N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Aqui estou, porque me chamaste

Chegou para nós um dia de salvação, de eternidade. Uma vez mais se ouvem os assobios do Pastor Divino, as suas palavras carinhosas: "Vocavi te nomine tuo". – Chamei-te pelo teu nome. Como a nossa mãe, Ele convida-nos pelo nome. Mais: pelo apelativo carinhoso, familiar. Lá, na intimidade da alma, chama, e é preciso responder: "Ecce ego, quia vocasti me". Aqui estou, porque me chamaste; decidido a que desta vez não passe o tempo como a água sobre os seixos rolados, sem deixar rasto. (Forja, 7)

Um dia (não quero generalizar; abre o coração ao Senhor e conta-lhe tu a história) talvez um amigo, um cristão normal e corrente como tu, te tenha feito descobrir um panorama profundo e novo e ao mesmo tempo tão antigo como o Evangelho. Sugeriu-te a possibilidade de te empenhares seriamente em seguir Cristo, em ser apóstolo de apóstolos. Talvez tenhas perdido então a tranquilidade e não a terás recuperado, convertida em paz, até que, livremente, "porque muito bem te apeteceu" – que é a razão mais sobrenatural – respondeste a Deus que sim. E veio a alegria, vigorosa, constante, que só desaparece quando te afastas d'Ele.

Não me agrada falar de escolhidos nem de privilegiados. Mas é Cristo quem fala disso, quem escolhe. É a linguagem da escritura: elegit nos in ipso ante mundi constitutionem – diz S. Paulo – ut essemus sancti, escolheu-nos antes da criação do mundo para sermos santos. Eu sei que isto não te enche de orgulho, nem contribui para que te consideres superior aos outros homens. Essa escolha, raiz do teu chamamento, deve ser a base da tua humildade. Costuma levantar-se porventura algum monumento aos pincéis dum grande pintor? Serviram para fazer obras-primas mas o mérito é do artista. Nós – os cristãos – somos apenas instrumentos do Criador do mundo, do Redentor de todos os homens. (Cristo que passa, 1)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá concretizou-se nesta data em 1982

João Paulo II erige o Opus Dei como Prelatura pessoal, figura jurídica desejada por São Josemaría. Em 1962 explica: “Pus-me a trabalhar, e não era fácil: escapavam-se-me as almas como se escapam as enguias na água. Havia também a incompreensão mais brutal: porque o que hoje é já doutrina comum no mundo, então não o era (...). Era necessário criar toda a doutrina teológica e ascética, e toda a doutrina jurídica. Deparei-me com uma solução de continuidade de séculos: não havia nada. A Obra inteira era um enorme disparate aos olhos humanos. Por isso, alguns diziam que eu estava louco e que era um hereje, e tantas outras coisas”.

O ADVENTO 2016

O Advento é assim como que uma gravidez da humanidade!

Uma gravidez provoca sempre na mulher mudanças, não só físicas, mas também de pensamentos, de comportamento, de sensibilidade, de entrega, enfim, toca todo o ser da mulher grávida.
Mas também toca o homem na devida proporção, ou seja, na sua disponibilidade, na sua entrega, na sua maneira de proceder, e por isso, também, em todo o seu ser.
A gravidez numa família provoca sempre um reflectir, um repensar, um reagir, um encontrar caminho, um preparar e acautelar o futuro, uma correcção de vícios e defeitos, no fundo, uma mudança, por vezes radical, ao encontro de algo melhor, algo que traz amor, paz e felicidade.
E, claro, a gravidez é sempre um tempo de espera de algo que, sabemo-lo intimamente, vai mudar as nossas vidas, vai preencher as nossas vidas, vai completar as nossas vidas, vai trazer mais amor e felicidade às nossas vidas.

Por isso a primeira frase: O Advento é assim como que uma gravidez da humanidade!

Já sabemos que Ele vem, mesmo já estando no meio de nós.
Estamos assim, “grávidos” de esperança!
Se estamos “grávidos” de esperança, temos que proceder como “grávidos”, e este é o tempo para isso mesmo.
«Uma voz clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor e endireitai as suas veredas.» Lc 3, 4

É então o tempo de reflectir, de repensar, de reagir, de reencontrar caminho, para preparamos e acautelarmos o dia-a-dia do nosso futuro, no nosso encontro pessoal, diário, em cada momento, com Jesus Cristo, Nosso Senhor, que vem/veio ao mundo para nossa salvação.
Preparemos o caminho, “endireitando” os nossos erros, os nossos vícios, os nossos defeitos, e arrependidos, abeiremo-nos da Confissão, para encontrarmos o perdão e a reconciliação, e assim preparamos o coração para o recebermos, como um presépio de amor.
Só assim esta “gravidez de esperança” chegará a bom termo, e só assim ouviremos naquela Santa Noite os anjos a cantarem - «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade» - e correremos pressurosos, misturados com os pastores, misturados com todos e cada um, numa grande família, (a família de Deus), ao encontro do Salvador que nos foi dado, pelo amor do Pai, no Espírito Santo!

