N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Que tal andas de presença de Deus?

Falta-te vida interior, porque não levas à oração as preocupações dos teus e o proselitismo; porque não te esforças por ver claro, por fazer propósitos concretos e por cumpri-los; porque não tens visão sobrenatural no estudo, no trabalho, nas tuas conversas, na tua relação com os outros... – Que tal andas de presença de Deus, consequência e manifestação da tua oração? (Sulco, 447)

Tenho muita pena sempre que sei que um católico – um filho de Deus que, pelo Baptismo, é chamado a ser outro Cristo – tranquiliza a consciência com uma simples piedade formalista, com uma religiosidade que o leva a rezar de vez em quando (só se acha que lhe convém!); a assistir à Santa Missa nos dias de preceito – e nem sequer em todos –, ao passo que se preocupa pontualmente por acalmar o estômago, com refeições a horas fixas; a ceder na fé, a trocá-la por um prato de lentilhas, desde que não renuncie à sua posição... E depois, com descaramento ou com espalhafato, utiliza a etiqueta de cristão para subir. Não! Não nos conformemos com as etiquetas: quero que sejam cristãos de corpo inteiro, íntegros; e, para o conseguirem, têm que procurar decididamente o alimento espiritual adequado.

Vocês sabem por experiência pessoal – e têm-me ouvido repetir com frequência, para evitar desânimos – que a vida interior consiste em começar e recomeçar todos os dias; e notam no vosso coração, como eu noto no meu, que precisamos de lutar continuamente. Terão observado no vosso exame – a mim acontece-me o mesmo: desculpem que faça referências a mim próprio, mas enquanto falo convosco vou pensando com Nosso Senhor nas necessidades da minha alma – que sofrem repetidamente pequenos reveses, que às vezes parecem descomunais, porque revelam uma evidente falta de amor, de entrega, de espírito de sacrifício, de delicadeza. Fomentem as ânsias de reparação, com uma contrição sincera, mas não percam a paz.

(...) Agora insisto em que se deixem ajudar e guiar por um director de almas, a quem confiem todos os entusiasmos santos, os problemas diários que afectarem a vida interior, as derrotas que sofrerem e as vitórias. (Amigos de Deus, 13–15)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1932

Escreve: “Oitava de todos os Santos – terça-feira, 8-XI-1932: Esta manhã, não passou ainda uma hora, o meu P. Sánchez fez-me descobrir ‘outro Mediterrâneo’. Disse-me ‘tenha amizade com o Espírito Santo. Não fale: ouça-o’. (…) Até agora sabia que o Espírito Santo habitava na minha alma para a santificar…, mas não captei a verdade da sua presença. Foram precisas as palavras do P. Sánchez: sinto o Amor dentro de mim: e quero ter intimidade com ele, ser seu amigo, seu confidente…, facilitar-lhe o trabalho de polir, de arrancar, de acender… Não saberei fazê-lo, contudo. Ele dar-me-á forças, Ele fará tudo, se eu quiser… sim, eu quero! Divino hóspede, Mestre, Luz, Guia, Amor: que o pobre burrinho saiba acolher-te e ouvir as tuas lições, e vibrar, e seguir-te e amar-te. – Propósito: frequentar, sendo possível sem interrupção, a amizade e a relação amorosa e dócil do Espírito Santo. Veni Sancte Spiritus!

Descobrir no Catecismo razões de esperança e de otimismo sobrenatural

Lembro-me agora de tantos – mulheres e homens do Opus Dei, seus familiares, amigos e cooperadores – que estarão neste momento prestes a entregar a sua alma a Deus. Para todas e para todos, peço a graça de uma passagem santa, cheia de paz, em íntima identificação com Jesus Cristo. O Senhor ressuscitado é a esperança que nunca desanima, que não engana (cfr. Rm 5, 5) (…). Quantas vezes na nossa vida as esperanças se desvanecem, quantas vezes as expectativas que temos no coração não se realizam! A nossa esperança de cristãos é forte, certa e sólida, nesta Terra onde Deus nos chamou a caminhar, e está aberta à eternidade, porque se fundamenta em Deus, que é sempre fiel [6].

