N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sábado, 5 de novembro de 2016

O Evangelho de Domingo dia 6 de novembro de 2016

Aproximaram-se depois alguns saduceus, que negam a ressurreição, e fizeram-Lhe a seguinte pergunta: «Mestre, Moisés deixou-nos escrito: “Se morrer o irmão de algum homem, tendo mulher, e não deixar filhos, case-se com ela o seu irmão, para dar descendência ao irmão”. Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou, e morreu sem filhos. Casou também o segundo com a viúva, e morreu sem filhos. Casou depois com ela o terceiro. E assim sucessivamente todos os sete; e morreram sem deixar filhos. Morreu enfim também a mulher. Na ressurreição, de qual deles será ela mulher, pois que o foi de todos os sete?». Jesus disse-lhes: «Os filhos deste mundo casam e são dados em casamento, mas os que forem julgados dignos do mundo futuro e da ressurreição dos mortos, não desposarão mulheres, nem as mulheres homens, porque não poderão jamais morrer; porquanto são semelhantes aos anjos e são filhos de Deus, visto serem filhos da ressurreição. Que os mortos hajam de ressuscitar, o mostrou também Moisés no episódio da sarça, quando chamou ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaac, e o Deus de Jacob. Ora Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para Ele todos são vivos».

Lc 20, 27-38

Encerramento do Ano Santo como ponto de partida do nosso progredir cristão

Passou quase um ano desde que o Santo Padre abriu a Porta Santa, em primeiro lugar no coração de África, e depois na Basílica de S. Pedro. Ao aproximar-se o final deste ano jubilar, que terminará na Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo, a 20 deste mês, recordamos os eventos que ocorreram em todo o mundo. Os mais importantes aconteceram, sem dúvida, na intimidade de cada pessoa com o Senhor. Só Deus sabe bem quantas pessoas voltaram a reconciliar-se com Ele, talvez depois de muitos anos de afastamento ou de tibieza.
Ao longo destes meses, nós procurámos redescobrir o mistério do Amor de Deus, que se esconde no seio da Igreja. Na verdade, a misericórdia divina enche toda a Terra, como as águas cobrem a imensa extensão dos oceanos. E revimo-la na Sagrada Escritura – nos profetas e nos Salmos, especialmente no Evangelho –, na liturgia, na piedade popular... Revimo-la também na nossa vida: basta um olhar para a própria existência e redescobrimos, maravilhados, a proximidade com que o Senhor nos tratou e nos trata, desde que nos fez entrar para a Igreja através do batismo, e mesmo antes.
Jesus Cristo transmite-nos um claro ensinamento no capítulo 15 do Evangelho de S. Lucas. Aí se recolhem três das Suas parábolas sobre a misericórdia divina: a da ovelha perdida, a da dracma que tinha desaparecido e a do filho pródigo. E S. Ambrósio comenta: «Quem é este pai, este pastor e esta mulher? Não representam eles Deus Pai, Cristo e a Igreja? Cristo leva-te aos Seus ombros, a Igreja procura-te e o Pai recebe-te. Um, porque é Pastor, nunca deixa de te sustentar. A outra, como Mãe, acolhe-te e procura-te continuamente. E então, o Pai veste-te de novo. O primeiro, pela Sua misericórdia. A segunda, cuidando de ti. E o terceiro, reconciliando-te com Ele» [1].
Estes meses têm-nos ajudado a revitalizar o nosso amor a Deus e aos outros precisamente nos pontos onde pudesse estar mais debilitado. Descobrimos talvez que são ainda muitos os recantos da alma em que esta virtude nos falta, e isso não nos deve estranhar, porque o chamamento a ser «misericordiosos como o Pai» é um convite para toda a vida.
O encerramento do Ano Santo não significa, portanto, um ponto de chegada para passar a outra coisa, mas sim um ponto de partida para caminhar com renovado entusiasmo pelo caminho do nosso progredir cristão. Desde o batismo, todos nós, os cristãos, possuímos o sacerdócio comum, que nos leva a praticar a misericórdia com um profundo sentido da filiação divina. S. Josemaria insistia: em qualquer homem se deve ver um irmão, a quem é devido um amor sincero e um serviço desinteressado [2]. É esta a mensagem do Papa, poucas semanas antes de terminar este ano de graças especiais. Não é suficiente ganhar experiência da misericórdia de Deus na própria vida, é necessário que quem a recebe seja também sinal e instrumento para os outros. Além disso, a misericórdia não está reservada apenas a momentos particulares, mas abrange toda a nossa experiência quotidiana [3].
Por isso me pergunto, e vos animo a interrogar-vos: o que ficou em nós do Ano santo? Embebemo-nos mais desta certeza de que Deus olha para nós como um Pai cheio de ternura, de amor infinito [4]? No convívio quotidiano, na vida familiar, no trabalho profissional, no apostolado, nas visitas aos pobres e na ajuda aos que sofrem, está mais presente o Amor de Deus, manifestado em Cristo? Mantemos bem viva a esperança de que, apesar dos nossos erros, o Senhor quer que atuemos como melhores transmissores da Sua misericórdia? É muito oportuno que, como a Virgem nossa Mãe, meditemos sobre estas coisas e as ponderemos no nosso coração.
Para avançar de forma cada vez mais decidida no caminho pelo qual o Espírito Santo impele a Igreja, atrevo-me a sugerir duas linhas de ação que, de certa maneira, resumem o caminho percorrido durante estes meses, e que podem ajudar-nos a manter acesa nas nossas almas a luz deste Ano santo: acolher-nos pessoalmente à misericórdia de Deus e, assim, acolher os outros: viver inclinados para eles.
Em primeiro lugar, acolher-nos à misericórdia de Deus: disto depende tudo. Quando nos apercebemos de que Deus conduz as circunstâncias e as obras impelindo-nos para Ele, o nosso amor e dedicação apostólica crescem. Mais facilmente procuramos abrigo nos braços de Jesus Cristo, com desportivismo na luta interior, com renovados desejos de aproximar d’Ele muitas almas, com uma alegria que nada nem ninguém deve perturbar.
O Amor de Deus mostra-se-nos exigente e sereno ao mesmo tempo. Exigente, porque Jesus Cristo carregou sobre os Seus ombros a Cruz, e quer que O sigamos por esse caminho para colaborar com Ele, de modo a que os frutos da Redenção cheguem a todos. Sereno, porque Jesus não desconhece as nossas limitações, e orienta-nos melhor do que a mais compreensiva das mães. Não somos nós que mudamos o mundo com o nosso esforço: será Deus, capaz de transformar os corações de pedra em corações de carne, que o fará.
O Senhor não exige que nunca nos enganemos, mas que sempre nos levantemos, sem ficarmos agarrados aos nossos erros. Que caminhemos por este mundo com a serenidade e a confiança de filhos. Meditemos com frequência nestas ternas palavras de S. João: na Sua presença tranquilizaremos o nosso coração, ainda que o coração nos acuse de alguma coisa, porque Deus é maior do que nosso coração e conhece tudo [5]. A paz interior não pertence a quem pensa que faz tudo bem, nem aos que não querem amar: a paz está na criatura que volta sempre para Deus, mesmo depois de cair. Jesus Cristo não veio procurar os sãos, mas os doentes [6], e alegra-Se com um amor que se renova em cada dia, apesar dos nossos tropeços, porque recorremos aos sacramentos como à fonte inesgotável do perdão.
[1]. S. Ambrósio, Tratado sobre o Evangelho de S. Lucas VII, 208 (PL 15, 1755).
[2]. S. Josemaria, Temas Atuais do Cristianismo, n. 29.
[3]. Papa Francisco, Discurso na audiência geral, 12-X-2016.
[4]. S. Josemaria, Forja, n. 331.
[5]. 1 Jo 3, 19-20.
[6]. Cfr. Mt 9, 13.

