Pureza

Pureza
Rezemos pela pureza de todos os que se encontram ao serviço de Jesus Cristo e da Sua Igreja, para que livres do pecado sejam bons filhos de Deus

sexta-feira, 3 de julho de 2015

HINO (Breviário / Laudes)

Aceitai benignamente,
São Tomé, todo o louvor
Que à vossa glória de Apóstolo
As nossas almas proclamam.

Seguindo os passos de Cristo,
Confessastes estar pronto
A verter por Ele o sangue
No sacrifício da vida.

Veio depois o momento
Da vossa incredulidade:
– «Só creio se vir os cravos
Das chagas do meu Senhor».

Mas apenas ressoou
A voz do Ressuscitado,
Logo acordastes, clamando:
«Ó meu Senhor e meu Deus!».

Também convosco adoramos
O Mestre do amor divino:
Avivai a nossa fé
Com o vosso testemunho.

E por vossa intercessão,
Ao fim da grande jornada,
Possam ver os nossos olhos
Jesus Cristo em plena glória.

COMO TOMÉ!

Anda, aproxima-te e coloca a tua mão no meu lado e nas minhas mãos. Não sejas incrédulo.

Mas, Senhor, eu não sou incrédulo! Eu acredito!

Ó meu Joaquim, procura lá bem dentro do teu coração, se não tens dúvidas, se por vezes não pensas que tudo isto parece uma “história” impossível?

Ó Senhor, assim não vale! Tu lês o meu coração, Tu conheces os meus pensamentos!

Pois conheço, Joaquim, por isso Eu te questiono, por isso Eu te provoco, por isso Eu te provo, para que cada vez mais Eu seja uma certeza na tua vida.

Eu sei, Senhor, eu sei! Por isso Te amo tanto! Porque não me queres deixar entrar na rotina de uma fé vivida sem amor, sem chama, sem sentido.

Vês, se não te chamasse agora viverias o dia de hoje com apenas uma “recordação” de Mim. Mas chamei-te, e assim pudeste “ver-me”, porque se te abriram os olhos do coração, os olhos do amor, e assim acreditaste sem ver.

Meu Senhor e meu Deus!

Monte Real, 3 de Julho de 2014

Incredulidade de S. Tomé – Caravaggio (1599) – Novo Palácio de Potsdam – Alemanha

O testemunho de Tomé

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), bispo de Ravena, doutor da Igreja
Sermão 84; PL 52, 438


Porque procura Tomé provas da sua fé ? […] O vosso amor, irmãos, teria gostado de que, após a ressurreição do Senhor, a falta de fé não deixasse ninguém na dúvida. Mas Tomé trazia no coração, não só a sua própria incerteza, mas a de todos os homens. Já que teria de pregar a ressurreição às nações, queria saber, como bom trabalhador, sobre que fundamentos poderia edificar um mistério que exige tanta fé. E o Senhor mostrou a todos os apóstolos aquilo que Tomé pedira: «veio Jesus e mostrou-lhes as mãos e o lado» (Jo 20,19-20). Com efeito, Aquele que entrou estando as portas fechadas poderia ser tomado pelos discípulos por um espírito se não pudesse mostrar-lhes que era realmente Ele; e as chagas eram o sinal da sua Paixão.

Depois aproximou-se de Tomé e disse-lhe: «Mete a tua mão no meu lado e não sejas incrédulo, mas crente.» Que estas feridas que abres de novo façam correr a fé por todo o universo, elas que já tinham vertido a água do baptismo e o sangue do resgate (Jo 19,34). Tomé respondeu: «Meu Senhor e meu Deus!» Venham os incrédulos e compreendam e, como diz o Senhor, não sejam mais incrédulos, mas crentes. Tomé manifesta e proclama que não está ali apenas um corpo humano, mas que, pela Paixão do seu corpo de carne, Cristo é Deus e Senhor. Aquele que sai vivo da morte e que ressuscita das suas chagas é verdadeiro Deus.

O Evangelho do dia 3 de julho de 2015

Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Os outros discípulos disseram-lhe: «Vimos o Senhor!». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas Suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no Seu lado, não acreditarei». Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, colocou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». Em seguida disse a Tomé: «Mete aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel!». Respondeu-Lhe Tomé: «Meu Senhor e Meu Deus!». Jesus disse-lhe: «Tu acreditaste, Tomé, porque Me viste; bem-aventurados os que acreditaram sem terem visto».

Jo 20, 24-29