N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

domingo, 20 de novembro de 2016

Amar a Cristo ...

Majestade da minha alma, Rei do Universo, meu amadíssimo Jesus, hoje celebramos justamente o Teu Reino, aquele que tantos desde sempre têm dificuldade em entender, ainda assim e estamos certos da Tua concordância, queremos-Te agradecer pela Rainha dos Céus que nos ofereceste, a Virgem Santa Maria.

ConTigo no seio da Santíssima Trindade e com Ela, somos felizes em Ti e sendo-o, podemos transmitir essa felicidade ao próximo que procuramos e desejamos amar vendo-Te neles.

A Tua e nossa Mãe, a principal intercessora por nós junto de Ti, consola-nos, anima-nos e protege-nos debaixo do seu maternal manto e tal só é possível, pelo amor que nos tens oferendo-nos esse grande tesouro do Teu Reino que é Nossa Senhora em toda a Sua Imaculada pureza.

Louvor e Glória a Vós Senhor Jesus, que sois o Nosso Rei e Melhor Amigo!

JPR

Quando pensardes que tendes toda a razão...

Vai à direcção espiritual cada vez com mais humildade; e pontualmente, que também é humildade. Pensa (e não te enganas, porque aí é Deus quem te fala) que és como uma criança pequena – sincera! - a quem vão ensinando a falar, a ler, a conhecer as flores e os pássaros, a viver as alegrias e as dores, a equilibrar-se no chão que pisa. (Sulco, 270)

Volto a afirmar que todos temos misérias. Isso, porém, não é razão para nos afastarmos do Amor de Deus. É, sim, estímulo para nos acolhermos a esse Amor, para nos acolhermos à protecção da bondade divina, como os antigos guerreiros se metiam dentro da sua armadura. Esse ecce ego, quia vocasti me, conta comigo porque me chamaste, é a nossa defesa. Não devemos fugir de Deus quando descobrimos as nossas fraquezas, mas devemos combatê-las, precisamente porque Deus confia em nós.

Perdoai-me a insistência, mas julgo imprescindível que fique gravado a fogo nas vossas inteligências que a humildade e a sua consequência imediata a sinceridade, se ligam com os outros meios de luta e fundamentam a eficácia da vitória. Se a tentação de esconder alguma coisa se infiltra na alma, deita tudo a perder; se, pelo contrário, é vencida imediatamente, tudo corre bem, somos felizes e a vida caminha rectamente. Sejamos sempre selvaticamente sinceros, embora com modos prudentemente educados.

Quero dizer-vos com toda a clareza que me preocupa muito mais a soberba do que o coração e a carne. Sede humildes! Sempre que estiverdes convencidos de que tendes toda a razão, é porque não tendes nenhuma. Ide à direcção espiritual com a alma aberta. Não a fecheis, porque então intromete-se o demónio mudo e é muito difícil expulsá-lo. (Amigos de Deus, 187-188)

São Josemaría Escrivá

Homilia Papa Santa Missa da Solenidade de Cristo Rei

A solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo coroa o ano litúrgico e este Ano Santo da Misericórdia. Na verdade, o Evangelho apresenta a realeza de Jesus no auge da sua obra salvadora e fá-lo duma maneira surpreendente. «O Messias de Deus, o Eleito, (…) o Rei» (Lc 23, 35.37) aparece sem poder nem glória: está na cruz, onde parece mais um vencido do que um vencedor. A sua realeza é paradoxal: o seu trono é a cruz; a sua coroa é de espinhos; não tem um cetro, mas põem-Lhe uma cana na mão; não usa vestidos sumptuosos, mas é privado da própria túnica; não tem anéis brilhantes nos dedos, mas as mãos trespassadas pelos pregos; não possui um tesouro, mas é vendido por trinta moedas.

Verdadeiramente não é deste mundo o reino de Jesus (cf. Jo 18, 36); mas precisamente nele – diz-nos o apóstolo Paulo na segunda leitura – é que encontramos a redenção e o perdão (cf. Col 1, 13-14). Porque a grandeza do seu reino não está na força segundo o mundo, mas no amor de Deus, um amor capaz de alcançar e restaurar todas as coisas. Por este amor, Cristo abaixou-Se até nós, viveu a nossa miséria humana, provou a nossa condição mais ignóbil: a injustiça, a traição, o abandono; experimentou a morte, o sepulcro, a morada dos mortos. Assim Se aventurou o nosso Rei até aos confins do universo, para abraçar e salvar todo o vivente. Não nos condenou, nem sequer nos conquistou, nunca violou a nossa liberdade, mas abriu caminho com o amor humilde, que tudo desculpa, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 7). Unicamente este amor venceu e continua a vencer os nossos grandes adversários: o pecado, a morte, o medo.

