N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A raça dos filhos de Deus

Filhos de Deus. Portadores da única chama capaz de iluminar os caminhos terrenos das almas, do único fulgor, no qual nunca poderão dar-se escuridões, penumbras nem sombras. Nosso Senhor serve-se de nós como archotes, para que essa luz ilumine... De nós depende que muitos não permaneçam em trevas, mas que andem por sendas que levem até à vida eterna. (Forja, 1)

Jesus Christus, Deus Homo, Jesus Cristo, Deus-Homem! Eis uma magnalia Dei, uma das maravilhas de Deus em que temos de meditar e que temos de agradecer a este Senhor que veio trazer a paz na terra aos homens de boa vontade, a todos os homens que querem unir a sua vontade à Vontade boa de Deus. Não só aos ricos, nem só aos pobres! A todos os homens, a todos os irmãos! Pois irmãos somos todos em Jesus; filhos de Deus, irmãos de Cristo. Sua Mãe é nossa Mãe.

Na terra há apenas uma raça: a raça dos filhos de Deus. Todos devemos falar a mesma língua: a que o nosso Pai que está nos Céus nos ensina; a língua dos diálogos de Jesus com seu Pai; a língua que se fala com o coração e com a cabeça; a que estais a usar agora na vossa oração. É a língua das almas contemplativas, dos homens espirituais por se terem dado conta da sua filiação divina; uma língua que se manifesta em mil moções da vontade, em luzes vivas do entendimento, em afectos do coração, em decisões de rectidão de vida, de bem-fazer, de alegria, de paz. (Cristo que passa, 13)

São Josemaría Escrivá

Audiência geral (resumo)

Locutor: Jesus deu-nos a possibilidade de sermos livres, apesar das limitações impostas por certas situações da vida, como a doença ou o cárcere. Uma tal liberdade provém do encontro com Jesus e do sentido novo que este encontro proporciona à nossa condição pessoal. Mas, por força das próprias condições em que se encontram, quer o doente quer o recluso não se podem deslocar para tornar palpável o encontro com Jesus. Então, com o seu exemplo e a sua palavra, o Senhor mandou-nos ir visitá-los e assisti-los, escondendo-Se neles: «Adoeci e visitastes-Me, estive na prisão e fostes ter comigo. (…) Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 36.40). Com estas obras de misericórdia, Jesus convida-nos a um gesto de grande humanidade: a partilha. Um sorriso, uma carícia, um aperto de mão são gestos simples mas muito importantes para quem se sente abandonado a si mesmo e pouco ou nada pode fazer para remediar o seu mal. Assim é fácil cair no desânimo, ou mesmo no desespero. Não deixemos sozinhas as pessoas doentes. O mesmo se diga dos reclusos, sobretudo nesta sociedade atual doente de justicialismo. Ninguém aponte o dedo contra ninguém. O recluso, apesar do mal que possa ter feito, permanece amado por Deus, e a misericórdia divina faz prodígios. Quantas lágrimas vi correr pelas faces de pessoas presas que talvez nunca tenham chorado na sua vida, e isto só porque se sentiram acolhidas e amadas. Não caiamos na indiferença mas tornemo-nos instrumentos da misericórdia de Deus para restituir alegria e dignidade a quem a perdeu.

Santo Padre:
Carissimi pellegrini di lingua portoghese, benvenuti! Nel salutarvi tutti, specialmente i membri dei gruppi e degli enti venuti dal Brasile e dal Portogallo, vi invito a chiedere al Signore una fede grande per guardare la realtà con lo sguardo di Gesù e una carità generosa per accostare le persone con il suo cuore misericordioso. Così Dio benedica voi e le vostre famiglie.

Locutor: Queridos peregrinos de língua portuguesa, sede bem-vindos! A todos vos saúdo, especialmente aos membros dos grupos e entes vindos do Brasil e de Portugal, convidando-vos a pedir ao Senhor uma fé grande para verdes a realidade com o olhar de Jesus e uma caridade generosa para vos aproximardes das pessoas com o seu coração misericordioso. Assim Deus vos abençoe a vós e às vossas famílias.

São Josemaría sobre a Festa da dedicação da Basílica de São João Latrão

A Igreja celebra a festa da dedicação da Basílica de São João de Latrão, de Roma, primeira basílica da cristandade e a igreja que tem como bispo o sucessor de Pedro. A nossa Santa Mãe a Igreja, escreve São Josemaría em Forja (n. 638) - em magnífica extensão de amor, vai espalhando a semente do Evangelho por todo o mundo. De Roma à periferia. - Ao colaborares nessa expansão, pelo orbe inteiro, leva a periferia ao Papa, para que a terra toda seja um só rebanho e um só Pastor: um só apostolado!

Ser uma pedra viva

Orígenes (c. 185-253), presbítero, teólogo 
Homilias sobre o livro de Josué, n°9, 1-2; PG 12, 871-872 (trad. Breviário)


Todos nós que acreditamos em Jesus Cristo somos chamados «pedras vivas», segundo as palavras das Escrituras: «vós, como pedras vivas, entrais na construção de um edifício espiritual, em função de um sacerdócio santo, cujo fim é oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus, por Jesus Cristo» (1Ped 2,5).

