N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

domingo, 4 de dezembro de 2016

Implora a misericórdia divina

Realmente, a cada um de nós, como a Lázaro, foi um "veni foras", sai para fora, que nos pôs em movimento. Que pena dão aqueles que ainda estão mortos, e não conhecem o poder da misericórdia de Deus! Renova a tua alegria santa porque, face ao homem que se desintegra sem Cristo, se levanta o homem que ressuscitou com Ele. (Forja, 476)

É bom que tenhamos considerado as insídias destes inimigos da alma: a desordem da sensualidade e a leviandade; o desatino da razão que se opõe ao Senhor; a presunção altaneira, esterilizadora do amor a Deus e às criaturas.

Todas estas disposições de ânimo são obstáculos certos e o seu poder perturbador é grande. Por isso a liturgia faz-nos implorar a misericórdia divina: a ti elevo a minha alma, Senhor, meu Deus. E em ti confio; não seja eu confundido! Não riam de mim os meus inimigos, rezamos no intróito. E na antífona do ofertório iremos repetir: espero em ti,; que eu não seja confundido!

Agora que se aproxima o tempo da salvação, dá gosto ouvir dos lábios de S. Paulo: depois de Deus, Nosso Salvador, ter manifestado a sua benignidade e o seu amor para com os homens, libertou-nos, não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas por sua misericórdia.

Se lerdes as Santas Escrituras, descobrireis constantemente a presença da misericórdia de Deus: enche a terra, estende-se a todos os seus filhos, super omnem carnem; cerca-nos, antecede-nosmultiplica-se para nos ajudar e foi continuamente confirmada. Deus tem-nos presente na sua misericórdia, ao ocupar-se de nós como Pai amoroso. É uma misericórdia suaveagradável, como a nuvem que se desfaz em chuva no tempo da seca.

Jesus Cristo resume e compendia toda a história da misericórdia divina: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. E, noutra ocasião: Sede pois misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso(Cristo que passa, 7)

São Josemaría Escrivá

Novena da Imaculada Conceição com textos de São Josemaría Escrivá - 4 de Dezembro

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São Josemaría Escrivá nesta data em 1955

Está em Viena. De manhã celebra Missa na catedral de Santo Estêvão. Durante a acção de graças depois da Missa, diante da imagem de Maria Pötsch, invocou-a pela primeira vez com a jaculatória Sancta Maria Stella Orientis, filios tuos adiuva! Não era mais uma das suas muitas invocações de Nossa Senhora. Pelo que se deduz da correspondência desses dias, deve ter tido a certeza de que, com essas palavras, o futuro apostolado nos países da Europa submetida aos comunistas ficava entregue à protecção da Mãe de Deus. Com efeito, nesse mesmo dia escrevia aos seus filhos de Espanha: “Sinto-me seguro ao afirmar que Deus Nosso Senhor nos dará meios abundantes – facilidades, pessoas – para trabalharmos por Ele cada dia melhor na parte oriental da Europa, até que se nos abram e - abrir-se-ão – as portas da Rússia (…). Pede que digam muitas vezes esta jaculatória: Sancta Maria Stella Orientis, filios tuos adiuva!

Bom Domingo do Senhor!

Demos graças ao Senhor por nos feito merecedores de receber o Batismo no Espírito Santo conforme João Batista anuncia no Evangelho de hoje (Mt 3, 1-12) e assim estarmos em plena comunhão com Jesus Cristo Nosso Senhor.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo…

Natal, empresários e astronautas que não andam na lua

Terra a nascer fotografada a partir de um satélite lunar ©NASA
Há uns anos, um pai, com um diagnóstico fatal a curto prazo, quis prevenir os filhos e explicar-lhes que Jesus estava à espera, para o receber em breve. Um dos pequenos perguntou como é que o pai sabia que Jesus o ia receber no Céu: «Meu filho, há tantos anos que eu O recebo na Eucaristia e Ele, agora, não me ia receber?».