Hoje, amados irmãos e irmãs, proclamamos esta vitória singular, pela qual Jesus Se tornou o Rei dos séculos, o Senhor da história: apenas com a omnipotência do amor, que é a natureza de Deus, a sua própria vida, e que nunca terá fim (cf. 1 Cor 13, 8). Jubilosamente compartilhamos a beleza de ter Jesus como nosso Rei: o seu domínio de amor transforma o pecado em graça, a morte em ressurreição, o medo em confiança.

Mas seria demasiado pouco crer que Jesus é Rei do universo e centro da história, sem fazê-Lo tornar-Se Senhor da nossa vida: tudo aquilo será vão, se não O acolhermos pessoalmente e se não acolhermos também o seu modo de reinar. Nisto, ajudam-nos os personagens presentes no Evangelho de hoje. Além de Jesus, aparecem três tipos de figuras: o povo que olha, o grupo que está aos pés da cruz e um malfeitor crucificado ao lado de Jesus.

Começamos pelo povo. O Evangelho diz que «permanecia ali, a observar» (Lc 23, 35): ninguém se pronuncia, ninguém se aproxima. O povo permanece longe, a ver o que sucedia. É o mesmo povo que, levado pelas próprias necessidades, se aglomerava à volta de Jesus e, agora, se mantém à distância. Vendo certas circunstâncias da vida ou as nossas expectativas por realizar, podemos também nós ser tentados a manter a distância da realeza de Jesus, não aceitando completamente o escândalo do seu amor humilde, que interpela o nosso eu e o desassossega. Prefere-se ficar à janela, alhear-se, em vez de se avizinhar e fazer-se próximo. Mas o povo santo, que tem Jesus como Rei, é chamado a seguir o seu caminho de amor concreto; a interrogar-se, diariamente, cada um para si: «Que me pede o amor, para onde me impele? Que resposta dou a Jesus com a minha vida?»

Temos depois um segundo grupo, que engloba vários personagens: os chefes do povo, os soldados e um dos malfeitores. Todos eles escarnecem de Jesus, dirigindo-Lhe a mesma provocação: «Salve-Se a Si mesmo» (cf. Lc 23, 35.37.39). É uma tentação pior do que a do povo. Aqui tentam Jesus, como fez o diabo ao início do Evangelho (cf. Lc 4, 1-13), para que renuncie a reinar à maneira de Deus e o faça segundo a lógica do mundo: desça da cruz e derrote os inimigos! Se é Deus, demonstre força e superioridade! Esta tentação é um ataque contra o amor: «Salva-te a ti mesmo» (Lc 23, 37.39); não os outros, mas a ti mesmo. Prevaleça o eu com a sua força, a sua glória, o seu sucesso. É a tentação mais terrível; a primeira e a última do Evangelho. Entretanto Jesus, face a este ataque ao seu próprio modo de ser, não fala, não reage. Não Se defende, não tenta convencer, não há uma apologética da sua realeza. Mas antes continua a amar, perdoa, vive o momento da prova segundo a vontade do Pai, seguro de que o amor dará fruto.

Para acolher a realeza de Jesus, somos chamados a lutar contra esta tentação, a fixar o olhar no Crucificado, para Lhe sermos fiéis cada vez mais. Mas, em vez disso, quantas vezes se procuraram – mesmo entre nós – as seguranças gratificantes oferecidas pelo mundo! Quantas vezes nos sentimos tentados a descer da cruz! A força de atração que tem o poder e o sucesso pareceu um caminho mais fácil e rápido para difundir o Evangelho, esquecendo depressa como atua o reino de Deus. Este Ano da Misericórdia convidou-nos a descobrir novamente o centro, a regressar ao essencial. Este tempo de misericórdia chama-nos a contemplar o verdadeiro rosto do nosso Rei, aquele que brilha na Páscoa, e a descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor, missionária. A misericórdia, levando-nos ao coração do Evangelho, anima-nos também a renunciar a hábitos e costumes que possam obstaculizar o serviço ao reino de Deus, a encontrar a nossa orientação apenas na realeza perene e humilde de Jesus, e não na acomodação às realezas precárias e aos poderes mutáveis de cada época.

No Evangelho, aparece outro personagem, mais perto de Jesus, o malfeitor que O invoca dizendo: «Jesus, lembra-Te de mim, quando estiveres no teu Reino» (Lc 23, 42). Com a simples contemplação de Jesus, ele acreditou no seu Reino. E não se fechou em si mesmo, mas, com os seus erros, os seus pecados e os seus problemas, dirigiu-se a Jesus. Pediu para ser lembrado, e saboreou a misericórdia de Deus: «Hoje estarás comigo no Paraíso» (Lc 23, 43). Deus, logo que Lhe damos tal possibilidade, lembra-Se de nós. Está pronto a apagar completamente e para sempre o pecado, porque a sua memória não é como a nossa: não regista o mal feito, nem continua a ter em conta as ofensas sofridas. Deus não tem memória do pecado, mas de nós, de cada um de nós, seus filhos amados. E crê que é sempre possível recomeçar, levantar-se.

