N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé

Quando o receberes, diz-lhe: – Senhor, espero em Ti; adoro-te, amo-te, aumenta-me a fé. Sê o apoio da minha debilidade, Tu, que ficaste na Eucaristia, inerme, para remediar a fraqueza das criaturas. (Forja, 832)

Assistindo à Santa Missa, aprenderemos a falar, a privar com cada uma das Pessoas divinas: com o Pai, que gera o Filho, que é gerado pelo Pai; e com o Espírito Santo, que procede dos dois. Habituando-nos a privar intimamente com qualquer uma das três Pessoas, privaremos com um único Deus. E se falarmos com as três, com a Trindade, privaremos também com um só Deus, único e verdadeiro. Amai a Santa Missa, meus filhos, amai a Santa Missa! E que cada um de vós comungue com ardor, mesmo que se sinta gelado, mesmo que não haja correspondência por parte da emotividade. Comungai com fé, com esperança e com caridade inflamada.

Não ama Cristo quem não ama a Santa Missa e quem não se esforça no sentido de a viver com serenidade e sossego, com devoção e com carinho. 0 amor transforma aqueles que estão apaixonados em pessoas de sensibilidade fina e delicada. Leva-os a descobrir, para que se não esqueçam de os pôr em prática, pormenores que são por vezes mínimos, mas que trazem a marca de um coração apaixonado. É assim que devemos assistir à Santa Missa. Por este motivo, sempre pensei que aqueles que querem ouvir uma missa rápida e atabalhoada demonstram com essa atitude, já de si pouco elegante, que não conseguiram aperceber-se do significado do Sacrifício do altar.

O amor a Cristo, que se oferece por nós, anima-nos a saber encontrar, uma vez terminada a Santa Missa, alguns minutos de acção de graças pessoal e íntima, que prolonguem no silêncio do coração essa outra acção de graças que é a Eucaristia. (Cristo que passa, 91–92)

São Josemaría Escrivá

Aborto: entre o perdão e o crime

O perdão não é detergente. O perdão não declara inocente o culpado. O perdão não eleva o mal até ao bem. Quando diz que é preciso perdoar uma mulher que aborta, Francisco I não está a entrar na novilíngua que transforma um mal – o aborto – numa coisa anódina, burocrática, amoral – a tal “interrupção voluntária da gravidez”.

Seja qual for o motivo, o aborto é sempre um mal. Até poderá ser um mal perdoável, mas é um mal. Nunca poderá ser descrito como uma conquista. Colocar as coisas nestes termos é aviltante, tal como são aviltantes as leis que transformam o aborto numa espécie de direito ou contraceptivo derradeiro.

A vidinha dos adultos (ele e ela) que rejeitam a responsabilidade dos seus actos não pode ser mais importante do que a vida inocente que está por nascer e que está à mercê do poder alheio. Estas leis, como o famoso Roe vs. Wade, são imorais, são ilegítimas, são inaceitáveis. Mais ano menos ano, mais década menos década, serão derrubadas através de um debate moral sério e por meio de propostas legais. Não, o Roe vs. Wade não é o fim de história. Para se perceber isto, basta ir buscar a balança: quem acredita na imoralidade do Roe vs. Wade tem 2000 ou até 4000 anos de civilização atrás de si; quem acredita na moralidade do Roe vs. Wade tem apenas algumas décadas de modernice. Quem é que acham que vai ganhar?

O cristão porém deve mostrar compaixão neste combate. A cultura do aborto não deve ser combatida com bombas em clínicas abortistas e ou com votos em candidatos desprezíveis como Trump. Este combate exige calma e compaixão. Sim, compaixão pelos ideólogos fracturantes que acham que abortar às vinte semanas é um acto de liberdade.

Quando disse “amarás o próximo como a ti mesmo”, Jesus não estava a pensar nos próximos que concordam connosco, mas nos próximos que pensam de forma diferente. Além disso, esta compaixão deve ser alargada à mulher que aborta. A mulher que se arrepende por ter exterminado a vida que tinha dentro de si tem de encontrar uma igreja de portas abertas.

Aliás, o espírito da lei que no futuro substituirá o espírito do Roe vs. Wade tem de partir desta premissa. Não podemos voltar à velha premissa farisaica. Quem sou eu para julgar uma mulher que, na mais absoluta pobreza, se deixa tomar pelo desespero? Quem sou eu para julgar a garota que não quer assumir o fardo social da “mãe solteira”? Esta humildade é fundamental, porque os cristãos têm muitas culpas neste cartório abortista.

Quando era apenas Jorge Bergoglio, Francisco I já criticava o “gnosticismo farisaico” de muitos padres que recusavam baptizar bebés de mães solteiras. A hipocrisia é total: a mesma igreja que pede às raparigas solteiras para recusarem o aborto é a mesma igreja que depois rejeita as crianças, alegando que estão fora dos sacramentos. Muitos abortos começaram e começam nesta hipocrisia beata.

A lei que regulará o aborto no futuro deverá recusar a amoralidade do actual ateísmo, mas também deverá recusar o moralismo beato. Há que partir da premissa que devemos o perdão a quem comete este pecado uma vez. Mas é só mesmo uma vez. A reincidência não pode ser tolerada em questões de vida ou morte. Quem aborta várias vezes continuará a ter perdão na Cidade de Deus, mas não deve ter perdão na cidade dos homens.

