N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sábado, 12 de novembro de 2016

Fome e sede dele e da sua doutrina

Sem a vida interior, sem formação, não há verdadeiro apostolado nem obras fecundas: o trabalho é precário e, inclusivamente, fictício. Que responsabilidade, portanto, a dos filhos de Deus! Temos de ter fome e sede dele e da sua doutrina. (Forja, 892)

Às vezes, com a sua actuação, alguns cristãos não dão ao preceito da caridade o valor máximo que tem. Cristo, rodeado pelos seus, naquele maravilhoso sermão final, dizia à maneira de testamento: "Mandatum novum do vobis, ut diligatis invicem", dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros.

E ainda insistiu: "In hoc cognoscent omnes quia discipuli mei estis", nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.

Oxalá nos decidamos a viver como Ele quer! (Forja, 889)

Se faltar a piedade – esse laço que nos ata a Deus fortemente e, por Ele, aos outros, porque neles vemos Cristo –, é inevitável a desunião, com a perda de todo o espírito cristão. (Forja, 890)

Agradece com todo o coração a Nosso Senhor as potências admiráveis... e terríveis, da inteligência e da vontade com que quis criar-te. Admiráveis, porque te fazem semelhante a Ele; terríveis, porque há homens que as põem contra o seu Criador.

A mim, como síntese do nosso agradecimento de filhos de Deus, ocorre-me dizer a este Pai nosso, agora e sempre: "Serviam!" – Servir-te-ei! (Forja, 891)

São Josemaría Escrivá

Audiência Jubilar (resumo)

Locutor: Um aspeto importante da misericórdia é a inclusão, que se manifesta nos nossos braços abertos para acolher, sem excluir nem classificar os outros segundo a sua condição social, língua, raça, cultura, religião. Diante de nós, há apenas uma pessoa concreta que devemos amar como Deus a ama. Deus quer todos incluídos; não exclui ninguém. Como são verdadeiras as palavras de Jesus, quando convida a ir até Ele todas as pessoas que estão cansadas e oprimidas, garantindo-lhes alívio e conforto. Os seus braços abertos na cruz provam que ninguém é excluído do seu amor e da sua misericórdia. A expressão mais palpável de que somos acolhidos e restaurados em Jesus é o seu perdão. Todos precisamos de ser perdoados por Deus; e todos precisamos de encontrar irmãos e irmãs que nos ajudem a chegar até Jesus e receber o perdão que Ele nos mereceu na cruz. Não sejamos de obstáculo a que isso aconteça. O nosso coração é misericordioso? O nosso modo de pensar e agir é inclusivo? É que, através dos nossos olhos, pousa-se o olhar de Jesus sobre cada um dos nossos irmãos. Deixemo-nos envolver neste movimento de inclusão dos outros, para sermos testemunhas da misericórdia com que Deus acolheu e acolhe a cada um de nós. Não excluamos ninguém; antes, pelo contrário, com humildade e simplicidade, façamo-nos instrumentos da misericórdia inclusiva do Pai.
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Santo Padre:
Carissimi pellegrini di lingua portoghese, vi saluto cordialmente tutti, augurandovi di sperimentare in questo pellegrinaggio giubilare la potenza del Vangelo della misericordia che trasforma, che fa entrare nel cuore di Dio, che ci rende capaci di perdonare e guardare il mondo con più bontà. Dio benedica voi e le vostre famiglie.
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Locutor: Queridos peregrinos de língua portuguesa, de coração vos saúdo a todos, desejando-vos que possais experimentar nesta peregrinação jubilar a força do Evangelho da misericórdia que transforma, que faz entrar no coração de Deus, que nos torna capazes de perdoar e olhar o mundo com mais bondade. Que Deus vos abençoe a vós e às vossas famílias.

América, América!

O Papa, como a Igreja católica, não é, nem pode ser, a favor ou contra nenhum candidato presidencial: há-de ser sempre pela paz e pelo bem comum.

