N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Não basta seres bom; tens de parecê-lo

Não basta seres bom; tens de parecê-lo. Que dirias tu de uma roseira que não produzisse senão espinhos? (Sulco, 735)

Compreendeste o sentido da amizade quando te sentiste como pastor de um pequeno rebanho, que tinhas abandonado, e que procuras agora reunir novamente, disposto a servir cada um. (Sulco, 730)

Não podes ser um elemento passivo. Tens de converter-te em verdadeiro amigo dos teus amigos: ajudá-los! Primeiro, com o exemplo da tua conduta. E, depois, com o teu conselho e com o ascendente que a intimidade dá. (Sulco, 731)

Pensa bem nisto, e age em conformidade: essas pessoas, que te acham antipático, deixarão de pensar assim quando repararem que as amas deveras. Depende de ti. (Sulco, 734)

Consideras-te amigo porque não dizes uma palavra má. É verdade; mas também não vejo em ti uma obra boa de exemplo, de serviço...
– Estes são os piores amigos. (Sulco, 740)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1931

“Se não O deixares, Ele não te deixará”, anota nesse dia.

"aggiornamento" significa sobretudo isto: fidelidade

Entrevista a São Josemaría Escrivá realizada por Pedro Rodríguez, publicada em Palabra (Madrid), Outubro de 1967

Quereríamos começar esta entrevista com um problema que provoca em muitos espíritos as mais diversas interpretações. Referimo-nos ao tema do aggiornamento*. Como entende, aplicado à vida da Igreja, o verdadeiro sentido desta palavra?

Fidelidade. Para mim, aggiornamento significa sobretudo isto: fidelidade. Um marido, um soldado, um administrador é sempre tanto melhor marido, tanto melhor soldado, tanto melhor administrador, quanto mais fielmente souber corresponder, em cada momento, perante cada nova circunstância da sua vida, aos firmes compromissos de amor e de justiça que um dia assumiu. A fidelidade delicada, operativa e constante - que é difícil, como é difícil qualquer aplicação de princípios à realidade mutável do que é contingente - é por isso a melhor defesa da pessoa contra a velhice de espírito, a aridez de coração e a anquilose mental.

O mesmo sucede na vida das instituições, muito especialmente na vida da Igreja, que obedece, não a um precário projecto do homem, mas a um desígnio de Deus. A Redenção, a salvação do mundo, é obra da fidelidade amorosa e filial de Jesus Cristo - e da nossa com Ele - à vontade do Pai celestial que O enviou. Por isso, o aggiornamento da Igreja - agora, como em qualquer outra época - é fundamentalmente isto: uma reafirmação jubilosa da fidelidade do Povo de Deus à missão recebida, ao Evangelho.

É claro que essa fidelidade - viva e actual perante cada circunstância da vida dos homens - pode requerer, e de facto tem requerido frequentemente na história duas vezes milenária da Igreja e recentemente no Concílio Vaticano II, oportunos desenvolvimentos doutrinais na exposição das riquezas do Depositum Fidei, assim como convenientes modificações e reformas que aperfeiçoam - no seu elemento humano, perfectível - as estruturas orgânicas e os métodos missionários e apostólicos. Mas seria pelo menos superficial pensar que o aggiornamento consiste primariamente em modificar, ou que qualquer modificação aggiorna. Basta pensar que não falta quem, à margem da doutrina conciliar e contra ela, também desejaria modificações que fariam retroceder em muitos séculos de história - pelo menos até à época feudal - o caminho progressivo do Povo de Deus.

* atualização e evolução no tempo / adaptação à realidade contemporânea

(Fonte: ' Temas actuais do cristianismo, 1)

Quando o cristão se comporta como cristão sempre convence

Joaquim Navarro-Valls, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé ao serviço do Papa João Paulo II por mais de 20 anos, afirmou que "quando o cristão se comporta como cristão sempre convence, e incide no âmbito institucional, coletivo ou familiar onde se encontra".

"Uma pessoa com convicções possui uma força imensamente superior à de quem somente tem interesses", assinalou, e acrescentou que "o cristianismo é, sobretudo um modo de viver, que pensa a vida, explica-a e a faz compreensível", durante sua intervenção na IV Jornada de Católicos e Vida Pública que organiza a Universidade de São Tomás, em Antofagasta (Chile), nos dias 1 e 3 de outubro de 2012.

Navarro-Valls advertiu que se formulam mal os temas da comunicação e o testemunho público, acham "que a transmissão da fé depende de possuir uma excelente técnica comunicativa. Isto tem algo de verdade, mas no seu todo é falso".