Peçamos, também nós, o dom desta memória aberta e viva. Peçamos a graça de não fechar jamais as portas da reconciliação e do perdão, mas saber ultrapassar o mal e as divergências, abrindo todas as vias possíveis de esperança. Assim como Deus acredita em nós próprios, infinitamente para além dos nossos méritos, assim também nós somos chamados a infundir esperança e a dar uma oportunidade aos outros. Com efeito, embora se feche a Porta Santa, continua sempre escancarada para nós a verdadeira porta da misericórdia que é o Coração de Cristo. Do lado trespassado do Ressuscitado jorram até ao fim dos tempos a misericórdia, a consolação e a esperança.

Muitos peregrinos atravessaram as Portas Santas e, longe do fragor dos noticiários, saborearam a grande bondade do Senhor. Agradeçamos ao Senhor por isso e recordemo-nos de que fomos investidos em misericórdia para nos revestir de sentimentos de misericórdia, para nos tornarmos, nós também, instrumentos de misericórdia. Prossigamos, juntos, este nosso caminho. Acompanhe-nos Nossa Senhora! Também Ela estava junto da cruz; lá nos deu à luz enquanto terna Mãe da Igreja, que a todos deseja abrigar sob o seu manto. Ao pé da cruz, Ela viu o bom ladrão receber o perdão e tomou o discípulo de Jesus como seu filho. É a Mãe de misericórdia, a quem nos consagramos: cada situação nossa, cada oração nossa, dirigida aos seus olhos misericordiosos, não ficará sem resposta.

São Josemaría Escrivá nesta data em 1937

Encontra-se numa quinta de Vilaró (Barcelona), no dia a seguir a ter iniciado a travessia que os conduziria a Andorra através dos Pirinéus.

O “dono” da quinta, Pere Sala, ficou feliz quando o Padre disse que era sacerdote e que desejava celebrar a missa.

Numa das salas da casa preparam uma mesa, e de uma das mochilas da expedição retiraram o que tinham arranjado com cuidado em Barcelona: as partículas, um copinho de cristal que serviria de cálice, pequenos corporais, purificadores, um crucifixo, a garrafinha de vinho de missa e o caderno em que tinha copiado alguns textos das missas.

Bom Domingo do Senhor!

Vivamos nós também da Verdade e que nunca nos suceda como fizeram alguns judeus conforme nos narra o Evangelho de hoje (Lc 23, 35-43) renegando o Senhor como Nosso Rei sem nunca termos a necessidade de nos interrogarmos se Ele é Rei, porque o nosso coração e a nossa fé assim no-lo dizem para além de qualquer dúvida.

Louvor e glória a Vós, Senhor Jesus, Rei do Universo e da Eterna Glória!

Relâmpagos e trovões

Passámos toda a semana a ouvir declarações inflamadas contra a Dra. Maria José Vilaça. Desta vez, foi contra ela, mas efervescências parecidas ocorrem regularmente contra várias pessoas. De repente, explode a ira colectiva com uma agressividade inesperada e, principalmente, uma desproporção aparente entre o efeito e o motivo inicial. Mas a explosão é violentíssima. Dá a impressão de que há um mal-estar na nossa sociedade, um sofrimento latente, que se liberta como uma bomba devastadora.

Há tempos, foi a Isabel Jonet, noutra altura foi a Madre Teresa de Calcutá, agora tocou a vez à Maria José Vilaça. Será que as vítimas femininas atraem especialmente os excessos? O que é certo é que as tempestades não são pequenas!

A Isabel Jonet, a quem o país deve tantas mobilizações extraordinárias de solidariedade, como o Banco Alimentar, opinou que todos devíamos cultivar a sobriedade e contribuir para vencer as dificuldades... Foi o que se viu, de indignação! Durante semanas!

Sobre a Madre Teresa de Calcutá, heróica até ao extremo para ajudar os pobres, canonizada recentemente pelo Papa Francisco, o «Sexualpedagogik», principal jornal dos abortistas norte-americanos, escreveu: «Esta pessoa bem-sucedida na vida e murcha, que não parece uma mulher, especialmente quando ergue os seus punhos cerrados a rezar por nós, (...) tornou-se um símbolo de tudo o que a maternidade e a feminidade têm de mau, uma imagem que rejeitamos absolutamente. És o pesadelo das mulheres! Roubas a liberdade – escravizas! – as mulheres, as mães, as freiras e as tias; porque é que te metes connosco, que decidimos assumir o controlo dos nossos corpos, das nossas crianças e do nosso destino?».

