N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Polémica em Roma. McVaticano?

O amante

Como é que vou educar duas miúdas numa época que banalizou o sexo até ao ponto em que já não há interdito e erotismo? Como é que vou educar duas garotas numa época em que os rapazes têm o hábito de filmar e publicitar a intimidade sexual?
No meu tempo, o que acontecia em Las Vegas ficava em Las Vegas. Agora não. Como é que vou educar duas miúdas numa época que faz da mulher um mero pedaço de carne?
A coberto da narrativa da emancipação da mulher em relação aos velhos códigos morais, chegámos a um ponto em que a sociedade se afoga todos os dias na carnalização da mulher. O nu feminino está por todo o lado, ora em versão completa, ora em parcelas, um rabo aqui, um busto ali, umas ancas acolá. Seja qual for a versão, este corpo é vendido através da brutalidade porno à Larry Flyint. Há muito que se perdeu o erotismo à Fellini.
Não tenho nada contra rabos, penas e ancas, nem quero que as minhas filhas se comportem como as “virgens sensatas” do Alexandre O’Neill. Não estou a educar, espero, duas botas-de-elástico, nem quero um regresso ao mirífico “antigamente”.
Cá em casa há uma velinha acesa em memória de Dom Rigoberto. Mas julgo que se chegou longe demais. Há miúdas que andam pela rua com t-shirts com inscrições tão sofisticadas como “estrela porno” ou “eat me”. Antes o Che Guevara! Qual é o final desta linha?
E, já agora, quando é isto tudo começou? Talvez em 1960 com o julgamento que opôs o estado britânico à Penguin, que queria fazer uma edição de bolso do romance de D. W. Lawrence, “O Amante de Lady Chaterley” (1928). As autoridades reagiram à massificação de um livro considerado “depravado e corruptor da juventude”. O veredicto foi favorável à editora e simboliza até hoje a viragem da (alegada) repressão religiosa para a (alegada) libertação da nova moral sexual. Philip Larkin eternizaria o momento: “sexual intercourse began/in nineteen sixty-three (...) Between the end of ‘Chatterley’ ban/and The Beatles first LP”.
Claro que é inaceitável voltar ao tempo em que os fariseus podiam censurar um livro considerado “depravado”. Mas o actual caminho também é inaceitável. Em nome da liberdade ou da libertação em relação a um passado considerado retrógrado, uma cultura pornográfica e antifeminista instalou-se no centro da nossa cultura.
Olhe-se, por exemplo, para o mundo dos videoclipes, a começar no hip-hop ou rap: a mulher é sempre retratada como um objecto sexual sem vontade própria, está apenas dois palmos acima da boneca insuflável, não é uma mulher, é a bitch.
Se calhar, é tempo de dizer que chegámos a um beco sem saída. Se calhar, é tempo de dizer que a liberdade e a dignidade da mulher também precisam dos velhos códigos morais que prezavam a contenção (e o erotismo). Se calhar, a religião e a fé são o futuro da mulher, o futuro de uma genuína emancipação feminina feita na cabeça e não no corpo.
Pelo menos, é o que vou tentar ensinar às minhas miúdas, dando-lhes a ler a Bíblia mas também “Os Cadernos de Dom Rigoberto”.
Henrique Raposo in RR online na coluna de opinião NEM ATEU NEM FARISEU AQUI

As crianças trazem vida, alegria, esperança!

Rezar pelas vítimas da guerra

Sentir-me filho de Deus enche-me de esperança

Talvez não exista nada mais trágico na vida dos homens do que os enganos padecidos pela corrupção ou pela falsificação da esperança, apresentada com uma perspectiva que não tem como objecto o amor que sacia sem saciar. (Amigos de Deus, 208)

Se transformarmos os projectos temporais em metas absolutas, suprimindo do horizonte a morada eterna e o fim para que fomos criados – amar e louvar o Senhor e possuí-lo depois no Céu – os intentos mais brilhantes transformam-se em traições e inclusive em instrumento para envilecer as criaturas. Recordai a sincera e famosa exclamação de Santo Agostinho, que tinha experimentado tantas amarguras enquanto não conhecia Deus e procurava fora d'Ele a felicidade: fizeste-nos, Senhor, para Ti, e o nosso coração está inquieto enquanto não descansa em Ti!. (…)

A mim, e desejo que a vós suceda o mesmo, a segurança de me sentir – de me saber – filho de Deus enche-me de verdadeira esperança que, por ser virtude sobrenatural, ao ser infundida nas criaturas, se acomoda à nossa natureza e é também virtude muito humana. Sou feliz com a certeza do Céu que alcançaremos, se permanecermos fiéis até ao fim; com a felicidade que nos chegará, quoniam bonus, porque o meu Deus é bom e é infinita a sua misericórdia. Esta convicção incita-me a compreender que só o que está marcado com o selo de Deus revela o sinal indelével da eternidade e tem um valor imperecível. Por isso, a esperança não me separa das coisas desta terra, antes me aproxima dessas realidades de um modo novo, cristão, que procura descobrir em tudo a relação da natureza, caída, com Deus Criador e com Deus Redentor. (Amigos de Deus, 208)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1931

Reza: “Senhor, Jesus: que os teus filhos nunca sejam homens ou mulheres de acção longa e oração curta”.

