N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Ser anunciadores da alegria do Evangelho

Apesar da boa vontade que, graças a Deus, não nos falta, imploremos o perdão pelas faltas de correspondência concretas, perante os dons divinos, ou seja, a nossa pouca generosidade algumas vezes, os nossos erros pessoais que podem desedificar os que estão mais próximos. Vamos fazê-lo com uma contrição alegre, que não nos deve tirar a paz. Porque, assim como nós, os homens, escrevemos com uma caneta, o Senhor escreve com a perna da mesa, para que se veja que é Ele quem escreve: isso é o incrível, isso é o maravilhoso [8].
© Opus Dei - Brasil
O Papa insiste em que todos nós, os cristãos, devemos iluminar com a fé as situações e as pessoas com quem nos encontramos no caminho. Sintamo-nos chamados, neste novo ano da Obra, a anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demoras, porque a alegria do Evangelho é para todo o povo, não pode excluir ninguém [9]. É este o eco de umas palavras de Cristo, que ardiam na alma do nosso Fundador desde que começou a notar os pressentimentos da chamada divina, dez ou doze anos antes de 1928. Ignem veni mittere in terram et quid volo nisi ut accendatur? (Lc 12, 49), Eu vim trazer fogo à terra e que quero senão que se ateie? E a resposta: Ecce ego quia vocasti me! (1 Sm 3, 8), aqui estou porque me chamaste. Voltamos a dizê-lo agora, todos, ao nosso Deus? [10].
O dia 2 de outubro é um apelo que ressoa em cada um de nós com a certeza da missão que o Senhor nos confiou: estamos no mundo para fazer a Obra como parte da missão da Igreja. Por isso nos sabemos – no lugar onde estamos – na primeira linha da evangelização.
Continuamente se nos apresenta o tempo de se abrir em leque, para servir a mais pessoas, também aos que não têm experiência da vida cristã, ou não têm fé, ou habitualmente não a põem em prática. Esperam-nos e esperam que lhes transmitamos a nossa alegria de ter encontrado Jesus Cristo.
Cultivemos uma consciência profunda e real de sermos anunciadores da alegria do Evangelho no próprio ambiente e em todos os momentos. Mulheres e homens capazes de estabelecer amizade com todos – prestáveis, cheios de disponibilidade, de amabilidade, de generosidade –, que não se limitam a realizar diligências apostólicas, mas que procuram viver como apóstolos em todo o tempo e circunstâncias. E isso, meus filhos, tem muitas manifestações concretas: levar muito a sério as implicações práticas da santificação do trabalho (justiça, caridade, humildade, interesse pelos outros, tom positivo, etc.); atuarmos como pessoas que unem, que colaboram, capazes de aprender o que, de bom, cada um pode trazer à sociedade.
Conseguiremos manter vivo este sentido de missão se cultivarmos uma profunda vida interior e se fundamentarmos a nossa ação nos meios sobrenaturais, na contemplação de Cristo. Transmitir a mensagem evangélica é um bem que humaniza e dá resposta aos desejos de felicidade de todos, cristãos e não-cristãos. Às vezes, será oportuno advertir alguém, com afeto, sobre algum aspeto do seu comportamento externo em que pode melhorar: a correção fraterna que Jesus Cristo recomenda no Evangelho! Falei longamente sobre este ponto na carta que escrevi no início do Ano jubilar, por isso não me detenho mais neste tema. Só queria referir que, seguindo o bom critério do nosso Fundador, temos de exercer esta obra de misericórdia com prudência, com serenidade, com humildade, conscientes de que todos precisamos desta ajuda tão humana e tão sobrenatural.
Termino pedindo, como sempre, orações pelo Santo Padre, em concreto, pela viagem à Geórgia e ao Azerbaijão que está a realizar agora, e pela que o levará à Suécia no final do mês. As duas são no âmbito da ação ecuménica do Papa, seguindo os passos dos seus antecessores.
Muito unidos às minhas intenções, rezai também pelos 31 fiéis da Prelatura a quem ordenarei diáconos no próximo dia 29, e por todos os ministros sagrados da Igreja.
Com serenidade, e ainda com profunda dor, convido-vos a recordar as minhas filhas que faleceram no México, num acidente. A dor mantém-se, porque somos uma família unida. E a serenidade vem também da reação unânime de orações que houve em todo o mundo. Peçamos ao Senhor que lhes conceda um Céu muito grande, à medida da Misericórdia divina.
[8] S. Josemaria, Meditação, 2-X-1962 (AGP, biblioteca, P09, p. 59).
[9] Papa Francisco, Ex. apost. A alegria do Evangelho, 24-XI-2013, n. 23.
[10] S. Josemaria, Meditação, 2-X-1962 (AGP, biblioteca, P09, p. 62).

