N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

domingo, 30 de outubro de 2016

Não queiramos esquivar-nos à sua Vontade

Esta é a chave para abrir a porta e entrar no Reino dos Céus: "qui facit voluntatem Patris mei qui in coelis est, ipse intrabit in regnum coelorum" – quem faz a vontade de meu Pai..., esse entrará! (Caminho, 754)

Não te esqueças: muitas coisas grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus quer. (Caminho, 755)

Nós somos pedras, silhares, que se movem, que sentem, que têm uma libérrima vontade. O próprio Deus é o estatuário que nos tira as esquinas, desbastando-nos, modificando-nos, conforme deseja, a golpes de martelo e de cinzel.

Não queiramos afastar-nos, não queiramos esquivar-nos à sua Vontade, porque, de qualquer modo, não poderemos evitar os golpes. – Sofreremos mais e inutilmente, e, em lugar de pedra polida e apta para edificar, seremos um montão informe de cascalho que os homens pisarão com desprezo. (Caminho, 756)

A aceitação rendida da Vontade de Deus traz necessariamente a alegria e a paz; a felicidade na Cruz. – Então se vê que o jugo de Cristo é suave e que o seu peso é leve. (Caminho, 758)

Um raciocínio que conduz à paz e que o Espírito Santo oferece aos que querem a Vontade de Deus: "Dominus regit me, et nihil mihi deerit" – o Senhor é quem me governa; nada me faltará.

Que é que pode inquietar uma alma que repita sinceramente estas palavras? (Caminho, 760)

São Josemaría Escrivá

PORQUE HOJE É DOMINGO!

Hoje Domingo,
Dia do Senhor,
faço-me missa para Te celebrar,
faço-me patena para te mostrar,
faço-me cálice para Te conter,
faço-me comunhão para Te partilhar,
faço-me sacrário para Te guardar,
despojo-me de tudo o que sou,
torno-me um nada sem importância,
abro-me inteiramente a Ti,
Senhor,
para ser a mais pequena porção,
o mais ínfimo testemunho,
do Teu amor,
em mim,
para os outros,
e abandono-me em Ti,
neste dia,
e sempre,
para viver eternamente
a mais completa alegria!

Marinha Grande, 30 de Outubro de 2016

Joaquim Mexia Alves
http://queeaverdade.blogspot.pt/2016/10/porque-hoje-e-domingo.html

São Josemaría Escrivá nesta data em 1934

“Inaugurou-se o ano lectivo em DYA, e espero que sejam muitos os frutos sobrenaturais, e de cultura e formação apostólica, que se obtenham”, escreve ao Vigário de Madrid, falando de uma residência para estudantes universitários que acabava de pôr em andamento.

Hora de Inverno (Portugal) às duas da manhã atrase o seu relógio uma hora


Bom Domingo do Senhor!

O Senhor conforme nos conta o Evangelho de hoje (Lc 19, 1-10) achou por conveniente ficar na casa de Zaqueu, a nós, todos os dias pede o mesmo na Sagrada Eucaristia. Não lhe regateemos a nossa hospitalidade e mantenhamos a nossa alma sempre limpa para o receber com toda a dignidade e amor.

Que o Senhor nos dê a humildade para o guardar dentro de nós!

A propósito do Evangelho de hoje ‘QUISERA SER COMO ZAQUEU’

Zaqueu desceu da árvore e Jesus abraçando-o, disse-lhe:
- Não precisavas de subir à árvore para Me veres, bastava abrires o teu coração. Há muito tempo que estás no Meu coração e embora pequeno de estatura, muitas coisas grandes te estão reservadas.

Zaqueu baixou a cabeça, fechou os olhos e pensou:
- Ninguém gosta de mim, sou desprezado, embora me tolerem por causa das minhas funções. Vejo também agora nitidamente que não tenho gostado de ninguém e que tenho até prejudicado muita gente. Quem é este Homem que me abre os braços, me fala com tanta ternura e me faz sentir irmão de todos aqueles que ainda há pouco não me interessavam ?

Levantou os olhos, e enquanto caminhava para sua casa ao lado de Jesus, deu por si a sorrir para a multidão. O mais curioso é que já não via nela aquela gente anónima que nada lhe dizia, mas sim como que uma família, que se juntava à sua volta.

Que teria aquele Homem, aquele Jesus, que só por o ter tocado e caminhado ao seu lado, despertava nele sentimentos para si desconhecidos.

Sentiu que toda a sua vida se modificava, que aquilo em que colocava a sua esperança ontem, já não tinha significado hoje.

Viu no entanto, entre a multidão, algumas caras fechadas e percebeu nos seus rostos que estavam invejosos da presença de Jesus na sua casa, sentiu até que duvidavam dos seus “méritos” para receber Jesus à sua mesa.

Sentiu que o testemunho do que estava a viver naquele momento era importante para aqueles e sem perceber de onde lhe vinha tal força e tal vontade, abriu a boca e disse:
- Senhor, reconheço que errei muitas vezes na minha vida. Reconheço que sou rico e que não me preocupo com aqueles nada têm. Assim vou dar metade dos meus bens para os pobres e àqueles a quem porventura roubei ou enganei vou devolver quatro vezes mais. Perdoa-me Senhor, pois não quero mais, viver afastado de Ti. Quero seguir-Te e caminhar conTigo.

Viu abrir-se um sorriso no rosto de Jesus, ( o sorriso mais lindo e mais doce que alguma vez tinha visto ) e ouviu-O dizer qualquer coisa que não conseguiu entender muito bem, porque um sentimento de perdão o envolvia totalmente e o deixava viver uma paz e felicidade que o inebriava.

