N. Sra. de Fátima

N. Sra. de Fátima
Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Luta contra essa frouxidão

És tíbio se fazes preguiçosamente e de má vontade as coisas que se referem ao Senhor; se procuras com cálculo ou "manha" o modo de diminuir os teus deveres; se não pensas senão em ti e na tua comodidade; se as tuas conversas são ociosas e vãs; se não aborreces o pecado venial; se ages por motivos humanos. (Caminho, 331)

Luta contra essa frouxidão que te faz preguiçoso e desleixado na tua vida espiritual. – Olha que pode ser o princípio da tibieza..., e, na frase da Escritura, os tíbios, Deus os vomitará. (Caminho, 325)

Que pouco Amor de Deus tens quando cedes sem luta porque não é pecado grave! (Caminho, 328)

Como hás-de sair tu desse estado de tibieza, de lamentável languidez, se não empregas os meios? Lutas muito pouco e, quando te esforças, faze-lo como que zangado e com falta de gosto, quase com o desejo de que os teus fracos esforços não produzam efeito, para te justificares: para não te exigires e para que não te exijam mais. (Sulco, 146)

São Josemaría Escrivá

São Josemaría Escrivá nesta data em 1931

Em Madrid, realiza o seu trabalho pastoral entre os doentes dos bairros da periferia. Na foto uma nota com um encargo que para este dia lhe pedem as Damas do Patronato dos Doentes. “Foram muitas horas gastas naquele trabalho, mas tenho pena de que não tenham sido mais. E nos hospitais, e nas casas onde havia doentes, se se pode chamar casas àqueles tugúrios… Era gente desamparada e doente; alguns com uma doença que então era incurável, a tuberculose”.

O mundo, visto do trono papal

Há tempos, ouvi um historiador importante explicar, com eloquência de dados, que o pedido de perdão de João Paulo II durante o Jubileu do ano 2000 não fazia sentido, porque nem ele nem os Papas anteriores tinham a ver com os acontecimentos de que pedia desculpa. Nem sequer a Igreja estava implicada na generalidade daqueles actos, a maior parte passados há muitos séculos. Antes de pedir desculpa, João Paulo II (digo eu) devia ter telefonado para a faculdade: «Está lá? Podia-me passar ao Prof.? Daqui fala o Papa. Não lhe vou tirar muito tempo, é só para me esclarecer...» (evitava-se o tal pedido de perdão inapropriado).

Em Junho passado, o Papa Francisco pediu desculpa aos valdenses pelas violências do século XVI. A Assembleia das Igrejas Metodistas e Valdenses respondeu-lhe há pouco, por carta, que não podiam perdoar: eram outros tempos, outras pessoas, nenhum daqueles antepassados está vivo... apreciavam o gesto, mas não lhes dizia respeito.

Aliás, a carta não toca no assunto, mas é evidente que se passa o mesmo com as culpas dos valdenses do século XVI: nenhum está vivo, nem tem um pai que possa pedir desculpa por ele.

Há uma frase de Paulo VI (cuja festa litúrgica se celebra no dia 26 de Setembro) que ilumina a questão: «o Papa deve olhar o mundo através dos olhos de Cristo». Ora, o olhar de Cristo não tem prazo de validade.

Ser Papa não é comparável a ser líder, é ser pai universal. Compreendo que um historiador não encontre a árvore genealógica que liga um remoto bandido a um Papa que vive vários séculos depois, contudo o Papa reconhece-o imediatamente: é meu filho!

Um Presidente da República não pede desculpa a Deus e ao mundo pelas malfeitorias dos cidadãos nacionais, mas um Papa sente sobre si a culpa de todas as culpas de todos os homens, de todos os continentes, de há 20 séculos para cá. O historiador pode argumentar que essa gente nem sequer ia à Missa: o Papa responde que sente ainda mais culpa, porque eles faltavam à Missa. O historiador pode contrapor que eles até perseguiam os padres e maltratavam os cristãos: o Papa sentirá uma culpa ainda maior. Não conseguem chegar a acordo, porque não é fácil conciliar a objectividade do historiador com a subjectividade do olhar de Cristo.

«Nada do que é humano é alheio à Igreja», eis uma ideia forte do Concílio Vaticano II, afirmando um envolvimento universal que abarca tudo o que há de bom e de mau na vida dos homens. Sobretudo, essa misteriosa preocupação por todos, que converge no coração do Papa. Descobrir a Igreja é também encontrar-se com a dimensão desta paternidade, querida pelo próprio Deus, à medida de Deus.

Há gente muito boa que conhece a doutrina e esperaria uma atitude mais objectiva por parte dos Papas. Um Cristo que come com publicanos e pecadores parece-lhes demasiado ingénuo e voltam à insinuação do Evangelho, «se Ele soubesse quem O está a tocar»... Claro que este Cristo é ingénuo. Pelo menos no sentido etimológico da palavra, inocente, sincero, simples. (Igualmente na acepção brasileira de filho da escrava, se pensarmos que Nossa Senhora se apresentou ao Anjo como a serva de Deus).