(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei excerto da carta do mês de outubro de 2016)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

Santificar o nosso trabalho não é uma quimera

Santificar o nosso trabalho não é uma quimera; é missão de todos os cristãos... – tua e minha. Foi o que descobriu aquele torneiro, que comentava: – "Põe-me louco de contente essa certeza de que eu, manejando o torno e cantando, cantando muito – por dentro e por fora –, posso fazer-me santo... Que bondade a do nosso Deus!". (Sulco, 517)

Nesta hora de Deus, a da tua passagem por este mundo, decide-te a sério a realizar alguma coisa que valha a pena. O tempo urge, e é tão nobre, tão heróica, tão gloriosa a missão do homem e da mulher sobre a Terra quando abrasa no fogo de Cristo os corações murchos e apodrecidos!

Vale a pena levar aos outros a paz e a felicidade de uma corajosa e alegre cruzada! (Sulco, 613)

Umas vezes deixas explodir o teu mau génio, que em mais de uma ocasião aflora com uma dureza disparatada. Outras, não preparas o teu coração e a tua cabeça para servirem de aposento confortável à Santíssima Trindade... E acabas sempre por ficar um tanto afastado de Jesus, que conheces pouco.

Assim nunca terás vida interior.. (Sulco, 651)

Remédio para tudo: santidade pessoal! Por isso, os Santos estavam cheios de paz, de fortaleza, de alegria, de segurança. (Sulco, 653)

São Josemaría Escrivá

Papa Francisco na Audiência geral (resumo)

Locutor: A minha Viagem Apostólica à Geórgia e ao Azerbaijão, em continuidade com a viagem realizada à Armênia, no passado mês de junho, foi uma oportunidade de visitar e confirmar os católicos presentes na região do Cáucaso, e de encorajar esses países no seu caminho para a paz e a fraternidade. Tanto a Geórgia como o Azerbaijão possuem raízes históricas, culturais e religiosas muito antigas, mas enfrentam os desafios próprios de nações que reencontraram a independência há apenas 25 anos. Neste contexto, a Igreja católica é chamada a fazer-se presente como sinal de caridade e promoção humana, sempre em diálogo com as demais comunidades cristãs, como com os Ortodoxos na Geórgia, ou com outras religiões, como os muçulmanos do Azerbaijão. A Eucaristia celebrada na Geórgia, coincidiu com a memória de Santa Teresinha, padroeira das missões, dando-me a ocasião de recordar que a missão não se faz com proselitismo, mas atraindo as pessoas a Cristo, partindo de uma forte união com Ele, através da oração, adoração e caridade concreta. Na capital do Azerbaijão, celebrei a Eucaristia com a pequena comunidade católica daquele País, salientando que a comunhão com Cristo não impede mas, ao contrário, impulsiona a procurar o diálogo com todos os que creem em Deus, a fim de construir-se um mundo mais justo e fraterno.


Santo Padre:
Rivolgo un cordiale saluto ai pellegrini di lingua portoghese, in particolare ai fedeli di Angola, Brasile e Portogallo. Cari amici, grazie per la vostra presenza e soprattutto per le vostre preghiere! Chiediamo allo Spirito Santo, artefice dell’unità nella Chiesa e fra gli uomini, che ci aiuti a cercare sempre il dialogo con tutte le persone di buona volontà, affinché possiamo costruire un mondo di pace e solidarietà. Dio benedica voi e quanti vi sono cari!


Locutor: Dirijo uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, particularmente aos fiéis de Angola, Brasil e Portugal. Queridos amigos, obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! Peçamos ao Espírito Santo, artífice da unidade da Igreja e entre os homens, que nos ajude a buscar sempre o diálogo com as pessoas de boa vontade, para que possamos construir um mundo de paz e solidariedade. Que Deus vos abençoe a vós e a vossos entes queridos!