Proponho-vos que, ao longo deste mês dedicado aos fiéis defuntos, cada um leia e medite os pontos que o Catecismo da Igreja Católica dedica às verdades eternas. Descobri­reis razões de esperança e de otimismo sobrenatural, e um novo impulso na luta espiritual de cada dia. Até as visitas aos cemitérios, que nestes dias se repetem como uma piedosa tradição em muitos sítios, se podem converter em ocasiões para que aqueles que acompanhamos apostolicamente ponderem as verdades eternas e procurem cada vez mais este nosso Deus que nos acompanha e nos chama com ternura de Pai.

Com a morte, acaba-se o tempo de fazer boas obras e de alcançar méritos diante de Deus, e dá-se, imediatamente, o julgamento pessoal de cada um. Efetivamente, faz parte da fé da Igreja que «cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna, num juízo particular que põe a sua vida em referência a Cristo, quer através de uma purificação, quer para entrar imediatamente na felicidade do Céu, quer para se condenar imediatamente para sempre» [7].

[6]. Papa Francisco, Discurso na Audiência geral, 10-IV-2013.
[7]. Catecismo da Igreja Católica, n. 1010.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de novembro de 2013)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Exame de consciência e Confissão

Não se trata da mesma coisa, nem devemos cair na tentação de pensar que um bom exame de consciência substitui o Sacramento da Reconciliação. É indiscutivelmente um excelente instrumento de preparação para a Confissão, pois através dele aprendemos a conhecermo-nos melhor, a ser mais humildes e a corrigir diariamente aquelas falhas pequenas ou grandes mesmo antes de obter o perdão para as mesmas, mas só seremos realmente humildes se nos entregarmos periodicamente ao Senhor e à Sua misericórdia através do Sacramento da Penitência, após o qual nos sentimos mais leves e sobretudo mais fortes para a nossa luta pela santidade e ambição de sermos acolhidos no Reino dos Céus.

Permitimo-nos deixar a sugestão, que de cada exame que façamos, diariamente ao final do dia será o ideal, não nos alonguemos mais do que alguns minutos, os dedos de uma mão são suficientes, para assim não nos dispersarmos e podermos criar um propósito firme de correção, muitos propósitos e por muito bem intencionados que estejamos, diluem-se facilmente no meio de tantas tarefas profissionais, familiares e outras que temos que forçosamente de acudir.

Benditos sejam todos os Sacramentos que o Senhor e a Sua Santa Igreja nos oferecem!

JPR  

Beata Isabel da Trindade, religiosa, †1906

Isabel da Trindade, cujo nome de batismo era Maria Isabel Catez, nasceu em Bourges, França, no dia 18 de julho de 1880. Índole ardente, sensível, apaixonada, sofreu fortemente as influências de S. Teresinha do Menino Jesus. Aos 21 anos, em 1901, entrou para o Carmelo de Dijon. Morreu aos 26 anos, após 5 anos de vida religiosa. Devotadíssima da Santíssima Trindade, afirmava que o Amor habita em nós, por isso o seu único exercício era mergulhar em seu íntimo e perder-se naqueles que lá se encontravam: Pai, Filho e Espírito Santo. "A felicidade da minha vida é a intimidade com os hóspedes da minha alma". Dizia que o amor que sentia era com um oceano no qual mergulhava e se perdia. Deus estava nela e ela em Deus, por isso tinha de amá-lo e deixar-se amar todo o tempo em todas as cosias: "Acordar no Amor; mover-se no Amor; adormecer-se no Amor; a alma na sua Alma; coração no seu Coração; olhos no seus olhos.."

cf. José Leite

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 8 de novembro de 2016

«Quem de vós, tendo um servo a lavrar ou a guardar gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem depressa, põe-te à mesa? Não lhe dirá antes: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois comerás tu e beberás? Porventura, fica o senhor obrigado àquele servo, por ter feito o que lhe tinha mandado? Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer».

Lc 17, 7-10