N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Obrigado Meu Senhor e Meu Deus!

Bom Jesus, são difíceis de encontrar as palavras merecidas para Te manifestar a gratidão e amor que nos vai na alma. Há dez anos batemos-Te à porta reconhecendo que havíamos andado cerca de quarenta completamente arredados de Ti e por vezes renegando-Te, e Tu o que fizeste? Abraçaste-nos e rodeaste-nos de bons amigos que me mostraram o Teu Caminho.

Frequentemente nos interrogamos porque seremos merecedores de tanta bondade e amor, pois não encontramos quaisquer méritos particulares, pelo que aceitamos com humildade, amor e a alegria de saber que farás o mesmo a todos os que Te procurem.

Meu Senhor e Meu Deus, ajuda-nos a ser parte ativa na evangelização daqueles que andam perdidos como nós andámos e a levá-los a conhecerem-Te e a amarem-Te.

Obrigado, Senhor Jesus por estares sempre aí para nos escutares e confortares!

JPR

Deus ou nada: o menino do mato que chegou a Cardeal

Há cardeais que vestem a púrpura dos príncipes, porque todos o são na Igreja, mas também os há que, como os apóstolos, trajam o vermelho do sangue dos mártires e dos confessores da fé. Este é o caso do Cardeal Robert Sarah, o ‘menino do mato’ que actualmente é prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. A convite da Fundação Junção do Bem, o Cardeal Sarah vem este mês a Portugal, para peregrinar a Fátima e para, em Lisboa, proferir uma conferência sobre “A crise de Deus no Ocidente e a missão dos cristãos”, no próximo dia 19, pelas 18h 30m, no auditório Cardeal Medeiros, da Universidade Católica Portuguesa.

É, por feliz coincidência, um prelado cuja biografia evoca os três últimos Papas: São João Paulo II, que o nomeou arcebispo e levou para Roma, nomeando-o secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos; Bento XVI, que o elevou ao cardinalato e designou presidente do Pontifício Conselho Cor Unum; e o Papa Francisco que, em 2014, o nomeou prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.

O Cardeal Robert Sarah, guineense, nasceu no seio de uma família católica, sendo natural de Ourous, a cerca de 500 kms de Conacri. Ainda muito jovem, entrou para o seminário mas, devido à perseguição movida contra a Igreja Católica por Sékou Touré, um dos mais sanguinários ditadores africanos, teve que prosseguir os seus estudos filosófico-teológicos no Senegal e em França. Mais tarde, licenciou-se em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, doutorando-se depois em Sagrada Escritura, pelo Instituto Bíblico de Jerusalém.

Em 1979, aos 34 anos de idade, Robert Sarah tornou-se o bispo mais novo da Igreja Católica, como arcebispo de Conacri, capital da sua Guiné, vizinha da homónima ex-colónia portuguesa. Foi também presidente da Conferência Episcopal do seu país e da Conferência Episcopal Regional da África Ocidental. O seu antecessor na arquidiocese de Conacri esteve preso, durante vários anos, pelo governo marxista; também o arcebispo Sarah, à conta da sua corajosa luta pela liberdade e pelos direitos humanos dos guineenses, não só foi perseguido como teve também a sua cabeça a prémio. São João Paulo II, reconhecendo a sua coragem e o seu extraordinário trabalho pastoral, chamou-o, em 2001, para a cúria romana, onde, desde então, permanece.

Em boa hora, aproveitando a vinda a Portugal do purpurado guineense, a editora Lucerna lançou a tradução portuguesa de uma longa entrevista que o Cardeal Sarah concedeu ao jornalista Nicolas Diat: Dieu ou rien (Fayard, 2016). Segundo a correspondente nota editorial, “nesta fascinante entrevista autobiográfica, Robert Sarah, um dos mais desassombrados cardeais da Igreja Católica, dá um testemunho ímpar da sua fé e comenta muitos dos acontecimentos, desafios e controvérsias das últimas décadas. A missão da Igreja, a alegria do Evangelho, os Papas, o mundo moderno, África e o Ocidente, a moral, a verdade, o mal e Deus – sempre – são alguns dos temas que o cardeal aborda com grande clareza e sabedoria”.

“Toda a vida de Robert Sarah, o menino do mato que se tornou cardeal, foi sendo construída sobre a rocha da fé, a defesa da verdade, a humildade, a simplicidade e a coragem, e decorreu como uma espécie de milagre, uma sucessão de momentos que parecem impossíveis sem a intervenção do Céu”.

Sobre Deus ou nada, Bento XVI, que prefaciou a obra, escreveu ao Cardeal Sarah: “Li Deus ou nada com grande proveito espiritual, alegria e gratidão. O vosso testemunho sobre a Igreja em África, bem como sobre o sofrimento durante o regime marxista na Guiné-Conacri […] tem uma grande importância para a Igreja. É singularmente relevante e profundo o que afirma sobre a centralidade de Deus, a celebração da liturgia e a vida moral dos cristãos. A sua corajosa resposta à ‘ideologia do género’ esclarece uma questão antropológica fundamental”.

