Bom Jesus, incentivaste-nos a amar e seguir sempre o Pai amando-Te e seguindo-Te numa extraordinária atitude de abnegação e de esquecimento de Ti próprio, mas, queridíssimo Jesus Cristo, tarefa de tão difícil que chegamos a julgar impossível de imitar.
De facto, só com a Tua ajuda e imbuídos de muita Fé conseguimos fazê-lo algumas vezes, poucas, concluímos diariamente em exame de consciência, que nos leva a renovar propósitos a fim de almejarmos viver seguindo o Teu exemplo.
Bom Mestre, ajuda-nos ao vermo-nos no espelho da consciência e descortinar a Tua presença na nossa alma durante as vinte e quatro horas de cada dia.
A Paz só é autêntica se imbuída do perdão, invocar a Paz quando prevalece o rancor, pode ser politicamente correcto, mas não deixa de ser uma hipocrisia. JPR
Iluminai-me, ó bom Jesus, com a claridade da luz interior e dissipai todas as trevas que reinam em meu coração. Refreai as dissipações nocivas e rebatei as tentações, que me fazem violência. Pelejai valorosamente por mim, e afugentai as más feras, essas traiçoeiras concupiscências, para que se faça a paz por vossa virtude, e ressoe perene louvor no templo santo, que é a consciência pura. Mandai aos ventos e às tempestades; dizei ao mar: aplaca-te, e ao tufão: não sopres; e haverá grande bonança.
Católico sem oração?... É como um soldado sem armas. (Sulco, 453)
Eu aconselho-te a que, na tua oração, intervenhas nas passagens do Evangelho, como um personagem mais. Primeiro, imaginas a cena ou o mistério, que te servirá para te recolheres e meditares. Depois, aplicas o entendimento, para considerar aquele rasgo da vida do Mestre: o seu Coração enternecido, a sua humildade, a sua pureza, o seu cumprimento da Vontade do Pai. Conta-lhe então o que te costuma suceder nestes assuntos, o que se passa contigo, o que te está a acontecer. Mantém-te atento, porque talvez Ele queira indicar-te alguma coisa: surgirão essas moções interiores, o caíres em ti, as admoestações.
(…)Há mil maneiras de rezar, digo-vos de novo. Os filhos de Deus não precisam de um método, quadriculado e artificial, para se dirigirem ao seu Pai. O amor é inventivo, industrioso; se amamos, saberemos descobrir caminhos pessoais, íntimos, que nos levam a este diálogo contínuo com o Senhor. (…)
Se fraquejarmos, recorreremos ao amor de Santa Maria, Mestra de oração; e a S. José, Pai e Senhor nosso, a quem tanto veneramos, que é quem mais intimamente privou neste mundo com a Mãe de Deus e – depois de Santa Maria – com o seu Filho Divino. E eles apresentarão a nossa debilidade a Jesus, para que Ele a converta em fortaleza. (Amigos de Deus, 253. 255)
Gabriel Muniz tem onze anos. Nasceu sem pés devido a uma má formação congénita mas é um excepcional jogador de futebol e esta semana comoveu a sociedade espanhola por ter alcançado o sonho de treinar com o FC Barcelona e jogar bola com Dani Alves e Lionel Messi. Para os líderes pró-vidaespanhóis, sua história desafia a lei que permite oabortoeugénico no país.
Sandra, mãe de Gabriel, pensou que seu filho não poderia valer-se por si mesmo pois não contava com os recursos económicos para dar à criança um tratamento adequado. Entretanto, o assombroso menino conseguiu caminhar após cumprir um ano de idade.
Gabriel vive num humilde lar de Campos dos Goytacazes, no nordeste do Rio do Janeiro. Compartilha seu pequeno quarto com o irmão mais velho, Mateus. Vai de bicicleta para a escola todos os dias e passa seu tempo livre jogando futebol com os amigos.
Sua incrível habilidade para a modalidade já lhe rendeu várias medalhas escolares e a possibilidade de participar em julho do ano passado numa academia organizada pelo Barcelona no “país do futebol”, onde a imprensa divulgou sua comovedora história de superação.
"Logo que ele começou a caminhar nós o perseguíamos esperando que fosse cair mas ele nunca caiu", recordou sua mãe em uma reportagem para a televisão brasileira.
Perante a destreza e empenho do menino, o FC Barcelona ofereceu uma viagem com tudo pago a Espanha para treinar na escolinha do clube durante uma semana e conhecer a equipe, incluindo Dani Alves e Lionel Messi. O menino deixou uma lição de vida que os famosos jogadores não esquecerão.
Um dos mais eloquentes encontros do menino foi com o jogador brasileiro Adriano Correia, quem assegurou que o caso do Gabriel "é uma lição de vida, de superação total, porque muitas vezes reclamos por certas coisas e você o vê tão feliz, fazendo tudo com tanta alegria... que agradeceu Gabriel "por ser assim”. “Deus queira que ele cumpra todos os seus sonhos", afirmou o atleta.
