N. Sra. de Fátima

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Fátima 2017 centenário das aparições de Nossa Senhora, façamos como Ela nos pediu e rezemos o Rosário diariamente. Ave Maria cheia de graça… ©Ecclesia

sábado, 12 de novembro de 2016

Cabe aos pais e não os governos oferecer aos filhos uma reta sexualidade

Jokin da Irala, Pesquisador Principal do Projeto de Pesquisa Educação da Afetividade e Sexualidade Humana, do Instituto de Cultura e Sociedade da Universidade de Navarra (Espanha), assegurou que é responsabilidade dos pais e não dos governos preparar os filhos para uma reta sexualidade, chegando a serem adultos "capazes de amar".

Em declarações ao Grupo ACI, o também catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública, que participou do VI Congresso Internacional Pró-vida Equador 2013, que reuniu mais de 1300 participantes da América e Europa de 8 a 10 de novembro em Guayaquil, advertiu que "muitos governos o que fazem é: ‘vamos converter os pais em um bed and breakfast’, quer dizer: ‘você faz filhos, dá-lhes uma cama, o pequeno-almoço e o resto fazêmo-lo nós’".

"Não senhor, os pais têm a grande responsabilidade de preparar os nossos filhos para que possam ser adultos capazes de amar, e isso quem melhor pode fazer somos nós".

De Irala indicou que "costumo dizer às vezes que em alguns países os governos estão se metendo nas camas dos casais, em vez ter duas pessoas há três. O governo está fazendo algo que os pais deveriam fazer".

O perito assinalou que embora "seja verdade que há muitos pais que não sabem como fazê-lo, que não se sentem preparados, isso não significa que terei que substitui-los".

O catedrático da Universidade de Navarra disse que a polémica sobre a educação sexual gera-se porque "há governos que basicamente estão dizendo que a educação sexual é necessária e que, portanto, são eles que têm que  a dar".

O problema com a educação sexual, explicou, é "que não é como as matemáticas, que é decidir aplicar, ensiná-lo e que todo mundo vai ensinar igual. O problema é que há diferentes enfoques de educação sexual".

"Há uma educação sexual que é eminentemente biológica, que eu costumo chamar de educação sexual veterinária, zoológica, que se centra apenas no como da sexualidade, e que basicamente a mensagem destes programas é que os jovens se deixem levar pelos seus desejos, que façam o que queiram, quando o quiserem, com tal de que o façam com preservativos".

De Irala assinalou que "evidentemente, isto é o que defendem as grandes organizações internacionais, e estão inclusive tentando praticamente obrigar a que diferentes países adotem esta visão da educação sexual".

Entretanto, disse, "há outra visão da educação sexual", o qual "chamamos educação afetivo-sexual, que concebe a sexualidade como uma boa notícia, mas que concebe que o lugar apropriado para a sexualidade é um lugar onde haja uma garantia total de amor maduro e que é mais uma preparação para amar".

O enfoque de educação sexual que considera "veterinária", "está impregnado da ideologia de género, dos lobbies de gays e lésbicas, dos lobbies pró-abortistas".

Além disso, denunciou, "há interesses económicos  não é apenas uma ideologia, sabe-se que um jovem que não desenvolveu bem seu caráter vai ser um jovem consumista, um jovem sem disciplina, vai ser um grande consumidor".

"E não haja dúvida que também há boa fé, no sentido de que tem pessoas que realmente acreditam que a solução é a outra visão".

Perante os casos de pais que não estão preparados para dar uma reta educação sexual aos seus filhos, assinalou, "o papel do governo então seria facilitar as associações civis que se dediquem a preparar pais e mães para fazer melhor seu trabalho, não substituir os pais".

O pesquisador da Universidade de Navarra preveniu contra a denominada "educação sexual integral", pois apresenta o problema de que o que a caracteriza "é que dá o mesmo valor a todas as opções, dá o mesmo valor a ter relações sexuais ou a não tê-las, como se fossem duas opções igualmente sadias para o jovem e isto está fora do que estão dizendo os estudos científicos".

"O que melhor podemos recomendar a um jovem é que não tenha relações sexuais, é o que lhe permite evitar problemas tanto físicos como psicológicos", assegurou.

De Irala assinalou que os promotores desta educação sexual "zoológica" utilizam diversos eufemismos, como ao falar "de ‘óvulo fecundado’. Isto é como chamar a televisão de ‘caixa com componentes eletrónicos’. A televisão chama-se televisão, o que eles chamam ‘óvulo fecundado’ seria um embrião, quer dizer um ser humano em sua etapa inicial de desenvolvimento".

"Há muitos eufemismos assim que deseducam invés de educar", criticou.

Outro termo que utilizam, advertiu é o de "sexo seguro", que "em alguns países não se utiliza, porque se poderia catalogar de publicidade enganosa e poderia levar ao julgamento de quem utiliza esse termo".

"Isto não é nem sequer uma questão de moral, é simplesmente e rotundamente falso do ponto de vista científico".

Jokin de Irala lamentou que atualmente "hajam jovens que pensam que se usarem preservativos não terão riscos de infecção, por exemplo, ou de gravidez".

"Estes jovens estão sendo desinformados. Como estão desinformados, não são livres na hora de escolher ter ou não relações sexuais".

De Irala assinalou que a mensagem "de sexo seguro o que acaba dando é a ideia de que não há nenhum problema em ter relações sexuais, e estes jovens acabam encontrando-se com a surpresa às vezes, por exemplo, acabam com herpes para o resto de sua vida".

O especialista destacou, ainda, o "grande paradoxo" de que em Espanha uma menor de 18 anos pode "ir a uma farmácia para comprar a pílula do dia seguinte. Ninguém pergunta nada, não se registam seus dados".

"O que quer dizer isto, que talvez seja a quinta vez no mês que a está pedindo. Nenhum controlo, e isto pode ser um problema sério".

Entretanto, apontou, "nessa mesma farmácia não poderia comprar um Nolotil, para tirar a dor de cabeça que te ocasionou essa pílula sem receita. Isto é um paradoxo".

Da mesma forma em Espanha, um jovem "não pode dirigir um carro até que faça 18 anos, que é algo que tem muito menos consequências".

"Há umas contradições que são absurdas", criticou, e assegurou que estas entram no marco "de tirar a potestade dos pais, tirar dos pais alguns dos nossos deveres, algumas das nossas responsabilidades".

A solução para este problema, indicou, "passa pelas associações de pais e mães, que temos que nos mobilizar e exigir que não nos tirem estas questões que nos correspondem".

(Fonte: 'ACI Digital' com edição, adaptação e seleção de imagem deste blogue)

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