Actuar positivamente perante a crise

A crise obriga-nos a projectar de novo o nosso caminho, a impor-nos regras novas e encontrar novas formas de empenhamento, a apostar em experiências positivas e rejeitar as negativas. Assim, a crise torna-se ocasião de discernimento e elaboração de nova planificação. Com esta chave, feita mais de confiança que resignação, convém enfrentar as dificuldades da hora atual.

Caritas in veritate [II-21(b)] – Bento XVI

A família «o mais forte antídoto contra a crise»

O bispo de Beja (agora emérito e em palavras infelizmente sempre atuais) diz que a reabilitação financeira e social de Portugal passa em grande medida pela capacidade de restituir “força” à família, “o mais forte antídoto contra a crise”.

“O casamento, a natalidade e os compromissos comunitários são adiados, com medo da falta de recursos económicos. Mesmo assim, aumenta a insegurança, o stress e a depressão das pessoas”, realça D. António Vitalino, na sua nota semanal (maio de 2013), enviada à Agência ECCLESIA.

Para o prelado, o “descalabro” que se abateu sobre a sociedade portuguesa abriu espaço a um “ciclo vicioso” que deve ser enfrentado com “confiança e coragem”.

“Uma sociedade egoísta, de pessoas fechadas e ciosas do ter e do seu bem-estar, com medo de perder esse estatuto, carece da ousadia da esperança e das energias renovadoras do tecido social, sem as quais nenhuma crise será superada”, alerta o responsável católico.

O bispo de Beja recorda que a família, “constituída pela união do amor de um homem e de uma mulher, aberta à geração de novos seres”, é “a fonte e o seio donde promana a primeira aprendizagem das relações constitutivas da identidade e da realização integral da pessoa”.

“É do interesse da sociedade que a família não seja apenas uma comunidade de indivíduos, mas de pessoas em desenvolvimento físico, afetivo e intelectual, em que cada um se transcende e relaciona com o outro”, refere D. António Vitalino, para quem “esta transcendência atinge a sua perfeição quando se abre ao espiritual, no diálogo da fé”.

(...)

JCP / Agência Ecclesia

Um segredo para tempos de crise

Um segredo. - Um segredo em voz alta: estas crises mundiais são crises de santos. - Deus quer um punhado de homens "seus" em cada actividade humana. - Depois... "Pax Christi in regno Christi" - a paz de Cristo no reino de Cristo.
Caminho, 301

Fazem falta…
Cristãos verdadeiros, homens e mulheres íntegros, capazes de enfrentar com espírito aberto as situações que a vida lhes depare, de servir os seus concidadãos e de contribuir para a solução dos grandes problemas da humanidade, levando o testemunho de Cristo aonde mais tarde venham a encontrar-se na sociedade.
Cristo que passa, 28

Fazedores do bem
Que fazer? Dizia-vos que não procurei descrever crises sociais ou políticas, derrocadas ou doenças culturais. Centrado sobre a fé cristã, tenho-me referindo ao mal no sentido preciso da ofensa a Deus. O apostolado cristão não é um programa político, nem uma alternativa cultural: significa a difusão do bem, o contágio do desejo de amar, uma sementeira concreta de paz e de alegria. Desse apostolado, sem dúvida, derivarão benefícios espirituais para todos: mais justiça, mais compreensão, mais respeito do homem pelo homem.

Há muitas almas à nossa volta, e não temos o direito de sermos obstáculo para o seu bem eterno. Estamos obrigados a ser plenamente cristãos, a ser santos, a não defraudar Deus nem todas as pessoas que esperam do cristão o exemplo, a doutrina.
Cristo que passa, 124

Pessoas que vivem a sua fé
Salvarão este nosso mundo – permiti que vo-lo recorde -, não os que pretendem narcotizar a vida do espírito, reduzindo tudo a questões económicas ou de bem estar material, mas os que têm fé em Deus e no destino eterno do homem, e sabem receber a verdade de Cristo como luz orientadora para a acção e a conduta. Porque o Deus da nossa fé não é um ser longínquo que contempla indiferente o destino dos homens. É um Pai que ama ardentemente os seus filhos, um Deus criador que transborda carinho pelas suas criaturas. E concede ao homem o grande privilégio de poder amar, transcendendo assim o que é efémero e transitório.
Discursos sobre a Universidade. O compromisso da verdade (9.V.1974)

Nem tudo está perdido
Não é verdade que toda a gente de hoje - assim, em geral ou em bloco - esteja fechada ou permaneça indiferente ao que a fé cristã ensina sobre o destino e o ser do Homem. Não é certo que os homens do nosso tempo se ocupem só das coisas da Terra e se desinteressem de olhar para o Céu. Embora não faltem ideologias - e pessoas para as sustentarem - que estão fechadas, na nossa época não há apenas atitudes rasteiras, mas também altos ideais; não há apenas cobardia, mas heroísmo, e ao lado das desilusões permanecem grandes aspirações. Há pessoas que sonham com um mundo novo, mais justo e mais humano, enquanto outras, talvez decepcionadas diante do fracasso dos seus primeiros ideais, se refugiam no egoísmo de buscarem a sua própria tranquilidade ou de se deixarem ficar mergulhadas no erro.
Cristo que passa, 132

