N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Banco Alimentar: leve alimentos à mesa de quem precisa

O Banco Alimentar conta uma vez mais consigo para alimentar quem mais precisa.

Até 11 de Dezembro, em www.alimentestaideia.pt escolha os produtos que quer doar e o Banco Alimentar para o qual quer canalizar a sua ajuda.  Muitas pessoas precisam e agradecem a sua ajuda.

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Partilhar sabe bem. Muito obrigado.


A vida matrimonial, um caminhar divino pela Terra

Vê quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão forte na fé...; sustentou a sua família – Jesus e Maria – com o seu trabalho esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou – amou! – a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas também dele como Esposo de Santa Maria. (Forja, 552)

Ao pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los luminosos e alegres, como foi o da Sagrada Família. A mensagem de Natal ressoa com toda a força: Glória a Deus no mais alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontadeQue a Paz de Cristo triunfe nos vossos corações, escreve o Apóstolo. Paz por nos sabermos amados pelo nosso Pai, Deus, incorporados em Cristo, protegidos pela Virgem Santa Maria, amparados por S. José. Esta é a grande luz que ilumina as nossas vidas e que, perante as dificuldades e misérias pessoais, nos impele a seguir animosamente para diante. Cada lar cristão deveria ser um remanso de serenidade, em que se notassem, por cima das pequenas contrariedades diárias, um carinho e uma tranquilidade, profundos e sinceros, fruto de uma fé real e vivida.

Para o cristão o matrimónio não é uma simples instituição social e menos ainda um remédio para as fraquezas humanas: é uma autêntica vocação sobrenatural. Sacramento grande em Cristo e na Igreja, como diz S. Paulo, é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, contrato que um homem e uma mulher fazem para sempre, pois, quer queiramos quer não, o matrimónio instituído por Jesus Cristo é indissolúvel, sinal sagrado que santifica, acção de Jesus, que invade a alma dos que se casam e os convida a segui-Lo, transformando toda a vida matrimonial num caminhar divino pela Terra. (Cristo que passa, 22–23)

São Josemaría Escrivá

Aborto como eugenia

Num Ocidente que muda o trajecto de uma estrada só para não ferir o habitat de um rato, num Ocidente obcecado com focas bebé, num Ocidente que endeusa as baleias do Árctico islandês, como é que se desvaloriza assim a vida de seres humanos?

Chamemos-lhe Joana. Tem uma filha com trissomia 21. Quando lhe dizem que demonstrou coragem ou grandeza, Joana abana a cabeça. Nunca lhe passou pela cabeça matar na própria barriga um bebé só porque ele era imperfeito na genética. Desde quando é que os seres imperfeitos não têm direito à vida? Desde quando é que aqueles que beliscam a estética não têm direito à existência? E como é que a genética pode ser o centro da nossa moral colectiva? Não é a Joana que é grande ou corajosa, a sociedade é que entrou numa caverna. Caverna, essa, que muda o nome às coisas. “Aborto” é “IGV”. “Eutanásia” é “direito à morte”. “Bebé” na barriga é “feto” ou “amontoado de células”, termos burocráticos que procuram anular a carga odiosa do aborto. E, claro, “eugenia” já não é “eugenia”. Convém sublinhar a palavra (“eugenia”), porque as nossas sociedades fazem eugenia em massa. 90% das inglesas que detectam um bebé com síndrome de Down fazem aborto. Na fofinha Islândia não há pessoas com trissomia. Há uma taxa de 100% de aborto nestes casos, e esta devastação é apresentada como um grande avanço médico. É como se estivéssemos a falar de uma campanha contra a tuberculose ou sida. É como se o bebé da Joana fosse em si mesmo uma doença erradicável. Isto não é “progresso”, é uma barbárie medicamente assistida.

Esta agenda eugenística é tão bárbara que chega a ser cómica. Ainda há dias a lei francesa proibiu a divulgação pública de um vídeo de uma associação de pais como Joana. O vídeo mostra a alegria de crianças com trissomia 21. O vídeo foi proibido. Alegou-se que podia ferir a susceptibilidade das mulheres que abortaram. Confesso que isto me dá vontade de rir. Dante Alighieri ensinou-nos que o grotesco tem sempre um lado cómico. Esta proibição é tão grotesca, tão absurda, que até parece piada. A piadinha porém é agora a realidade. É uma piada que não ataca apenas o direito à vida, ataca o próprio direito à liberdade de expressão de pessoas como a Joana. Mas repare-se que a proibição revela acima de tudo a má consciência dos defensores do aborto, dos defensores de campanhas médicas contra crianças deficientes, das próprias mulheres que abortam. Revela embaraço, culpa e remorsos. Serão estes remorsos que acabarão por destruir o edifício intelectual e moral deste cultura eugenística.

