N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Orar é o caminho para atalhar todos os males

Orar é o caminho para atalhar todos os males que padecemos. (Forja, 76)

A oração – recorda-o – não consiste em fazer discursos bonitos, frases grandiloquentes ou que consolem...

Oração é, às vezes, um olhar a uma imagem de Nosso Senhor ou de sua Mãe; outras, um pedido com palavras; outras, o oferecimento das boas obras, dos resultados da fidelidade...

Como o soldado que está de guarda, assim temos de estar nós à porta de Deus Nosso Senhor: e isso é oração. Ou como se deita o cãozinho aos pés do seu dono.

Não te importes de lho dizer: Senhor, aqui me tens como um cão fiel; ou melhor, como um burrinho que não dá coices a quem lhe quer bem. (Forja, 73)

A tua oração não pode ficar em meras palavras: há-de ter realidades e consequências práticas. (Forja, 75)

A heroicidade, a santidade, a audácia requerem uma constante preparação espiritual. Darás sempre, aos outros, só aquilo que tiveres; e, para dares Deus, hás-de ter intimidade com Ele, viver a sua Vida, servi-Lo. (Forja, 78)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1962

Começa o Concílio Vaticano II. São Josemaría pede que se reze muito “pelo feliz sucesso desta grande iniciativa que é o Concílio”

Histórias da ONU

No meio de tanta tragédia por esse mundo fora, dá gosto a evolução em contracorrente, em certas regiões. O acolhimento do Papa em Cuba, na ONU e nos EUA superou o de viagens de pontífices anteriores aos mesmos sítios.
A ditadura cubana, que recebeu João Paulo II de má cara, só porque não teve outro remédio, acolheu Francisco como um herói. O Congresso dos EUA, frio até agora, ouviu pela primeira vez um Papa e depois ovacionou-o, apesar da frontalidade com que ele falou. Pela primeira vez, os responsáveis daquele país, tão insuspeitos de simpatia pela Igreja, trataram o Papa como a referência ética mundial. E a ONU igual.
Aos poucos, o mundo melhora. Também há mudanças para pior, mas não vou falar dessas.
O efeito-Francisco na ONU lembra o que aconteceu há 30 anos. Era o dia 26 de Outubro de 1985, o ponto culminante das cerimónias do 40º aniversário das Nações Unidas. Agendaram para esse dia a estreia de um filme sobre a Madre Teresa de Calcutá e convidaram-na a estar presente. Não estava previsto que falasse, mas deram-lhe a palavra. O Secretário-geral da altura, Pérez de Cuéllar, apresentou-a como «a mulher mais poderosa do planeta». Embora a Madre Teresa não parecesse uma mulher deste planeta. Pelo menos, não sabia que a ONU tinha votado que não se podia rezar naquele espaço. Na sua ingenuidade, a Madre Teresa distribuiu folhinhas pela sala (que tem 1800 lugares) e pediu a todos que a acompanhassem a rezar aquela oração pela paz. O então cardeal de Nova York relata que assistiu ao coro insólito dos representantes do mundo pedindo a Deus o dom da paz (compensa ver os 3 minutos no youtube, pesquisando em 'madre teresa' 'onu' '1985'). [N. Spe Deus: vide vídeo abaixo) Em condições normais, muitos países teriam rejeitado a extravagância, mas a ONU estava diferente naquele dia: o cardeal de Nova York conta como os aplausos se prolongavam e alguns delegados escondiam as lágrimas.
Foi só naquele dia. Depois do brilho fulgurante daquele cometa extra-terrestre, as delegações voltaram à frieza dos seus cálculos. Esqueceram tudo? É difícil saber. Houve talvez pequenos passos, reacções pessoais, o zumbido persistente de uma pergunta sem cura: a minha vida poderia ser diferente?
A irrupção do Papa Francisco em Cuba, na ONU e nos EUA foi assim, inesperada e surreal. Arqui-adversários da Igreja comoveram-se, a tal ponto que disseram exactamente o contrário do que lhes costumamos ouvir. Vai durar?
Li há pouco uma biografia da Madre Teresa, com os seus feitos e fracassos. Também este Papa teve insucessos, por exemplo quando uns dissidentes cubanos classificaram o fim do embargo como uma traição, porque o regime cairia mais depressa se continuasse a haver fome.
Alguns esforços da Madre Teresa também foram infrutíferos. O caso que mais me impressionou foi o seu empenho de ajudar Mons. Marcel Lefebvre, tradicionalista e depois cismático. Escreveu-lhe cinco cartas e ele não respondeu a nenhuma.
Nesta vida, há certamente tentações de libertinagem, mas há também o risco da dureza árdua, que esfria a ternura e impede de ver o bem. O mal agiganta-se e inquina toda a paisagem. A reacção instintiva é condenar. Se alguém dá um pequeno passo em direcção ao bem, isso parece tão insuficiente que se considera um sarcasmo.
A experiência faz pensar. Como é possível que os soviéticos tivessem mais atenções com a Madre Teresa que homens de imensa devoção? Os terríveis carrascos do século XX alteraram a legislação para que as freiras abrissem conventos em Moscovo; os que eram tão firmes a condenar o mal nem lhe responderam às cartas.
Deus nos livre de cair numa tal aversão ao mal que deixemos de sentir alegria pelo imenso bem que acontece à nossa volta. No limite, até a voz do Papa nos poderia causar tristeza.
José Maria C.S. André
Spe Deus
11-X-2015

