N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Uma oração contínua

Padre – comentaste-me –, eu cometo muitos enganos, muitos erros. – Já sei, respondi-te. Mas Deus Nosso Senhor, que também o sabe e conta com isso, só te pede a humildade de o reconheceres e a luta para rectificares, para O servires cada vez melhor, com mais vida interior, com uma oração contínua, com a piedade e com o emprego dos meios adequados para santificares o teu trabalho. (Forja, 379)

Vida interior, em primeiro lugar. Há ainda tão pouca gente que entenda isto! Ao ouvir falar de vida interior, pensa-se logo na obscuridade do templo, quando não no ambiente abafado de algumas sacristias. Estou há mais de um quarto de século a dizer que não se trata disso. Eu falo da vida interior de cristãos normais e correntes, que habitualmente se encontram em plena rua, ao ar livre; e que na rua, no trabalho, na família e nos momentos de diversão estão unidos a Jesus todo o dia. E o que é isto senão vida de oração contínua? Não é verdade que compreendeste a necessidade de ser alma de oração, numa intimidade com Deus que te leva a endeusar-te? Esta é a fé cristã e assim o compreenderam sempre as almas de oração. Torna-se Deus aquele homem, escreve Clemente de Alexandria, porque quer o mesmo que Deus quer.

A princípio custará. É preciso esforçarmo-nos por nos dirigir ao Senhor, por lhe agradecermos a sua piedade paternal e concreta para connosco. A pouco e pouco o amor de Deus torna-se palpável – embora isto não seja coisa de sentimentos – como uma estocada na alma. É Cristo que nos persegue amorosamente: Eis que estou à porta e chamo(Cristo que passa, 8)

São Josemaría Escrivá

"A esperança cristã" - Audiência geral

LocutorIniciamos hoje uma nova série de catequeses sobre o tema da esperança cristã. De modo particular neste tempo litúrgico do Advento, deixemos que o Senhor nos ensine o que significa esperar. No começo desta Audiência Geral, ouvimos o profeta Isaías, por ordem de Deus, consolar e encorajar o seu povo, exilado em Babilónia. Com o exílio, perdeu tudo: a pátria, a liberdade, a dignidade e até a confiança em Deus. Sentia-se abandonado e sem esperança. Tudo na vida lhe parecia um deserto; mas é precisamente aí que Deus decidiu descer e pede passagem para intervir: «Preparai o caminho do Senhor – ouvimos nestes dias gritar João Batista –, endireitai as suas veredas». No tempo de João Batista, o povo israelita sofria sob a dominação dos Romanos, que o tornava estrangeiro na sua própria pátria, governado pelos poderosos que decidiam a seu bel-prazer da vida do povo. Mas a história verdadeira não é a história feita pelos poderosos, mas por Deus juntamente com os seus pequeninos, como Zacarias e Isabel, Maria e José, os pastores de Belém. São os pequeninos, tornados grandes pela sua fé, que sabem continuar a esperar. São eles que transformam o deserto do exílio, da solidão mais desesperada, do sofrimento numa estrada plana e segura para ir ao encontro da glória do Senhor. Deixemo-nos ensinar a esperança, aguardemos confiantes a vinda do Senhor e então os desertos da nossa vida, sejam eles quais forem, transformar-se-ão num jardim florido.

Santo Padre:
Saluto cordialmente i pellegrini di lingua portoghese,in particolare il gruppo dei giovani di Lisbona, e li incoraggio a cercare sempre lo sguardo della Madonna che conforta quanti sono nella prova e tiene aperto l’orizzonte della speranza. Nell’affidare voi e le vostre famiglie alla sua protezione, invoco su tutti la Benedizione di Dio.

LocutorSaúdo cordialmente os peregrinos de língua portuguesa, em particular o grupo de jovens de Lisboa, e animo-os a procurar sempre o olhar de Nossa Senhora que conforta todos aqueles que estão na provação e mantém aberto o horizonte da esperança. Enquanto vos entrego, vós e as vossas famílias à sua proteção, invoco sobre todos a Bênção de Deus.