Os exemplos poderiam multiplicar-se. Qual a razão de algumas mulheres serem rejeitadas de forma tão violenta por certos grupos ideológicos, em particular feministas?

A Dra. Maria José Vilaça gasta os seus dias a ajudar pessoas que sofrem, com enorme generosidade e – vale a pena acrescentar – com grande eficácia profissional. Merecia talvez uma homenagem, mas a história recente é-nos recordada todos os dias pelos meios de comunicação social: cometeu o crime de dizer que os pais deviam acolher e estimar os filhos com tendência homossexual como acolhem todos os outros, independentemente de viverem numa situação que não é boa.

Que alguma militância sonhe com o triunfo do seu despotismo iluminado, compreende-se. Que os ecos deste fervor ideológico ecoem semanas a fio em tantas notícias e tantos artigos de opinião, deixa-me perplexo.

Alguns pais vivem triturados pelo remorso de terem abortado um filho? Não queremos ouvir! Algumas pessoas com tendência homossexual pedem ajuda? Proíbe-se! A revolução ideológica decretou que o aborto é um alívio, a homossexualidade uma glória, o divórcio uma libertação... como é que ainda há românticos a suspirar por um amor verdadeiro, fiel até ao sacrifício? Pior ainda, como é que há gente arrependida de algum passo em falso que deu na vida?

Faz pena que a revolução politicamente correcta não compreenda que o arrependimento nos salva. A humildade de reconhecer o erro e aceitar ajuda purifica.

O Papa Francisco passou o Ano da Misericórdia, que termina hoje, a recordar que Deus perdoa sempre, é fiel sempre. A sua misericórdia não tem fim. Alegra-se mais por um pecador que se arrepende do que por 99 justos que não precisam de se arrepender. Deus não pergunta se somos super-homens, espera-nos de braços abertos, como o pai do filho pródigo.

A mensagem da misericórdia é também uma mensagem de humildade. Servir os outros não é considerar-se puro e estender uma mão simpática aos desgraçados que nos rodeiam. A mensagem do Ano da Misericórdia é reconhecermo-nos cheios de fragilidade e abrirmos o coração para que os outros nos enriqueçam e nós os possamos ajudar naquilo que precisarem. O Papa insiste em que um grande objectivo deste Ano da Misericórdia era cada um fazer uma boa confissão. Agora, o Jubileu acabou, mas estamos a tempo. Deus é fiel e perdoa sempre.

Mesmo que não estejamos contentes com alguma coisa que aconteceu na nossa vida, Deus quer transformar o nosso remorso na alegria de ter sido perdoados.
José Maria C.S. André
Spe Deus
20-XI-2016

O santuário cristológico tronco-piramidal

O «site» do nosso Património Cultural, modelo de erudição e exuberância de palavras, espreguiça-se por várias páginas a falar de um santuário cristológico tronco-piramidal. Alguém consegue imaginar o que seja um santuário cristológico tronco-piramidal? Tem quatro pilares sobre os quais tem plataforma formando terraço. Já adivinhou? Tem vários corpos articulados revestidos a placas cerâmicas de dois tons e faixas alternadas a desperdício de mármore e tijoleira, num jogo rítmico. Ainda precisa de ajuda? É o monumento ao Cristo Rei, em frente a Lisboa. A festa deste Domingo, 22 de Novembro de 2015.

Existem dezenas de imagens de Cristo Rei no mundo, a pedir o dom da paz, mas há três especiais. O Cristo Redentor do Corcovado, no Brasil, o tal santuário cristológico tronco-piramidal em Lisboa e o Cristo Rei da cidade de Díli, em Timor Lorosae. Há outros monumentos dedicados a Cristo Rei, alguns tão grandes ou maiores, mas estes são os meus preferidos.

O primeiro, inaugurado em 1931, já foi classificado pela Unesco como uma das sete novas maravilhas do mundo. Ergue-se a 800 metros acima do mar, sobre um penhasco magmático quase vertical, chamado morro do Corcovado. A escultura, de betão revestido com pedra, tem 38 metros de altura. O desenho, da autoria de Carlos Oswald, representa Jesus de braços abertos ao mundo inteiro, dando a impressão de ser, de longe, uma cruz plantada no maciço rochoso. O molde da estátua veio do «atelier» do escultor franco-polaco Paul Landowski.

