N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

domingo, 9 de outubro de 2016

Amar a Cristo...

Amado Jesus, protege-nos das tentações humanas que procuram esmagar as corretas que nos vêm do espírito, concede-nos a pureza de coração e a temperança para assim podermos um dia ser dignos de Te ver face a face.

Dá-nos pois um coração puro e conduz-nos à oração para que cheios do Teu Espírito guardemos a castidade, a pureza de intenção e do olhar.

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor pela sua bondade e misericórdia!

JPR

Um tempo de meditação diária

Se és tenaz para assistires diariamente a umas aulas, só porque nelas adquires certos conhecimentos... muito limitados, como é que não tens constância para frequentares o Mestre, sempre desejoso de te ensinar a ciência da vida interior, de sabor e conteúdo eternos? (Sulco, 663)

Que vale o homem, ou o maior galardão do mundo, comparados com Jesus Cristo, que está sempre à tua espera? (Sulco, 664)

Um tempo de meditação diária (união de amizade com Deus) é próprio de pessoas que sabem aproveitar rectamente a sua vida; de cristãos conscientes, coerentes. (Sulco, 665)

Os namorados não sabem dizer adeus; acompanham-se sempre.

Tu e eu amamos assim o Senhor? (Sulco, 666)

Não vês como muitos dos teus colegas sabem demonstrar grande delicadeza e sensibilidade no trato com as pessoas que amam: a namorada, a mulher, os filhos, a família?...

Diz-lhes (e exige-o a ti mesmo!) que o Senhor não merece menos. Que O tratem assim! E recomenda-lhes, além disso, que continuem com essa delicadeza e sensibilidade, mas vividas com Ele e por Ele; e alcançarão uma felicidade nunca sonhada, mesmo já aqui na Terra. (Sulco, 676)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1931

“Hoje, na minha oração, reafirmei o propósito de ser Santo. Sei que o conseguirei: não porque esteja seguro de mim, Jesus, mas porque... estou seguro de Ti”, anota num dia como o de hoje.

Bom Domingo do Senhor!

Voltemos sempre ao Senhor para lhe tudo lhe agradecer manifestando-Lhe a nossa fé como fez o samaritano que foi curado e voltou atrás em louvor e gratidão de que nos fala o Evangelho de hoje (Lc 17,11-19).

Louvado seja Jesus Cristo Nosso Senhor hoje e sempre pela Sua infinita bondade!

Uma guerra mundial (com muita calma)

Nesta semana, em Tbilisi, na Georgia, o Papa Francisco voltou a dizer que há uma guerra mundial para destruir a família: «Não é com as armas, mas com as ideias. É uma colonização ideológica». E apontou o dedo: «um dos grandes inimigos [da humanidade e da família] é a teoria do género».

A notícia não é nova, mas é grave. De repente, lembrei-me de outro contexto.

A poucos dias de a Prússia e a Áustria sucumbirem na Primeira Guerra Mundial, o comentarista Karl Kraus descrevia a gravidade do momento: «Em Berlim, a situação é séria mas não é desesperada; em Viena é desesperada mas não é séria». As duquesas e os duques de Viena continuavam a frequentar os salões, a população discutia ópera e culinária, os soldados morriam na frente de batalha e, em poucos dias, o império Austro-húngaro capitulava e desaparecia para sempre. A Áustria ria-se muito com os trocadilhos de Kraus, mas foi esta frase que alcançou maior ressonância mundial. Ainda hoje se repete. Por exemplo, no filme «Situation hopeless – but not serious», uma comédia hilariante situada na Segunda Guerra Mundial, com Alec Guinness no papel principal.

Parece que muitos cristãos ainda não repararam na luta mundial contra a família, situação que lembra uma máxima do velho comunista, Leon Trotsky, que se costuma citar com a palavra «dialéctica» substituída por «guerra»: «Você pode não estar interessado na guerra, mas a guerra está interessada em si».

Os avisos do Papa Francisco acerca da destruição da família não são novos.

O Papa João Paulo II perspectivava toda a história do mundo actual como um combate muito concreto contra a família. Convalescente pela segunda vez das balas de Ali Agca, explicava o porquê do ataque «precisamente porque ameaçam a família, porque a atacam. O Papa deve ser atacado, o Papa deve sofrer, para que todas as famílias e o mundo inteiro vejam que há um Evangelho, por assim dizer, superior: o Evangelho do sofrimento, com o qual é preciso construir o futuro, o terceiro milénio das famílias, de cada família e de todas as famílias» (29 de Maio de 1994).

