N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A nossa fortaleza é emprestada

Não sejas frouxo, mole. – Já é tempo de repelires essa estranha compaixão que sentes por ti mesmo. (Caminho, 193)

Falávamos antes de luta. Mas a luta exige treino, uma alimentação adequada, uma terapêutica urgente em caso de doença, de contusões, de feridas. Os Sacramentos, medicina principal da Igreja, não são supérfluos: quando se abandonam voluntariamente, não é possível dar um passo no caminho por onde se segue Cristo. Necessitamos deles como da respiração, como da circulação do sangue, como da luz, para poder apreciar em qualquer instante o que o Senhor quer de nós.

A ascética do cristão exige fortaleza; e essa fortaleza encontra-a no Criador. Nós somos a obscuridade e Ele é resplendor claríssimo; somos a doença e Ele a saudável robustez; somos a escassez e Ele a infinita riqueza; somos a debilidade e Ele sustenta-nos, quia tu es, Deus, fortitudo mea, porque és sempre, ó meu Deus, a nossa fortaleza. Nada há nesta terra capaz de se opor ao brotar impaciente do Sangue redentor de Cristo. Mas a pequenez humana pode velar os olhos de modo a que não descortinem a grandeza divina. Daí a responsabilidade de todos os fiéis e especialmente dos que têm o ofício de dirigir – de servir – espiritualmente o Povo de Deus, de não fecharem as fontes da graça, de não se envergonharem da Cruz de Cristo. (Cristo que passa, 80)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría nesta data em 1930

Escreve: “Primeiro, ORAÇÃO; depois EXPIAÇÃO; em terceiro lugar, muito em terceiro lugar, ACÇÃO”. João Paulo II explica esta frase na homilia da canonização de São Josemaría: “Não se trata de um paradoxo, mas de uma verdade perene: a fecundidade do apostolado depende sobretudo da oração e de uma vida sacramental intensa e constante. Em última análise, este é o segredo da santidade e do verdadeiro êxito dos Santos”.

Que posso fazer pela paz?

Seleção de textos de S. Josemaria sobre a paz

Bem-aventurados os que trabalham pela paz, porque serão chamados filhos de Deus! (Jesus Cristo no discurso das Bem aventuranças, Mt 5, 1-12)

Missão dos cristãos
O Senhor quer os seus filhos por todos os caminhos honestos da terra, lançando a semente da compreensão, do perdão, da convivência, da caridade, da paz.
- O que é que tu fazes?
Forja, 373

Tarefa do cristão: afogar o mal em abundância de bem. Nada de fazer campanhas negativas, nem de ser anti-nada. Pelo contrário: viver de afirmação, cheios de otimismo, com juventude, alegria e paz; olhar para todos com compreensão: os que seguem Cristo e os que O abandonam ou não O conhecem.
Compreensão, porém, não significa abstencionismo, nem indiferença, mas atividade.
Sulco, 864

A tua vida, o teu trabalho, não deve ser um labor negativo, não deve ser "anti-nada". É - deve ser! - afirmação, otimismo, juventude, alegria e paz.
Forja, 103

Quando te falo do "bom exemplo", quero indicar-te também que hás-de compreender e desculpar, que hás-de encher o mundo de paz e de amor.
Forja, 560

Esses... que veem adversários onde só há irmãos, negam com as obras a sua qualidade de cristãos.
Sulco, 869

Com a polémica agressiva, que humilha, raramente se resolve uma questão. E, sem dúvida, nunca se consegue esclarecimento quando, entre os que disputam, há um fanático.
Sulco, 870

Com a graça de Deus
Característica evidente de um homem de Deus, de uma mulher de Deus, é a paz na alma: tem "a paz" e dá "a paz" às pessoas com quem convive.
Forja, 649

Paz, verdade, unidade, justiça. Que difícil parece por vezes o trabalho de superar as barreiras, que impedem o convívio entre os homens! E contudo nós, os cristãos somos chamados a realizar esse grande milagre da fraternidade: conseguir, com a graça de Deus, que os homens se tratem cristãmente, levando uns as cargas dos outros, vivendo o mandamento do Amor, que é o vínculo da perfeição e o resumo da lei.
Cristo que passa, 157

Em nome desse amor vitorioso de Cristo, nós, os cristãos, devemos lançar-nos por todos os caminhos da Terra, para sermos semeadores de paz e de alegria, com a nossa palavra e nossas obras. Temos de lutar - é uma luta de paz - contra o mal, contra a injustiça, contra o pecado, para proclamarmos assim que a actual condição humana não é a definitiva; o amor de Deus, manifestado no Coração de Cristo, conseguirá o glorioso triunfo espiritual dos homens.
Cristo que passa,168