E essa destruição está para breve. Chegámos ao fim da linha. Este quadro grotesco é indefensável. Como é que chegámos ao ponto em que se consideram “estúpidas” as pessoas como Joana? Como é que chegámos ao ponto em que uma mensagem comovente de crianças com trissomia é vista como “ofensiva”? Num Ocidente que muda o trajecto de uma estrada só para não ferir o habitat de um rato, num Ocidente obcecado com focas bebé, num Ocidente que endeusa as baleias do Árctico islandês, como é que se desvaloriza assim a vida de seres humanos? Daqui a vinte e cinco anos, teremos sérias dificuldades para explicar aos nossos netos esta comédia grotesca.

Henrique Raposo in RR (seleção de imagem 'Spe Deus')

Novena da Imaculada Conceição com textos de São Josemaría Escrivá - 2 de Dezembro

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São Josemaría Escrivá nesta data em 1937

Depois de uma penosa marcha a pé para atravessar os Pirenéus, durante a guerra civil espanhola, chega a Andorra. Ao entrar em Sant Juliá de Loria vai a rezar o terço. Escuta o toque de uns sinos e repete de si para si: “Deo gratias!, Deo gratias!”

Seja o que for que Ele queira, por muito mau que nos pareça, é na verdade o melhor

São Tomás Moro (1478-1535), estadista inglês, mártir 
Carta escrita no cárcere a sua filha, 1534 (trad. Breviário, 22/6, rev.)


Não vou deixar de ter confiança, Meg, na bondade de Deus, por mais receio que tenha de, com medo, poder vacilar. Mas lembro-me sempre de São Pedro que, à primeira rajada de vento, começou a afundar-se por causa da sua pouca fé; se tal me vier a acontecer, farei como ele: gritar por Cristo e pedir-Lhe que me ajude. E assim espero que Ele estenda a Sua mão para me segurar e me salvar das águas tumultuosas, impedindo que me afogue.

E se Ele permitir que a minha semelhança com Pedro vá mais longe, ao ponto de me precipitar e cair totalmente, jurando e abjurando (que de tal coisa Deus me livre na sua infinita misericórdia e que, se assim for, dessa queda me venha antes mal do que bem), ainda assim espero que o Senhor me dirija, tal como fez a Pedro, um olhar cheio de compaixão (Lc 22,61) e me levante de novo para que possa outra vez confessar a verdade da minha consciência e suportar aqui o castigo e a vergonha da minha anterior negação.

Por fim, querida filha, estou plenamente convencido de que, sem culpa própria, Deus não me abandonará. Por isso, com toda a certeza e esperança me entrego nas suas mãos. […] Assim, minha querida filha, fica tranquila e não te preocupes comigo, seja o que for que me aconteça neste mundo. Nada pode acontecer-me que Deus não queira. E seja o que for que Ele queira, por muito mau que nos pareça, é na verdade o melhor.

Deus é exigente…

... mas infinitamente misericordioso e ama-nos mais do que nós na nossa pequena dimensão terrena conseguimos imaginar, ainda assim, se Lhe remetermos todas as graças que nos concede, poderemos vislumbrar uma ínfima parte da Sua bondade e generosidade, tudo quanto Lhe oferecermos e dedicarmos será sempre pouco, mas Ele, apesar disso, compreende as nossas fraquezas e debilidades e continua a amar-nos.

JPR

Não vos contenteis com uma religiosidade externa. Deus não Se contenta com um povo que O venera com os lábios. Ele quer o coração e, em troca, dá-nos a sua graça, desde que não nos afastemos ou separemos d’Ele

(Bento XVI - Discurso aos Bispos da Áustria em visita ‘ad limina’ – 02/XI/2005)

Evitar o supérfluo

«O Senhor não manda que deitemos fora a nossa fazenda e nos afastemos do dinheiro. O que Ele quer é que afastemos da nossa alma a primazia das riquezas, a desenfreada cobiça e febre delas, as solicitudes, os espinhos da vida, que afogam a semente da verdadeira vida.»

(Clemente de Alexandria - Quis dives salvetur, nº 11) 

O Evangelho do dia 2 de dezembro de 2016

Partindo dali Jesus, seguiram-n'O dois cegos, gritando e dizendo: «Tem piedade de nós, Filho de David!». Tendo chegado a casa, aproximaram-se d'Ele os cegos. E Jesus disse-lhes: «Credes que posso fazer isto?». Eles responderam: «Sim, Senhor». Então tocou-lhes os olhos, dizendo: «Seja-vos feito segundo a vossa fé». E abriram-se os seus olhos. Jesus deu-lhes ordens terminantes, dizendo: «Cuidado, que ninguém o saiba». Mas eles, retirando-se, divulgaram por toda aquela terra a Sua fama.

Mt 9, 27-31