Preparar o Natal é caminhar intensamente para o encontro com Cristo. O passo em que o Papa tem insistido mais é a Confissão sacramental; outra etapa é participar na Eucaristia em que, de uma forma imediata, recebemos o próprio Cristo.

Recordo que, nos anos 80, o CEO de uma marca muito conhecida de «blue jeans» veio a Lisboa em negócio. No meio da agenda apertada de reuniões, já sabia onde ia assistir à Missa cada dia, porque tinha encarregado a secretária de telefonar antecipadamente a informar-se dos horários de várias paróquias. Para um lisboeta da época aquilo era surpreendente. Em primeiro lugar, pela capacidade de ultrapassar obstáculos, porque aquele empresário não falava português e provavelmente a secretária teve dificuldade em se fazer entender e obter a informação. Depois, pelos recursos, porque naqueles anos as chamadas internacionais a partir de Portugal eram caríssimas, embora fosse barato telefonar de outros países. Recordo que alguns engenheiros da EDP, que souberam da lista, resolveram ampliar a ideia: assim nasceu uma listagem completa, para toda a cidade de Lisboa, que circulou por muitas mãos, em fotocópias. Anos mais tarde, com o aparecimento da internet, a lista ficou «online», cada vez mais exaustiva e actualizada, e, em época mais recente, o «site» do Patriarcado encarregou-se de disponibilizar a informação.

A caminho do encontro do Natal, pergunto-me como se comportaria, nas minhas circunstâncias, o CEO de uma multinacional de «blue jeans».

Foto do twitter de Mike Hopkins
À falta de informação sobre a estrela do Natal, vale a pena navegar nas páginas pessoais de alguns astronautas, por exemplo https://twitter.com/astroillini, para ver fotografias de cometas deslumbrantes no céu estrelado, planetas vibrantes, a Terra muito ao longe e a Lua muito ao perto... Além das imagens, no meio dos «tweets», encontram-se testemunhos mais pessoais. Dennis Sadowski, reuniu no «Catholic News Service» de Abril deste ano declarações de bastantes astronautas. A beleza do céu é tão impressionante que é comum eles sentirem o impulso de se referir a Deus. Muitos rezam o terço dentro da «cúpula» da nave, uma sala forrada de janelas, por onde se vê o Universo a 360º. Outros vão ler a Bíblia para a cúpula. Está no «Youtube» a célebre mensagem dos astronautas da Apollo 8, na noite de Natal de 1968, que consistiu em lerem em voz alta a parte do Génesis que descreve a Criação.

A propósito do Natal, chamou-me a atenção o empenho de alguns astronautas para não perderem a Eucaristia. Por exemplo, em 2013, Mike Scott Hopkins, que se convertera uns anos antes, conseguiu autorização para levar a Eucaristia para o espaço, para poder comungar durante os longos meses da sua missão na ISS (International Space Station). Na cúpula, rodeado de estrelas, sentia-se verdadeiramente numa catedral. «Quando se contempla a Terra deste observatório único e se admira toda a beleza natural que existe, é difícil não se sentar ali e perceber que tem de haver um poder maior que fez isto». Pelos vistos, não é pouco comum os astronautas terem acesso à Comunhão durantes as missões espaciais.

Para todos, católicos, protestantes, muçulmanos, a experiência de viver a umas centenas ou milhares de quilómetros da Terra dá uma perspectiva muito forte do que é importante. «Acho que, por aqui, não há um único ateu», dizem os «tweets» de vários deles.

Uma das mordomias que a NASA oferece aos astronautas durante o voo é a possibilidade de terem uma vídeo-conferência com a personalidade que escolherem. Recentemente, o astronauta Mark Vande Hei pediu para conversar com o Papa Francisco. Vamos ver o que a NASA consegue. Pode ter sorte, porque a NASA já conseguiu que em 2011 o Papa Bento XVI falasse durante 20 minutos com a tripulação da ISS (a vídeo-conferência pode ver-se em www.youtube.com/watch?v=81jAmb_e1pg).

José Maria C.S. André
Spe Deus
4-XII-2016

A FÉ por Joaquim Mexia Alves

Posso acreditar num deus só por mim, só pela minha razão?