O segundo Cristo Rei da minha devoção é o de Almada, uns 215 metros acima do estuário do Tejo. Inspirou-se directamente no modelo brasileiro e no mesmo desejo de paz. Naqueles anos, Portugal ansiava pela paz, de todo o coração. A Igreja portuguesa aguentara a perseguição do último século de monarquia e o anti-clericalismo da Primeira República. Sucediam-se os atentados, os golpes, as revoluções. Lá fora, o comunismo fazia multidões de vítimas na Rússia e nas regiões por ela ocupadas, a perseguição no México produzia milhares de mártires, a Alemanha estava dominada por um regime pagão que preparava a guerra, o marxismo mergulhava a Espanha em guerra civil. A Segunda Guerra Mundial atrasou a construção do Cristo Rei, mas a decisão estava tomada. Os bispos portugueses fizeram a promessa pública, em nome de todo o país, de erguer aquela imagem, para (1) pedir perdão a Deus por tantos pecados contra a dignidade humana; (2) agradecer a Deus se Portugal não viesse a sofrer directamente os horrores da Segunda Guerra Mundial; (3) expressar o propósito colectivo de nos portarmos doravante de forma honesta e santa.

O Cristo Rei de Lisboa representa Jesus de braços abertos, como o do Corcovado, mas a escultura é diferente. A imagem brasileira segue o cânone «art déco» da época, de linhas mais geométricas, enquanto a de Lisboa, da autoria do escultor Francisco Franco, é uma obra clássica, temperada de vanguardismo modernista. Francisco Franco só teve tempo de realizar o boceto da escultura, em ponto pequeno; a peça final foi vazada em betão no próprio local, em moldes de gesso ampliados do boceto, e acabada a escopro.


O Cristo Rei de Díli também é enorme – mede 27 metros de altura – e também está situado sobre um grande monte junto ao mar, sobre um pedestal que neste caso é um globo terrestre. A atitude é semelhante à dos monumentos anteriores, mas o artista muçulmano Mochamad Syailillah fez a escultura em cobre. A estátua foi inaugurada pelo então Bispo de Díli D. Ximenes Belo no ano de 1996, ainda durante a ocupação Indonésia, ainda durante o governo de Suharto. Mais uma vez, o Cristo Rei falava de paz. O monumento, oferecido pela Indonésia ao povo de Timor, era um pedido de desculpa implícito pelos cerca de 100.000 timorenses massacrados pouco tempo antes; o gesto do povo de Timor de aceitar das mãos dos ocupantes muçulmanos o seu Cristo Rei monumental significava: já perdoámos.

José Maria C.S. André
Correio dos Açores, Verdadeiro Olhar, ABC Portuguese Canadian Newspaper, Spe Deus
22-XI-2015

Senhor Jesus, meu Rei e meu Senhor

Senhor Jesus, Filho de Deus e Rei do Universo, ajuda-me a deixar-Te reinar em mim, concede-me a humildade, a aniquilação da preguiça e do comodismo, a inteligência de coração para que com o amor, humildade e simplicidade eu consiga ser um bom filho Teu, ainda que pecador sempre carenciado de recorrer ao Sacramento da Reconciliação. Ámen.

JPR

"Christus vincit" de Jules van Nuffel e interpretado na Capela Sistina pelo 'Regensburger Domspatzen'

'Festa do Cristo Rei' - Homilia de São Josemaría Escrivá

Termina o ano litúrgico e no Santo Sacrifício do Altar renovamos ao Pai o oferecimento da Vítima, Cristo, Rei de santidade e de graça, Rei de justiça, de amor e de paz, como leremos dentro em pouco no Prefácio (...regnum santitatis et gratiae, regnum iustitiae, amoris et pacis – Prefácio da Missa). Todos sentis nas vossas almas uma alegria imensa, ao considerar a santa Humanidade de Nosso Senhor: um Rei com coração de carne, como o nosso; que é autor do universo e de cada uma das criaturas e que não se impõe dominando, mendiga um pouco de amor, mostrando-nos, em silêncio, as suas mãos chagadas.

Então porque é que tantos O ignoram? Porque é que se ouve, ainda esse protesto cruel: nolumus hunc regnare super nos, não queremos que este reine sobre nós? Na terra há milhões de homens que se enfrentam assim com Jesus Cristo ou, melhor dito, com a sombra de Jesus Cristo, porque a Cristo não o conhecem, nem viram a beleza do Seu rosto, nem conhecem a maravilha da Sua doutrina.

Diante desse triste espectáculo, sinto-me inclinado a desagravar o Senhor. Ao escutar esse clamor que não cessa e que, mais do que de vozes, é feito de obras pouco nobres, experimento a necessidade de gritar alto: oportet illum regnare! (1 Cor XV, 25.), convém que Ele reine. 

Oposição a Cristo

Muitos não suportam que Cristo reine. Opõem-se-Lhe de mil maneiras, quer nos planos gerais de governo do mundo e da convivência humana, quer nos costumes, quer na arte ou na ciência. Até na própria Igreja! Eu não falo – escreve Santo Agostinho – dos malvados que blasfemam de Cristo. São raros, efectivamente, os que O blasfemam com a língua, mas são muitos os que O blasfemam com a própria conduta.

