N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Em que devemos esperar?

Ante um panorama de homens sem fé e sem esperança; ante cérebros que se agitam, à beira da angústia, buscando uma razão de ser para a vida, tu encontraste uma meta: Ele! E esta descoberta injectará permanentemente na tua existência uma alegria nova, transformar-te-á e apresentar-te-á uma imensidão diária de coisas formosas que te eram desconhecidas, e que mostram a jubilosa amplidão desse caminho amplo que te conduz a Deus. (Sulco, 83)

Dado que o mundo oferece muitos bens, apetecíveis para este nosso coração, que reclama felicidade e busca ansiosamente o amor, talvez alguns perguntem: nós, os cristãos, em que devemos esperar? Além disso, queremos semear a paz e a alegria às mãos cheias, não ficamos satisfeitos com a consecução da prosperidade pessoal e procuramos que estejam contentes todos os que nos rodeiam.

Por desgraça, alguns, com uma visão digna mas rasteira, com ideais exclusivamente caducos e fugazes, esquecem que os anelos do cristão se hão-de orientar para cumes mais elevados: infinitos. O que nos interessa é o próprio Amor de Deus, é gozá-lo plenamente, com um júbilo sem fim. Temos comprovado, de muitas maneiras, que as coisas da terra hão-de passar para todos, quando este mundo acabar; e já antes, para cada um, com a morte, porque nem as riquezas nem as honras acompanham ninguém ao sepulcro. Por isso, com as asas da esperança, que anima os nossos corações a levantarem-se para Deus, aprendemos a rezar: in te Domine speravi, non confundar in æternum, espero em Ti, Senhor, para que me dirijas com as tuas mãos agora e em todos os momentos pelos séculos dos séculos. (Amigos de Deus, 209)

São Josemaría Escrivá

Obras de misericórtdia

São Josemaría Escrivá nesta data em 1973

Recebe a visita de uma família: a filha mais velha é deficiente mental. Aquele casal que levava esse fardo com grande sentido sobrenatural, fortaleceu a sua atitude, depois de ouvir São Josemaría e de ver o carinho com que trata a sua filha doente. Ao terminar, comenta ao Pe. Javier Echevarría: “Não o esqueças, passará o tempo, eu terei ido prestar contas a Deus, e poderás repetir aos teus irmãos que me ouviste dizer que o sofrimento, quando chega, nós o amamos, o bendizemos e o convertemos num meio de dar glória a Deus, sempre com alegria, o que não quer dizer que não custe”.

O ocaso do apóstolo

O Papa Francisco indicou uma peregrinação singular durante a missa celebrada esta manhã, sexta-feira 18 de Outubro (2013). É a visita às casas de repouso onde estão hospedados sacerdotes e religiosas idosos. Trata-se de verdadeiros «santuários de apostolicidade e santidade – disse o Bispo de Roma – que temos na Igreja» aos quais por conseguinte vale a pena ir como que «em peregrinação».

Em seguida, o pensamento dirigiu-se a «três ícones»: Moisés, João Batista e Paulo. Moisés é «o chefe do povo de Deus, corajoso, que lutava contra os inimigos com Deus para salvar o povo. É forte, mas no final encontra-se sozinho no monte Nebo a olhar para a terra prometida», na qual contudo não pode entrar. Quanto a João Batista, também a ele «nos últimos tempos não foram poupadas as angústias». Questionou-se se tinha errado, se tinha empreendido o caminho verdadeiro, e pediu aos seus amigos que perguntassem a Jesus «és tu ou devemos esperar outro?». Sentia-se atormentado pela angústia a ponto que «o maior homem nascido de mulher», como o definiu o próprio Cristo, acabou «sob o poder de um governador débil, bêbado e corrupto, submetido ao poder da inveja de uma adúltera e ao capricho de uma bailarina».

Enfim, Paulo, o qual confidencia a Timóteo toda a sua amargura. Para descrever o seu sofrimento, o bispo de Roma usou a expressão «não no sétimo céu». E depois repropos as palavras do apóstolo: «Demas abandonou-me por amor das coisas do século presente e foi para Tessalónica. Crescente partiu para a Galácia e Tito para a Dalmácia. Só Lucas está comigo. Toma contigo Marcos e trá-lo porque me é muito útil para o ministério; quando vieres traz contigo a capa que deixei em Tróade, em casa de Carpo e também os livros, principalmente os pergaminhos. Alexandre, o ferreiro, fez-me muito mal. O Senhor lhe pagará segundo as suas obras. Evita-o também tu, porque faz grande oposição às nossas palavras». O Papa continuou recordando a narração que Paulo faz do processo: «na primeira defesa ninguém me assistiu, todos me abandonaram, o Senhor contudo esteve sempre comigo e deu-me forças, para que eu pudesse anunciar o Evangelho». Uma imagem que, segundo o Pontífice, encerra em si o «ocaso» de todos os apóstolos: «sozinho, abandonado, traído»; assistido apenas pelo Senhor que «não abandona, não desilude», porque «Ele é fiel, não se pode negar a si mesmo».