Ora, quando se trata de pedras terrenas, sabemos que se colocam nos alicerces as mais sólidas e fortes, para que se lhes possa confiar a sobrepor todo o peso do edifício; da mesma maneira, deve entender-se que também de entre as pedras vivas algumas estão colocadas nos alicerces deste edifício espiritual. Quais são essas pedras que estão colocadas nos alicerces? Os apóstolos e os profetas. É o que ensina Paulo, quando diz: «edificados sobre o alicerce dos apóstolos e dos profetas, tendo por pedra angular o próprio Cristo Jesus» (Ef 2,20).

Para te adaptares mais eficazmente, ó ouvinte, à construção deste edifício, para seres uma das pedras mais próximas do alicerce, repara que o próprio Cristo é o alicerce deste edifício que estamos a descrever. Assim se exprime o apóstolo Paulo: «ninguém pode pôr um alicerce diferente do que já foi posto: Jesus Cristo» (1Cor 3,11). Felizes, portanto, aqueles que vão construindo edifícios religiosos e santos sobre tão nobre fundamento.

'Festa da dedicação de uma catedral, festa da Igreja'

Basílica de S. João Latrão - Roma
Uma catedral é fruto de um desejo momentâneo ou é algo que se pode realizar pela vontade? [...] Com toda a certeza, as igrejas que herdámos não resultam apenas da gestão de capitais, nem são uma pura criação do génio; são fruto do martírio, de grandes feitos e de sofrimentos. As suas fundações são muito profundas; elas assentam sobre a pregação dos apóstolos, sobre a confissão da fé dos santos, e sobre as primeiras conquistas do Evangelho no nosso país. Tudo o que é nobre na sua arquitectura, que cativa os olhos e chega ao coração, não é um puro resultado da imaginação dos homens, é um dom de Deus, é uma obra espiritual.

A cruz assenta sempre no risco e no sofrimento, é sempre regada com lágrimas e sangue. Em parte alguma cria raízes e dá fruto se a pregação não for acompanhada de renúncia. Os detentores do poder podem fazer um decreto, favorecer uma religião, mas não a podem estabelecer, podem apenas impô-la. Só a Igreja pode estabelecer a Igreja. Só os santos, os homens mortificados, os pregadores da rectidão, os confessores da verdade, podem criar uma verdadeira casa para a verdade.

É por isso que os templos de Deus são também os monumentos dos Seus santos. [...] A sua simplicidade, a sua grandeza, a sua solidez, a sua graça e a sua beleza não fazem senão recordar a paciência e a pureza, a coragem e a doçura, a caridade e a fé daqueles que não adoraram a Deus apenas nas montanhas e nos desertos; eles sofreram, mas não em vão, porque outros herdaram os frutos do seu sofrimento (cf Jo 4, 38). Efectivamente, a longo prazo, a sua palavra deu fruto; fez-se Igreja, esta catedral onde a Palavra vive desde há muito tempo. [...] Felizes os que entram nesta relação de comunhão com os santos do passado e com a Igreja universal. [...] Felizes os que, entrando nesta igreja, penetram de coração no céu.

Beato John Henry Newman 
PPS, vol 6, n° 19

Dedicação da Basílica São João de Latrão

Hoje a Igreja universal celebra a festa da igreja-mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo: a dedicação da basílica do Santíssimo Salvador ou de São João de Latrão. Esta basílica foi construída por Constantino na colina de Latrão ou Lateranense, quando era papa Melquíades (311-314). Ao contrário do que muitos pensam, é esta basílica e não a basílica de São Pedro, no Vaticano, o templo mais antigo. Aqui foram celebrados cinco Concílios ecuménicos. Nela se guardam relíquias. A festa de hoje tem um carácter importante, que é celebrar a unidade e o respeito para com a Sé Romana

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 9 de novembro de 2016

Estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. Encontrou no templo vendedores de bois, ovelhas e pombas, e os cambistas sentados às suas mesas. Tendo feito um chicote de cordas, expulsou-os a todos do templo, e com eles as ovelhas e os bois, deitou por terra o dinheiro dos cambistas e derrubou as suas mesas. Aos que vendiam pombas disse: «Tirai isto daqui, não façais da casa de Meu Pai casa de comércio». Então lembraram-se os Seus discípulos do que está escrito: “O zelo da Tua casa Me consome”. Tomaram então a palavra os judeus e disseram-Lhe: Que sinal nos mostras para assim procederes?». Jesus respondeu-lhes: «Destruí este templo e o reedificarei em três dias». Replicaram os judeus: «Este templo foi edificado em quarenta e seis anos, e Tu o reedificarás em três dias?». Ora Ele falava do templo do Seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dos mortos os Seus discípulos lembraram-se do que Ele dissera e acreditaram na Escritura e nas palavras que Jesus tinha dito.

Jo 2, 13-22