Para alguns é molesta a própria expressão Cristo Rei, talvez por uma superficial questão de palavras como se o reinado de Cristo pudesse confundir-se com fórmulas políticas, ou porque a confissão da realeza do Senhor os levaria a admitir uma lei. E não toleram a lei, mesmo a do amável preceito da caridade, visto que não querem aproximar-se do amor de Deus. São os que só ambicionam servir o seu próprio egoísmo.

O Senhor levou-me a repetir, desde há muito tempo, um grito calado: Serviam! Servirei! Que Ele nos aumente essas ânsias de entrega, de fidelidade ao seu chamamento divino – com naturalidade, sem aparato, sem barulho – no meio da rua. Demos-Lhe graças do fundo do coração. Dirijamos-Lhe uma oração de súbditos, de filhos! - e a língua e o paladar encher-se-nos-ão de doçura com tal intensidade, que tratar do Reino de Deus nos saberá como a favo de mel, porque se trata dum Reino de liberdade, da liberdade que Ele ganhou para nós.

Cristo, Senhor do mundo

Gostaria de considerar convosco como esse Cristo, que – terna criança – vimos nascer em Belém, é o Senhor do mundo. Eis as razões: por Ele foram criados todos os seres nos céus e na Terra; Ele reconciliou com o Pai todas as coisas, restabelecendo a paz entre o Céu e a Terra, por meio do sangue que derramou na Cruz. Hoje Cristo reina, à direita do Pai; aqueles dois anjos de vestes brancas declararam aos discípulos que, atónitos, estavam a contemplar as nuvens, depois da Ascensão do Senhor: Homens da Galileia, porque estais assim a olhar para o Céu? Esse Jesus, que vos foi arrebatado para o Céu, virá da mesma maneira, como agora O vistes partir para o Céu).

Por Ele reinam os reis, com a diferença de que os reis, as autoridades humanas, passam e o reino de Cristo permanecerá por toda a eternidade, o seu reino é um reino eterno e o seu domínio perdurará de geração em geração.

O reino de Cristo não é um modo de dizer, nem uma imagem de retórica. Cristo vive, também como homem, com aquele mesmo corpo que assumiu na Encarnação, que ressuscitou depois da Cruz e subsiste glorificado na Pessoa do Verbo juntamente com a sua alma humana. Cristo, Deus e Homem verdadeiro, vive e reina e é o Senhor do mundo. Só por Ele se mantém na vida tudo o que vive.

Mas então porque é que não aparece agora em toda a sua glória? Porque o seu reino não é deste mundo, ainda que esteja no mundo. Replicou Jesus a Pilatos: Eu sou Rei! Para isto nasci, e para isso vim ao mundo, para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha vozAqueles que esperavam do Messias um poderio temporal visível, enganavam-se: porque o Reino de Deus não consiste em comer e beber, mas em paz, justiça e alegria no Espírito Santo.

Verdade e justiça, paz e júbilo no Espírito Santo. Esse é o reino de Cristo. A acção divina que salva os homens culminará com o fim da história, quando o Senhor, que Se senta no mais alto do paraíso, vier julgar definitivamente os homens.

Quando Cristo inicia a sua pregação na Terra, não oferece um programa político, mas diz: fazei penitência, porque está perto o reino dos Céus. Encarrega os seus discípulos de anunciar esta boa nova e ensina a pedir, na oração, a chegada do reino, isto é, o reino dos Céus e a sua justiça, uma vida santa, aquilo que temos de procurar em primeiro lugar, a única coisa verdadeiramente necessária.

A salvação pregada por Nosso Senhor Jesus Cristo é um convite dirigido a todos: o reino dos céus é semelhante a um rei, que fez as núpcias do seu filho. E mandou os seus servos chamar convidados para as núpcias. Por isso, o Senhor revela que o reino dos Céus está no meio de vós.

Ninguém se encontra excluído da salvação se adere livremente às exigências amorosas de Cristo: nascer de novo, fazer-se como menino, na simplicidade de espírito; afastar o coração de tudo aquilo que aparte de Deus. Jesus quer factos; não só palavras; e um esforço, denodado, porque apenas aqueles que lutam serão merecedores da herança eterna.

A perfeição do reino – o juízo definitivo de salvação ou de condenação – não se dará na Terra. Agora o reino é como uma semente, como o crescimento do grão de mostarda. O seu fim será como a rede que apanhava toda a espécie de peixes, donde – depois de trazida para a areia – serão extraídos, para destinos diferentes, os que praticaram a justiça e os que fizeram a iniquidade. Mas, enquanto aqui vivemos, o reino assemelha-se à levedura que uma mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até que toda a massa ficou fermentada.