A meditação sobre as frases finais da vida destes personagens sugeriu ao santo Padre «a recordação daqueles santuários de apostolicidade e santidade que são as casas de repouso dos sacerdotes e das religiosas». Estruturas que hospedam, acrescentou, «óptimos sacerdotes e religiosas, envelhecidos, com o peso da solidão, que esperam que o Senhor venha bater à porta dos seus corações». Infelizmente, comentou o Papa, tendemos a esquecer esses santuários: «não são lugares bonitos, porque vemos o que nos espera». Contudo, «se olharmos mais profundamente, são lindíssimos» pela riqueza de humanidade que conservam. Visitá-los portanto significa realizar «verdadeiras peregrinações, a estes santuários de santidade e apostolicidade», como se fôssemos peregrinos que visitam os santuários marianos ou dedicados aos santos.

«Mas pergunto-me – acrescentou o Papa – nós cristãos temos vontade de fazer uma visita – que será uma verdadeira peregrinação! – a estes santuários de santidade e de apostolicidade que são as casas de repouso para sacerdotes e religiosas? Um de vós dizia-me, há dias, que quando ia a um país de missão, ia ao cemitério e via todos os túmulos dos velhos missionários, sacerdotes e religiosas, sepultados há 50, 100, 200 anos, desconhecidos. E dizia-me: “Mas, todos eles podem ser canonizados, porque no final o que conta é esta santidade diária, esta santidade de todos os dias”».

Nas casas de repouso «as religiosas e os sacerdotes – disse o Papa – esperam o Senhor quase como Paulo: um pouco tristes, deveras, mas também com uma certa paz, com rosto alegre». Precisamente por isto faz «bem a todos pensar nesta etapa da vida que é o ocaso do apóstolo». E, concluindo, pediu que rezassem ao Senhor para que guardasse os sacerdotes e as religiosas que se encontram na fase final da sua existência, a fim de que possam repetir pelo menos outra vez «sim, Senhor, quero seguir-Te».

(Fonte: 'news.va' com adaptação)

Vídeo da ocasião em italiano

«Resolvi eu também, depois de tudo ter investigado cuidadosamente [...], expô-los a ti por escrito» (Lc 1,3)

Concílio Vaticano II
Constituição Dogmática «Dei Verbum» Sobre A Revelação Divina, § 18-19

Ninguém ignora que, entre todas as Escrituras, mesmo as do Novo Testamento, os Evangelhos têm o primeiro lugar, enquanto são o principal testemunho da vida e doutrina do Verbo encarnado, nosso Salvador.

A Igreja defendeu e defende sempre e em toda a parte a origem apostólica dos quatro Evangelhos. Com efeito, aquelas coisas que os Apóstolos, por ordem de Cristo, pregaram foram depois, por inspiração do Espírito Santo, transmitidas por escrito por eles mesmos e por varões apostólicos como fundamento da fé, ou seja, o Evangelho quadriforme, segundo Mateus, Marcos, Lucas e João.

A Santa Madre Igreja defendeu e defende, firme e constantemente, que estes quatro Evangelhos, cuja historicidade afirma sem hesitação, transmitem fielmente as coisas que Jesus, Filho de Deus, durante a Sua vida terrena, realmente operou e ensinou para salvação eterna dos homens, até ao dia em que subiu ao céu (cf At 1,1-2). Na verdade, após a ascensão do Senhor, os Apóstolos transmitiram aos seus ouvintes, com aquela compreensão mais plena de que eles, instruídos pelos acontecimentos gloriosos de Cristo e iluminados pelo Espírito de verdade (Jo 14,26) gozavam, as coisas que Ele tinha dito e feito.

Os autores sagrados, porém, escreveram os quatro Evangelhos escolhendo algumas coisas, entre as muitas transmitidas por palavra ou por escrito, sintetizando umas, desenvolvendo outras, segundo o estado das igrejas, conservando finalmente o carácter de pregação, mas sempre de maneira a comunicar-nos coisas autênticas e verdadeiras acerca de Jesus. Com efeito, quer relatassem aquilo de que se lembravam e recordavam, quer se baseassem no testemunho daqueles «que desde o princípio foram testemunhas oculares e ministros da palavra», fizeram-no sempre com intenção de que conheçamos a «verdade» das coisas a respeito das quais fomos instruídos (cf Lc 1,2-4).

São Lucas, Evangelista

São Lucas nasceu, provavelmente, em Antioquia da Síria. Foi amigo e companheiro de São Paulo, apóstolo, na tarefa da propagação do Evangelho de Jesus Cristo. Toda a sua ciência médica e literária colocou à disposição do grande apóstolo. Entregou-lhe a sua pessoa e seguiu-o por toda a parte. Pertencente a uma família pagã, Lucas converteu-se ao cristianismo. Segundo São Paulo, era médico: “Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas" (Colossenses 4,14). Lucas, entretanto, é mais conhecido como aquele que escreveu o terceiro Evangelho. Segundo a tradição, escreveu o seu Evangelho por volta do ano 70. É o mais teólogo dos evangelistas sinópticos (Mateus, Marcos). Ele apresenta-nos uma visão completa do mistério da vida, da morte e da ressurreição de Cristo. Embora escrevesse mais para os gregos do que para os judeus, o seu Evangelho dirige-se a todos os homens. Mostra, com isto, que a salvação que Jesus de Nazaré veio trazer dirige-se a todos os homens. É uma mensagem universal: o Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido (Lucas 19,10). De acordo com ele, Jesus é o amigo dos pecadores; é o consolador dos que sofrem. A vinda de Jesus é causa de grande alegria. O Evangelho de Lucas propõe-se como regra de vida não somente para a pessoa em si, mas para toda a comunidade. Daí o seu cunho social. Nele se cumpriu a máxima de Jesus: “bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus”.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 18 de outubro de 2016

Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.

Lc 10, 1-9