Cada geração de cristãos deve redimir e santificar o seu tempo: para tanto, precisa de compreender e de compartilhar os anseios dos homens, seus iguais, a fim de lhes dar a conhecer, com dom de línguas, como corresponder à acção do Espírito Santo, à efusão permanente das riquezas do Coração divino. A nós, cristãos, compete anunciar nestes dias, ao mundo a que pertencemos e em que vivemos, a antiga e sempre nova mensagem do Evangelho.
Cristo que passa, 132

O ideal é muito alto... demasiado?
Ser santos é viver tal como o nosso Pai do Céu dispôs que vivêssemos. Dir-me-eis que é difícil. Sim, o ideal é muito elevado. Mas ao mesmo tempo é fácil: está ao alcance da mão. Quando uma pessoa adoece, nem sempre se consegue encontrar o remédio adequado para a tratar. Mas no plano sobrenatural não acontece assim. O remédio está sempre perto de nós: é Jesus Cristo, presente na Sagrada Eucaristia, que também nos dá a sua graça nos outros Sacramentos que instituiu.

Repitamos com a palavra e com as obras: Senhor, confio em Ti, basta-me a tua providência ordinária, a tua ajuda de cada dia. Não temos por que pedir a Deus grandes milagres. Temos de lhe suplicar, pelo contrário, que aumente a nossa fé, que ilumine a nossa inteligência, que fortaleça a nossa vontade. Jesus está sempre junto de nós e permanece fiel.

Desde o começo da minha pregação, preveni-vos contra um falso endeusamento. Não te assustes ao veres-te tal como és: assim, feito de barro. Não te preocupes. Porque, tu e eu somos filhos de Deus, - este é o endeusamento bom - escolhidos desde a eternidade, com uma vocação divina: escolheu-nos o Pai, por Jesus Cristo, antes da criação do mando, para que sejamos santos diante dele. Nós, que somos especialmente de Deus, seus instrumentos apesar da nossa pobre miséria pessoal, seremos eficazes se não perdermos o conhecimento da nossa fraqueza. As tentações dão-nos a dimensão da nosso própria fraqueza.

Se sentimos desalento ao experimentar - talvez de um modo particularmente vivo - a nossa mesquinhez, é o momento de nos abandonarmos por completo, com docilidade, nas mãos de Deus. Conta-se que, certo dia, um mendigo saiu ao encontro de Alexandre Magno, pedindo uma esmola. Alexandre parou e ordenou que o fizessem senhor de cinco cidades. O pobre, confundido e atordoado, exclamou: eu não pedia tanto! E Alexandre respondeu: tu pediste como quem és; eu dou-te como quem sou.

Mesmo nos momentos em que percebemos mais profundamente a nossa limitação, podemos e devemos olhar para Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, sabendo-nos participantes da vida divina. Nunca existe razão suficiente para voltarmos atrás: o Senhor está ao nosso lado. Temos que ser fiéis, leais, encarar as nossas obrigações, encontrando em Jesus o amor e o estímulo para compreender os erros dos outros e superar os nossos próprios erros. Assim, todos esses desalentos - os teus, os meus, os de todos os homens - servem também de suporte ao reino de Cristo.
Cristo que passa, 160

Decidir-se a querer a vontade de Deus
É preciso decidir-se. Não é lícito viver tentando manter acesas, como diz o povo, uma vela a S. Miguel e outra ao Diabo. É preciso apagar a vela do Diabo. Temos de consumir a vida fazendo-a arder inteiramente ao serviço do Senhor. Se o nosso empenho pela santidade é sincero, se temos a docilidade de nos abandonar nas mãos de Deus, tudo correrá bem. Porque Ele está sempre disposto a dar-nos a sua graça e, especialmente neste tempo, a graça de uma nova conversão, de uma melhoria da nossa vida de cristãos.
Cristo que passa, 59

Uma ajuda infalível
Dirige-te a Nossa Senhora - Mãe, Filha, Esposa de Deus, nossa Mãe - e pede-lhe que te obtenha da Trindade Santíssima mais graças: a graça da fé, da esperança, do amor, da contrição, para que, quando na vida parecer que sopra um vento forte, seco, capaz de murchar essas flores da alma, não murche as tuas... nem as dos teus irmãos.
Forja, 227

(Fonte: site de São Josemaría Escrivá em http://www.pt.josemariaescriva.info/artigo/um-segredo-para-tempos-de-crise)

O Evangelho do dia 20 de outubro de 2016

Eu vim trazer fogo à terra; e como desejaria que já estivesse ateado! Eu tenho de receber um batismo; e quão grande é a minha ansiedade até que ele se conclua! Julgais que vim trazer paz à terra? Não, vos digo Eu, mas separação; porque, de hoje em diante, haverá numa casa cinco pessoas, divididas três contra duas e duas contra três. Estarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».

Lc 12, 49-53