"Os primeiros cristãos comunicavam magnificamente, mas nenhum possuía uma licenciatura em comunicações, nem tinham um extraordinário nível cultural", indicou.

O antigo porta-voz Vaticano remarcou que "os primeiros fiéis sabiam que a vida pública era muito mais que a vida pública política. A vida pública, nós a formamos ".

Navarro-Valls também assinalou na sua exposição que uma democracia deveria reconhecer acima de tudo a natureza religiosa do ser humano.

"Quando um Estado, por exemplo, respeita a religião, não deve fazê-lo como um fenómeno cultural, mas sim antropológico", sublinhou.

Assegurou que na história da humanidade "não existiu nunca uma cultura não religiosa. Existem pessoas que não acreditam, mas as culturas foram religiosas sempre".

"O agnosticismo é um fenómeno histórico recente, é a secularização do pensamento original humano que era religioso", indicou.

Citando ao pensamento de santos, Navarro-Valls, assinalou que "o próprio São Tomás sentia a necessidade de falar da importância social da religião, porque estava convencido de que a expulsão do religioso das leis do Estado seria assistir à extinção da justiça".

"O mesmo pensamento se repete em outros autores como Santo Agostinho, que considerava que sem religião o Estado não seria mais que um grande bando de ladrões", recordou.

Criticou a quem vê à fé católica como um facto cultural, pois "o erro desta visão é não ter em conta a enorme diferença que separa desfrutar de uma obra de arte da relação humana com Deus".

"Embora possa apreciar uma pirâmide egípcia sem ver nela nenhum elemento de verdade, não posso rezar se não creio que há Alguém que me escuta", indicou.

Refutou ainda que a fé católica seja exclusivamente um código moral, como alguns acreditam e difundem.

"Confio a Deus toda minha existência, a um código moral não concedo nem um quarto de hora da minha vida", assinalou.

Navarro-Valls advertiu que em meio da atual situação neo-pagã que se vive no mundo, "a fé não pode ficar na defensiva, não pode fazer um futebol à defensiva. Já não é uma tradição que temos que proteger, mas sim uma perspectiva de vida futura que temos que recriar e construir".

"Essa é a tarefa que temos nós. Uma possibilidade nova, grande e autêntica, muito parecida e similar a dos primeiros cristãos".

O antigo porta-voz do Papa João Paulo II relatou que numa ocasião, pouco antes de falar frente aos representantes das Nações Unidas e embora fosse celebrar a Missa pela tarde, no Yankee Stadium, o Santo Padre pediu que preparassem o necessário para a celebração eucarística porque sentiu a necessidade de suplicar a Deus uma força especial.

Com este apontamento, Navarro-Valls explicou que apesar de qualquer estratégia elaborada, falta essa necessidade do trato direto, pessoal, com Deus, pois sem isso "não se vai a nenhuma parte".

"João Paulo II tinha tal familiaridade com Cristo, uma união quase ideal, que lhe permitia praticamente atuar como Cristo em cada circunstância", assinalou.

Indicou que na sua convivência com "três santos, Josemaria Escrivá, Beato João Paulo II e a Beata Teresa de Calcutá", encontrou algo em comum, "o sentido de responsabilidade da própria vida".

"Mas a coisa que se via imediatamente nos três era o bom humor, inclusive em situações nas que tudo fazia pensar que o mais adequado era chorar", disse.

O antigo porta-voz do Vaticano qualificou a este bom humor como uma "virtude que o cristão deve viver e propor como um traço definitivo do cristianismo".

(Fonte: ‘ACI Digital’ com edição e adaptação de JPR)

O Evangelho do dia 14 de outubro de 2016

Tendo-se juntado à volta de Jesus milhares e milhares de pessoas, de sorte que se atropelavam uns aos outros, começou Ele a dizer aos Seus discípulos: «Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Nada há oculto que não venha a descobrir-se e nada há escondido que não venha a saber-se. Por isso as coisas que dissestes nas trevas serão ouvidas às claras, e o que falastes ao ouvido no quarto será apregoado sobre os telhados. «A vós, pois, Meus amigos, digo-vos: não tenhais medo daqueles que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. Eu vou mostrar-vos a quem haveis de temer; temei Aquele que, depois de matar, tem poder de lançar no inferno; sim, Eu vos digo, temei Este. Não se vendem cinco passarinhos por dois asses?; contudo nem um só deles está em esquecimento diante de Deus. Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais pois; vós valeis mais que muitos passarinhos.

Lc 12, 1-7