebê-la como um dom gratuito. O nascimento virginal de Cristo é, antes do mais, uma mensagem sobre a maneira como a salvação chega até nós – na simplicidade do acolhimento, como dádiva absolutamente gratuita do amor que redime o mundo. «Exulta de alegria, estéril, tu que não tinhas filhos, entoa cânticos de júbilo, tu que não davas à luz, porque os filhos da desamparada são mais numerosos do que os da mulher casada. É o Senhor quem o diz» (Is 54,1). Deus fez, com Jesus, um novo começo, no meio de uma humanidade estéril e desesperada, começo que não é produto da história do homem, mas um dom dos Céus.

Se cada homem constitui, por si, uma novidade inefável e representa uma criatura de Deus única na história, Jesus é, porém, a verdadeira novidade. Ele não procede do fundo próprio da humanidade, mas do Espírito de Deus. Por isso, Ele é o «novo Adão» (1Cor 15,47), e uma nova humanidade começa com Ele. [...] A fé cristã confessa que Deus não está prisioneiro da Sua eternidade, limitado ao que é puramente espiritual. Pelo contrário, pode agir hoje e agora, no meio do meu universo; e agiu efetivamente, em Jesus, o novo Adão, nascido da Virgem Maria pelo poder criador de Deus, cujo Espírito, no princípio, planava sobre a superfície das águas (Gn 1,2), criando o ser a partir do nada.