N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O Papa recebeu em audiência o Prelado do Opus Dei

A caridade é o sal do apostolado

Ama e pratica a caridade, sem limites e sem discriminações, porque é a virtude que caracteriza os discípulos do Mestre. Contudo essa caridade não pode levar-te – deixaria de ser virtude – a amortecer a fé, a tirar as arestas que a definem, a dulcificá-la até convertê-la, como alguns pretendem, em algo amorfo, que não tem a força e o poder de Deus. (Forja, 456)

Pecaria por ingenuidade quem imaginasse que as exigências da caridade cristã se cumprem facilmente. É bem diferente o que nos diz a experiência, quer no âmbito das ocupações habituais dos homens, quer, por desgraça, no âmbito da Igreja. Se o amor não nos obrigasse a calar, cada um de nós teria muito que contar de divisões, de ataques, de injustiças, de murmurações e de insídias. Temos de o admitir com simplicidade, para tratar de aplicar, pela parte que nos corresponde, o remédio oportuno, que se há-de traduzir num esforço pessoal por não ferir, por não maltratar, por corrigir sem deixar ninguém esmagado.

(…) Sinto-me inclinado agora a pedir ao Senhor – se quiserdes unir-vos a esta minha oração – que não permita que na sua Igreja a falta de amor semeie joio nas almas. A caridade é o sal do apostolado dos cristãos; se perde o sabor, como poderemos apresentar-nos ao mundo e explicar, de cabeça erguida, que aqui está Cristo(Amigos de Deus, 234)

São Josemaría Escrivá

A ditadura da imagem

A Bela e o Monstro é um grande filme porque procede de uma história encantadora. Bela possui um pretendente chamado Gastão, que, sendo externamente um bonitão, é superficial, frívolo e cheio de si mesmo. Em poucas palavras: um verdadeiro parvalhão.
Pelo contrário, o Monstro possui um aspecto exterior repugnante. No entanto, Bela intui nele uma beleza genuína. As aparências enganam. Por trás do Monstro há um príncipe encantado que só é possível descobrir com um olhar limpo.
A mensagem de fundo da história é sempre actual: a beleza de cada ser humano, homem ou mulher, é sobretudo interior.
O belo atrai, fascina e maravilha. Sem ele cairíamos irremediavelmente no desespero. E o mais belo deste mundo — muito acima das paisagens, das obras de arte, da música — está no ser humano. No seu mundo interior.
No entanto, o perigo de pensar que a beleza se reduz à aparência física, à fotografia, ao aspecto corporal sempre esteve presente na História da Humanidade, sobretudo no que se refere à beleza feminina.
Hoje em dia, quantas adolescentes e jovens se deixam enganar por uma enorme mentira: a aparência exterior é tudo! Vales o que vale a tua imagem! Para manter uma boa “fotografia” vale a pena sacrificar tudo!
Num mundo saturado de imagens são especialmente as raparigas que pagam o grande contributo à “fotografia”, começando pelo número de “likes” nas redes sociais. Uma jovem, se não sai desta espiral, entra num concurso de beleza que não acaba e do qual sairá obrigatoriamente “descartada”.
A beleza meramente exterior é um dom emprestado: tem os dias contados! A beleza interior — ser boa pessoa, possuir um coração generoso — é um dom conquistado e deve crescer com o passar dos anos.
É necessário lutar contra a ditadura da imagem. Caso contrário, muitas jovens ficarão irremediavelmente feridas no dia de amanhã.
Pe. Rodrigo Lynce de Faria

São Josemaría Escrivá nesta data em 1972

Visita o convento de carmelitas descalças de Cádiz (Espanha): “ Sois o tesouro da Igreja. A Igreja ficaria mais árida sem vós, e não poderíamos dizer: retirai com alegria as águas das fontes do Salvador. Aqui, retirais as águas de Deus, para que nós possamos converter a terra seca em pomar cheio de laranjas. Sem a vossa ajuda nada faríamos, por isso venho agradecer-vos […]. Mil vezes benditas sejais!”

