N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Bispo de Beja aos 75: "Já está decidido, quero regressar à Ordem do Carmo"

As benditas almas do Purgatório

O início deste mês traz à nossa mente a tão consoladora verdade da Comunhão dos santos. Hoje recordamos especialmente os fiéis que já desfrutam da Santíssima Trindade no Céu. E amanhã estarão muito presentes nas nossas orações os fiéis defuntos que ainda se purificam no Purgatório, com quem havemos de travar uma profunda amizade.
Lembro-me da devoção com que o nosso Padre vivia este dia, esperando que, graças também aos sufrágios que a Igreja oferece, as benditas almas recebessem a remissão total das penas temporais devidas aos pecados, e pudessem assim chegar à presença beatificante de Deus. Tanto o impulsionava esta manifestação de misericórdia, de caridade, que dispôs que no Opus Dei se aplicasse frequentemente a celebração da Santa Missa, a Sagrada Comunhão e o Terço pelo descanso eterno das suas filhas e dos seus filhos, dos nossos pais e irmãos, dos Cooperadores falecidos, e por todos os que deixaram este mundo. Sejamos generosos na aplicação destes sufrágios, e acrescentemos da nossa parte o que nos parecer oportuno, sobretudo o oferecimento de um trabalho bem acabado, com espírito alegre de oração e de penitência.
Muito pertinente é a recomendação de S. Paulo: cotídie mórior [1], cada dia morro para o pecado, para ressuscitar com Jesus Cristo. S. Josemaria, ao assumir o conselho do Apóstolo, convidava-nos a meditar muitas vezes no final da vida terrena, com o objetivo de nos prepararmos o melhor possível para o encontro com Deus. A morte é uma realidade que afeta todos, sem exceção. Muitos a temem e fazem o possível por esquecê-la. Não deve ser assim para um cristão coerente com a sua fé. Aos "outros", a morte paralisa-os e espanta-os. A nós, a morte - a Vida - dá-nos ânimo e impulso. Para eles, é o fim, para nós, o princípio [2].
Contudo, este passo apresenta-se-nos às vezes com contornos dramáticos, especial­mente quando surge de forma imprevista, ou quando atinge gente jovem, diante de quem se abria um futuro cheio de possibilidades. O Santo Padre comenta que nesses casos, para muitas pessoas, a morte é como um buraco negro que se abre na vida das famílias e ao qual não sabemos dar explicação alguma [3].

[1]. 1 Cor 15, 31.
[2]. S. Josemaria, Caminho, n. 738.
[3]. Papa Francisco, Audiência geral, 17-VI-2015.
(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de novembro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

“FELIZ DIA DE FIÉIS DEFUNTOS!”

Hoje, (como em todos os dias nas minhas orações), lembro-me deles!

Os meus pais, as minhas irmãs e irmãos, as cunhadas e cunhados, o meu sobrinho, os meus sogros, os meus amigos, os meus camaradas de armas, os meus amigos sacerdotes e todos os que já passaram na minha vida.

Há uma saudade agradecida, porque me puseram no mundo, porque me ensinaram, porque me aconselharam, porque me castigaram no tempo certo, porque me rodearam de amor, porque me protegeram, porque me apoiaram, porque riram comigo e comigo choraram, porque me defenderam, (como se a minha vida fosse a deles), porque em mim confiaram e de mim duvidaram, (quando era importante duvidar de mim para o meu próprio bem), porque até o mais novinho de todos que já nos deixou, me ensinou, (sem nada dizer), que o mais importante de tudo é o amor!

E não há tristeza em mim quando os recordo, mas uma imensa calma e serenidade, uma alegria discreta por terem feito parte da minha vida, um agradecimento total e fervoroso a Deus Nosso Senhor, por me ter feito cruzar as suas vidas e as suas vidas cruzarem a minha vida.

E assim a minha vida foi mais abundante, e sê-lo-á ainda mais, porque junto de Deus velam por mim.

Por favor entendam, porque me apetece quase dizer: Feliz dia de Fiéis Defuntos!

Marinha Grande, 2 de Novembro de 2015

Joaquim Mexia Alves

Para nós, a morte é Vida

Continua para a frente, com alegria, com esforço, mesmo sendo tão pouca coisa, nada! Com Ele, ninguém te parará no mundo. Pensa, além disso, que tudo é bom para os que amam a Deus: nesta terra, tudo tem solução menos a morte; e, para nós, a morte é Vida. (Forja, 1001)

Se és apóstolo, a morte será para ti uma boa amiga que te facilita o caminho. (Caminho, 735)

Aos "outros", a morte paralisa-os e espanta-os. – A nós, a morte – a Vida – dá-nos ânimo e impulso.

