N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Dia mundial contra o cancro da mama

Urge cristianizar a sociedade

Como quer o Mestre, tu tens de ser – bem metido neste mundo, que nos coube em sorte, e em todas as atividades dos homens – sal e luz. Luz, que ilumina as inteligências e os corações; sal, que dá sabor e preserva da corrupção. Por isso, se te faltar afã apostólico, tornar-te-ás insípido e inútil, defraudarás os outros e a tua vida será um absurdo. (Forja, 22)

O Senhor não nos criou para construirmos aqui uma Cidade definitiva, porque este mundo é o caminho para o outro, que é morada sem pesar. No entanto, nós, os filhos de Deus, não devemos desligar-nos das actividades terrenas em que Deus nos coloca para as santificarmos, para as impregnarmos da nossa bendita fé, a única que dá verdadeira paz, alegria autêntica às almas e aos diversos ambientes. Tem sido esta a minha pregação constante desde 1928: urge cristianizar a sociedade; levar a todos os estratos desta nossa humanidade o sentido sobrenatural, de modo que uns e outros nos empenhemos em elevar à ordem da graça a ocupação diária, a profissão ou o ofício. Desta forma, todas as ocupações humanas se iluminam com uma esperança nova, que transcende o tempo e a caducidade do mundano. (Amigos de Deus, 210)

São Josemaría Escrivá

Resumo da Audiência geral do Santo Padre

LocutorEntre as obras de misericórdia, aparecem estas duas: dar de comer a quem tem fome e beber a quem tem sede. A experiência da fome é dura. Que o diga quem viveu períodos de guerra ou de carestia! E todavia esta experiência repete-se todos os dias, verificando-se, por vezes, mesmo ao lado da abundância e do desperdício. Uma das consequências do «bem-estar» é levar as pessoas a fecharem-se em si mesmas, tornando-se insensíveis às necessidades dos outros. Perante certas notícias e sobretudo certas imagens, a opinião pública sente-se interpelada e adere a campanhas de ajuda que visam estimular a solidariedade; esta frutifica em doações generosas, contribuindo assim para aliviar o sofrimento de muita gente. Tal forma de caridade é importante, mas talvez não nos toque e faça vibrar pessoalmente. Mas quando, seguindo pela estrada, nos cruzamos com uma pessoa necessitada, ou então quando um pobre bate à nossa porta, já o caso é diferente, porque à nossa frente não temos uma imagem, mas a pessoa real que nos interpela. Neste caso, qual é a minha reação? Viro a cara para o outro lado, finjo que não vejo e sigo pela minha estrada, ou paro a falar interessando-me pela situação daquela pessoa? Vejo se a posso socorrer de algum modo, ou procuro libertar-me o mais depressa possível? Talvez me peça apenas o necessário para viver: qualquer coisa para comer, para beber… Um pedido como este não deveria soar estranho aos nossos ouvidos, porque nós tantas vezes nos voltamos para o Pai do Céu dizendo-Lhe: «O pão nosso de cada dia nos dai hoje».


Santo Padre:
Carissimi pellegrini di lingua portoghese, vi saluto cordialmente tutti, con una menzione speciale per i gruppi parrocchiali di Mogi Guaçu e di Pereiras, augurandovi in quest’Anno Giubilare la grazia di fare esperienza della grande potenza della Misericordia, che ci fa entrare nel cuore di Dio e ci rende capaci di guardare il mondo con più bontà. Così Dio benedica voi e le vostre famiglie.


LocutorQueridos peregrinos de língua portuguesa, de coração vos saúdo a todos, nomeadamente aos grupos de Mogi Guaçu e de Pereiras, desejando-vos neste Ano Jubilar a graça de experimentar a grande força da Misericórdia, que nos faz entrar no coração de Deus e nos torna capazes de olhar o mundo com mais bondade. Assim Deus vos abençoe a vós e às vossas famílias.