Gratidão a Deus

O dia 6 de outubro, aniversário da canonização do nosso Padre, é uma ocasião propícia para redobrar a nossa gratidão a Deus e a nossa oração pela Igreja, pela Obra, por todas as almas. Abramos generosamente o coração às pessoas próximas e afastadas, porque a todas há de chegar o impulso do nosso empenho apostólico. Uma responsabilidade particular compete às famílias cristãs, que procuramos fazer reviver de modo especial naquelas aonde o espírito do Opus Dei chegou. Como escreveu S. João Paulo II, «na medida em que a família cristã acolhe o Evangelho e amadurece na fé, torna-se uma comunidade evangelizadora (...). Esta missão apostólica da família está enraizada no Batismo e recebe com a graça sacramental do matrimónio uma nova força para transmitir a fé, para santificar e transformar a sociedade de hoje, segundo o plano de Deus» [8].

Na nova evangelização, que deve ser um compromisso diário, rezemos à Santíssima Trindade que nos conceda o desejo de levar a luz e o sal dos discípulos de Cristo aos mais diversos ambientes. «Portanto, todos, a partir das famílias cristãs, devemos sentir a responsabilidade de incentivar o surgir e o amadurecer das vocações especificamente missionárias, quer seja de sacerdotes, de religiosos ou de leigos, usando todos os meios adequados, sem abandonar nunca o meio privilegiado da oração» [9].
[8]. S. João Paulo II, Ex. apost. Familiaris consortio, 22-XI-1981, n. 52.
[9]. S. João Paulo II, Ex. apost. Christifideles Laici, 30-XII-1988, n. 35.


(D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei na carta do mês de outubro de 2015)
© Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei

São Josemaría Escrivá nesta data em 1972

Com este gesto, em Pamplona (Espanha), pede orações aos que o escutam. Explicava-o noutra ocasião: Eu peço-vos assim como pede um pobrezinho na rua, que rezeis por mim; é como uma esmola que me dais, para que o Padre seja bom e fiel“.

LADAINHA DA HUMILDADE

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus manso e humilde de coração: ouvi-nos.
Jesus manso e humilde de coração: atendei-nos.
Jesus manso e humilde de coração: fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.

Do desejo de ser estimado, livrai-me, Jesus!
Do desejo de ser amado, livrai-me, Jesus!
Do desejo de ser buscado, livrai-me, Jesus!
Do desejo de ser louvado, livrai-me, Jesus!
Do desejo de honrado, livrai-me, Jesus!
Do desejo de ser preferido, livrai-me, Jesus!
Do desejo de ser consultado, livrai-me, Jesus!
Do desejo de ser aprovado, livrai-me, Jesus!
Do desejo de ser adulado, livrai-me, Jesus!
Do temor de ser humilhado, livrai-me, Jesus!
Do temor de ser desprezado, livrai-me, Jesus!
Do temor de ser rejeitado, livrai-me, Jesus!
Do temor de ser caluniado, livrai-me, Jesus!
Do temor de ser esquecido, livrai-me, Jesus!
Do temor de ser ridicularizado, livrai-me, Jesus!
Do temor de ser escarnecido, livrai-me, Jesus!
Do temor de ser injuriado, livrai-me, Jesus!

Que os outros sejam mais amados do que eu – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!
Que os outros sejam mais estimados do que eu – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!
Que os outros possam crescer na opinião do mundo e que eu possa diminuir – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!
Que aos outros seja concedida mais confiança no seu trabalho e que eu seja deixado de lado – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!
Que os outros sejam louvados e eu esquecido – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!
Que os outros possam ser preferidos a mim em tudo – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!
Que os outros possam ser mais santos do que eu, contanto que eu pelo menos me torne santo como puder – Ó Jesus, concedei-me a graça de desejá-lo!

Ó Maria, Mãe dos humildes, rogai por nós!
São José, protetor das almas humildes, rogai por nós!
São Miguel, que fostes o primeiro a lutar contra o orgulho e o primeiro a abatê-lo, rogai por nós!

Ó justos todos, santificados a partir do espírito de humildade, rogai por nós!