Por exemplo, ao olhar para o universo, para a terra, para as plantas, os animais, a vida, os homens, posso com alguma facilidade acreditar que existe um ser superior, a quem posso chamar deus, que tudo criou do nada, o tudo que depois foi evoluindo.

De alguma forma, a minha razão de pessoa comum, (mais correcta ou menos correcta), leva-me a acreditar que esse ser superior, esse deus, tem que existir, para que tudo tenha sido criado e evoluído.

E isso é ter Fé?

Não, de modo nenhum!
Isso é ter uma crença, porque é algo que nos é ditado apenas por argumentos mais ou menos racionais que, fazendo-me acreditar que esse ser superior existe, não implica uma adesão de vida a esse ser, que neste “acreditar” não tem mais qualquer impacto na minha vida a não ser esse mesmo: acreditar que existe, ou existiu!

A Fé, ou melhor o Dom da Fé, é algo que vai muito para além desse “acreditar”, porque não se limita a acreditar, mas a crer implicando uma adesão de vida que reconhece em Deus o Criador Supremo, aquele a Quem tudo pertence, aquele a Quem tudo é devido.

É que a Fé vai para além do racional, (embora a razão não seja incompatível com a Fé, antes pelo contrário), porque a Fé é crer num Deus que se dá a conhecer aos homens em toda a Sua Revelação, desde os tempos mais antigos até à Sua revelação final em Jesus Cristo.

A Fé envolve o mistério e o mistério não é “resolvido” pela razão, por isso mesmo implica uma adesão que vai para além da capacidade humana, ou seja, o homem precisa de ser iluminado pelo próprio Deus para alcançar essa total adesão à Revelação de Deus.

Mas a Fé implica também, para além da adesão, um viver, que não é “estático” como numa crença, (acredito e pronto!), mas sim uma resposta, uma relação entre aquele que tem a Fé, e aquele que é objecto da Fé, Aquele que doa ao homem o Dom da Fé.

É possível explicar pela ciência a Encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo, no seio de Maria, sem ela ter “conhecido” homem?
É possível explicar pela ciência a Ressurreição de Jesus Cristo, morto e sepultado depois de três dias?
É possível explicar pela ciência a Presença Real de Jesus Cristo na Hóstia consagrada?

Claro que não, que a ciência não consegue explicar estes e outros mistérios do cristianismo, que apenas podem ser acreditados e aceites pelo homem a quem o próprio Deus concedeu o Dom da Fé.

E isso torna a ciência incompatível com a Fé?
Também não, porque para além de outros factores, a ciência pode demonstrar, por exemplo, que nos milagres eucarísticos estudados, a “matéria” guardada em relíquia é carne de coração humano, ou que no Santo Sudário há coisas inexplicáveis para a própria ciência, o que ajuda o homem a perceber, (se quiser, iluminado pela Fé), a mão de Deus nesses acontecimentos, ou seja, a presença de Deus no meio dos homens.

O acreditar do homem em Deus, como Dom da Fé, é sempre iluminado pelo próprio Deus, mas é sempre também ajudado pela inteligência do homem e pela sua experiência vivencial desse mesmo Dom da Fé, nessa relação pessoal e comunitária com o Deus que se faz presente na vida do homem.

Sabemos bem como as palavras que o homem usa são finitas, isto é, não conseguem muitas vezes descrever tudo aquilo que o homem sente e vive.
Quantos autores já tentaram descrever o amor, em prosa e verso, na pintura e na música, enfim em tudo aquilo que é possível ao homem.

Algum verdadeiramente já o conseguiu descrever do modo como cada um o sente, em toda a sua plenitude?
Não, porque há sempre algo que o homem sente e é impossível de descrever, porque as palavras não chegam, embora, no entanto, o homem ao viver o amor saiba que o está a viver, e disso tenha a certeza.

Como podemos nós então descrever a Fé?
Podemos ir ao Catecismo da Igreja Católica, ou aos documentos da Igreja, ou aos autores cristãos, e mesmo assim, aquele que tem o Dom da Fé e a vive verdadeiramente, nunca a consegue ver inteiramente retratada nas palavras que lê ou ouve.