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei excerto da carta do mês de novembro de 2016)

© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

A Carta

Todos os princípios de mês aguardamos por ela, normalmente chega-nos primeiro em espanhol, língua materna do seu autor, mas o verdadeiro sentir e saborear vem-nos da leitura em português, referimo-nos à carta apostólica e pastoral que o Prelado do Opus Dei dirige principalmente aos fiéis da Prelatura, mas que a todos os cristãos abrange.

Nela são sempre abordados temas da atualidade da Igreja com um forte vínculo espiritual remetendo os seus leitores para os ensinamentos do fundador, Josemaría Escrivá, e o exemplo e palavras do seu sucessor, o Bem-aventurado Álvaro del Portillo, e recordando-nos aspetos pontuais da ação pastoral do Papa e do próprio Padre.

Nela encontramos sempre um fio condutor à harmonia entre os cristãos e jamais quaisquer críticas a situações ou pessoas.

Nela encontramos a paz aliada à solidez da fé que nos incentiva a melhorar sem nos comparar para o bem ou para o mal com situações da vida corrente, é precisamente a partir das realidades quotidianas que com amor e caridade somos convidados a ambicionar e lutar pela nossa santidade pessoal e a ajudar o próximo mais necessitado e/ou em dificuldade.

Mas sobretudo, nela encontramos a doçura do amor a Jesus Cristo e à Virgem Maria que nos conforta e ajuda a transformar e entregar a Deus.

À laia de conclusão, direi com gratidão que é um instrumento de paz, formação e evangelização que gostosamente esperamos todos os meses.

JPR

O Evangelho do dia 5 de novembro de 2016

«Portanto, Eu vos digo: Fazei amigos com as riquezas da iniquidade, para que, quando vierdes a precisar, vos recebam nos tabernáculos eternos. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas iníquas, quem vos confiará as verdadeiras? E se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou odiará um e amará o outro, ou se afeiçoará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro». Ora os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam todas estas coisas e troçavam d'Ele. Jesus disse-lhes: «Vós sois aqueles que pretendeis passar por justos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações; o que é excelente segundo os homens é abominação diante de Deus.

Lc 16, 9-15