Domine, et noli tardare

Depois do encerramento do Ano da misericórdia, com alcance mundial, começamos o Advento e um novo ano litúrgico. A Igreja anima-nos a acelerar o passo em direção ao Senhor. Uma recomendação sempre atual, mas que, na preparação para o Natal, ganha, se é possível, maior urgência.
Todos temos gravadas na alma umas palavras que, nas próximas semanas, envolvem tudo: veni, Domine, et noli tardare [1], Vem, Senhor, não demores. Convidam-nos a pôr o olhar em Cristo, recordando o Seu nascimento humano em Belém e esperando – também com alegria e paz – a Sua vinda gloriosa, no fim dos tempos. Se faltasse este esforço, talvez as ocupações diárias, o monótono repetir­‑se dos dias quase sempre iguais, fizessem do nosso caminhar quotidiano uma existência cinzenta, sem relevo, diminuindo a expectativa do encontro com o Salvador.
Daí o imenso clamor da Igreja: vem, Senhor Jesus! Como S. Bernardo explicava, entre o primeiro e o último Advento, decorre um adventus medius, uma chegada intermédia de Cristo, que ocupa todo o arco da nossa existência. «Esta vinda intermédia é como que um caminho pelo qual se passa da primeira à última vinda: na primeira, Cristo foi a nossa redenção; na última, Ele aparecerá como a nossa vida; nesta, Ele é o nosso descanso e o nosso consolo» [2].
Ao prepararmo-nos para a iminente comemoração do nascimento de Jesus em Belém, estas semanas ajudam-nos a compreender como Deus Se avizinha de nós em cada momento, como nos espera nos sacramentos – especialmente nos da Penitência e da Eucaristia – e também na oração, nas obras de misericórdia. «Desperta. Lembra-te que Deus vem. Não ontem, não amanhã, mas hoje, agora. O único Deus verdadeiro, “o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob”, não é um Deus que está no céu, desinteressando-se de nós e da nossa história, mas é o Deus-que­‑vem» [3].
Nesta espera, cada dia nos situa mais intensamente junto de Maria e de José, também com Simeão, Ana e todos os justos da Antiga Aliança que ansiavam pela vinda do Messias. Meditemos melhor nessa fome do Senhor – porque as Suas delícias são estar com os filhos dos homens [4] –, que se manifesta na História da Salvação. Como nos esforçamos nós por corresponder? Procuremos, cada vez mais constantemente, voltar o nosso olhar para a Virgem Maria e o Santo Patriarca José: reparemos como aguardavam, com uma paixão maior em cada dia, o nascimento do Filho de Deus. É natural pensar que, durante os meses que antecederam aquele celestial acontecimento, as suas conversas girassem à volta de Jesus. Tornam-se agora muito atuais as palavras do nosso Padre: Acompanha, alegremente, José e Santa Maria... E ficarás a par das tradições da Casa de David.
Ouvirás falar de Isabel e de Zacarias, enternecer-te-ás com o amor puríssimo de José, e baterá com mais força o teu coração, cada vez que pronunciarem o nome do Menino que há-de nascer em Belém... [5]. Sugiro que nos esmeremos, com mais afeto, na oração do Angelus.
[1]. Liturgia das Horas, Primeiras vésperas do 1º. domingo do Advento, Preces.
[2]. S. Bernardo, Discurso 5 sobre o Advento, 1 (Liturgia das Horas, quarta-feira da 1ª Semana do Advento, 2ª leitura).
[3]. Bento XVI, Homilia 2-XII-2006.
[4]. Pr, 8, 31. (Vg).
[5]. S. Josemaria, Santo Rosário, 2º mistério gozoso.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei excerto da carta do mês de dezembro de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O Evangelho do dia 8 de dezembro de 2016 - Imaculada Conceição

Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria. Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo». Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta. O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David; reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim». Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?». O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril; porque a Deus nada é impossível . Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.

Lc 1, 26-38

Novena da Imaculada Conceição com textos de São Josemaría Escrivá - 7 de Dezembro

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São Josemaría Escrivá nesta data em 1931

Véspera da festa da Imaculada Conceição. No Patronato de Santa Isabel (Madrid) lê a dois jovens o que viria a ser publicado como o Santo Rosário. No prólogo, dirá: “Meu amigo: se tens desejos de ser grande, faz-te pequeno. Para ser pequeno é preciso crer como os meninos crêem, amar como os meninos amam, abandonar-se como os meninos se abandonam…, rezar como os meninos rezam”. Tinha escrito o texto de uma assentada, uma manhã da novena da Imaculada, depois da Missa, ao terminar a acção de graças.

Hipocrisia

A tolerância que, por assim dizer, admite Deus como opinião privada mas nega a sua presença no domínio público, na realidade do mundo e da nossa vida, não é tolerância – é hipocrisia.

(Bento XVI - Homilia na abertura do Sínodo dos Bispos em 02/X/2005)

Canto Ambrosiano - Tecum Principium (séc. V)

Santo Ambrósio, bispo, Doutor da Igreja, †397

Era funcionário do Império e governava o norte da Itália quando os fiéis da diocese de Milão, inspirados por Deus, o aclamaram seu bispo. Àquela altura, Ambrósio era apenas catecúmeno e ainda não havia recebido o batismo. Mas foram tão claros os sinais de que era a voz de Deus que naquele momento falava pela boca dos populares que, depois de alguma hesitação, Ambrósio aceitou.

Foi baptizado, ordenado sacerdote e sagrado bispo. Tomando inteiramente a sério as novas responsabilidades, colocou sua imensa cultura e sua invulgar capacidade administrativa ao inteiro serviço da Igreja.

Combateu heresias, favoreceu e defendeu a virgindade consagrada a Deus, empenhou-se tenazmente para extirpar os restos de paganismo do Império. Não hesitou em enfrentar o imperador Teodósio, impondo a ele uma penitência pública porque se portara mal. Deixou numerosos escritos de alto valor intelectual, e teve papel eminente na conversão de Santo Agostinho

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 7 de dezembro de 2016

O «Vinde a Mim todos os que estais fatigados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo leve».

Mt 11, 28-30