Para eles, é o fim; para nós, o princípio. (Caminho, 738)

Não tenhas medo da morte. – Aceita-a, desde agora, generosamente..., quando Deus quiser..., como Deus quiser..., onde Deus quiser. – Não duvides; virá no tempo, no lugar e do modo que mais convier..., enviada pelo teu Pai-Deus. – Bem-vinda seja a nossa irmã, a morte! (Caminho, 739)

Se não houvesse outra vida além desta, a vida seria uma brincadeira cruel: hipocrisia, maldade, egoísmo, traição. (Forja, 1000)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá sobre a celebração desta data

Fiéis defuntos. “As almas do Purgatório. - Por caridade, por justiça e por um egoísmo desculpável - podem tanto diante de Deus! - tem-nas muito presentes nos teus sacrifícios e na tua oração. Oxalá que, ao falar nelas, possas dizer: "As minhas boas amigas, as almas do Purgatório...", escreve São Josemaría em Caminho.

Rezar pelos defuntos

É importante e necessário rezar pelos defuntos, pois, mesmo se mortos na graça e na amizade de Deus, talvez eles precisem ainda de uma última purificação para entrar na alegria do Céu (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1030). O sufrágio por eles expressa-se de vários modos, entre os quais também a visita aos cemitérios. Estar nesses lugares sagrados constitui uma ocasião propícia para reflectir sobre o sentido da vida eterna e para alimentar, ao mesmo tempo, a esperança na felicidade eterna do Paraíso.

Maria, Porta do céu, nos ajude a não nos esquecermos nem perdermos de vista a Pátria celeste, meta última da nossa peregrinação aqui na Terra.

(São João Paulo II - Angelus de 2 de Novembro de 2003)

A passagem…

«A vida nova, recebida no Batismo, não está sujeita à corrupção e ao poder da morte. Para quem vive em Cristo a morte é a passagem da peregrinação terrena para a pátria do Céu, onde o Pai acolhe todos os seus filhos, "de toda nação, raça, povo e língua", como lemos hoje no Livro do Apocalipse (7, 9).» (…) «a tradicional pausa diante dos túmulos dos nossos defuntos seja uma ocasião para pensar sem temor no mistério da morte e cultivar aquela constante vigilância que nos prepara para a enfrentar com serenidade.»

Bento XVI – ‘Angelus’ do dia 1 de Novembro de 2005

Comemoração de todos os Fiéis Defuntos

Para muitas pessoas, o dia de finados é uma data triste, que deveria ser excluída do calendário. Muitos, nesse dia, ficam deprimidos ao recordarem os seus entes queridos que partiram desta vida. Alguns isolam-se, outros viajam para esconder suas mágoas... Porém, poucos conseguem ver que o dia de finados deve ser um momento de reflexão acerca de como anda a nossa conversão. Deve ser um dia de "fecho para balanço", daqueles em que se pára tudo, totalizam-se os lucros e os prejuízos e promete-se e permite-se vida nova.

Não podemos esquecer-nos de que um dia estaremos também partindo desta vida. Não podemos ignorar isso pois, como um ladrão na noite, como diz o Evangelho, esse dia chegará. Felizes aqueles que foram "apanhados" em oração, com os Sacramentos em dia.

Muitas pessoas lamentam a "perda" de um pai ou uma mãe e esquecem-se de que eles fizeram apenas uma viagem distante e que estão esperando por nós. Partiram quando o Pai, transbordando de saudades, gritou: - Filho(a), há quanto tempo estás aí! Volta para casa! - e assim foi feito.

Muitos, porém, desses que lamentam a perda de um ente querido, ao invés de serem verdadeiramente santos para, um dia, voltarem a encontrar-se com seus parentes e amigos que partiram desta vida, tomam um outro rumo, ora distanciando-se de Deus e da Sua Igreja ora vivendo uma fé morna, como diz Jesus.

Não percebem que, ao fazer isso, desperdiçam a única oportunidade que têm de rever essas pessoas. É uma pena...

Neste dia 2 de Novembro, que possamos verdadeiramente rever os nossos sonhos, a nossa vida, a nossa fé e, pela glória de Deus, mudar de rumo, se necessário for.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 2 de novembro de 2016

«Quando, pois, vier o Filho do Homem na Sua majestade, e todos os anjos com Ele, então Se sentará sobre o trono de Sua majestade. Todas as nações serão congregadas diante d'Ele, e separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita, e os cabritos à esquerda. «Dirá então o Rei aos que estiverem à Sua direita: “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era peregrino, e Me recolhestes; nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; estava na prisão, e fostes ver-Me”. Então, os justos Lhe responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto, e Te demos de comer; com sede, e Te demos de beber? Quando Te vimos peregrino, e Te recolhemos; nu, e Te vestimos? Ou quando Te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-Te?”. O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade vos digo que todas as vezes que vós fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequenos, a Mim o fizestes”. Em seguida, dirá aos que estiverem à esquerda: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demónio e para os seus anjos; porque tive fome, e não Me destes de comer; tive sede, e não Me destes de beber; era peregrino, e não Me recolhestes; estava nu, e não Me vestistes; enfermo e na prisão, e não Me visitastes”. Então, eles também responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não Te assistimos?”. E lhes responderá: “Em verdade vos digo: Todas as vezes que o não fizestes a um destes mais pequenos, foi a Mim que não o fizestes”. E esses irão para o suplício eterno; e os justos para a vida eterna».

Mt 25, 31-46