João Paulo II repetiu com frequência o mesmo alerta de Francisco. Por exemplo, no livro «Memória e Identidade», queixa-se «das fortes pressões do Parlamento Europeu para que as uniões homossexuais sejam reconhecidas como uma alternativa de família, inclusivamente com o direito de adoptarem crianças. É lícito e até necessário perguntarmo-nos se isto não é fruto de uma ideologia do mal, talvez mais subtil e encoberta, que tenta servir-se dos direitos do homem contra o homem e contra a família».

Imagem não corresponde à ocasião relatada
Há semanas, Francisco tinha relatado aos jornalistas uma conversa recente com Bento XVI, em que os dois falavam do mundo: exactamente o mesmo diagnóstico. Não é, aliás, a opinião recente de nenhum deles. Descrevendo o panorama mundial à Cúria Romana, Bento XVI alongou-se na descrição desta guerra, que classificou como «atentado contra a humanidade»: «O homem nega a sua própria natureza. (...) A manipulação da natureza, que deploramos hoje a respeito do meio ambiente, converteu-se na opção de fundo do homem relativamente a si próprio». E mais adiante: «Na luta pela família está em jogo o próprio homem. E torna-se evidente que onde Deus é negado, também se dissolve a dignidade do homem. Quem defende Deus, defende o homem» (21 de Dezembro de 2012).

Francisco considera que esta guerra terrível, que ameaça o homem e a comunidade humana no seu mais íntimo, não vai ser ganha por heróis valentes, mas pelo Deus misericordioso. Não vai ser ganha conquistando terrenos, mas enchendo o mundo de felicidade. O adversário não é um inimigo, mas justamente o amigo que se pretende salvar.

Uma guerra estranha, mas bem concreta. Uma luta sem tréguas contra o próprio egoísmo. O heroísmo de dar a vida pelos outros. Nada de aconchego e descanso.

Os Evangelhos registam a posição de Cristo: «Quem não está comigo está contra Mim» (Mateus 12,30; Lucas 11,23), ou, como vem em S. Marcos, «quem não está contra nós, está connosco» (Marcos 9,40).

José Maria C.S. André
Spe Deus
9-X-2016

Beato John Henry Newman, cardeal, †1890

Nasceu em Londres, a 21 de Fevereiro de 1801 e morreu em Edgbaston a 11 de Agosto de 1890. Foi um sacerdote anglicano convertido ao catolicismo, posteriormente nomeado cardeal pelo Papa Leão XIII em 1879. Foi Beatificado no dia 19 de Setembro de 2010 pelo Papa Bento XVI.

Estudou no Trinity College de Oxford (1816) e no Oriel College (1822) e foi ordenado sacerdote da Igreja Anglicana e um dos líderes do "Movimento de Oxford". Naquela época, ele considerava o anglicanismo de seu tempo excessivamente protestante e laicizado e o catolicismo parecia-lhe corrompido em relação às origens do cristianismo. Buscou uma "via media" entre os dois, e, pesquisando sobre os primórdios da Igreja Católica, acabou por converter-se.

Depois de sua conversão ao catolicismo, foi ordenado sacerdote da Igreja Católica em Roma, abriu e dirigiu em Birmingham um oratório de S. Filipe Neri e foi ainda reitor da Universidade Católica da Irlanda.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

Nossa Senhora do Monte

Nossa Senhora do Monte é padroeira principal da cidade do Funchal e padroeira secundária da diocese. Dos primórdios desta devoção fala-nos o Elucidário Madeirense no texto que a seguir se transcreve:
A origem desta paróquia vem da fazenda povoada que ali tinha Adão Gonçalves Ferreira, o primeiro homem que nasceu nesta ilha e que era filho de Gonçalo Aires Ferreira (V. pag. 21), o mais distinto companheiro de Zargo na descoberta do arquipélago. Como geralmente acontecia, era uma pequena capela o centro em torno do qual se agrupavam os primeiros povoadores, tendo Adão Ferreira levantado ali pelos anos de 1470 uma modesta ermida, que parece ter tido o nome primitivo de Nossa Senhora da Incarnação, passando depois a chamar-se Nossa Senhora do Monte, devido certamente às condições orograficas do local, que bem justificavam a nova e apropriada denominação. Outros afirmam que a milagrosa aparição da imagem da Santissima Virgem, que logo começaram a chamar Nossa Senhora do Monte, é que deu origem a que a capela tomasse este nome, que se transmitiu ao sítio e mais tarde a toda a paróquia.