Não sou daqueles profetas retroactivos que, depois de verificado um acontecimento que não previram, apressadamente vêm dizer que sempre souberam que as coisas iriam ser como de facto aconteceram e que, só por uma questão de modéstia, o não disseram a ninguém … Aliás, acompanhei a campanha presidencial norte-americana com moderado interesse porque, como aqui escrevi, nenhum dos dois candidatos me entusiasmou. Por isso, fiquei surpreendido, mas também apreensivo, com a eleição de Donald Trump.

Hillary Clinton foi, sem dúvida a grande derrotada. Em Roma, costuma-se dizer que, quem entra papa no conclave, dele sai cardeal. Assim aconteceu com a absolutamente imprevisível eleição de S. João Paulo II, que à partida não era ‘papável’ e que veio a ser um dos maiores papas da actualidade. É verdade que, em relação ao bispo de Roma, há que contar com a especial intervenção do Espírito Santo que, certamente, não interfere na eleição do presidente dos Estados Unidos da América, muito embora todo o poder venha do alto… Neste caso, o provérbio romano cumpriu-se à letra: a ‘candidata oficial’ foi preterida. Hillary Clinton, decerto, não iria trazer nada de novo aos Estados Unidos da América: era, apenas, mais do mesmo e o povo norte-americano quis, indiscutivelmente, apostar na mudança.

O eleitorado estado-unidense não só derrotou a candidata oficial como também infligiu uma pesada derrota ao ‘quarto poder’ que, na sua quase totalidade, tinha apostado, sem pudor, na candidata democrata. Desde o princípio, Donald Trump foi o bobo da festa e o alvo de todas as críticas mediáticas. No caso Watergate, a imprensa alcançou o auge do seu poder, obrigando à demissão de um presidente dos Estados Unidos da América. Mas, com a eleição de Donald Trump, a imprensa ficou reduzida ao que nunca deveria ter deixado de ser: um meio de comunicação e informação. O ‘quarto poder’ não pode ser, em democracia, nenhum poder, porque não goza de legitimidade democrática. Neste sentido, foi positivo que o eleitorado norte-americano reagisse contra o candidato que a imprensa lhe quis impingir e contrariasse a esmagadora maioria das sondagens. A vitória de Trump foi, portanto, uma importante vitória da democracia.

Hillary Clinton era, obviamente, a candidata politicamente correcta. Obama foi eleito em nome das minorias, porque um negro, na Casa Branca, é a prova de que a América superou os seus preconceitos racistas, realizando o sonho de Martin Luther King. Hillary queria ser outro tanto: a primeira mulher a ser eleita presidente da principal superpotência mundial. Mas os americanos não foram na conversa, porque sabem que, muito mais importante do que ser negro ou mulher, o presidente dos Estados Unidos da América tem que ser, mais do que um bom cartaz, uma pessoa capaz. A América não precisa de um ícone, nem de uma bandeira, mas de um presidente à altura da sua imensa responsabilidade nacional e internacional. A derrota de Hillary foi a derrota da política formatada pelos aparelhos partidários e suportada pelos comentadores da imprensa mainstream, para consumo do eleitor.

Clinton apresentou-se também como a candidata dos lóbis e das franjas marginais do eleitorado norte-americano. Por vezes, as maiorias são sequestradas pelas minorias que, por via de um discurso vitimista, tendem a impor as suas opções. As minorias devem ser reconhecidas e todas as pessoas, sem excepção, devem ser respeitadas, pelo menos na medida em que são dignas de consideração. Mas há que fazê-lo sem permitir que o que é minoritário se imponha à maioria. Contra a política das minorias e dos lóbis, o eleitorado americano reagiu, elegendo Trump. Hillary ameaçou limitar a liberdade religiosa, até ao extremo de admitir, à boa maneira das ditaduras, a supressão da objecção de consciência. Por paradoxal que possa parecer, o voto contra Clinton foi também um voto pela liberdade, nomeadamente a religiosa.