O jogador brasileiro assegurou que não tinha ideia de como Gabriel conseguia superar sua deficiência física para jogar futebol: “é uma coisa incrível”. “Me tocou muito e levarei isso para toda minha vida", disse Adriano.
Para a líder pró-vida Gádor Joya, o caso de Gabriel chama os espanhóis a refletirem, pois "quando falamos de aborto eugénico devemos recordar a atrocidade que supõe sentenciar à morte a um ser humano porque não cumpre um determinado nível de 'qualidade biológica'".
"Acaso alguém pode dizer que é biologicamente perfeito? Acaso alguém pode outorgar um certificado de qualidade a outro ser humano?", questionou.
Gádor Joya, porta-voz da plataformapró-vidaespanhola Direito a Viver, assinalou que a história do menino brasileiro demonstra que o aborto eugénico é inadmissível.
Em declarações ao grupoACIno dia 25 de outubro, Joya assinalou que "a história do Gabriel é um exemplo mais de que o aborto eugénico, aquele que se pratica sob a premissa desumana de que quem padece uma enfermidade ou um defeito físico antes de nascer não merece viver, é absolutamente inadmissível".
A Dra. Joya também alertou "sobre os avanços científicos que permitem a detecção precoce de enfermidades e más formações nos fetos. Estes mecanismos só devem servir para uma melhor preparação médica, psicológica e social, nunca para adiantar a prática do aborto".
Por sua parte, o Dr. José Maria Simón Castellví, membro do Pontifício Conselho para os Agentes Sanitários (Pastoral da Saúde) e presidente da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (FIAMC), disse ao grupo ACI que a legislação espanhola "é um desastre" no que se refere à defesa da vida das pessoas com deficiência física.
"Aborta-se sem limite de semanas e com poucos controlos", criticou o médico.
Simón Castellví, que participa no Sínodo dosBispossobre a Nova Evangelização como auditor, lamentou que "a polícia ou o Ministério não indaguem nos casos de aborto".
"É muito triste que um ser humano com problemas seja considerado inferior a um sujeito são. Nossa civilização está fracassando!", assinalou.
A porta-voz de Direito a Viver assinalou que se o Ministro da Justiça da Espanha, Alberto Ruiz-Gallardón, responsável pela reforma da lei do aborto nesse país, cumpre com a oferta de respeitar a sentença do Tribunal Constitucional sobre aborto de 1985, "acabaria com 98 por cento dos abortos porque tanto o aborto eugénico como o chamado terapêutico, seriam inconstitucionais".
A lei do aborto vigente na Espanha foi aprovada em fevereiro de 2010. Foi impulsionada pelo PSOE, mais precisamente pela então ministra da Saúde, Bibiana Aído. Esta norma permite o aborto a pedido das mães até a semana 14 de gestação, incluindo as menores de idade a partir dos 16 anos. O governo de Mariano Rajoy do Partido Popular propõe-se reformar esta lei que atualmente se encontra em debate.
Vivemos tempos dolorosos, com Portugal enfrentando desafios históricos. São compreensíveis discussões, protestos, até tumultos. Apesar disso, alguns extremos verbais de pessoas responsáveis degradam o debate político. Compreende-se a irritação, mas espanta a falta de sensatez e nível democrático. Precisamente porque o momento é doloroso tem de haver recato.
(…)
Cada um tem as opiniões que quiser, e em tempos dolorosos elas tendem a extremar-se. Apesar disso surpreende a falta de sensibilidade a alguns pontos elementares. Os economistas que zurzem tão violentamente a orientação do Governo conhecem como poucos a situação delicada em que o país se encontra. Sabem perfeitamente como é mínima a margem de manobra que nos é permitida. A condição do actual ministro das Finanças é a mais limitada e restrita de todos detentores do cargo nas últimas décadas, precisamente por causa dos erros cometidos nessas décadas.
O Orçamento em discussão nasce totalmente espartilhado, preso ao Memorando de Entendimento, que foi concebido, não por forças maléficas, mas pelos nossos parceiros europeus e pela instituição mundial mais experiente em ajustamento de economias. A reestruturação é indispensável e inevitavelmente dolorosa. O compromisso assinado, vinculativo em termos nacionais e aceite pelas forças políticas responsáveis, exigia um défice de 3% em 2013. Na última revisão o limite foi ajustado para 4.5%, concedendo na prática mais um ano de folga ao país.
Compreende-se a irritação dos ex-ministros, mas lamenta-se a falta de comedimento e autocontrolo. Eles próprios ouviram no seu tempo frases desse tipo, mas nunca na boca de antecessores. A sua experiência ensinou-lhes como a retórica exagerada pode ser devastadora. Têm consciência que expressões como as que disseram, não contribuindo em nada para resolver as dificuldades, ajudam pelo contrário a aumentar a animosidade, incerteza e desequilíbrio nacionais. Críticas há muitas, e até há alternativas. São é piores. Todas as soluções passam por pedir renegociação das condições, o que manifesta não haver escolha.