A lenda dessa aparição miraculosa vem narrada, nos seguintes termos, no verso das gravuras que representam a pequenina e veneranda imagem: «Há mais de 300 anos, no Terreiro da Luta, cerca de 1 quilómetro acima da igreja de N.ª S.ª do Monte, uma Menina, de tarde, brincou com certa pastorinha, e deu-lhe merenda. Esta cheia de júbilo, refere o facto à sua família, que lhe não deu crédito, por lhe parecer impossivel que naquela mata erma e tão arredada da povoação aparecesse uma Menina. Na tarde seguinte, reiterou-se o facto e a pastorinha o recontou. No dia imediato, à hora indicada pela pastorinha, o pai desta, ocultamente, foi observar a scena, e viu sôbre uma pedra uma pequena Imagem de Maria Santissima, e à frente desta a inocente pastorinha, que a seu pai inopinadamente aparecido, afirmava ser aquela Imagem a Menina de quem lhe falava. O pastor, admirado, não ousou tocar a imagem, e participou o facto à autoridade que mandou colocá-la na capela da Incarnação, próxima da actual igreja de «N.ª S.ª do Monte», nome que desde então foi dado aquela veneranda Imagem.» Esta narrativa não difere essencialmente duma descrição manuscrita, que possuímos, do meado do século XVIII, a qual por sua vez se baseava numa ininterrupta tradição oral. Nessa descrição se encontra o seguinte interessante pormenor: «No dia seguinte amanheceu a S.ª fora da Hermida, na fonte a ella vezinha sobre hua pedra na qual se vem ainda hoje alguns caracteres antigos que mal se percebem...» Esta pedra preciosissima, diz o padre Joaquim Plácido Pereira, ficou soterrada no fundo do Ribeiro de Nossa Senhora, quando a Câmara Municipal do Funchal mandou ampliar o Largo da Fonte, em 1896.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

«Caiu aos pés de Jesus com a face em terra e agradeceu-Lhe»

São Claude de la Colombière (1641-1682), jesuíta 
Retiro de 1674, quarta semana (Escritos espirituais)


Na meditação do amor de Deus, fiquei emocionado à vista dos bens que recebi de Deus desde o primeiro momento da minha vida até hoje. Que bondade! Que cuidado! Que providência para o corpo e para a alma! Que paciência! Que bondade! […] Deus fez-me penetrar, parece-me, e ver claramente esta verdade: em primeiro lugar, que está em todas as criaturas; em segundo, que é tudo o que há de bom nelas; e em terceiro, que nos faz todo o bem que recebemos delas. E pareceu-me ver este rei de glória e de majestade aplicado a aquecer-nos na roupa que vestimos, a refrescar-nos no ar que respiramos, a alimentar-nos na carne que comemos, a alegrar-nos nos sons e nos objetos agradáveis, a produzir em mim todos os movimentos necessários para viver e agir. Que maravilha!

Quem sou eu, ó meu Deus, para ser assim servido por Vós em todo o tempo, com tanta assiduidade e em todas as coisas, com tanto cuidado e amor! Sucede o mesmo com todas as outras criaturas; mas tudo isto por mim, qual intendente zelador e vigilante que manda trabalhar em todos os locais do reino para seu rei. O que é mais admirável é o facto de Deus fazer isto por todos os homens, embora quase ninguém pense nisso a não ser uma ou outra alma escolhida, uma ou outra alma santa. É preciso que pelo menos eu pense nisso, que fique reconhecido.

Imagino que, como Deus tem a sua glória como fim supremo de todas as suas ações, faz todas estas coisas principalmente pelo amor daqueles que pensam nisso e que admiram a sua bondade, que Lhe estão gratos, que aproveitam a ocasião para O amar; os outros recebem os mesmos bens como por acaso e por sorte.[…] Deus traz-nos incessantemente o ser, a vida, as ações de tudo o que criou no universo. É essa a sua ocupação na natureza; a nossa deve ser a de receber sem cessar aquilo que Ele nos envia de todos os lados, e de Lho remeter por ações de graças, louvando-O e reconhecendo que Ele é o autor de todas as coisas. Prometi a Deus fazê-lo, na medida das minhas possibilidades.