Porque o Dom da Fé faz parte integrante da plenitude do homem que quer encontrar Deus e a quem Deus chama ao Seu encontro.
E leva a uma relação tão pessoal e íntima com Deus, que se torna impossível de descrever em palavras humanas, mas que pode e deve ser testemunhada, e por isso mesmo o Dom da Fé se “completa” na sua dimensão comunitária.

Pode alguém descrever inteiramente um momento de união mística suscitada, por exemplo, num momento de oração ou de comunhão, em que a presença de Deus se torna tão real, que o mundo, (com tudo o que ele representa), desaparece nesse instante?
Vários Santos descreveram momentos desses, testemunhando-os com uma força tal, que nos apetece por vezes sentir transportados para viver esses momentos!
Mas se os experimentamos em nós próprios, não percebemos então que as suas palavras não conseguiram afinal descrever a plenitude de tais momentos?

Esses testemunhos, bem como aqueles que vimos e ouvimos no dia-a-dia das nossas vidas, nas comunidades em que vivemos, devem levar-nos a procurar cada vez mais viver o Dom da Fé com que fomos agraciados, para encontrarmos a plenitude da vida que nos foi dada, em Deus e por Deus.

«Felizes os que crêem sem terem visto» Jo 20,29, disse Jesus a Tomé, perante a sua incredulidade, que logo foi vencida pela Fé que o levou a exclamar a primeira profissão de fé na divindade de Cristo: «Meu Senhor e meu Deus» jo 20,28

Ou ainda como nos escreve São Pedro na sua primeira Carta:
«Sem o terdes visto, vós o amais; sem o ver ainda, credes nele e vos alegrais com uma alegria indescritível e irradiante, alcançando assim a meta da vossa fé: a salvação das almas.» 1 Pe 1, 8-9

E não é exactamente isso que nós experimentamos, quando vivemos o Dom da Fé que Deus nos concede?

Nas alegrias, na saúde, no bem-estar, mas também, apesar das provações, das dificuldades, das tristezas, de tudo o que a vida no mundo nos proporciona, a nossa confiança, a nossa esperança, a nossa certeza, reside em Deus, no Seu amor por nós, que o Dom da Fé, vivido intimamente e em comunidade, nos confirma nos nossos corações.

Por isso é tão verdadeira e bela a frase do nosso Bispo D. António Marto, na sua Nota Pastoral deste ano:
«A fé é bela porque torna bela a vida e é fonte de autêntica alegria» “O Tesouro da Fé, Dom para Todos”.

Joaquim Mexia Alves AQUI
Marinha Grande, 15 de Outubro de 2012

O desejo de representar a humanidade

Minhas filhas e filhos, o Natal, verdadeira festa da alegria, é um convite real para adorarmos Deus e dar-Lhe graças pela Sua benevolência. Nós, os milhares de pessoas que nos alimentamos do espírito da Obra, desejamos – como o nosso Padre dizia numa meditação pregada numa destas festas – representar toda a humanidade. Estamos certos que (...) em todos os lugares do mundo, também nalgum sítio onde se persegue a Igreja, haverá irmãs e irmãos vossos que se sentem representantes de todos os homens e dizem ao Senhor: sabemos que nasceste hoje. Viemos adorar-Te em nome de todas as criaturas: Veníte, adorémos. Porque estas palavras são uma resposta da Santa Igreja ao clamor dos Anjos que se ouviu no mundo, rompendo o silêncio dos séculos [6].
Bento XVI sublinhava, há dez anos, que nestas celebrações, tanto a liturgia como a piedade popular recorrem a símbolos que nos tornam mais evidente o significado do Natal. A luz e os enfeites evocam o desejo do bem que vive no mais profundo do coração humano: “A luz do bem que vence o mal, do amor que supera o ódio, da vida que derrota a morte” [7]. Portanto, “ao vermos as ruas e praças das cidades enfeitadas com luzes resplandecentes, recordemos que estas luzes evocam outra luz, invisível aos olhos mas não ao coração. Enquanto as apreciamos, ao acendermos as velas nas igrejas ou a iluminação do presépio e da árvore de Natal nas nossas casas, o nosso ânimo se abra à verdadeira luz espiritual, trazida a todos os homens de boa vontade. O Deus connosco, nascido da Virgem Maria em Belém, é a Estrela da nossa vida!” [8]
Esforcemo-nos para que os detalhes exteriores que adornam o Natal em casa e em muitos outros locais não se reduzam a fogos de artifício [9], mas que sejam meios que nos facilitem acolher Jesus mais generosamente. Com a nossa atuação, ajudemos a que muitas pessoas tomem consciência do que significa esta Noite Santa, para que todos nos comportemos como bons filhos de Deus.
[6]. S. Josemaria, Notas de uma meditação, 25-XII-1968.
[7]. Papa Bento XVI, Discurso na Audiência Geral, 21-XII-2005.
[8]. Papa Bento XVI, Discurso na Audiência Geral, 21-XII-2005.
[9]. S. Josemaria, Caminho, n. 247.