Quem compreender o reino que Cristo propõe, reconhece que vale a pena jogar tudo para o conseguir; é a pérola que o mercador adquire à custa de vender tudo o que possui, é o tesoiro encontrado no campo. O reino dos céus é uma conquista difícil e ninguém tem a certeza de o alcançar, embora o clamor humilde do homem arrependido consiga que se abram as suas portas de par em par. Um dos ladrões que foram crucificados com Jesus suplica-Lhe: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino. E Jesus disse-lhe: Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no paraíso.

O reino na alma

Como, és grande, Senhor, Nosso Deus! Tu és quem dá à nossa vida sentido sobrenatural e eficácia divina. Tu és a causa de que, por amor de Teu Filho, com todas as forças do nosso ser, com a alma e com o corpo, possamos repetir: oportet illum regnare!, enquanto ressoa o eco da nossa debilidade, porque sabes que somos criaturas – e que criaturas! – feitas de barro, dos pés à cabeça, sem esquecer o coração. Perante o divino, vibraremos exclusivamente por Ti.

Cristo deve reinar, em primeiro lugar, na nossa alma. Mas como Lhe responderíamos, se Ele nos perguntasse: como é que tu Me deixas reinar em ti? Eu responder-Lhe-ia que para que Ele reine em mim, preciso da sua graça abundante, pois só assim é que o mais imperceptível pulsar do meu coração, a menor respiração, o olhar menos intenso, a palavra mais corrente, a sensação mais elementar se traduzirão num hossana ao meu Cristo Rei.

Se pretendemos que Cristo reine, temos de ser coerentes, começando por Lhe entregar o nosso coração. Se não o fizéssemos, falar do reino de Cristo seria vozearia sem substância cristã, manifestação exterior de uma fé inexistente, utilização fraudulenta do nome de Deus para compromissos humanos.

Se a condição para que Jesus reinasse na minha alma, na tua alma, fosse contar previamente em nós com um lugar perfeito, teríamos razão para desesperar. Mas não temas, filha de Sião; eis que o teu Rei vem montado num jumentinho. Vedes? Jesus contenta-se com um pobre animal por trono. Não sei o que se passa convosco, mas a mim não me humilha reconhecer-me aos olhos do Senhor como um jumento: fui diante de ti como um jumento. Porém, estarei sempre contigo: tomaste-me pela minha mão direita, tu és quem me leva pela arreata.

Pensai nas características dum jumento, agora que vão ficando tão poucos. Não falo dum burro velho e teimoso, rancoroso, que se vinga com um coice traiçoeiro, mas dum burriquito jovem, com as orelhas tesas como antenas, austero na comida, duro no trabalho, com o trote decidido e alegre. Há centenas de animais mais formosos, mais hábeis e mais cruéis. Mas Cristo preferiu este para se apresentar como rei diante do povo que O aclamava, porque Jesus não sabe que fazer da astúcia calculadora, da crueldade dos corações frios, da formosura vistosa mas vã. Nosso Senhor ama a alegria dum coração moço, o passo simples, a voz sem falsete, os olhos limpos, o ouvido atento à sua palavra de carinho. E é assim que reina na alma.

Reinar servindo

Se deixarmos que Cristo reine na nossa alma, não nos tornaremos dominadores; seremos servidores de todos os homens. Serviço. Como gosto desta palavra! Servir o meu Rei e, por Ele, todos os que foram redimidos com o seu sangue. Se os cristãos soubessem servir! Vamos confiar ao Senhor a nossa decisão de aprender a realizar esta tarefa de serviço, porque só servindo é que poderemos conhecer e amar Cristo e dá-Lo a conhecer e conseguir que os outros O amem mais.

Como o mostraremos às almas? Com o exemplo: que sejamos testemunho Seu, com a nossa voluntária servidão a Jesus Cristo em todas as nossas actividades, porque é o Senhor de todas as realidades da nossa vida, porque é a única e a última razão da nossa existência. Depois, quando já tivermos prestado esse testemunho do exemplo, seremos capazes de instruir com a palavra, com a doutrina. Assim procedeu Cristo: coepit facere et docere, primeiro ensinou com obras e só depois com a sua pregação divina.

Servir os outros, por Cristo, exige que sejamos muito humanos. Se a nossa vida é desumana, Deus nada edificará nela, porque habitualmente não constrói sobre a desordem, sobre o egoísmo, sobre a prepotência. Precisamos de compreender todas as pessoas, temos de conviver com todos, temos de desculpar todos, temos de perdoar a todos. Não diremos que o injusto é justo, que a ofensa a Deus não é ofensa a Deus, que o mau é bom. Todavia, perante o mal, não responderemos com outro mal, mas com a doutrina clara e com a boa acção; afogando o mal em abundância de bem. Assim Cristo reinará na nossa alma e nas almas dos que nos rodeiam.