O título comum de todos os Papas, desde S. Gregório Magno, no século VI, até hoje é «servus servorum Dei» (o servo dos servos de Deus). Não é só literatura ancestral, enraizada nos séculos; a vulnerabilidade do coração de um Papa é um mistério que merece um imenso respeito.

José Maria C.S. André
Spe Deus
27-IX-2015

A alegria de uma pequena grande família cristã

Não é todos os dias, nem todos os anos, que uma família membro da Igreja Católica vê um dos seus filhos elevado aos altares, hoje (27.09.2014) o Opus Dei está em festa, festa que é sinónimo de aumento de responsabilidades, pois a fasquia subiu para todos os seus filhos.

Até aqui a mola impulsionadora publicamente conhecida era a santidade do seu fundador, Josemaría Escrivá, a partir de agora todos passaremos a ser olhados também como filhos do “engenheiro”, D. Álavro del Portillo, beato, homem cuja vida é um exemplo de santidade e que foi um fiel servidor do Senhor e do fundador da Obra que ajudou a expandir e crescer.

São múltiplos os testemunhos vivos sobre a sua bondade e fortíssima espiritualidade, que é difícil enaltecer um em particular, permito-me ainda assim, referir a entrega total de si mesmo em total dedicação e serviço a Deus, ao Opus Dei e ao próximo.

Louvar e agradecer a Deus por nos haver doado este exemplo de vida de santidade é nosso dever e nossa obrigação, que jamais devemos deixar esmorecer nos nossos corações.

Obrigado Meu Senhor e Meu Deus!

JPR

27.09.2014

Um pobre [...] jazia ao seu portão

Concílio Vaticano II 
Constituição sobre a Igreja no mundo actual, «Gaudium et Spes», § 69


Deus destinou a terra com tudo o que ela contém para uso de todos os homens e povos; de modo que os bens criados devem chegar equitativamente às mãos de todos, segundo a justiça, secundada pela caridade. Sejam quais forem as formas de propriedade, conforme as legítimas instituições dos povos e segundo as diferentes e mutáveis circunstâncias, deve-se sempre atender a este destino universal dos bens. Por esta razão, quem usa desses bens não deve considerar as coisas exteriores que legitimamente possui só como próprias, mas também como comuns, no sentido de que possam beneficiar não só a si mas também aos outros.

De resto, todos têm o direito de ter uma parte de bens suficiente para si e suas famílias. Assim pensaram os Padres e os Doutores da Igreja, ensinando que os homens têm obrigação de auxiliar os pobres e não apenas com os bens supérfluos. E aquele que se encontra em extrema necessidade tem direito de tomar, dos bens dos outros, o que necessita [Nota: Nesse caso vale o antigo principio: «na necessidade extrema, todas as coisas são comuns, isto é, todas as coisas devem ser tornadas comuns». […] É claro que, para a recta aplicação do princípio, devem ser respeitadas todas as condições moralmente exigidas.]. Sendo tão numerosos os que no mundo padecem fome, o sagrado Concílio insiste com todos, indivíduos e autoridades, para que, recordados daquela palavra dos Padres – «alimenta o que padece fome porque, se o não alimentaste, mataste-o» –, repartam realmente e distribuam os seus bens, procurando sobretudo prover esses indivíduos e povos daqueles auxílios que lhes permitam ajudar-se e desenvolver-se a si mesmos.

S. Vicente de Paulo

Nascido em Pouy, Dax, França em 24 de Abril de 1581.

Em 1600 é nomeado capelão da Rainha Margarida de Valois; dois anos mais tarde, é pároco de Clichy e, no ano seguinte, perceptor na célebre família "De Gondi".

1617 é o ano determinante da vida de S. Vicente: decide consagrar a sua vida ao serviço dos Pobres.

Em 1625 funda a Congregação da Missão para evangelizar o povo do campo, mas também para a formação do Clero.

Em 1633, com Luisa Marillac, funda a Filhas da Caridade.

S. Vicente foi "um plasmador de consciências, um sedutor de almas, um anunciador e um profeta da Caridade de Cristo, um verdadeiro homem de Deus".

Morreu em 27 de Setembro de 1660, mas o seu espírito continua vivo nas suas obras.

(Fonte: Evangelho Quotidiano)

O Evangelho do dia 27 de setembro de 2016

Aconteceu que, aproximando-se o tempo da Sua partida deste mundo, dirigiu-Se resolutamente para Jerusalém, e enviou adiante de Si mensageiros, que entraram numa aldeia de samaritanos para Lhe prepararem pousada. Não O receberam, por dar mostras de que ia para Jerusalém. Vendo isto, os Seus discípulos Tiago e João disseram: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu que os consuma?». Ele, porém, voltando-Se para eles, repreendeu-os. E foram para outra povoação.

Lc 9, 51-56