São Josemaría Escrivá nesta data em 1972

Durante a sua viagem de catequese por Espanha, reúne-se muitas vezes com sacerdotes. No encontro de hoje mostra-lhes com uma genuflexão o modo como exprime a sua adoração a Jesus sacramentado. Noutra ocasião diz-lhes: ”Que O adoreis, e que não tenhais vergonha de que o povo veja que O adorais, e que O adorais com todo o vosso amor!”

EM FRENTE DO SACRÁRIO de Joaquim Mexia Alves

Como rezar?
Como falar contigo, Senhor?
Como fazer-Te companhia?

Ajoelho-me em frente do sacrário, ou melhor, em frente de Ti.
Quero passar uns momentos contigo, falar contigo, estar contigo, fazer-Te companhia, dizer-Te que não me esqueço de Ti e que estou aqui para Ti, para o que de mim precisares.
Quero estar aqui apenas para estar contigo, nem Te quero pedir nada neste momento. Aliás Tu sabes tudo o que preciso!

Sento-me no banco, coloco a cabeça entre as mãos, e penso comigo próprio: Anda, Joaquim, fala agora com Ele, diz-Lhe o que te vai no coração, faz-Lhe companhia, que tantas vezes Ele está aqui sozinho.

E estará mesmo sozinho?
Então e aquelas e aqueles que vão pensando n’Ele, rezando com Ele e a Ele, durante o dia e em tantos lugares, não lhe fazem companhia também?
Pois, porque Ele não se “confina” a este sacrário, “apenas” se faz aqui presença mais visível, mais sensível, mais tocável, mas no fundo e realmente, está em todos e em todos os lugares, por isso de alguma forma sempre alguém O acompanha e fala com Ele.

Bem, mas estou a distrair-me da missão a que me comprometi: Vir aqui, estar com Ele, fazer-Lhe companhia, enfim, rezar e falar com Ele.

Mas porquê?
Porque Ele precisa da minha companhia, da minha conversa ou das minhas orações?
Claro que não, que não precisa para Ele de nada disso.
Apenas precisa na medida em que me ama com amor infinito e sabe que se eu estiver com Ele, falar com Ele, rezar com Ele e para Ele, encontrarei a verdadeira vida, encontrarei caminho, serei mais feliz, e disso Ele precisa muito, porque me ama com amor infinito e quem ama, quer ver o outro feliz.
E precisa porque todo Ele é amor, vive para o amor e do amor, vive para dar amor, ensinar amor, até o amor ser tudo em todos.

Afinal o tempo passa e passou e nada conversei com Ele, nada rezei, nem Lhe fiz companhia, porque estive ocupado a pensar em como o fazer, e acabei por nada fazer.
Desculpa, Senhor, amanhã eu volto, e se Tu me ajudares encontrarei palavras, encontrarei orações, encontrarei maneira de Te fazer companhia.

Um sussurro chega aos meus ouvidos: Obrigado, Joaquim! Mais do que a companhia que Me fizeste, aprendeste de Mim, e essa conversa que julgaste não ter, fui Eu a falar em ti e para ti.

Olho-Te no amor, prostro-me e digo: Obrigado, Senhor, porque como sempre me surpreendes, me levas a Ti e Te fazes presença na minha vida! Pobre de mim pecador, que não mereço o teu amor!

Marinha Grande, 29 de Setembro de 2015

Joaquim Mexia Alves

O saber moral - Pe. Rodrigo Lynce de Faria

Se observarmos com calma veremos que, nos nossos dias, muitos pais estão preocupados com a educação dos seus filhos. Eles falam inglês — melhor que os pais — navegam pela internet e até ouvem música no MP3 — “geringonça” que os pais nem se atrevem a tentar perceber como é que funciona. No entanto, parece que lhes falta alguma coisa.

Os filhos têm uma visão da vida e um modo de actuar que parecem pôr em risco o seu futuro. Os pais tentam repetidamente chamar-lhes a atenção para isso, mas tudo fica em águas de bacalhau. De onde é que vêm essas atitudes, se nunca lhes faltou nada na vida? Porque é que parecem faltar pontos de referência no seu modo de actuar?

