Natal

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Vinde, Senhor Jesus! Estamos ansiosos pela vossa chegada para proclamarmos de novo o nascimento do Filho de Deus Pai

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Bispo de Beja aos 75: "Já está decidido, quero regressar à Ordem do Carmo"

As benditas almas do Purgatório

O início deste mês traz à nossa mente a tão consoladora verdade da Comunhão dos santos. Hoje recordamos especialmente os fiéis que já desfrutam da Santíssima Trindade no Céu. E amanhã estarão muito presentes nas nossas orações os fiéis defuntos que ainda se purificam no Purgatório, com quem havemos de travar uma profunda amizade.
Lembro-me da devoção com que o nosso Padre vivia este dia, esperando que, graças também aos sufrágios que a Igreja oferece, as benditas almas recebessem a remissão total das penas temporais devidas aos pecados, e pudessem assim chegar à presença beatificante de Deus. Tanto o impulsionava esta manifestação de misericórdia, de caridade, que dispôs que no Opus Dei se aplicasse frequentemente a celebração da Santa Missa, a Sagrada Comunhão e o Terço pelo descanso eterno das suas filhas e dos seus filhos, dos nossos pais e irmãos, dos Cooperadores falecidos, e por todos os que deixaram este mundo. Sejamos generosos na aplicação destes sufrágios, e acrescentemos da nossa parte o que nos parecer oportuno, sobretudo o oferecimento de um trabalho bem acabado, com espírito alegre de oração e de penitência.
Muito pertinente é a recomendação de S. Paulo: cotídie mórior [1], cada dia morro para o pecado, para ressuscitar com Jesus Cristo. S. Josemaria, ao assumir o conselho do Apóstolo, convidava-nos a meditar muitas vezes no final da vida terrena, com o objetivo de nos prepararmos o melhor possível para o encontro com Deus. A morte é uma realidade que afeta todos, sem exceção. Muitos a temem e fazem o possível por esquecê-la. Não deve ser assim para um cristão coerente com a sua fé. Aos "outros", a morte paralisa-os e espanta-os. A nós, a morte - a Vida - dá-nos ânimo e impulso. Para eles, é o fim, para nós, o princípio [2].
Contudo, este passo apresenta-se-nos às vezes com contornos dramáticos, especial­mente quando surge de forma imprevista, ou quando atinge gente jovem, diante de quem se abria um futuro cheio de possibilidades. O Santo Padre comenta que nesses casos, para muitas pessoas, a morte é como um buraco negro que se abre na vida das famílias e ao qual não sabemos dar explicação alguma [3].

[1]. 1 Cor 15, 31.
[2]. S. Josemaria, Caminho, n. 738.
[3]. Papa Francisco, Audiência geral, 17-VI-2015.
(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de novembro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

O Evangelho do dia 2 de novembro de 2016

«Quando, pois, vier o Filho do Homem na Sua majestade, e todos os anjos com Ele, então Se sentará sobre o trono de Sua majestade. Todas as nações serão congregadas diante d'Ele, e separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita, e os cabritos à esquerda. «Dirá então o Rei aos que estiverem à Sua direita: “Vinde, benditos de Meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome, e Me destes de comer; tive sede, e Me destes de beber; era peregrino, e Me recolhestes; nu, e Me vestistes; enfermo, e Me visitastes; estava na prisão, e fostes ver-Me”. Então, os justos Lhe responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto, e Te demos de comer; com sede, e Te demos de beber? Quando Te vimos peregrino, e Te recolhemos; nu, e Te vestimos? Ou quando Te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos visitar-Te?”. O Rei, respondendo, lhes dirá: “Em verdade vos digo que todas as vezes que vós fizestes isto a um destes Meus irmãos mais pequenos, a Mim o fizestes”. Em seguida, dirá aos que estiverem à esquerda: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demónio e para os seus anjos; porque tive fome, e não Me destes de comer; tive sede, e não Me destes de beber; era peregrino, e não Me recolhestes; estava nu, e não Me vestistes; enfermo e na prisão, e não Me visitastes”. Então, eles também responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não Te assistimos?”. E lhes responderá: “Em verdade vos digo: Todas as vezes que o não fizestes a um destes mais pequenos, foi a Mim que não o fizestes”. E esses irão para o suplício eterno; e os justos para a vida eterna».

Mt 25, 31-46