Deus ou nada não é apenas o título desta impressionante entrevista ao Cardeal Sarah: é também o dilema a que cada ser humano e sociedade devem responder. Como escreveu Samuel Gregg, em Crisis Magazine, resumindo o argumento principal desta entrevista, “as sociedades que perdem o sentido de Deus – não de qualquer deus, mas do Deus que é, simultaneamente, Caritas, Logos, Misericordia e Veritas – e escolhem o nada, não conseguem evitar a experiência de um declínio profundo”.

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Voz da Verdade 
http://www.vozdaverdade.org/site/index.php?id=5861&cont_=ver3

A oculta maravilha da vida interior

Até agora não tinhas compreendido a mensagem que nós, os cristãos, trazemos aos outros homens: a oculta maravilha da vida interior. Que mundo novo lhes estás pondo diante dos olhos! (Sulco, 654)

Quantas coisas novas descobriste! No entanto, às vezes és um ingénuo, e pensas que já viste tudo, que já sabes tudo... Depois, tocas com as tuas mãos a riqueza única e insondável dos tesouros do Senhor, que sempre te mostrará "coisas novas" se tu responderes com amor e delicadeza; e então compreendes que estás no princípio do caminho, porque a santidade consiste na identificação com Deus, com este nosso Deus, que é infinito, inesgotável! (Sulco, 655)

Deixemos de enganar-nos: Deus não é uma sombra, um ser longínquo, que nos cria e depois nos abandona; não é um amo que vai e depois não volta. Ainda que não o percebamos com os nossos sentidos, a sua existência é muito mais verdadeira que a de todas as realidades que tocamos e vemos. Deus está aqui connosco, presente, vivo! Vê-nos, ouve-nos, dirige-nos, e contempla as nossas menores acções, as nossas intenções mais ocultas.

Acreditamos nisto... mas vivemos como se Deus não existisse! Porque não temos para Ele um pensamento sequer, nem uma palavra; porque não Lhe obedecemos, nem procuramos dominar as nossas paixões; porque não Lhe manifestamos amor, nem O desagravamos...

Havemos de continuar a viver com uma fé morta? (Sulco, 658)


São Josemaría Escrivá

Sulco, 61

São Josemaría Escrivá nesta data em 1933

“Se não procuras a intimidade com Cristo na oração e no Pão, como podes dá-lo a conhecer?", escreve.

Há dez maravilhosos anos o Senhor pegou-me pela mão e mostrou-me um dos Seus bons Caminhos

Guiado pelo Espírito Santo pedi ajuda, por e-mail, imaginem, ao Opus Dei, para me reencaminhar, me ajudar a reaprender a fé, retomar atos de devoção e gratidão, combater a soberba, ser um transmissor da esperança, amar o Senhor e o próximo, enfim para lutar por ser um bom cristão.

Tendo-me declarado previamente aquilo que era e ainda sou, um pecador, receberam-me de braços abertos, com paciência, amor e foram-me guiando.

Desde então frequento assiduamente os meios de formação que disponibilizam e só tenho que dar graças a Nosso Senhor pelo Caminho que me mostrou.*

Não sou um fiel da Prelatura do Opus Dei, mas apenas alguém, como muitos outros, que usufrui dos excelentes e sólidos meios de formação que a Obra disponibiliza mensalmente a quem o desejar, e recorro com muita frequência à boa palavra e conselho dos leigos e sacerdotes fiéis do Opus Dei. Sinto-me de alma e coração parte da família espiritual.

Este blogue se existe, deve-se a um sacerdote da Obra, que sem me dizer o quê, me motivou a dar mais, e mais tarde a um outro sacerdote, este quando o blogue já existia, incentivando-me a ter uma maior intervenção pessoal; jamais alguém tentou interferir nas minhas opções editoriais e as únicas correcções que têm sido feitas são ortográficas. Cabe ainda dizer aqui e agora, que nunca olhei o 'Spe Deus' como meu, pese as inúmeras tentativas do demónio que me procura envaidecer, mas sim totalmente do Senhor que me concedeu a graça de ser um mero envelope que procura transmitir o amor e a devoção que lhe são devidos, à Virgem Maria, aos anjos e santos e à Sua Igreja em particular Seu vigário.

Aqueles de vós que acompanham o ‘Spe Deus’ há já algum tempo, sabeis bem, que tenho cometido erros, dos quais sempre que me apercebo procuro com humildade pedir perdão ao Senhor e aos visados e aproveito esta oportunidade para renovar as minhas desculpas a todos aqueles a quem eventualmente possa ter magoado ou ofendido.

O meu coração nesta data está a cada ano que passa pleno de alegria e gratidão, desde logo ao Senhor, mas também aos tantos e bons amigos que Ele me ofereceu nos últimos anos.