ORAÇÃO

Ó Deus, que, por meio do ensinamento e do exemplo do Vosso Filho Jesus, apresentastes a humildade como chave que abre os tesouros da Graça e como início de todas as outras virtudes – caminho certo para o Céu – concedei-nos, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, a mais humilde e mais santa de todas as criaturas, aceitar agradecendo todas as humilhações que a Vossa Divina Providência nos oferecer. Por N. S. J. C. que convosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.
Amém.

(Cardeal RAFAEL MERRY DEL VAL, Secretário de São Pio X).

Humildade e obediência

Pela humildade, vivemos com Deus e Deus vive connosco numa paz verdadeira; nela se encontra o fundamento vivo de toda a santidade. Podemos compará-la com uma fonte de onde jorram quatro rios de virtudes e de vida eterna (cf Gn 2,10). [...] O primeiro rio que jorra do solo verdadeiramente humilde é a obediência [...]; o ouvido torna-se humildemente atento, a fim de ouvir as palavras de verdade e de vida que provêm da sabedoria de Deus, e as mãos estão sempre prontas a cumprir a Sua muito cara vontade. [...] Cristo, Sabedoria de Deus, fez-Se pobre para nos tornar ricos (2 Cor 8,9), tornou-Se servo para nos fazer reinar, e por fim morreu para nos dar a vida. [...] Para que saibamos segui-l'O e servi-l'O, disse-nos: «Aprendei de Mim porque sou manso e humilde de coração».

Beato Jan van Ruusbroec (1293-1381), cónego regular

O serviço humilde

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja 
Sermões sobre o Evangelho de João, 14,5; CCL 36, 143-144

Antes da vinda do Senhor Jesus, os homens gloriavam-se de si próprios. Ele veio como homem para que diminuísse a glória do homem e crescesse a glória de Deus. Porque Ele veio sem pecado e nos encontrou a todos pecadores. Se Ele veio para perdoar os pecados, é porque Deus é misericordioso: compete ao homem reconhecê-lo. Porque a humildade do homem está nesse reconhecimento, e a grandeza de Deus na sua misericórdia.

Se Ele veio perdoar ao homem os seus pecados, que o homem tome consciência da sua pequenez e de que Deus exerce a Sua misericórdia. «Ele deve crescer e eu diminuir» (Jo 3,30). Ou seja: é necessário que Ele dê e que eu receba; que Ele tenha a glória e que eu a reconheça. Que o homem entenda qual é o seu lugar, que reconheça Deus e escute o que o apóstolo Paulo diz ao homem soberbo e orgulhoso que pretendia superiorizar-se: «Que tens tu que não hajas recebido? E, se o recebeste, porque te glorias como se não o tivesses recebido?» (1 Cor 4,7). Que o homem que queria chamar seu ao que não era dele compreenda pois que o recebeu e se faça pequenino, porque é bom para ele que Deus seja glorificado nele. Que se diminua pois em si mesmo, para que Deus cresça nele.

Santa Faustina Kowalska, † 1935

Maria Faustina Kowalska, ou, simplesmente, Santa Faustina (Lodz, 25 de Agosto de 1905 - Cracóvia, 5 de Outubro de 1935) foi uma religiosa e mística polaca.

Conhecida como "apóstola da Divina Misericórdia", é considerada pelos teólogos como fazendo parte de um grupo de notáveis místicos da Igreja Católica. Entrou para a vida religiosa em 1924 na congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia.

Um dos seus confessores, Padre Sopocko, exigiu de Santa Faustina que escrevesse as suas vivências num diário espiritual. Este diário compõe-se de alguns cadernos. Desta forma, não por vontade própria, mas por exigência de seu confessor, ela deixou a descrição das suas vivências místicas, que ocupa algumas centenas de páginas.

Foi canonizada a 30 de Abril de 2000, pelas mãos de João Paulo II que igualmente instituiu a Festa da Divina Misericórdia.

O Evangelho do dia 5 de outubro de 2016

Estando Ele a fazer oração em certo lugar, quando acabou, um dos Seus discípulos disse-Lhe: «Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos». Ele respondeu-lhes: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o Teu nome. Venha o Teu reino. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todos os que nos ofendem; e não nos deixes cair em tentação».

Lc 11, 1-4