Demasiadamente tarde, muitos pais apercebem-se de que essa ausência de pontos de referência está directamente relacionada com uma defeituosa formação moral dos filhos. Parecia — a muitos que agora são pais — que a formação moral era uma imposição de valores desnecessária e até contraproducente. Parecia a história da carochinha. No entanto, essa “história” parece ter deixado alguns pontos de referência à geração anterior — pontos que agora se lamenta que a geração actual não possua.

Qual é a mentalidade actual mais difundida sobre a formação moral? Diria, sem carregar demasiadamente as tintas, que para muitos jovens a “moral” se reduz aos mandamentos da Igreja — sobretudo em matéria sexual — que mantêm as pessoas “reprimidas” — gente masoquista — à espera de chegar à felicidade na outra vida. Claro que com uma visão tão “maravilhosa” e “motivante” como esta, só os tolos desejam uma formação deste tipo.

É preciso que os primeiros e os principais educadores — se alguém se esqueceu, são os pais! — não tenham nenhum tipo de receios em explicar aos seus rebentos desde a mais tenra idade — primeiro com o exemplo e depois com a palavra — que a moral não é um conjunto de regras que nos reprimem e nos impedem de sermos felizes. Nada mais longe da realidade! A formação moral ajuda-nos a encontrar o caminho para sermos felizes nesta vida — e também na outra.

É muito oportuno explicar que um animal pode viver bem deixando-se arrastar pelos seus instintos — mas o homem não. O homem é um ser especial porque é um ser livre. Precisa de ser educado para viver de acordo com aquilo que é. Nem tudo o que ele pode fazer — roubar, mentir, drogar-se — ele deve fazê-lo. Não porque não seja livre, mas porque não lhe convém. Não se pode confundir — e muitas vezes confunde-se — a liberdade com a espontaneidade. O homem, para agir bem, deve pensar antes de actuar — coisa que os animais não fazem.

Por isso, a educação moral não tira nem diminui a liberdade do homem — muito pelo contrário! Dá-lhe luz para que — se ele quiser — possa viver de acordo com aquilo que é. É verdade que o saber moral é difícil e delicado. Mas também é verdade que vale a pena esforçar-se por obtê-lo. Porquê? Porque é o saber mais valioso para o homem. É o saber que o ensina a usar bem a sua liberdade.

Pe. Rodrigo Lynce de Faria

A ausência da verdadeira liberdade

«Uma sociedade cuja ordem pública é consequentemente determinada pelo agnosticismo não é uma sociedade que se tornou livre, mas antes uma sociedade desesperada, marcada pela tristeza do homem, que anda a fugir de Deus e está em contradição consigo mesma».

(Joseph Ratzinger - “Olhar para Cristo”)

O Evangelho do dia 19 de outubro de 2016

Sabei que, se o pai de família soubesse a hora em que viria o ladrão, vigiaria sem dúvida e não deixaria arrombar a sua casa. Vós, pois, estai preparados porque, na hora que menos pensais, virá o Filho do Homem». Pedro disse-lhe: «Senhor, dizes esta parábola só para nós ou para todos?». O Senhor respondeu: «Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor estabelecerá sobre as pessoas da sua casa, para dar a cada um, a seu tempo, a ração alimentar? Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar procedendo assim. Na verdade vos digo que o constituirá administrador de tudo quanto possui. Porém, se aquele servo disser no seu coração: O meu senhor tarda em vir, e começar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, chegará o senhor desse servo, no dia em que ele não o espera, e na hora em que ele não sabe; castigá-lo-á severamente e pô-lo-á à parte com os infíeis. Aquele servo, que conheceu a vontade do seu senhor e nada preparou, e não procedeu conforme a sua vontade, levará muitos açoites. Quanto àquele que, não a conhecendo, fez coisas dignas de castigo, levará poucos açoites. Porque a todo aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e aquele a quem muito confiaram, mais contas lhe pedirão.

Lc 12, 39-48