A discordância é saudável e o debate democrático. Mas quando as coisas serenarem, será difícil entender como pessoas responsáveis sugeriram revoluções violentas, assassinatos políticos ou que o Orçamento nos mata a todos. É tão fácil dizer mal. Difícil mesmo é fazer bem.
«Porque o “sim” de Maria é tão imaculado e perfeito, a sua imitação e veneração não constitui qualquer espécie de espiritualidade separada. É o contrário que há que dizer: nenhuma espiritualidade aprovada na Igreja pode permitir-se chegar a Deus passando ao lado deste modelo de perfeição cristã e não sendo também mariana.»
(Hans Urs von Balthasar in ‘Maria primeira Igreja’ – Joseph Ratzinger e Hans Urs von Balthasar)
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Aí está a invasão publicitária, como em todos os anos nesta época: abóboras, disfarces de bruxas, de fantasmas, de esqueletos, diabos e de morte. E com nomes sugestivos: “Filha das trevas”, “A morte branca”, “Emissário da morte”, “Fantasma do Inferno”. Para as carteiras menos recheadas, também há forquilhas, cornos e caveiras luminosas e também perucas de lobisomen e dentes de vampiro. Basta entrar nos supermercados e centros comerciais e até mesmo nas lojas de bairro que adultos, crianças e jovens têm uma panóplia para celebrar o Halloween. A festa das bruxas, que se celebra na noite de 31 de Outubro, coincide com a véspera de todos os santos. Todos os anos a Santa Sé alerta para o carácter pagão do Halloween que "tem um pano de fundo de ocultismo e é absolutamente anticristã" (L’Osservatore Romano). Alguns bispos na Europa alertam os pais para esta onda de paganismo e apresentam alternativas curiosas: as Holywins - que brinca com as palavras "Santo" e "Vencer" - lançada pela diocese de Paris para juntar os jovens e crianças na noite de 31 de Outubro. Também os bispos do Reino Unido deixam um apelo para que as crianças se disfarcem de santos, em vez de bruxos e diabos, porque a palavra Halloween deriva da expressão inglesa “All Hallow’s Eve”, ou seja “Véspera de Todos os Santos”. Que bom seria se os portugueses encontrassem alternativas para testemunhar a fé e a esperança cristã diante da morte, em vez de celebrarem o Dia das Bruxas. Aura Miguel em 2010 (Fonte: site Rádio Renascença)
“Há já bastantes dias que, por necessidade, pois tenho de escrever no meu quarto e não cabe bem uma cadeira, escrevo as catarinas ajoelhado. E vem-me à ideia que, como são uma meia confissão, será grato a Jesus que as escreva sempre assim, de joelhos: procurando cumprir este propósito”, aponta referindo-se às anotações que faz sobre a sua vida interior.
Homilia atribuída a Eusébio de Alexandria (século V) Sermão sobre o domingo, 16, 1-2
A semana contém, evidentemente, sete dias: Deus deu-nos seis para trabalhar e deu-nos um para orar, repousar e nos libertarmos dos nossos pecados. Portanto, se tivermos cometido faltas nesses seis dias, podemos repará-las no Domingo e reconciliar-nos com Deus.
Vai, pois, de manhã, à igreja de Deus, aproxima-te do Senhor para Lhe confessares os teus pecados, entrega-Lhe a tua oração e o arrependimento de um coração contrito. Assiste a toda a sagrada e divina liturgia, termina as tuas preces, não saias antes do envio da assembleia. Contempla o teu Senhor, enquanto Ele estiver a ser partilhado e distribuído sem ser destruído. E, se a tua consciência estiver pura e sem pecado, avança e comunga do corpo e sangue do Senhor. [...]
Este dia foi-te oferecido para a oração e para o repouso. «Este é o dia da vitória do Senhor: cantemos e alegremo-nos nele!» (Sl 118,24). Glorifiquemos Aquele que ressuscitou neste dia, bem como o Pai e o Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.
Jesus estava a ensinar numa sinagoga em dia de sábado. Estava lá uma mulher possessa de um espírito que a tinha doente havia dezoito anos; andava encurvada, e não podia levantar a cabeça. Jesus, vendo-a, chamou-a, e disse-lhe: «Mulher, estás livre da tua doença». Impôs-lhe as mãos e imediatamente ficou direita e glorificava a Deus. Mas, tomando a palavra o chefe da sinagoga, indignado porque Jesus tivesse curado em dia de sábado, disse ao povo: «Há seis dias para trabalhar; vinde, pois, nestes e sede curados, mas não em dia de sábado». O Senhor disse-lhe: «Hipócritas, qualquer um de vós não solta aos sábados o seu boi ou o seu jumento da manjedoura para os levar a beber? E esta filha de Abraão, que Satanás tinha presa há dezoito anos, não devia ser livre desta prisão ao sábado?». Dizendo estas coisas, todos os Seus adversários envergonhavam-se e alegrava-se todo o povo com todas as maravilhas que Ele realizava. Lc 13, 10-17