N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Amor verdadeiro é sair de si mesmo

A alegria cristã não é fisiológica: o seu fundamento é sobrenatural, e está por cima da doença e da contradição. Alegria não é alvoroço de guizos ou de baile popular. A verdadeira alegria é algo mais íntimo: algo que nos faz estar serenos, transbordantes de gozo, mesmo que, às vezes, o rosto permaneça grave. (Forja, 520)

Há quem viva amargurado todo o dia. Tudo lhe causa desassossego. Dorme com uma obsessão física: a de que essa única evasão possível lhe vai durar pouco. Acorda com a impressão hostil e descorçoada de que já tem outra jornada pela frente...

Muitos esqueceram-se de que o Senhor nos colocou neste mundo de passagem para a felicidade eterna; e não pensam que só podem alcançá-la os que caminharem na Terra com a alegria dos filhos de Deus. (Sulco, 305)

Amor verdadeiro é sair de si mesmo, entregar-se. O amor traz consigo a alegria, mas é uma alegria que tem as suas raízes em forma de cruz. Enquanto estivermos na terra e não tivermos chegado à plenitude da vida futura, não pode haver amor verdadeiro sem a experiência do sacrifício, da dor. Uma dor de que se gosta, amável, fonte de íntimo gozo, mas dor real, porque significa vencer o nosso egoísmo e tomar o amor como regra de todas e cada uma das nossas acções. (Cristo que passa, 43)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1931

Escreve: “Obrigado, meu Deus, pelo amor ao Papa que puseste no meu coração”.


Nota 'Spe Deus': ao publicar a fotografia do Papa Pio XI, Pontífice à data em que São Josemaría escreveu a frase publicada, não significa que o seu amor aos papas que se sucederam na sua passagem por este mundo e àqueles eleitos após a sua partida para a Casa do Pai não seja enorme.

Arriscamo-nos mesmo a afirmar, que São Josemaría terá certamente intercedido frequentemente por João Paulo I, João Paulo II, Bento e que não se passará um dia, um instante que seja, em que não interceda junto do Pai pelo nosso amadíssimo Papa Francisco.

Noite das bruxas

Abóboras, roupas negras, disfarces de bruxa, dentes caninos afiados e perucas com teias de aranha… Há cada vez mais gente a comprar isto, apesar da crise.

São as compras para o “Halloween”, a chamada noite das bruxas que o calendário pagão anglo-saxónico assinala para esta noite.

Gostaria muito mais que a minha opinião de hoje fosse inspirada no calendário cristão, mas infelizmente não é esse o calendário que nos guia…

Não estou a pensar tanto nas crianças, que vão para a escola vestidas de bruxas e fantasmas, porque adoram festas e arranjam todos os pretextos para pedir coisas aos pais.

O problema está nos adultos – os da escola e os de casa - que também alinham nisto. Esta noite em Lisboa, Porto e Braga haverá desfiles de “mortos-vivos” e paradas “zombie” para “aterrorizar quem passa”, porque – dizem eles – “esta é a noite em que as bruxas se reúnem numa festa dada pelo diabo”.

Que tristeza este Portugal!

Aura Miguel em 2008 na RR

A doutrina moral cristã no Catecismo

«Para o Catecismo, e na esteira dos Padres, especialmente Agostinho, a moral é a doutrina da vida afortunada; é, por assim dizer, a explicitação das regras do jogo para alcançar a felicidade. O livro liga esta tendência humana inata com as Bem-Aventuranças de Jesus, que soltam o conceito de felicidade de todo o tipo de banalizações, enquanto lhe conferem a sua verdadeira profundidade e, desse modo, manifestam a ligação entre a felicidade, o bem em geral, e o bem em pessoa – Deus»

(Joseph Ratzinger - Estará o Catecismo da Igreja Católica à altura do seu tempo? Algumas considerações dez anos após a sua publicação)

Que pena, que muitos o vejam como um calhamaço desinteressante e inclusivamente se permitam a ter ideias pré-concebidas sobre o seu conteúdo, que falta faz uma “reconversão” de tantos.

Deixo-vos como sugestão: a leitura de diária de 5 dos seus pontos, não chega a duas páginas, e em pouco mais de um ano e meio tê-lo-ão lido na totalidade nos seus § 2865 e até o podem fazer online
http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html

Também o poderão ler por temas, pelo menos coloquem este link em favoritos e pontualmente dêem uma espreitadela e ficarão surpreendidos.

JPR

«Se Vós, Senhor, no final das vossas obras tão boas…, descansaste ao sétimo dia, foi para nos dizer de antemão, pela voz do vosso Livro, que no termo das nossas obras, que são verdadeiramente “muito boas” pelo facto de terdes sido Vós que no-las destes, também nós repousaremos em Vós, no sábado da vida eterna»

(Santo Agostinho - Confissões, Livro XIII, 36, 51)

Relativismo moral


Relativismo moral afirma que moralidade não é baseada em qualquer padrão absoluto. Ao contrário, “verdades éticas” dependem da situação, cultura, sentimentos, etc. Relativismo moral está ficando cada vez mais popular nos dias de hoje.