É verdade que Donald Trump, quando anunciou o seu propósito de construir um muro na fronteira com o México mereceu, da parte do Papa Francisco, uma dura crítica. Mas esse comentário não pode ser interpretado à margem das não menos severas censuras de Francisco à ideologia de género e ao aborto, que Hillary Clinton promove em tão larga escala. O papa, como a Igreja católica, não é, nem pode ser, a favor ou contra nenhum candidato presidencial: há-de ser sempre pela paz e pelo bem comum.

Mas, com Trump na Casa Branca, não estará mais seriamente ameaçada a paz mundial? A paz não está, decerto, garantida, mas são obviamente exagerados os temores de que o próximo presidente dos Estados Unidos da América provoque uma terceira guerra mundial. Como disparatada foi a atribuição do prémio Nobel da paz a Obama, que nada fez, que se saiba, digno desse galardão, mais político do que humanitário. Nem Obama foi tão pacífico quanto se supunha, nem Trump será tão belicoso como o pintam.

Se a eleição de Donald Trump foi uma surpresa, também o será, certamente, o seu mandato presidencial. O futuro a Deus pertence, sem esquecer que igualmente depende das acções e orações dos homens, de todos os homens. Que Deus ilumine o próximo Presidente dos Estados Unidos. God bless America!

P. Gonçalo Portocarrero de Almada (seleção de imagem 'Spe Deus')

O Evangelho de Domingo dia 13 de novembro de 2016

Dizendo alguns, a respeito do templo, que estava ornado de belas pedras e de ricas ofertas, Jesus disse: «De tudo isto que vedes, virão dias em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada». Então interrogaram-n'O: «Mestre, quando acontecerão estas coisas, e que sinal haverá de que estão para acontecer?». Ele respondeu: «Vede, não vos deixeis enganar; porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Sou eu, está próximo o tempo. Não os sigais. Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; estas coisas devem suceder primeiro, mas não será logo o fim». Depois disse-lhes: «Levantar-se-á nação contra nação e reino contra reino. Haverá grandes terramotos por várias partes, pestes e fomes; aparecerão coisas espantosas e extraordinários sinais no céu. Mas antes de tudo isto, lançar-vos-ão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões e vos levarão à presença dos reis e dos governadores por causa do Meu nome. Isto vos será ocasião de dardes testemunho. Gravai, pois, nos vossos corações o não premeditar como vos haveis de defender, porque Eu vos darei uma linguagem e uma sabedoria à qual não poderão resistir, nem contradizer, todos os vossos inimigos. Sereis entregues por vossos pais, irmãos, parentes e amigos, e farão morrer muitos de vós; e sereis odiados de todos por causa do Meu nome; mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas.

Lc 21, 5-19

São Josemaría Escrivá nesta data em 1971

“Em qualquer profissão – comenta -, depois de tantos anos, seria um mestre. No amor de Deus sou sempre um aprendiz”.

A autoridade dos pais

A educação não pode prescindir nunca da autoridade. Mas a autoridade não pode prescindir nunca do bom exemplo e da confiança, que tornam aceitável o seu exercício.

A autoridade dos pais na educação dos seus filhos possui um fundamento natural. Surge espontaneamente. Mais do que procurar conquistá-la, os pais devem ter a preocupação de mantê-la e de exercitá-la bem.

Como alguém disse, a autoridade possui uma estreita relação com a verdade porque a representa. Assim entendida, a autoridade não é nunca arbitrariedade, mas sim um verdadeiro serviço.

É interessante notar que esta noção de autoridade como serviço é, na cultura actual, muito pouco compreendida. Isso possui uma forte influência na relação entre pais e filhos, professores e alunos, patrões e empregados, governantes e cidadãos.

É verdade que pode haver abuso de autoridade em todas essas relações: a isso chamamos autoritarismo. Mas também é verdade que, sem a autoridade bem exercida, as relações tornam-se difíceis e o bem comum sofre com isso.

Exercer a autoridade como serviço é completamente diferente de impor-se ou conseguir ser obedecido a qualquer preço. Aquele que tem autoridade não deve ser um ditador, mas sim uma testemunha da verdade e do bem.