Conciliar trabalho e família, em versão masculina

Segundo um estudo, nem aos homens é facilitada tanta flexibilidade como às mulheres nem eles a pedem

Conciliar profissão e vida de família pode ser tão difícil para os homens como para as mulheres. A principal diferença é que para elas as dificuldades consistem mais em suportar a carga da dupla ocupação, enquanto os maridos, perante os obstáculos e o trabalho, optam claramente por este. De certo modo, dizem os autores de um estudo publicado pelo Boston College, os homens com filhos enfrentam uma luta semelhante à que travaram as mulheres, mas ao contrário. O papel das mães no lar era dado como certo, e tiveram que lutar por um trabalho fora de casa. Agora os pais precisam que se lhes reconheça na prática que as suas obrigações familiares exigem muito mais do que levar dinheiro para casa.

O estudo, The New Dad: Exploring Fatherhood Within a Career Context, é de Brad Harrington, director do Center for Work and Family do Boston College, e dois colegas. Foi elaborado a partir de entrevistas a pais inexperientes: casados, com esposa que também trabalha fora de casa, um filho de três a 18 meses, título universitário e pelo menos cinco anos de percurso profissional. Tratava-se de averiguar como a paternidade lhes altera a vida.

Todos se mostraram contentes com a sua nova experiência e conscientes de que um filho requer muita atenção da sua parte. Estão dispostos a dedicar-se à família, pelo menos tanto como as suas esposas. Contudo, quase 60% dizem ter dificuldades sérias para conciliar lar e trabalho, segundo outra sondagem anterior do Families and Work Institute (2008). E o mais notável é que essa percentagem é maior do que a das mulheres, 42%. Em 1997 era ao contrário: 35% dos homens e 40% das mulheres.

A solução radical seria tornar-se dono de casa. Mas muito poucos pais questionados pensaram a sério nessa possibilidade, e descartaram-na, porque a família não poderia manter-se apenas com o ordenado da mãe. Isto contribui para que na grande maioria (70%) dos lares com pai, mãe e filhos nos Estados Unidos, os dois trabalhem fora, e quando não é assim, em quase todos os casos (97%), é ela que fica em casa. De qualquer modo, o motivo económico vai-se atenuando, pois já em quase um de cada quatro casais com dois ordenados, a mulher ganha mais do que o marido.

Menos flexibilidade laboral para os homens
Em todo o caso, para os que foram questionados ter um filho afectou claramente as suas atitudes. Ao sentir mais forte a chamada do lar, já não estão tão dispostos a exceder-se pela empresa. Ainda que digam que não houve uma mudança drástica nas suas aspirações profissionais, manifestam ter agora outra ideia do êxito, mais global e equilibrada. Também o ambiente profissional respondeu favoravelmente. A notícia do nascimento foi bem recebida por chefes e colegas; muitos dizem, inclusive, que têm superiores muito compreensivos com as maiores exigências domésticas que supõe a recente paternidade.

Mas as boas intenções de todos não têm muita repercussão prática. Os empregados com filhos pequenos, observam os autores da sondagem, sofrem uma subtil discriminação, porque de facto se supõe que as suas responsabilidades paternas não os afectarão muito nem tomarão muito do seu tempo, ao contrário do que se aceita no caso das mães. E mesmo os que dizem ter mais facilidades por parte dos chefes, confessam que muitas vezes não se atrevem a aproveitá-las, e quando utilizam algum tempo para atender uma emergência familiar, costumam fazê-lo de modo "extra-oficial", sem um pedido formal.

Em suma, há muito menos flexibilidade laboral por razões familiares para os pais do que para as mães, e a diferença deve-se em parte à mentalidade dominante. Assim, as mulheres consideram com naturalidade pedir licenças ou suspender a carreira profissional por algum tempo para cuidar dos filhos pequenos; os homens, pelo contrário, não. Quando regressam ao trabalho depois da maternidade, as mulheres costumam pedir um horário reduzido ou flexível, coisa que poucos homens fazem quando têm um filho.