(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de dezembro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

S. João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja, †749

Nasceu em 675, em Damasco (Síria), no período em que o Cristianismo tinha uma certa liberdade, tanto assim que o pai de João era cristão e amigo dos Sarracenos, que naquela época eram senhores do país. Esta estima estendia-se também ao filho. Os raros talentos e merecimentos deste levaram o Califa a distingui-lo com a sua confiança e nomeá-lo perfeito de Damasco.

João Damasceno, ainda jovem e ajudante do pai, gozava de muitos privilégios financeiros, mas ao compreender o amor de Cristo pobre deu atenção à palavra que mostra as dificuldades de os ricos (os que vivem só para as riquezas) entrarem no Reino dos Céus. Assim, num forte desejo de perfeição, renunciou a todos os bens e deu-os aos pobres. Preferiu uma vida de maus tratos a uma vida de pecado . Retirou-se para um convento de São Sabas perto de Jerusalém e passou a viver na humildade, caridade e alegria. Escreveu inúmeras obras tratando de vários assuntos sobre teologia dogmática, apologética e outras, que fizeram  São João digno do título de Doutor da Igreja.

Certa vez, os hereges prenderam São João e cortaram-lhe a mão direita para não mais escrever, mas por intercessão de Nossa Senhora foi curado. Seu amor à Mãe de Jesus foi tão concreto que foi São João quem tomou presente a doutrina sobre a Imaculada Conceição, a maternidade divina, a virgindade, a Assunção em corpo e alma de Maria.

Foi declarado doutor da Igreja pelo Papa Leão XIII em 1890.

Livro de Horas

«Preparai o caminho do Senhor, endireitai as Suas veredas»

Orígenes (c. 185-253), presbítero e teólogo
Homilias sobre São Lucas 22, 4 (a partir da trad. SC 87, p. 303 rev.)

João Batista dizia: «Toda a ravina será preenchida» (Lc 3,5), mas não foi ele quem preencheu todos os vales, foi o Senhor, nosso Salvador. [...] «E os caminhos tortuosos ficarão direitos». Cada um de nós era tortuoso [...] e foi a vinda de Cristo, realizada na nossa alma, que endireitou tudo o que o era. Nada havia de mais irremediável do que vós. Considerai os desejos desregrados de outrora, o vosso arrebatamento e todas as outras más inclinações, e vede se desapareceram de vez – compreendereis que nada havia de mais impraticável do que vós ou até, para usar uma expressão mais forte, de mais tosco. A vossa conduta era tosca, assim como as vossas palavras e obras.

Mas o Senhor, o meu Jesus, veio aplainar as vossas rugosidades e transformar todo esse caos numa estrada plana para fazer de vós um caminho sem sobressaltos, perfeitamente liso e todo cuidado, para que Deus Pai possa andar em vós e Cristo Senhor possa em vós morar e dizer: «O Meu Pai e Eu viremos a ele e nele faremos morada» (Jo 14, 23).