Em Portugal, por exemplo, há casos de mulheres que abortam várias vezes num curto espaço de tempo. Lamento, mas isto é um crime. Uma mulher que aborta cinco, seis, oito vezes é criminosa.

Henrique Raposo in RR (seleção de imagem 'Spe Deus')

São Josemaría Escrivá nesta data em 1932

Escreve: “Não te perturbes se, ao considerar as maravilhas do mundo sobrenatural, sentes a outra voz – íntima, insinuante – do “homem velho”. É “o corpo de morte” a clamar pelos seus foros perdidos... Basta-te a graça: sê fiel e vencerás”

A unidade dos Doze, unidade da Igreja

Hoje tomamos em consideração dois dos doze Apóstolos: Simão o Cananeu e Judas Tadeu (que não se deve confundir com Judas Iscariotes). Consideramo-los juntos, não só porque nas listas dos Doze são sempre mencionados um ao lado do outro (cf. Mt 10, 4;Mc 3, 18; Lc 6, 15; Act 1, 13), mas também porque as notícias que a eles se referem não são muitas, excepto o facto de o cânone neo-testamentário conservar uma carta atribuída a Judas Tadeu.

Simão recebe um epíteto que varia nas quatro listas: Mateus qualifica-o como «cananeu», Lucas define-o como «zelote». Na realidade, as duas qualificações equivalem-se, porque significam a mesma coisa; de facto, na língua hebraica, o verbo qanà' significa «ser zeloso», «ser dedicado» [...]. Portanto, é possível que este Simão, se não pertencia exactamente ao movimento nacionalista dos Zelotes, tivesse pelo menos como característica um fervoroso zelo pela identidade judaica, por conseguinte, por Deus, pelo seu povo e pela Lei divina. Sendo assim, Simão coloca-se nos antípodas de Mateus que, ao contrário, sendo publicano, provinha de uma actividade considerada totalmente impura.

Sinal evidente de que Jesus chama os Seus discípulos e colaboradores das camadas sociais e religiosas mais diversas, sem exclusão alguma. Ele interessa-Se pelas pessoas, não pelas categorias ou pelas actividades sociais! E o mais belo é que no grupo dos Seus seguidores, todos, mesmo que diversos, coexistiam, superando as imagináveis dificuldades; de facto, o motivo de coesão era o próprio Jesus, no qual todos se reencontravam unidos. Isto constitui claramente uma lição para nós, com frequência propensos a realçar as diferenças e talvez as contraposições, esquecendo que em Jesus Cristo nos é dada a força para superarmos os nossos conflitos. Tenhamos também presente que o grupo dos Doze é a prefiguração da Igreja, na qual devem ter espaço todos os carismas, povos e raças, todas as qualidades humanas, que encontram a sua composição e a sua unidade na comunhão com Jesus.

Bento XVI Audiência geral de 11/10/2006

Hino de louvor a Jesus Cristo

Ó glória eterna do Céu,
Esperança dos mortais,
Filho único de Deus
E da Virgem sem pecado:

Estendei a vossa mão
Aos que anseiam por erguer-se.
Toda a alma se levante
E dê graças ao Senhor.

Resplandeça a madrugada,
Livre do poder das trevas,
E o fulgor da santidade
Ilumine a nossa vida;

E liberte os corações
Da escuridão do mundo;
E conserve o nosso peito
Em pureza permanente.

Vivamos para o Senhor,
Caminhando à luz da fé,
Animados na esperança,
Unidos na caridade.

Dêmos glória a Deus Eterno
E a seu Filho, em união
Com o Espírito Paráclito
Pelos séculos dos séculos.

Crer

«Crer é o acto da inteligência que presta o seu assentimento à verdade divina, por determinação da vontade, movida pela graça de Deus»

(São Tomás de Aquino - Summa theologiae II-II. q. 2. a. 9. C)

Que alegria sabermo-nos seguros da nossa fé, não há lugar a angústias e a dúvidas; que maravilha sabê-Lo junto de nós, é enorme a segurança que nos transmite, saibamos pois, ser dignos das Suas promessas, sem nunca nos esquecermos, que amá-Lo verdadeiramente significa, assumirmos riscos e não nos acomodarmos burguesmente.

JPR

Santa Catarina de Alexandria, virgem, mártir, †305

É sem dúvida uma das santas mais populares da História da Igreja, universalmente venerada.

De acordo com um relato muito antigo de sua vida, era uma jovem de grande beleza e tinha recebido de Deus o dom da sabedoria.

Conduzida diante do imperador por ser cristã, censurou-o corajosamente por perseguir a Religião verdadeira, fez a apologia do Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos.

Não conseguindo discutir com ela, o imperador convocou os cinquenta filósofos mais cultos do Egipto para que refutassem os argumentos da jovem, mas eles também não o conseguiram e, ao final do debate, declararam-se cristãos.

O imperador, encolerizado, condenou à morte os cinquenta sábios e sua mestra, a qual teve o corpo dilacerado por rodas com lâminas cortantes.

www.santododia.com.br

O Evangelho do dia 25 de novembro de 2016

Acrescentou esta comparação: «Vede a figueira e todas as árvores. Quando começam a desabrochar, conheceis que está perto o Verão. Assim, também, quando virdes que acontecem estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus. Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas estas coisas se cumpram. Passará o céu e a terra, mas as Minhas palavras não hão-de passar.

Lc 21, 29-33