Por isso, antes da palavra que indica o que se deve fazer ou evitar, esperamos daquele que possui autoridade que nos dê bom exemplo. Que as suas obras estejam de acordo com as suas palavras. Que os seus mandatos sejam razoáveis e procurem só o bem de todos.

As crianças observam tudo o que fazem os seus pais e tendem a imitá-los. Se os pais souberam dar bom exemplo e “conquistar” a confiança dos filhos, saberão exercer a autoridade de um modo sábio e paciente quando chegar a etapa da adolescência.

Nesse momento tão importante da vida, a autoridade dos pais depende directamente da relação de confiança que souberam “construir” quando os filhos eram ainda pequenos.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

As aparência e os «slogans» que desvirtuam a realidade

“Muitas vezes, deixamo-nos impressionar e condicionar pelas aparências e os ‘slogans’ que desnaturam as coisas. Procuremos ver, para lá do que parece, a centelha de bondade que ali está depositada e que poderá iluminar o nosso juízo

(Bento XVI – Angelus de 11.11.12)

Cabe aos pais e não os governos oferecer aos filhos uma reta sexualidade

Jokin da Irala, Pesquisador Principal do Projeto de Pesquisa Educação da Afetividade e Sexualidade Humana, do Instituto de Cultura e Sociedade da Universidade de Navarra (Espanha), assegurou que é responsabilidade dos pais e não dos governos preparar os filhos para uma reta sexualidade, chegando a serem adultos "capazes de amar".

Em declarações ao Grupo ACI, o também catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública, que participou do VI Congresso Internacional Pró-vida Equador 2013, que reuniu mais de 1300 participantes da América e Europa de 8 a 10 de novembro em Guayaquil, advertiu que "muitos governos o que fazem é: ‘vamos converter os pais em um bed and breakfast’, quer dizer: ‘você faz filhos, dá-lhes uma cama, o pequeno-almoço e o resto fazêmo-lo nós’".

"Não senhor, os pais têm a grande responsabilidade de preparar os nossos filhos para que possam ser adultos capazes de amar, e isso quem melhor pode fazer somos nós".

De Irala indicou que "costumo dizer às vezes que em alguns países os governos estão se metendo nas camas dos casais, em vez ter duas pessoas há três. O governo está fazendo algo que os pais deveriam fazer".

O perito assinalou que embora "seja verdade que há muitos pais que não sabem como fazê-lo, que não se sentem preparados, isso não significa que terei que substitui-los".

O catedrático da Universidade de Navarra disse que a polémica sobre a educação sexual gera-se porque "há governos que basicamente estão dizendo que a educação sexual é necessária e que, portanto, são eles que têm que  a dar".

O problema com a educação sexual, explicou, é "que não é como as matemáticas, que é decidir aplicar, ensiná-lo e que todo mundo vai ensinar igual. O problema é que há diferentes enfoques de educação sexual".

"Há uma educação sexual que é eminentemente biológica, que eu costumo chamar de educação sexual veterinária, zoológica, que se centra apenas no como da sexualidade, e que basicamente a mensagem destes programas é que os jovens se deixem levar pelos seus desejos, que façam o que queiram, quando o quiserem, com tal de que o façam com preservativos".

De Irala assinalou que "evidentemente, isto é o que defendem as grandes organizações internacionais, e estão inclusive tentando praticamente obrigar a que diferentes países adotem esta visão da educação sexual".

Entretanto, disse, "há outra visão da educação sexual", o qual "chamamos educação afetivo-sexual, que concebe a sexualidade como uma boa notícia, mas que concebe que o lugar apropriado para a sexualidade é um lugar onde haja uma garantia total de amor maduro e que é mais uma preparação para amar".

O enfoque de educação sexual que considera "veterinária", "está impregnado da ideologia de género, dos lobbies de gays e lésbicas, dos lobbies pró-abortistas".

Além disso, denunciou, "há interesses económicos  não é apenas uma ideologia, sabe-se que um jovem que não desenvolveu bem seu caráter vai ser um jovem consumista, um jovem sem disciplina, vai ser um grande consumidor".