Sentia-se perdoado, sentia-se a perdoar, sentia-se leve, como renascido para a vida. Era outro homem e o seu coração pulsava agora com um bater suave, o bater dum coração de carne.

Olhou à sua volta e viu o espanto e a incredulidade em muitos daqueles rostos.

Pensou para si:
- Há tanto para fazer, há tanto para dizer, há tanto para testemunhar, para que todos estes que agora não acreditam, possam vir a viver também a esperança e o amor, que agora vivem em mim.

Olhando para Jesus, disse baixinho:
- Obrigado meu Senhor. De hoje em diante vou seguir-Te e proclamar que Tu chegaste, que Tu és o Senhor, que Tu és o Mestre, que só Tu tens palavras de vida eterna, para que todos os que agora sinto como meus irmãos, vivam a mesma vida que Tu fizeste nascer em mim.

Escrito em 06.11.01

Joaquim Mexia Alves

A concepção virginal de Jesus

A concepção virginal de Jesus trata-se de uma obra divina no seio de Maria semelhante à criação. Isto é impossível de aceitar para o não crente, tal como o era para os judeus e para os pagãos, entre os quais se inventaram toscas histórias acerca da concepção de Jesus, como a que a atribui a um soldado romano chamado Pantheras. Na realidade, esse personagem é uma ficção literária sobre a qual se inventa uma lenda para fazer troça dos cristãos. Do ponto de vista da ciência histórica e filológica, o nome Pantheras (ou Pandera) é um a paródia viciada da palavra parthénos (que em grego significa virgem). Aqueles povos, que utilizavam o grego como língua de comunicação em grande parte do império romano de oriente, ouviam os cristãos falar de Jesus como do Filho da Virgem (huiós parthénou), e quando queriam troçar deles chamavam-no «o filho de Pantheras». Tais histórias, ao fim e ao cabo, apenas testemunham que a Igreja acreditava na virgindade de Maria, ainda que parecesse impossível. 

(Excerto dos textos elaborados por uma equipa de professores de Teologia da Universidade de Navarra, dirigida por Francisco Varo)

Que significado tem a virgindade de Maria? - Respondem os especialista da Universidade de Navarra

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Nossa Senhora das Vitórias

A história Nossa Senhora das Vitórias teve origem nas guerras dos monarcas franceses, na pessoas do rei Luís XIII e na do seu ministro, o então Cardeal Richelieu. O rei Luís XIII, empreendeu em conjunto com o seu ministro, no ano de 1627, o cerco da cidadela, de La Rochelle com a finalidade de acabar com a revolta dos huguenotes, então seus ocupantes.

Esta cidade era em 1627 um importante porto francês, já de origem medieval.

A vitória que da guerra que se avizinhava era bastante incerta, dado que os habitantes de La Rochelle eram apoiados por Inglaterra.
O rei francês temendo pelo resultado, resolveu pedir à sua esposa, a então Rainha Ana da Áustria, para promover em todas as igrejas de Paris, orações públicas pedindo a intercessão da virgem a favor do seu triunfo.

A rainha assim fez, e passou a rezar-se em todas igrejas e capelas de França, aos sábados. Rezava-se o terço, pedindo a Deus a vitórias de França e a derrota dos protestantes de La Rochelle.

No interior do Exército francês os capelões do mesmo também promoveram, para que fossem feitas orações entre os soldados e todo o restante corpo militar.

Por intervenção de Deus ou pela sorte, o facto é que o Luís XIII ganhou e a guerra e a praça forte de La Rochelle voltou ao domínio de França.

Como forma de agradecimento e demonstração de gratidão pela vitória alcançada, Luís XIII lançou em Paris, a primeira pedra do que viria a ser a uma das mais belas igrejas de França, a igreja de Nossa Senhora das Vitórias. Uma recordação e um agradecimento da reconquista pelos cristãos de La Rochelle.

(Fonte: 'Wikipédia')

«Hoje veio a salvação a esta casa»

Recebamos Cristo na Eucaristia como o fez Zaqueu, o bom publicano [...], que se apressou a descer da árvore e, cheio de alegria, acolheu Jesus em sua casa. Mas não se contentou em acolhê-lO com uma alegria efémera, fruto de uma ligação superficial [...]: deu provas disso através de obras virtuosas. Comprometeu-se a indemnizar de imediato todos aqueles que defraudara, e não apenas no valor roubado, mas no quádruplo; além disso, comprometeu-se também a dar aos pobres metade de todos os seus bens – e imediatamente, note-se, sem esperar pelo dia seguinte. [...]

Que nosso Senhor nos conceda a graça de receber o Seu santíssimo corpo e sangue, a Sua alma bendita e a Sua divindade todo-poderosa, tanto na nossa alma como no nosso corpo, com o mesmo ardor, a mesma espontaneidade, a mesma felicidade, a mesma alegria espiritual que teve aquele homem ao recebê-lO em sua casa. E que o fruto das nossas boas obras possa dar testemunho de que O recebemos condignamente, com aquela fé total e o firme propósito de bem viver que se impõem aos que comungam. Então Deus [...] dirá sobre a nossa alma o que disse outrora sobre a de Zaqueu: «Hoje veio a salvação a esta casa».

São Tomás Moro (1478-1535), estadista inglês, mártir
Tratado «Receber o corpo de Nosso Senhor»