Modelo de acolhimento

«Ao mesmo tempo, dando o seu consentimento à Palavra divina que n'Ela Se fez carne, Maria aparece como modelo de acolhimento da graça por parte da criatura humana. Unida a Cristo, juntamente com José, na vida escondida de Nazaré, presente junto do Filho em momentos cruciais da sua vida pública, a Virgem é mestra de seguimento incondicional e de assíduo serviço. Assim n'Ela, ‘templo do Espírito Santo‘, brilha todo o esplendor da nova criatura».

(Exortação Apostólica Pós-Sinodal ‘Vita Consecrata’ – João Paulo II)

«A oração de Maria é-nos revelada na aurora da plenitude dos tempos. Antes da encarnação do Filho de Deus e da efusão do Espírito Santo, a sua oração coopera de um modo único com o desígnio benevolente do Pai, aquando da Anunciação para a concepção de Cristo e aquando do Pentecostes para a formação da Igreja, corpo de Cristo. Na fé da sua humilde serva, o Dom de Deus encontra o acolhimento que Ele esperava desde o princípio dos tempos. Aquela que o Todo-Poderoso fez ‘cheia de graça’ responde pelo oferecimento de todo o seu ser: ‘Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra’. ‘Faça-se’ é a oração cristã: ser todo para Ele, já que Ele é todo para nós».

(Catecismo da Igreja Católica §2617)

Exame de consciência

«Como investigador diligente da tua pureza de alma, pede-te contas da tua vida num exame de cada dia, averigua com cuidado em que ganhaste e em que perdeste… Procura reconhecer-te a ti mesmo. Põe todas as tuas faltas diante dos teus olhos, põe-te distante de ti mesmo como de outro; e logo tem dor de ti mesmo;»

(São Bernardo - Meditationes piisimae, 5)

«Jesus, se há em mim algo que te desagrade, diz-mo, para que o arranquemos».

(São Josemaría Escrivá - Forja 108)

São Leão I Magno, papa, Doutor da Igreja

Nasceu na Toscana, no final do século IV, no ano 440. É considerado um dos papas mais eminentes da Igreja dos primeiros séculos. Assumiu o governo da Igreja numa época de grandes dificuldades, políticas e religiosas. A fé católica estava ameaçada pelas heresias que grassavam no Oriente.

São Leão procurou a todo custo preservar a integridade da fé, defendendo a unidade da Igreja. Em 451, durante o concílio da Calcedónia, a sua carta sobre as duas naturezas de Cristo foi aplaudida pelos bispos reunidos que disseram: Pedro falou pela boca de Leão. Enquanto homem de Estado, contemporizou a queda eminente do Império Romano, evitando com sua diplomacia que a ruína e os prejuízos materiais e culturais fossem ainda maiores. Para salvar a Cidade Eterna das pilhagens dos bárbaros, não se intimidou em enfrentar Genserico e Átila, debelando assim o perigo que parecia irreversível. Deixou escritos 96 Sermões e 173 cartas e numerosas homilias que chegaram até nós. São Leão Magno pontificou durante 21 anos.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 10 de novembro de 2016

Tendo-Lhe os fariseus perguntado quando viria o reino de Deus, respondeu-lhes: «O reino de Deus não virá ostensivamente. Não se dirá: Ei-lo aqui ou ei-lo acolá. Porque eis que o reino de Deus está no meio de vós». Depois disse aos Seus discípulos: «Virá tempo em que desejareis ver um só dos dias do Filho do Homem e não o vereis. E vos dirão: Ei-lo aqui, ou ei-lo acolá. Não vades, nem os sigais. Porque, assim como o clarão brilhante de um relâmpago ilumina o céu de uma extremidade à outra, assim será o Filho do Homem no Seu dia. Mas primeiro é necessário que Ele sofra muito e seja rejeitado por esta geração.

Lc 17, 20-25