Obrigado meu Senhor e meu Deus pelas infinitas bênçãos e graças que me tens concedido ao longo da vida!

JPR
(Texto na sua essência escrito em 2009 sendo que todo o seu conteúdo se mantém totalmente atual. Obrigado!)

* razões de saúde não me têm permitido participar com a assiduidade desejada de há três anos para cá, mas a semente existe e a leitura também. 

«Quantas coisas novas descobriste! No entanto, às vezes és um ingénuo, e pensas que já viste tudo, que já sabes tudo... Depois, tocas com as tuas mãos a riqueza única e insondável dos tesouros do Senhor, que sempre te mostrará "coisas novas" se tu responderes com amor e delicadeza; e então compreendes que estás no princípio do caminho, porque a santidade consiste na identificação com Deus, com este nosso Deus, que é infinito, inesgotável! »

(São Josemaría Escrivá - Sulco, 655)

Esta é a paz da Igreja

"E sim, peçamos a paz, tal como é compreendida e desejada pelos filhos de Deus; uma paz digna deste nome, que a Sagrada Escritura de modo algum separa da Verdade, da Justiça e da Graça; esta é a paz da Igreja: o tranquilo cumprimento da lei cristã, o pacífico desenvolvimento das obras da Fé e Caridade, a afirmação pública da verdade e dos preceitos do Evangelho, a conformidade das leis e instituições humanas com a doutrina e o ensinamento moral de Jesus Cristo, a contínua resistência ao Príncipe das Trevas e a todos aqueles que propagam as suas perversas máximas."

D. Giuseppe Melchiorre Sarto, então bispo de Mântua futuro São Pio X, alocução de 3 de setembro de 1889

Santo Inácio de Antioquia, bispo, mártir, séc. II

Santo Inácio de Antioquia, conforme historiadores, viveu por volta do segundo século. Coração ardente (o nome Inácio deriva de ignis = fogo ), ele é lembrado sobretudo pelas expressões de intenso amor a Cristo. A cidade da Síria, Antioquia, terceira em ordem de grandeza do vasto império romano, teve como primeiro bispo o apóstolo Pedro, ao qual sucederam Evódio e em seguida Inácio, o Teófolo, o que traz Deus, como ele mesmo gostava de ser chamado. Pesquisadores indicam que Inácio de Antioquia conheceu pessoalmente os apóstolos Pedro e Paulo.

Por volta do ano 110, foi preso vítima da perseguição de Trajano. Nessa viagem de Antioquia a Roma para onde ia como prisioneiro, o santo bispo escreveu sete cartas, dirigidas a várias Igrejas e a São Policarpo. Tais cartas constituem preciosos documentos sobre a Igreja primitiva, seus fundamentos teológicos, sua constituição hierárquica... Trazido acorrentado para Roma, onde terminou os seus dias na arena, devorado pelas feras selvagens, tornou-se objeto de afetuosas atenções da parte das várias comunidades cristãs nas cidades por onde passou. A ânsia de alcançar Deus, de encontrar Cristo, expressa com intensidade que faz lembrar São Paulo.

As suas palavras inflamadas de amor a Cristo e à Igreja ficaram na lembrança de todas as gerações futuras. "Deixem-me ser a comida das feras, pelas quais me será dado saborear Deus. Eu sou o trigo de Deus. Tenho de ser triturado pelos dentes das feras, para tornar-me pão puro de Cristo."

" Onde está o Bispo, aí está a comunidade, assim como onde está Cristo Jesus aí está a Igreja Católica", foi escrito na carta endereçada ao então jovem bispo de Esmirna, São Policarpo. Os cristãos de Antioquia veneravam, desde a antiguidade, o seu sepulcro nas portas da cidade e já no século IV celebravam a sua memória a 17 de Outubro, dia adotado agora também pelo novo calendário.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 17 de outubro de 2016

Então disse-Lhe alguém da multidão: «Mestre, diz a meu irmão que me dê a minha parte da herança». Jesus respondeu-lhe: «Meu amigo, quem Me constituiu juiz ou árbitro entre vós?». Depois disse-lhes: «Guardai-vos cuidadosamente de toda a avareza, porque a vida de cada um, ainda que esteja na abundância, não depende dos bens que possui». Sobre isto propôs-lhes esta parábola: «Os campos de um homem rico tinham dado abundantes frutos. Ele andava a discorrer consigo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? Depois disse: Farei isto: Demolirei os meus celeiros, fá-los-ei maiores e neles recolherei o meu trigo e os meus bens, e direi à minha alma: Ó alma, tu tens muitos bens em depósito para largos anos; descansa, come, bebe, regala-te. Mas Deus disse-lhe: Néscio, esta noite virão demandar-te a tua alma; e as coisas que juntaste, para quem serão? Assim é o que entesoura para si e não é rico perante Deus».

Lc 12, 13-21