Há vários argumentos para o relativismo; no entanto, várias coisas podem ser ditas dos argumentos que demonstram sua natureza duvidosa. Primeiro, enquanto muitos dos argumentos usados na tentativa de sustentar essas afirmações podem até parecer bons de primeira, há uma contradição lógica inerente em todos eles, pois todos eles propõem um esquema moral “correcto” – o esquema que todos nós devemos seguir. Mas isso em si é absolutismo. Segundo, mesmo os tão chamados relativistas rejeitam o relativismo na maioria dos casos – eles não diriam que um assassino ou violador não são culpados contanto que não tenham violado seus próprios padrões. Terceiro, o facto de que temos palavras como "certo", "errado", "deve", “melhor", etc. Mostra que essas coisas existem. Se moralidade fosse realmente relativa, essas palavras não teriam qualquer significado, diríamos: - “isso me faz sentir mal”, e não “isso é errado”.

Os relativistas podem até argumentar que valores diferentes entre culturas diferentes mostram que morais são relativas para pessoas diferentes. Mas esse argumento confunde as acções dos indivíduos (o que eles fazem) com padrões absolutos (se eles devem fazer ou não). Se a cultura é o que determina certo e errado, como poderíamos ter julgado os nazis? Afinal de contas, eles estavam seguindo a moralidade de sua própria cultura. Eles estavam errados apenas se assassinato fosse universalmente errado. O facto de que tinham “sua moralidade” não muda isso. Além disso, apesar de muitas pessoas demonstrarem moralidade de formas diferentes, elas ainda compartilham uma moralidade em comum. Por exemplo, os pró-aborto e pró-vida concordam que assassinato está errado, mas discordam em se aborto é assassinato ou não. Até aqui moralidade universal absoluta é demonstrada ser verdade.

Alguns afirmam que situações diferentes causam moralidades diferentes – em situações diferentes actos diferentes são julgados de uma forma que talvez não seriam correctos em outras situações. Há três coisas pelas quais devemos julgar uma acção: a situação, o acto e a intenção. Por exemplo, podemos condenar uma pessoa que tentou cometer assassinato (intenção) mesmo se falhou (acto). Então, situações fazem parte da decisão moral, pois preparam o contexto no qual podemos escolher o acto moral específico (a aplicação dos princípios universais). 

O argumento principal que os relativistas tentam usar é o da tolerância. Eles afirmam que dizer a alguém que sua moralidade é errada é intolerante, e relativismo tolera todas as posições. Mas isso é simplesmente um engano. Antes de tudo, o mal nunca deve ser tolerado. Devemos tolerar o ponto de vista de um violador de que mulheres são objectos de prazer a serem usadas? Segundo, esse argumento destrói-se porque relativistas não toleram intolerância ou absolutismo. Terceiro, relativismo não pode explicar porque qualquer pessoa deve ser tolerante em primeiro lugar. O facto que devemos tolerar pessoas (mesmo quando discordamos) é baseado na regra absoluta moral que devemos sempre tratar as pessoas justamente – mas isso é absolutismo de novo! Na verdade, sem princípios universais morais, a bondade não pode existir.

O facto é que todas as pessoas nascem com uma consciência e todos nós instintivamente sabemos quando ofendemos ou fomos ofendidos. Agimos como se esperássemos que as outras pessoas reconhecessem isso também. Mesmo como crianças, conhecíamos a diferença entre "justo" e "injusto". É necessária uma filosofia maldosa para nos convencer de que estamos errados.

A moral

«O agir moral, nunca é apenas a auto-realização de si mesmo, nem pode, tão pouco, ser reduzido a algo enxertado a partir do exterior. O ato moral genuíno é totalmente dom; todavia, justamente desse modo é inteiramente nosso próprio ato, já porque o que é nosso só se manifesta no dom de amor, já porque o dar, por seu lado, não torna o homem impotente; antes o reconduz a si mesmo.»

(Estará o Catecismo da Igreja Católica à altura do seu tempo? Algumas considerações dez anos após a sua publicação – Joseph Ratzinger)

O Evangelho do dia 31 de outubro de 2016

Dizia mais àquele que O tinha convidado: «Quando deres um almoço ou um jantar, não convides os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem os vizinhos ricos; para que não aconteça que também eles te convidem e te paguem com isso. Mas, quando deres algum banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos; e serás bem-aventurado, porque esses não têm com que retribuir-te; mas ser-te-á isso retribuído na ressurreição dos justos».

Lc 14, 12-14