"E não haja dúvida que também há boa fé, no sentido de que tem pessoas que realmente acreditam que a solução é a outra visão".

Perante os casos de pais que não estão preparados para dar uma reta educação sexual aos seus filhos, assinalou, "o papel do governo então seria facilitar as associações civis que se dediquem a preparar pais e mães para fazer melhor seu trabalho, não substituir os pais".

O pesquisador da Universidade de Navarra preveniu contra a denominada "educação sexual integral", pois apresenta o problema de que o que a caracteriza "é que dá o mesmo valor a todas as opções, dá o mesmo valor a ter relações sexuais ou a não tê-las, como se fossem duas opções igualmente sadias para o jovem e isto está fora do que estão dizendo os estudos científicos".

"O que melhor podemos recomendar a um jovem é que não tenha relações sexuais, é o que lhe permite evitar problemas tanto físicos como psicológicos", assegurou.

De Irala assinalou que os promotores desta educação sexual "zoológica" utilizam diversos eufemismos, como ao falar "de ‘óvulo fecundado’. Isto é como chamar a televisão de ‘caixa com componentes eletrónicos’. A televisão chama-se televisão, o que eles chamam ‘óvulo fecundado’ seria um embrião, quer dizer um ser humano em sua etapa inicial de desenvolvimento".

"Há muitos eufemismos assim que deseducam invés de educar", criticou.

Outro termo que utilizam, advertiu é o de "sexo seguro", que "em alguns países não se utiliza, porque se poderia catalogar de publicidade enganosa e poderia levar ao julgamento de quem utiliza esse termo".

"Isto não é nem sequer uma questão de moral, é simplesmente e rotundamente falso do ponto de vista científico".

Jokin de Irala lamentou que atualmente "hajam jovens que pensam que se usarem preservativos não terão riscos de infecção, por exemplo, ou de gravidez".

"Estes jovens estão sendo desinformados. Como estão desinformados, não são livres na hora de escolher ter ou não relações sexuais".

De Irala assinalou que a mensagem "de sexo seguro o que acaba dando é a ideia de que não há nenhum problema em ter relações sexuais, e estes jovens acabam encontrando-se com a surpresa às vezes, por exemplo, acabam com herpes para o resto de sua vida".

O especialista destacou, ainda, o "grande paradoxo" de que em Espanha uma menor de 18 anos pode "ir a uma farmácia para comprar a pílula do dia seguinte. Ninguém pergunta nada, não se registam seus dados".

"O que quer dizer isto, que talvez seja a quinta vez no mês que a está pedindo. Nenhum controlo, e isto pode ser um problema sério".

Entretanto, apontou, "nessa mesma farmácia não poderia comprar um Nolotil, para tirar a dor de cabeça que te ocasionou essa pílula sem receita. Isto é um paradoxo".

Da mesma forma em Espanha, um jovem "não pode dirigir um carro até que faça 18 anos, que é algo que tem muito menos consequências".

"Há umas contradições que são absurdas", criticou, e assegurou que estas entram no marco "de tirar a potestade dos pais, tirar dos pais alguns dos nossos deveres, algumas das nossas responsabilidades".

A solução para este problema, indicou, "passa pelas associações de pais e mães, que temos que nos mobilizar e exigir que não nos tirem estas questões que nos correspondem".

(Fonte: 'ACI Digital' com edição, adaptação e seleção de imagem deste blogue)

O Evangelho do dia 12 de novembro de 2016

Disse-lhes também uma parábola, para mostrar que importa orar sempre e não cessar de o fazer: «Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia também na mesma cidade uma viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faz-me justiça contra o meu adversário. Ele, durante muito tempo, não a quis atender. Mas, depois disse consigo: Ainda que eu não tema a Deus nem respeite os homens, todavia, visto que esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, para que não venha continuamente importunar-me». Então o Senhor acrescentou: «Ouvi o que diz este juiz iníquo. E Deus não fará justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, e tardará em socorrê-los? Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra?».

Lc 18, 1-8