Repartição desigual das tarefas domésticas
Não é estranho, pois, que não se tenha alcançado a igualdade entre os sexos quanto à ocupação nas tarefas do lar, apesar das ideias igualitárias dos novos pais. Na sondagem do Families and Work Institute, 49% dos homens disseram que se ocupavam a cuidar dos filhos pelo menos tanto quanto as suas mulheres; mas delas, só 31% deram tão boas informações dos seus maridos. Se se fizerem as contas, conclui-se que, nos casais em que ambos trabalham fora, a mulher ocupa em média 28 horas semanais nas tarefas domésticas e o marido 12 horas menos, em boa parte porque os homens têm, em média, uma semana laboral mais longa (dados da U.S. National Survey of Families and Households).

Tal desigualdade não é exclusiva dos Estados Unidos. O mesmo demonstra o estudo Growing Up in Australia, que desde 2004 segue o percurso de 10 000 crianças - e suas famílias - naquele país. Além disso, examina separadamente cada progenitor, e mostra que o pai dedica aos filhos metade do tempo dedicado pela mãe.

Por exemplo, as crianças de 4-5 anos passam 12,1 horas diárias com a mãe e 6,1 horas com o pai (incluindo o tempo nocturno). O que não significa que a mãe esteja sozinha com o filho durante 6 horas por dia, mas mais, pois o pai sozinho ocupa-se do filho apenas 30 minutos nos dias de trabalho e quase 90 minutos aos fins-de-semana.

Também no caso australiano, o dia de trabalho se mostra decisivo. Com efeito, a disparidade diminui muito se a mulher tem um emprego de 35 horas ou mais por semana; nesse caso, ela passa com o filho 9,2 horas por dia e o marido 7,7 horas. Contrariamente, a maior diferença acontece quando a mulher não tem emprego (7,2 horas mais ela do que ele) ou o marido trabalha 55 horas ou mais por semana (6,9 horas). Mais uma vez se constata que conciliar emprego e família é um problema a dois.

Aceprensa

O valor do trabalho

Se considerássemos o trabalho um objectivo em si mesmo, e não um meio para alcançar o fim último da existência humana – a comunhão com Deus e, em Deus, com os outros homens –, a sua natureza ficaria desvirtuada e perderia o seu mais alto valor. Converter-se-ia numa actividade fechada à transcendência na qual a criatura não tardaria a situar-se no lugar de Deus. Um trabalho feito assim não poderia ser um meio para colaborar com Cristo na obra redentora, que Ele começou nos seus anos de artesão em Nazaré e consumou na Cruz, entregando a Sua vida pela salvação dos homens.

São ideias que Bento XVI expôs recentemente (2009) na encíclica Caritas in Veritate, apresentando a Doutrina social da Igreja no actual contexto de globalização da sociedade. Ao afirmar, nas circunstâncias actuais, que o primeiro capital a preservar e valorizar é o homem, a pessoa, na sua integridade [*], o Papa sublinha, como já o fez o Concilio Vaticano II, que o homem é o autor, o centro e o fim de toda a vida económico-social [**]. Assim, colocando no núcleo do debate actual a pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, e elevada à dignidade da filiação divina, o Santo Padre pronuncia-se decididamente contra o determinismo que está subjacente a muitas concepções da vida política, económica e social.

[*] Bento XVI, Carta Enc. Caritas in Veritate, 29-VI-2009, n. 25
[**] Bento XVI, Carta Enc. Caritas in Veritate, 29-VI-2009, n. 25. Cfr. Const. Past. Gaudium et spes, n. 63

(Excerto carta de Outubro 2009 do Prelado do Opus Dei - D. Javier Echevarría)

São João XXIII, papa, †1964

Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi baptizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.

Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no "Diário da alma". No dia 1 de Março de 1896, o seu director espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.

De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bérgamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 10 de Agosto de 1904, em Roma, e no ano seguinte foi nomeado secretário do novo Bispo de Bérgamo, D. Giacomo Maria R. Tedeschi, acompanhando-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas apostólicas: sínodo, redacção do boletim diocesano, peregrinações, obras sociais. Às vezes era também professor de história eclesiástica, patrologia e apologética. Foi também Assistente da Acção Católica Feminina, colaborador no diário católico de Bérgamo e pregador muito solicitado, pela sua eloquência elegante, profunda e eficaz.

Foi canonizado conjuntamente com São João Paulo II pelo Papa Francisco em 27 de abril de 2014.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 11 de outubro de 2016

Enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-O para comer com ele. Tendo entrado, pôs-Se à mesa. Ora o fariseu estranhou que Ele não Se tivesse lavado antes de comer. Mas o Senhor disse-lhe: «Vós os fariseus limpais o que está por fora do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e de maldade. Néscios, quem fez o que está fora não fez também o que está por dentro? Dai antes o que tendes em esmola, e tudo será puro para vós.

Lc 11, 37-41