Alguns procuram construir a paz no mundo sem porem amor de Deus nos seus corações, sem servirem por amor de Deus as criaturas. Como será possível realizar desse modo uma missão de paz? A paz de Cristo é a paz do reino de Cristo; e o reino de Nosso Senhor há-de alicerçar-se no desejo de santidade, na disposição humilde para receber a graça, numa, esforçada acção de justiça, num divino derramamento de amor.

Excerto homilia de São Josemaría Escrivá em 22 de Novembro de 1970

(Fonte: site do Opus Dei-Portugal em http://www.opusdei.pt/art.php?p=30721)

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo

Celebramos neste Domingo a Solenidade de Jesus Cristo, Rei e Senhor do Universo. As leituras deste domingo falam-nos do Reino de Deus (esse Reino de que Jesus é rei). Apresentam-no como uma realidade que Jesus semeou, que os discípulos são chamados a edificar na história (através do amor) e que terá o seu tempo definitivo no mundo que há-de vir. A primeira leitura utiliza a imagem do Bom Pastor para apresentar Deus e para definir a sua relação com os homens. A imagem sublinha, por um lado, a autoridade de Deus e o seu papel na condução do seu Povo pelos caminhos da história; e sublinha, por outro lado, a preocupação, o carinho, o cuidado, o amor de Deus pelo seu Povo. O Evangelho apresenta-nos, num quadro dramático, o «rei» Jesus a interpelar os seus discípulo acerca do amor que partilharam com os irmãos, sobretudo com os pobres, os débeis, os desprotegidos. A questão é esta: o egoísmo, o fechamento em si próprio, a indiferença para com o irmão que sofre, não têm lugar no Reino de Deus. Quem insistir em conduzir a sua vida por esses critérios, ficará à margem do Reino. Na segunda leitura, Paulo lembra aos cristãos que o fim último da caminhada do crente é a participação nesse «Reino de Deus» de vida plena, para o qual Cristo nos conduz. Nesse Reino definitivo, Deus manifestar-se-á em tudo e actuará como Senhor de todas as coisas (vers. 28).

(Fonte Evangelho Quotidiano)

«Quando estiveres no teu Reino»

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
Homilia 1 sobre a cruz e o ladrão, para Sexta-feira Santa, 2; PG 49, 401


Abriu-se hoje para nós o paraíso, fechado há milhares de anos; neste dia, nesta hora, Deus introduziu nele o ladrão. Realizou assim duas maravilhas: abriu-nos o paraíso e fez entrar nele um ladrão. Hoje, Deus devolveu-nos a nossa velha pátria; hoje, conduziu-nos à cidade de nossos pais; hoje, abriu uma morada comum a toda a humanidade. «Hoje estarás comigo no Paraíso.» Que dizes, Senhor? Estás crucificado, cravado de pregos, e prometes o Paraíso? Sim, diz Ele, para que, pela cruz, conheças o meu poder. […]

Não foi por ressuscitar um morto, por dominar o mar e o vento nem por expulsar os demónios que Ele conseguiu transformar a alma pecadora do ladrão, mas por ter sido crucificado, preso com pregos, coberto de insultos, de escarros, de troças e de ultrajes, para que visses os dois aspectos do seu poder soberano. Ele fez tremer toda a criação e fendeu os rochedos (Mt27,51); e atraiu a Si a alma do ladrão, mais dura do que a pedra, revestindo-a de honra. […]

Jamais rei algum, certamente, permitiria a um ladrão ou a outro de seus súbditos sentar-se a seu lado ao entrar soberanamente na cidade de seu reino. Mas Cristo fê-lo: ao entrar na sua santa pátria, introduz nela consigo um ladrão. Ao agir deste modo […], Ele não a desonra com a presença de um ladrão; bem pelo contrário, honra o Paraíso, porque é uma glória para o Paraíso que o seu Senhor torne um ladrão digno das delícias que ali se saboreiam. De igual modo, quando faz entrar os cobradores de impostos e as meretrizes no Reino dos céus (Mt 21,31) […], fá-lo para glória desse lugar santo, assim mostrando que o Senhor do Reino dos céus é tão grande, que pode restituir toda a dignidade às meretrizes e aos cobradores de impostos, de maneira que estes se tornam merecedores de tal honra e de tal dom. Admiramos um médico por o vermos curar homens que padecem de doenças consideradas incuráveis. É portanto justo admirarmos a Cristo […] por O vermos restabelecer cobradores de impostos e meretrizes numa tal santidade espiritual, que se tornam dignos do céu.