Na Santa Missa, neste Domingo, na renovação incruenta do sacrifício cruento do Calvário, Jesus imolar-Se-á - Sacerdote e Vítima - pelos pecados dos homens. Não O deixemos só, que surja no nosso peito um desejo ardente de estar com Ele, ao pé da Cruz; que aumente o nosso clamor ao Pai, Deus misericordioso, para que volte a dar a paz ao mundo, a paz à Igreja, a paz às consciências! Se nos comportarmos assim, encontraremos - ao pé da Cruz - Maria Santíssima, Mãe de Deus e nossa Mãe. Pela sua mão bendita, chegaremos a Jesus e, por Ele, ao Pai, no Espírito Santo
O fim sobrenatural da Igreja,17

Paz, paz!, dizes-me. - A paz é... para os homens de "boa" vontade.
Caminho, 759

Como hás-de ter paz, se te deixas arrastar - contra os "empurrões" da graça - por essas paixões que nem sequer procuras dominar?
O Céu puxa para cima; tu (e só tu; não procures desculpas!) para baixo... E desse modo te dilaceras.
Sulco, 851

Comover o coração de Cristo
Recordai a cena que nos conta S. Lucas, quando Cristo andava nos arredores da cidade de Naim. Jesus vê a angústia daquelas pessoas, com quem Se cruzou ocasionalmente. Podia ter passado de lado, ou ter esperado que O chamassem e Lhe fizessem um pedido. Mas não Se afasta, nem fica na expectativa. Toma ele próprio a iniciativa, movido pela aflição de uma viúva que perdera a única coisa que lhe restava - o filho. (…)
Mas o Senhor não actua com artificialismo, só para praticar um "feito": sente-Se singelamente afectado pelo sofrimento daquela mulher; não pode deixar de a consolar. Então, aproximou-Se e disse-lhe: não chores. Que é como se lhe dissesse: não te quero ver desfeita em lágrimas, pois Eu vim trazer à Terra a alegria e a paz. E imediatamente se dá o milagre, manifestação do poder de Cristo, Deus. Mas antes já se dera a comoção da sua alma, manifestação evidente da ternura do coração de Cristo, Homem.
Cisto que passa, 166

Um cristão que viva unido ao Coração de Jesus não pode ter outros objetivos senão estes: a paz na sociedade, a paz na Igreja, a paz na própria alma, a paz de Deus, que se consumará quando vier a nós o seu Reino.
Cristo que passa, 170

Assim como Cristo passou fazendo o bem , por todos os caminhos da Palestina, assim vós ireis por todos os caminhos humanos - da família, da sociedade civil, das relações profissionais de cada dia - semeando paz.
Cristo que passa, 166

O violento perde sempre, mesmo que ganhe a primeira batalha, porque acaba por se ver cercado pelo isolamento da sua incompreensão.
Sulco, 867

Comoção

«Quanto chorei com os teu hinos e os teus cânticos, vivamente comovido pela suave voz da Igreja! Aquelas palavras soavam nos meus ouvidos, e a Tua verdade penetra no meu coração, e com isso se exacerbava o piedoso afecto, e corriam as lágrimas, e faziam-me bem»

(Santo Agostinho - Confissões, Livro IX, VI, 14)

A “segunda” Transfiguração do Senhor ao Apóstolo São João

Todos sabemos que João, conjuntamente com Pedro e Tiago, presenciou a Transfiguração do Senhor (cfr. Mt 17, 1-8, Mc 9, 2-8, Lc 9, 28-36). Há dias, meditando no 4º Mistério Luminoso do Terço, ou seja, na Transfiguração, ocorreu-me fazer uma ponte da aparição do anjo do Senhor em sonho que João nos narra no Apocalipse, «o que vês escreve-o num livro…» (Ap 1, 11) e a Jerusalém Celeste por ele vista (cfr. Ap 21, 1-7.9-27; 22, 1-5), que mais não é que uma descrição do Reino dos Céus a que todos ambicionamos chegar. A partir daí, meditei que de certa forma o Senhor se Transfigurou, ainda que em sonho e através de um anjo, por uma “segunda” vez perante João e lhe fez ver de novo a Luz do Seu Reino.

A nós cabe-nos em oração de entrega total, ambicionar que o Senhor nos conceda a humildade de O bem servir e assim sermos merecedores de estar entre os eleitos.

JPR

Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo

Já no século XII se celebrava na basílica de S. Pedro no Vaticano e na de S. Paulo na Via Ostiense o aniversário das respectivas dedicações, feitas pelos papas Silvestre e Sirício, no século IV. Esta comemoração estendeu-se posteriormente a todas as igrejas de rito romano. Assim como no aniversário da dedicação da basílica de Santa Maria Maior (5 de Agosto) se celebra a Maternidade da Santíssima Virgem Mãe de Deus, assim neste dia se veneram os dois principais Apóstolos de Cristo.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 18 de novembro de 2016

Tendo entrado no templo, começou a expulsar os vendedores, dizendo-lhes: «Está escrito: “A Minha casa é casa de oração; e vós fizestes dela um covil de ladrões”». Todos os dias ensinava no templo. Mas os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os chefes do povo procuravam perdê-l'O; porém, não sabiam como proceder, porque todo o povo estava suspenso quando O ouvia.

Lc 19, 45-48