Um Santo Advento para todos, na certeza de que esta “gravidez de esperança” acontece sempre que levantamos o nosso coração para Deus.

Marinha Grande, 15 de Novembro de 2016

Joaquim Mexia Alves


Texto publicado no Boletim da Paróquia da Marinha Grande - "Grãos de Areia"

Como fazer uma coroa do Advento?

Deus não se repete

O Espírito Santo não cessa de nos surpreender ao longo dos séculos enriquecendo e enchendo de cor toda a Igreja. Nos finais do segundo milénio floresceram novas realidades eclesiais. Algumas estão já eclesiasticamente enquadradas; outras, ainda não ou não completamente. Mas, cada uma delas, traz novas luzes e o Corpo místico de Cristo resplandece com a luz destes novos carismas.

Pois bem, o Opus Dei, a Prelatura pessoal do Opus Dei, tem um carisma próprio, um dom singular do Espírito Santo que contribui para o esplendor da Verdade de Cristo e que é, tal como as restantes peças do puzzle, de desenho
exclusivo. Deus não se repete.

As pessoas do Opus Dei são, na sua imensa maioria, leigos, homens e mulheres, casados ou solteiros, de todas as profissões e ofícios. São fiéis normais e correntes de qualquer diocese do mundo, chamados a difundir – com unidade de espírito, de formação específica e de governo – uma mensagem universal: o chamamento à santidade e ao apostolado no meio do mundo, o encontro pleno e comprometido com Cristo no trabalho profissional quotidiano e nos deveres da vida familiar e social.

Dentro da Igreja há, em determinados campos de acção, âmbitos de uma luminosidade espectacular: o ensino, por exemplo, ou as obras de caridade com os pobres e os marginalizados. Outras não se vêem, mas ajudam de modo decisivo a sustentar as outras: as religiosas e os religiosos de clausura, com a força da sua oração e sacrifício. Outras, ainda, desenvolvem, especificamente, o seu trabalho, nos círculos periféricos ou mesmo externos à realidade social da Igreja como o ecumenismo ou o diálogo interreligioso. E outras, como o Opus Dei, receberam um carisma específico dirigido a todos os fiéis que, como os primeiros cristãos no seio da sociedade pagã, desejam, por vocação, ser ajudados, mediante uma assistência pastoral peculiar, a viver com plenitude todas as exigências ascéticas e apostólicas dos seus compromissos baptismais, especificamente através e na sua profissão

Ut sit, que seja

A declaração Prelaturae personales, da Congregação para os Bispos, foi publicada na edição de Sábado de 27 de Novembro de L’Osservattore Romano, com a data de Domingo 28. Era acompanhada de amplos comentários do Cardeal Baggio e de Mons. Costalunga.

Meses mais tarde, ao meio-dia de 4 de Março de 1983, entreguei a D. Álvaro del Portillo o elegante pergaminho com a Constituição Apostólica Ut sit , documento de valor jurídico hierarquicamente superior, que formalizava de forma solene, a decisão de o Papa de erigir o Opus Dei em Prelatura pessoal.

Até no título da Constituição apostólica era notória a presença de São Josemaria. A Santa Sé, delicadamente quis começar o documento com uma conhecida jaculatória que o Fundador do Opus Dei repetia incessantemente, implorando a ajuda da graça divina, por intercessão da Virgem Maria, para que se tornasse realidade o que pressentia que o Senhor lhe pedia “Domina ut sit! Domine ut sit”, http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/os-anos-do-seminario ”Domina, ut sit, Domine ut sit – Senhora que seja! Senhor que seja aquilo que Tu queres

HERRANZ, Julián. http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/cardeal-herranz2c-presidente-emerito-do-conselho-pontificio-para-os-textos-legislativos2c-roma2c-italia En las Afueras de Jericó. Recuerdos de los años con san Josemaría y Juan Pablo II, pp. 182-183 y 310-311. Madrid, Rialp, 2007.

(Fonte: http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/28-11-5)

O Evangelho do dia 28 de novembro de 2016

Tendo entrado em Cafarnaum, aproximou-se d'Ele um centurião, e fez-Lhe uma súplica, dizendo: «Senhor, o meu servo jaz em casa paralítico e sofre muito». Jesus disse-lhe: «Eu irei e o curarei». Mas o centurião, respondeu: «Senhor, eu não sou digno de que entres na minha casa; diz, porém, uma só palavra, e o meu servo será curado. Pois também eu sou um homem sujeito a outro, mas tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: “Vai”, e ele vai; e a outro: “Vem”, e ele vem; e ao meu servo: “Faz isto”, e ele o faz». Jesus, ouvindo estas palavras, admirou-Se, e disse para os que O seguiam: «Em verdade vos digo: Não achei fé tão grande em Israel. Digo-vos, pois, que virão muitos do Oriente e do Ocidente, e se sentarão com Abraão, Isaac e Jacob no Reino dos Céus.

Mt 8, 5-11